Por Iryá Rodrigues

O réu Francisco de Oliveira, acusado de matar a ex-mulher Carina Martins da Silva, em abril deste ano vai a júri popular. Na decisão de pronúncia, o juiz Guilherme Fraga negou o direito de Oliveira recorrer em liberdade.

O advogado do réu, Jeison Farias da Silva, disse que prefere não comentar sobre o caso antes de falar com o cliente.

Carina foi morta com pelo menos cinco golpes de faca no último dia 15 de abril na cidade de Tarauacá, no interior do Acre.

Após desferir os golpes contra a ex-mulher, o suspeito deixou o filho deles de apenas 1 ano de idade ao lado do corpo da vítima. Foi o choro da criança que chamou a atenção dos vizinhos e fez eles encontrarem a jovem morta.

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Dois dias depois do crime, Oliveira foi preso na BR-364 enquanto fugia de bicicleta em direção à comunidade rural Acural.

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Na época da prisão, o delegado responsável pelo caso, Valdinei Soares disse que Oliveira confessou o crime e informou que a morte foi durante uma discussão porque ele havia pego o celular dela para olhar e a vítima não gostou.

Ele contou ao delegado que a vítima então teria dito que ia mandar ele para o inferno e pegou uma faca. Foi quando ele pegou a fada das mãos dela para se defender e acabou desferindo os golpes.

Oliveira foi denunciado pelo crime de homicídio com as qualificadoras de feminicídio, meio cruel, motivo torpe, meio que dificulte a defesa da vítima e ainda violência doméstica.

Carina tinha medida protetiva contra o ex — Foto: Arquivo pessoal

Medida protetiva contra o ex

O casal estava separado há cerca de dois meses e, segundo o delegado, a mulher tinha uma medida protetiva contra o ex. Ele é presidiário e cumpria pena em regime semiaberto.

Na delegacia da cidade existe ainda dois procedimentos abertos pela mulher com relação ao crime de violência doméstica. Ainda de acordo com o delegado na época, no local onde ela foi morta, a polícia encontrou a faca de mesa usada no crime e alguns documentos do ex-companheiro.

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