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Volta às aulas: especialistas explicam em 10 pontos como fazer um retorno mais seguro

A ventilação dos ambientes, assim como o uso de máscaras adequadas e o distanciamento devem ser os principais fatores de atenção dos pais e responsáveis, segundo os especialistas ouvidos pela reportagem

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Especialistas dão dicas de como retornar às aulas presenciais com segurança. – Foto: Reprodução/TV Diário

Por Bruna de Alencar

A volta às aulas das redes pública e privada e do ensino superior podem acontecer no modo presencial a partir da segunda-feira (2) em algumas cidades. Para evitar que a transmissão do coronavírus aumente com o reinício das aulas, a reportagem conversou com especialistas para entender quais os cuidados necessários para um retorno seguro.

Apesar dos avanços da vacinação no país, a imunização em menores de 18 anos de idade ainda não começou.

Segundo Marcelo Otsuka, infectologista e coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), é fundamental que tanto pais quanto as pessoas que trabalham na escola, saibam os cuidados que cada um deve ter.

“É importante a gente entender que não é porque vamos voltar às aulas que as medidas de segurança sanitária serão relaxadas”, afirma Otsuka.

Para o doutor em engenharia biomédica e pesquisador na Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, Vitor Mori, o retorno presencial às aulas já é uma realidade. Logo, a discussão precisa evoluir e não mais questionar se a volta deveria ou não ser autorizada, mas sim como fazê-la com segurança.

Discutir as formas de retornar às aulas de maneira segura é fundamental. Muitas crianças dependem da escola para alimentação, segurança ou mesmo para continuar com os estudos, já que nem todos têm acesso à internet”, afirma Mori.

Nesta reportagem, veja as respostas para as seguintes questões:

  1. A quais protocolos de segurança adotados pelas escolas os pais devem ficar atentos antes de decidir autorizar ou não o retorno presencial de seus filhos?
  2. Em quais casos os pais não devem enviar os filhos às escolas?
  3. Qual máscara os estudantes, no geral, devem utilizar?
  4. Escalonamento das turmas é uma boa ideia?
  5. Como deve ser organizado o intervalo/ hora do recreio?
  6. Qual o distanciamento seguro contra o vírus?
  7. Devo me preocupar com a transmissão do vírus ao tocar em maçanetas, mesas e cadeiras?
  8. Quais devem ser os cuidados sanitários, caso o estudante queira ir ao banheiro?
  9. Devo me preocupar caso o estudante toque em uma superfície contaminada e, em seguida, leve a mão ao rosto?
  10. Utilizar álcool gel é importante?

1.Quais protocolos de segurança adotados pelas escolas os pais devem ficar atentos antes de decidir autorizar ou não o retorno presencial de seus filhos?

Para Mori, a primeira coisa que as famílias devem prestar atenção antes de decidir em autorizar ou não o retorno de seus filhos é quais são os protocolos adotados pelas escolas e instituições de ensino.

O primeiro ponto que eu falaria para os pais prestarem atenção é justamente na ventilação: se as salas de aula são ventiladas, se há possibilidade de manter as janelas abertas, se há ventiladores ou se há aulas em espaços abertos”, explica Mori.

Para Mori, que é integrante do grupo Observatório Covid-19 ainda há muito foco em limpeza de superfícies e pouca informação sobre a importância de fazer atividades em ambientes ventilados ou cuidar para que haja ventilação dos espaços.

2. Em quais casos os pais não devem enviar os filhos às escolas?

De acordo com infectologista Marcelo Otsuka, é necessário avaliar o risco que cada criança ou participante do núcleo escolar possa oferecer individualmente.

“Talvez não fosse o ideal que os pais permitissem que crianças com coriza ou mal estar estejam na escola”, afirma o especialista.

Essa recomendação está alinhada aos sintomas da variante delta, que é mais transmissível que as demais variantes do coronavírus. Além disso, alguns dos sintomas que se tornaram característicos da Covid-19 não são tão frequentes na variante delta, principalmente entre a população mais jovem, como crianças, adolescentes e jovens adultos.

“Você não consegue diferenciar a variante delta de uma gripe”, explica David Straim, consultor do sistema de saúde britânico (NHS) e pesquisador da faculdade de medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido.

