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Igarapés transbordam após mais de 10 horas de chuva e deixam comunidades isoladas no interior do Acre
Cheias interditam ramais em Sena Madureira e Brasiléia; Defesa Civil monitora elevação do Rio Acre e mantém equipes em prontidão
Após mais de nove horas de chuvas intensas que atingiram praticamente todo o Acre, além de áreas da Bolívia e do Peru, igarapés transbordaram em diversas regiões do estado e causaram transtornos a comunidades rurais, deixando ramais intransitáveis e famílias isoladas.
Em Sena Madureira, o igarapé Xiburema, localizado na zona rural do município, transbordou na tarde desta sexta-feira (26) e interrompeu completamente o tráfego no ramal do quilômetro 40. A ponte que garante o acesso à comunidade ficou submersa, impossibilitando a passagem de veículos, motocicletas, pedestres e até animais.
Vídeos enviados por moradores à reportagem mostram a força da correnteza no local. Segundo relatos, a única forma de atravessar seria por meio de embarcação, mas o risco é considerado alto devido à intensidade da água. “A correnteza está muito forte e a ponte sumiu debaixo d’água. É perigoso tentar passar”, afirmou um morador.
Com a via interditada, diversas famílias ficaram ilhadas e sem acesso à BR-364, principal ligação com a área urbana do município.
Situação semelhante foi registrada em Brasiléia, no ramal do Jarinal, com acesso pelo km 5 da BR-317. O igarapé da região transbordou e deixou o trecho praticamente intransponível. Em um dos vídeos, moradores tentam atravessar com uma motocicleta que acaba tendo o motor invadido pela água. Em outra gravação, um colono montado a cavalo desiste de atravessar para não colocar a própria vida e a do animal em risco.
As chuvas intensas também vêm provocando impactos no campo, com ramais intrafegáveis, comunidades isoladas e prejuízos à produção rural. O excesso de água dificulta o acesso às propriedades, impede o escoamento da produção e pode afetar o abastecimento e os preços de alimentos na capital.
Monitoramento dos rios
Dados da Defesa Civil Municipal apontam que o volume de chuva registrado em Rio Branco nas últimas 24 horas foi de 44,40 milímetros, contribuindo para a elevação do nível do Rio Acre. Monitoramento da plataforma “De Olho no Rio”, da Prefeitura, indicou que o manancial atingiu 10,19 metros por volta das 10h45 desta sexta-feira, acompanhando o grande volume de chuvas acumuladas ao longo de dezembro, que já ultrapassou a média prevista para todo o mês.
O Sistema de Hidro-Telemetria da Rede Hidrometeorológica Nacional informou que, até as 18h (horário do Acre), o nível do Rio Acre manteve-se relativamente estável em alguns pontos, apesar das chuvas mais intensas terem ocorrido principalmente nas zonas rurais.
No posto da Aldeia dos Patos, acima do município de Assis Brasil, o nível registrado às 18h foi de 3,57 metros — três centímetros abaixo da marca registrada quatro horas antes, que era de 3,60 metros.
Já em Rio Branco, no mesmo horário, o Rio Acre ultrapassava os 12 metros, com elevação rápida em poucas horas, impulsionada pelo grande volume de água trazido pelos afluentes que deságuam na região.
A Defesa Civil permanece em estado de alerta, com equipes em prontidão, monitorando famílias em áreas de risco e prestando apoio às comunidades atingidas.
Novas informações poderão ser divulgadas a qualquer momento.
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Seis PMs do Amazonas são presos com três toneladas de drogas em Manaus
Militares com até 20 anos de corporação recebiam salários superiores a R$ 8 mil; carga foi apreendida após denúncia de tráfico
Seis policiais militares do Amazonas foram presos em flagrante na quinta-feira (26), em Manaus, com cerca de três toneladas de drogas. Eles acumulam entre 14 e 20 anos de atuação na corporação e recebem salários superiores a R$ 8 mil.
Também foram detidas outras cinco pessoas que estavam na embarcação onde o entorpecente era transportado. A prisão ocorreu após denúncia de movimentação suspeita de tráfico na região. Equipes da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) foram ao local e encontraram duas viaturas da 19ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) já rendendo os tripulantes.
Segundo as informações, a área não pertence à circunscrição da 19ª Cicom, e os policiais não teriam comunicado a ação aos superiores. Durante a abordagem, os tripulantes afirmaram que a droga estava sendo retirada gradualmente da balsa sob orientação dos militares.
Foram presos os cabos Thiago Torquato Herculano Viana, Mabio Castro Nascimento e Mariley da Silva Aparicio; os sargentos David Ramires Alencar e Tellson da Costa Antunes; e o 2º sargento Joabe Vasconcelos Maia.
De acordo com o Portal da Transparência, Joabe é o mais antigo, integrando a Polícia Militar desde 2005, com salário de R$ 14.781,67. David ingressou em 2008 e recebe R$ 14.485,55. Tellson está na corporação desde 2009, com remuneração de R$ 9.844,82. Thiago, Mabio e Mariley entraram em 2011, com salários que variam entre R$ 8.249,82 e R$ 11.790,40.
Os seis policiais e os demais suspeitos foram encaminhados ao Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), junto com a carga apreendida.
A Polícia Militar informou, em nota, que equipes da Rocam atuaram na ocorrência.
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Governo do Acre fortalece gestão ambiental com 4º Encontro da Rede de Governança
Com o objetivo de alinhar ações e fortalecer a política ambiental integrada nos municípios acreanos, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), realizou nesta quinta-feira, 26, e sexta-feira, 27, em Rio Branco, o 4º Encontro da Rede de Governança Ambiental do Acre. O evento, sediado no Hotel Nobile Suites, reuniu gestores municipais, técnicos ambientais, instituições parceiras e representantes de órgãos estaduais.

