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Homem não aceita fim de namoro e comete suicídio em Brasiléia

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Delegado de Brasiléia, Cristiano Bastos, esteve no local do suicídio - Fotos: Alexandre Lima

Delegado de Brasiléia, Cristiano Bastos, esteve no local do suicídio – Fotos: Alexandre Lima

Alexandre Lima

Era por volta das 20h40 desta segunda-feira, dia 21, quando autoridades militares foram acionadas através do 190 (Emergência), para averiguarem um possível suicídio ocorrido no Bairro Eldorado, na cidade de Brasiléia, localizada na fronteira do Acre.

Ao chegarem numa pequena casa, tiveram que arrombar a porta para ao perceberem através da um brecha, que havia um corpo de um homem já sem vida, dependurado numa corda. O suicida foi identificado, era Geraldo Santos de Araújo, de 32 anos.

O mesmo era trabalhador braçal, natural do município vizinho de Xapuri, distante cerca de 78 km e morava sozinho. Segundo foi apurado no local, Geraldo era tido como uma pessoa ciumenta e esse pode ter sido o motivo do término do romance, e havia anunciado que se a namorada o deixasse, se mataria.

Foi encontrado encima da cama, um bilhete com data onde dizia que amava a namorada. Geraldo pôs uma corda no pescoço e pulou de um banquinho e tirou sua vida e pode ter acontecido após às 12 horas. Após a chegada de policiais militares, perito criminal e do delegado, os bombeiros retiraram o corpo do local para ser entregue ao IML.

Corpo de Geraldo foi levado ao necrotério do Hospital de Brasiléia, para em seguida ser transferido ao IML na Capital - Foto: Alexandre Lima

Corpo de Geraldo foi levado ao necrotério do Hospital de Brasiléia, para em seguida ser transferido ao IML na Capital – Foto: Alexandre Lima

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Acre

Pesquisa alerta para presença de doença propagada por morcegos no Acre

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Histoplasmose é uma infecção pulmonar causada por fungo propagado por morcegos, e pode ser perigosa para imunossuprimidos. Pesquisa é do mestre em Ciência Animal pela Ufac, Jhonatan Henrique, que identificou a presença da doença em amostras dos mamíferos capturados no estado.

Fungo que causa histoplasmose foi identificado em morcegos no Acre. Foto: Arquivo pessoal

Um estudo de mestrado da Universidade Federal do Acre (Ufac) alerta para a presença da histoplasmose em território acreano. Trata-se de uma infecção pulmonar causada por fungo propagado, em sua maioria, por morcegos. 

Potencialmente patogênico para humanos e animais, a doença não é contagiosa, mas pode se tornar ainda mais perigosa para imunossuprimidos, ou seja, pessoas que recebem ou receberam tratamento que mexe com o sistema imunológico.

A reportagem, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) informou que há registros de casos de histoplasmose no estado, mas ainda sem relações comprovadas com morcegos. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) disse que são feitas ações de limpeza em espaços onde há circulação constante de pessoas.

Na pesquisa, inédita para a região, foram capturados 96 morcegos em cinco áreas distintas da capital acreana, mais precisamente parques abertos. A captura dos animais, autorizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), foi feita entre dezembro de 2022 e outubro de 2023.

Foram usadas redes de neblina, que são redes transparentes de seda/nylon usadas por biólogos para captura de aves e morcegos. Depois de capturados, os animais foram submetidos à anestesia e eutanásia para que fosse possível retirar o pulmão dos animais e analisá-lo.

Dos bichos capturados, 52,08%, ou seja, 50 das 96 amostras recolhidas, apresentaram estruturas compatíveis com leveduras de Histoplasma, que ocasiona a histoplasmose.

O pesquisador e mestre em Ciência Animal, Jhonatan Henrique Lima da Rocha, explicou que o fungo que ocasiona a doença está presente na natureza, mas se concentra em locais onde há grande quantidade de fezes de aves e morcegos. Ou seja, só causa danos à saúde se houver contato com os esporos do fungo.

“Como esses animais [morcegos] usam regiões urbanas de abrigo, forro de casas e áreas abandonadas pode aumentar as chances de infecção”, explicou o médico veterinário.

Os resultados apresentam dados que apontam os morcegos como dispersores deste fungo, e compõem a dissertação intitulada “Detecção de Histoplasma capsulatum em morcegos (Mammalia: Chiroptera) no município de Rio Branco, Acre, Amazônia Ocidental”.

Incidência de morcegos

Com 181 espécies com ocorrência confirmada no país, os morcegos são o segundo grupo de espécies mais abundantes do Brasil, atrás apenas dos roedores. Estes mamíferos, de hábitos noturnos, são animais importantes para os ecossistemas, desempenhando muitas funções que vão do controle biológico até a polinização. No Acre, têm-se registro de 64 espécies.

Eles podem ser:

  • insetívoros (se alimentam de insetos),
  • frugívoros (se alimentam de frutos),
  • nectarívoros (encontram alimento no néctar das flores),
  • hematófagos (se alimentam de sangue),
  • carnívoros (que se alimentam de outros vertebrados). A presença dos hematófagos é considerada rara em áreas urbanas.

No caso da histoplasmose, o morcego não a desenvolve, mas acaba atuando como ‘reservatório’. Ele carrega o fungo por meio dos esporos que se desenvolvem entre 20 a 30 dias, segundo o veterinário. Ele explica que ainda que é parecido ao fungo que se vê em pães estragados.

“As fezes do morcego favorecem o crescimento desse fungo nos locais. Como ele está presente no ambiente, o ar pode carrear [arrastar] esses esporos fúngicos, que são microscópicos, e isso ajuda a se desenvolver. Mas nem sempre, quando há a presença das fezes dos morcegos ou de aves, esse fungo vai se desenvolver. Depende também, por exemplo, da umidade, do local, da temperatura, que são questões favoráveis para o desenvolvimento de fungos”, explicou.

Pesquisa utilizou redes de neblina para captura de morcegos em Rio Branco, autorizadas pelo ICMBio. Foto: Arquivo pessoal

Segundo o Ministério da Saúde, há relatos históricos, desde 1996, de casos na América do Sul em países como Argentina, Venezuela, Equador, Paraguai, Uruguai, Colômbia e Brasil, tendo sido registradas em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Goiás. No entanto, não há integração da doença na lista nacional de doenças de notificação compulsória, ou seja, que há registros frequentes.

“Elas também não são objeto de vigilância epidemiológica, de rotina, com exceção de estados brasileiros que instituíram essa notificação de iniciativa do seu âmbito de gestão. Por isso, não existem dados epidemiológicos da ocorrência, magnitude e transcendência da histoplasmose em nível nacional”, diz o órgão.

Registros no Acre

No Acre, há registros da doença em humanos, segundo a Sesacre, mas sem relações diretas com morcegos até então. O pesquisador disse que um gato teve diagnóstico recente de histoplasmose identificado através de uma lesão, o que acende um alerta para que haja, no sistema de saúde local, um diagnóstico diferenciado e maior atenção a grupos de trabalhadores como limpadores de forro e jardineiros, que têm contato direto com poeira e podem aspirar esses esporos fúngicos.

Na região Norte, os estados como Amazonas e Pará também têm registros da doença, “o que pode significar que ocorre uma possível subnotificação ou diagnóstico insuficiente [no Acre], uma vez que a região apresenta todos os fatores predisponentes para o ciclo e manutenção do microrganismo, como a presença dos reservatórios, ambiente e clima favorável”, frisa a pesquisa.

As pessoas imunossuprimidas, que são pacientes com baixa imunidade também devem ter cuidado. O grupo considera os seguintes grupos como mais suscetível a possíveis infecções:

  • Pessoas transplantadas de órgão sólido ou de medula óssea;
  • Pessoas com HIV e CD4 <350 células/mm3;
  • Pessoas com doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida;
  • Pessoas em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias;
  • Pessoas com neoplasias hematológicas, como leucemias, linfomas e síndromes mielodisplásicas;
  • Pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses.

“A nossa intenção é mais para alertar que tem a existência do patógeno [doença] no estado, que os profissionais da saúde consigam ter um novo diferencial ou um novo olhar em casos suspeitos, principalmente em locais onde as pessoas possam falar que teve contato com fezes de aves ou morcegos e ajudar a melhorar essa questão diagnóstica”, destacou o pesquisador.