O encontro teve ínicio com a apresentação do secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, que destacou a estrutura integrada da gestão ambiental acreana, organizada em três pilares complementares: o Sistema Integrado de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Simamc), o Conselho Estadual de Meio Ambiente e Floresta (Cemaf) e a Rede de Governança Ambiental, formada pelos secretários municipais dos 22 municípios e responsável pela implementação das ações no território.
A articulação entre essas instâncias permite que dados de inteligência ambiental subsidiem decisões e políticas públicas, fortalecendo o combate ao desmatamento, a proteção dos recursos naturais e a participação social na gestão ambiental. Na sequência, equipes técnicas da Sema apresentaram a estrutura e as principais frentes de atuação da secretaria nas áreas de educação ambiental, recursos hídricos e qualidade ambiental, unidades de conservação e silvicultura, além de demonstrar de que forma o Estado pode apoiar os municípios na implementação de políticas públicas nessas áreas.

No período da tarde, os debates concentraram-se em temas estratégicos relacionados ao combate aos ilícitos ambientais. Técnicos do Ibama apresentaram um panorama das operações de fiscalização realizadas nos municípios acreanos e esclareceram o processo de licenciamento ambiental na esfera federal. No âmbito estadual, equipes da Sema e do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) detalharam as ações de comando e controle adotadas para reduzir o desmatamento e as queimadas ilegais no estado.
A programação do primeiro dia foi encerrada com a apresentação do Centro Integrado de Inteligência de Monitoramento e Gerenciamento Ambiental (Cigma), que demonstrou as ferramentas de monitoramento remoto e produção de dados utilizados para subsidiar as ações de fiscalização e o planejamento ambiental no Acre.

Assembleia geral marca avanço na governança ambiental do estado
No segundo dia, a programação iniciou com a primeira assembleia geral da Rede de Governança Ambiental, com a participação de secretários municipais e representantes dos 22 municípios acreanos. Durante a reunião, foi oficializada como secretária-executiva da Rede, a assistente de Assessoria Participativa da Sema, Saline Sena.
Também foram discutidos o planejamento de ações alusivas ao Dia Mundial do Meio Ambiente, políticas para o descarte correto de resíduos sólidos e apresentadas as principais demandas dos municípios, reforçando o papel da Rede de Governança Ambiental como espaço de diálogo, cooperação e fortalecimento da gestão ambiental local.

Durante a programação, o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA) apresentou suas principais atribuições e resultados no combate aos ilícitos ambientais no estado. Na sequência, a presidente do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), Jaksilande Araújo, apresentou o Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (Sisa), detalhando sua estrutura de governança, atribuições e programas. Foram abordados o programa pioneiro de REDD+ jurisdicional do Acre, o ISA Carbono, além do processo de consultas para atualização da repartição de benefícios, realizado nas cinco regionais do Acre.
Ainda na programação, a secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, destacou as ações desenvolvidas pela Sepi junto aos povos originários nos municípios acreanos, reforçando a importância da participação indígena na construção e execução das políticas ambientais.
Encerrando o encontro, foi apresentado o programa Adapta Cidades, iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com detalhamento de seu funcionamento e dos critérios de seleção dos municípios participantes. A proposta prioriza localidades mais vulneráveis, por serem as que mais sofrem os impactos das mudanças climáticas e, consequentemente, demandam maior apoio técnico e acesso a recursos para a implementação de medidas de adaptação.
O que eles disseram

“A importância desse evento é mostrar aos municípios quais políticas públicas a Sema está executando, para que possamos ter uma atuação mais eficiente no território. Também queremos entender os problemas que eles enfrentam e compartilhar saberes e experiências para avançar nas pautas ambientais, que interessam a todos. Foram dois dias de muito trabalho, envolvimento e integração com as secretarias municipais de meio ambiente de todo o Acre”, destaca o secretário do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho.

“A proposta é apresentar o que o Estado tem feito para melhorar a vida das pessoas, reduzir desastres ambientais e diminuir o desmatamento e as queimadas. Também buscamos entender as dificuldades dos municípios e oferecer mais apoio, não apenas em conhecimento técnico, mas também em estrutura. Por isso, reforço que é um grande evento e parabenizo a Sema por esse trabalho e pela aproximação cada vez maior com os municípios diante dos desafios ambientais.”, diretor de Licenciamento de Atividades Rurais, Florestais e Fauna do Imac, Ivo Péricles.