Pesquisa de mestrado identificou presença de patógeno em morcegos da fauna acreana — Foto: Arquivo pessoal

Como agem as secretarias de Saúde e de Meio Ambiente

Para traçar estratégias de combate ao fungo, foi feita uma reunião no último dia 25 de junho para apresentar os resultados das pesquisas às autoridades de saúde locais, onde estiveram presentes membros da Sesacre e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia). Foram feitas também recomendações como ações de conscientização e capacitação dos profissionais de saúde.

A Sesacre afirmou que representantes da pasta participaram do encontro e que já existe o monitoramento de casos de histoplasmose no estado, orientado por meio da Nota Técnica 5/2023. Segundo eles, o foco se concentra majoritariamente no combate à criptococose [doença do pombo], que já teve casos devidamente constatados. O método de ação contra a histoplasmose é similar.

Na nota técnica, a secretaria destaca que “tal controle é tarefa complexa pois são animais com alta capacidade de adaptação aos ambientes urbanos onde há presença de resíduos e oferta de alimentos”.

“As estratégias de manejo do ambiente para evitar os morcegos são, até certo ponto, similares as dos pombos, a problemática também. O histoplasma é citado na nota trabalhada pelo Núcleo de Zoonoses”, comentou o coordenador do Núcleo de Zoonoses da Sesacre, Victor Luciano de Albuquerque Mattos.

O documento destaca ainda que as estratégias de combate à infestação por pombos e morcegos devem considerar:

  • a redução da oferta de alimentos em espaços públicos;
  • o controle dos resíduos e restos alimentares;
  • as boas práticas quanto a manutenção da higiene do ambiente e a redução da presença de abrigos urbanos para os animais, especialmente em forros e telhados.

“Também há a recomendação de que seja efetuada a contratação de empresa especializada em serviço de desinsetização, desratização e despombalização para que seja efetuada a remoção mecânica dos animais, a limpeza dos ambientes contaminados, o controle biológico nos ambientes internos e externos, além da instalação de medidas preventivas como telas nos abrigos e vedações em frestas”, diz.

Já a Semeia disse que o órgão faz ações de limpeza de áreas onde há maior trânsito de pessoas, a fim de evitar acúmulo de fezes de morcegos e aves.

“Os locais de coleta dos morcegos foram trilhas naturais, onde há menor circulação. É importante ressaltar que aves e morcegos desempenham papel importante papel ecológico na manutenção e equilíbrio biológico da fauna e da flora, como presas e predadores e dispersores de sementes”, ressaltou.

Sintomas da doença incluem:

  • Febre
  • Tosse
  • Fadiga
  • Dores de cabeça
  • Dores no peito
  • Calafrios

Medidas de controle e prevenção:

  • Evitar a exposição direta ao fungo;
  • Uso de máscaras e outros equipamentos de proteção individuais em locais de riscos;
  • Higienizar locais com excesso de poeira e fezes de animais com uso de água e desinfetante;
  • Em casos de sintomas, que costumam se desenvolver entre três a 17 dias após a inalação do fungo, procurar uma unidade de saúde.

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Artesanato acreano bate recorde de vendas na 24ª Fenearte

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Juntos, os nove artesãos participantes faturaram R$ 413 mil

Destaque durante a 24ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), o artesanato acreano liderou o ranking de vendas com R$ 413 mil faturado. O evento, que é a maior feira de artesanato da América Latina, aconteceu de 3 a 14 de julho, em Olinda (PE), reunindo mais de 5 mil artesãos, expositores e empreendedores de todo o país.

Nove artesãos dos municípios de Rio Branco, Epitaciolândia, Cruzeiro do Sul e Sena Madureira, destacaram-se pela qualidade e originalidade de seus produtos, que retratam a cultura e a biodiversidade da Amazônia.

O gestor de Artesanato, Cultura e Turismo, Aldemar Maciel, acompanhou todo o processo de seleção desde o início. “O Sebrae ofereceu suporte desde o edital de seleção, além da orientação e assistência para esses empreendedores, inclusive com ajuda de custo. Na feira, eles realizaram vendas tanto no varejo, quanto no atacado, para isso, foi necessário selecionar os produtos mais competitivos no mercado”.

Dentre os participantes, dois são premiados pelo Prêmio Sebrae TOP 100: Marchetaria do Acre e Doutor da Borracha. Segundo o gestor, as peças destas empresas são carro chefe de vendas. “São empresas já consagradas, que os clientes chegam ao estande procurando por seus produtos, e isso é bom porque traz visibilidade para os demais artesãos, que também conseguiram vender bastante nesta edição”, pontuou Maciel.

Para a artesã de biojóias e decoração, Márcia Lima, a participação na feira trouxe satisfação e sensação de dever cumprido. “Estou muito feliz. Agradeço muito a secretaria, que esteve conosco todos esses doze dias na feira, compartilhando nossas apresentações, nossas aflições, cansaço e nossas alegrias. O Sebrae foi um grande parceiro junto a nós. Só tenho a agradecer”, disse.

A participação dos artesãos acreanos foi viabilizada por meio de uma parceria entre Sebrae no Acre, Governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (SETE), Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) e Programa Redd+Early Movers (REM KfW).

“A Fenearte é uma referência como Feira de Artesanato Nacional, sendo a maior feira de artesanato do Brasil e também uma referência de feira de artesanato da América Latina. Foram doze dias de comercialização intensa de produtos. Nosso estande estava repleto de produtos e tivemos esse resultado extremamente positivo e significativo”, disse o secretário de Estado de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias.

Outro ponto que vale destacar é a participação da empresa Doces Tropicais no evento. Com apoio do Sebrae, ela fez um investimento significativo na aquisição de um estande e obteve sucesso na comercialização dos produtos que levou para a feira, alcançando volume expressivo de vendas.  

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Acusado de assassinar diarista a tiros é condenado a mais de 30 anos de prisão

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Em 20 de janeiro de 2020, o réu participou de uma fuga em massa do presídio, na qual 26 detentos escaparam do maior complexo penitenciário do Acre após escalar a muralha com “terezas” (cordas feitas de lençóis).

Sebastião foi rendido, obrigado a ajoelhar-se e executado com dois disparos na cabeça. O corpo foi encontrado somente à noite, horas após o crime.

A 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Rio Branco, condenou a mais de 30 anos de prisão o detento Raimundo Nonato dos Santos Fonseca, conhecido como “Didi”, acusado de executar o diarista Sebastião Rodrigues da Silva. O crime ocorreu no dia 3 de março de 2020, na residência da vítima, localizada no Beco Ouricuri, no Bairro Recanto dos Buritis.

De acordo com a investigação, Sebastião foi rendido, obrigado a ajoelhar-se e executado com dois disparos na cabeça. O corpo foi encontrado somente à noite, horas após o crime.

A denúncia apresentada pelo promotor Carlos Pescador foi julgada procedente, e o conselho de sentença do Tribunal do Júri acatou a tese do MP, condenando Raimundo Nonato dos Santos Fonseca. Didi terá que cumprir 31 anos e 14 dias de prisão em regime fechado. A decisão foi do juiz Robson Aleixo, durante sessão realizada na quinta-feira, 18, no Fórum Criminal da capital.

Durante o interrogatório, Didi assumiu a autoria do assassinato do diarista Sebastião Rodrigues da Silva. Consta na investigação que Sebastião foi rendido, obrigado a ficar de joelhos e, em seguida, foi assassinado com pelo menos dois tiros na região da cabeça.

Segundo o promotor Carlos Pescador, a vítima foi assassinada porque Didi suspeitava que ela teria passado informações a policiais penais sobre o paradeiro dos fugitivos do presídio. Em 20 de janeiro de 2020, o réu participou de uma fuga em massa do presídio, na qual 26 detentos escaparam do maior complexo penitenciário do Acre após escalar a muralha com “terezas” (cordas feitas de lençóis). Didi foi recapturado no dia 5 de junho de 2020 por investigadores da Delegacia de Homicídios. Na decisão, o juiz negou ao réu o direito de recorrer à sentença em liberdade.

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