“Essa integração é extremamente importante, pois fortalece o diálogo entre Estado e municípios e amplia a participação dos diversos atores da agenda ambiental. No ano passado estivemos nas cinco regionais do estado realizando o processo de atualização da repartição de benefícios do programa ISA Carbono. Hoje, ao participar deste encontro, percebemos um avanço significativo na política ambiental do Acre.”, explicou a presidente do IMC, Jaksilande Araújo.

“Este encontro representa uma oportunidade muito significativa para os municípios, pois somos nós que lidamos diretamente com os desafios no território. A proximidade e a interlocução com o Estado e com as demais instituições que compõem a agenda ambiental são essenciais para fortalecer a gestão local. A programação foi muito importante ao abordar temas comuns que desafiam os municípios e contribuir com orientações práticas para nossa atuação”, ressaltou a diretora da Divisão de Gestão Ambiental e Mudanças Climáticas da Secretaria de Meio Ambiente de Rio Branco (Semeia), Aline Martins.

“Este encontro é muito importante para o nosso município, especialmente por conta dos desafios logísticos que enfrentamos. Temos dificuldades relacionadas, por exemplo, à gestão do cemitério e dos resíduos sólidos. Estar aqui, alinhando essas ações e recebendo orientações, contribui diretamente para melhorar nossa realidade. O apoio do governo é essencial para que possamos avançar na gestão ambiental do Jordão”, explicou a secretária de Meio Ambiente e Turismo de Jordão, Sandra Sampaio.

“É um grande prazer participarmos do 4º encontro da Rede de Governança Ambiental. A nossa região tem muito a aproveitar deste momento, pois daqui surgem pautas extremamente importantes para a gestão ambiental local. A união entre o Estado e os órgãos de controle presentes, todos alinhados nessa rede, é de suma importância para fortalecer as ações e garantir melhores resultados nos municípios”, ressaltou a secretária de Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade de Cruzeiro do Sul, Edna Fonseca.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Após dois dias presa, prefeita de Cobija é solta e agradece apoio popular: “Conheci a realidade do sistema prisional”
Ana Lucia Reis foi detida ao desembarcar em aeroporto na quinta-feira (26) por dívidas trabalhistas de gestões anteriores; dívida estimada chega a 7 milhões de bolivianos

A prefeita de Cobija, capital do departamento de Pando, na Bolívia, Ana Lucia Reis, deixou o presídio de Villa Busch nas últimas horas desta sexta-feira (27) após permanecer dois dias detida por dívidas trabalhistas relacionadas a administrações anteriores do município.
Ao sair da unidade prisional, a gestora foi recebida por apoiadores que aguardavam sua liberação. Em seu primeiro contato com a imprensa, agradeceu o apoio recebido e destacou a experiência de ter conhecido as condições reais em que vivem as pessoas privadas de liberdade no centro penitenciário.
Prisão
Reis foi detida na quinta-feira (26) ao desembarcar no Aeroporto Capitán Aníbal Arab Fadul, em Cobija, quando retornava de uma viagem oficial a La Paz, onde buscava recursos para o município. A prisão ocorreu em cumprimento a mandados judiciais relacionados a processos trabalhistas movidos por ex-servidores municipais.
Segundo informações apuradas pela imprensa boliviana, a prefeita enfrentava seis mandados de prisão expedidos pela Justiça do departamento de Pando, com dívida estimada em aproximadamente 7 milhões de bolivianos (cerca de R$ 5 milhões). Os débitos referem-se a benefícios sociais e salários não pagos a ex-funcionários e ex-vereadores, incluindo cobranças de bônus de fronteira referentes a gestões passadas.
A defesa da prefeita e a administração municipal divulgaram notas esclarecendo que os processos não estão relacionados a atos da atual gestão, mas sim a obrigações trabalhistas herdadas de administrações anteriores. Segundo comunicado oficial, a gestão atual “vem atuando com responsabilidade institucional, impulsionando o ordenamento e saneamento progressivo de obrigações herdadas”.
Situação jurídica e funcionamento da prefeitura
De acordo com o diretor de Comunicação da prefeitura, George Zabala, no sistema jurídico boliviano os processos são vinculados ao CPF do gestor, o que faz com que cada nova administração assuma dívidas institucionais como responsabilidade pessoal. Zabala afirmou que o valor estimado da dívida da prefeitura é inferior a 1 milhão de bolivianos, embora outras fontes apontem valores superiores.
Apesar da prisão da prefeita, a prefeitura de Cobija manteve atendimento normal, com servidores cumprindo horários regulares de trabalho. O gabinete da prefeita permaneceu fechado, com objetos pessoais e documentos ainda no local.
Em mensagem publicada nas redes sociais após sua libertação, a prefeita manifestou-se “tranquila” e afirmou que sua situação jurídica responde estritamente a processos trabalhistas herdados de gestões anteriores. Ela deve agora responder às ações judiciais em liberdade, enquanto acompanha os desdobramentos do caso.
Cobija é capital do departamento de Pando e faz fronteira com o Acre, sendo cidade vizinha aos municípios brasileiros de Brasiléia e Epitaciolândia, o que amplia a repercussão do caso na região de fronteira.






















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