A confirmação do diagnóstico só é possível por meio de um exame PCR, que tem por objetivo identificar o material genético do vírus no corpo humano.

A preocupação se estende também ao estado de saúde dos pais da criança. Segundo Otsuka, crianças ou pais e responsáveis que estejam em tratamento de câncer ou com imunossupressores podem ser muito expostos ao vírus ao permitir que o estudante retorno ao ambiente escolar. Nesses casos, se possível, procure aconselhamento médico.

3. Qual máscara os estudantes, no geral, devem utilizar?

A máscara ideal para o retorno ao convívio social é a PFF2, cuja sigla significa “peça facial filtrante”. As máscaras desse tipo são uma peça facial constituída parcial ou totalmente de material filtrante que cobre o nariz, a boca e o queixo.

Inicialmente, não havia modelos PFF2 infantis, mas agora elas já estão disponíveis no mercado.

“Caso não seja possível usar uma PPF2, uma boa opção é usar duas máscaras: uma cirúrgica por baixo, que irá trabalhar a filtração, e uma de pano por cima, que irá providenciar uma boa vedação ao rosto“, sugere Mori.

4. Escalonamento das turmas é uma boa ideia?

Sim. Algumas escolas e instituições de ensino propuseram o escalonamento de turmas no horário de entrada, intervalo e saída. Desse modo, não ocorre uma alta concentração de alunos em um mesmo ambiente em um mesmo horário.

5. Como deve ser organizado o intervalo/ hora do recreio?

A hora do intervalo ou a hora do recreio deve ser em um ambiente bastante ventilado e espaçoso para evitar a aglomeração, como o pátio ou a quadra, pois envolverá o momento em que o estudante retira a máscara para comer.

“Vi que muitas escolas estão propondo que o recreio seja dentro das salas para evitar a aglomeração de crianças, mas isso não é o ideal porque teremos crianças em um espaço fechado ou com pouca ventilação tirando a máscara”, explica Mori.

Escolas com um grande número de alunos podem tentar escalonar a hora do lanche conforme o número de turmas, evitando que todos se encontrem no pátio ao mesmo tempo.

6. Qual o distanciamento seguro contra o vírus?

Segundo Mori, se convencionou o distanciamento de 1,5 m, mas não é uma regra e nem significa que respeitando apenas o distanciamento, sem respeitar os demais protocolos de segurança, não haverá contágio do vírus.

“Não existe um distanciamento que garanta 100% de segurança”, afirma Mori.

De acordo com ele, a questão do distanciamento é importante, mas ele sozinho não é a solução. O ideal é seguir os três pilares no controle de transmissão do vírus: a ventilação dos ambientes ou preferência por ambientes ao ar livre, uso de máscara de boa qualidade e bem ajustada ao rosto e o distanciamento físico

“Se você está em um lugar em que a ventilação não é tão boa, você reforça a máscara e o distanciamento físico, e vice-versa. O ideal é sempre tentar equilibrar esses três pilares dentro do que é factível”, explica Mori.

7. Devo me preocupar com a transmissão do vírus ao tocar em maçanetas, mesas e cadeiras?

Mais ou menos. Embora exista a chance de infecção ao tocar em superfícies contaminadas, o risco é muito menor se comparado a inalar partículas contaminadas.

“Eu, honestamente, não me preocuparia tanto com o contato de superfícies. As pessoas olham muito mais essa questão do que a inalação das partículas pelo ar. Embora seja possível, é uma via pouco prevalente de transmissão do vírus”, esclarece Mori.

8. Quais devem ser os cuidados sanitários, caso o estudante queira ir ao banheiro?

Quanto ao uso dos banheiros, a recomendação continua sendo a mesma de sempre: higienização das mãos após o uso.

Não há necessidade de uma preocupação exagerada com o contato do vaso sanitário, por exemplo. O cuidado deve ser em providenciar em todas as escolas água e sabão para a devida higienização.

9. Devo me preocupar caso o estudante toque em uma superfície contaminada e, em seguida, leve a mão ao rosto?

Mais ou menos. Assim como no item anterior, a proposta deve ser manter as mãos higienizadas, mas não é preciso ficar preocupado em lavar as mãos ou passar álcool gel a cada minuto porque, segundo estudos, o risco de contaminação pelo toque é pequeno.

“O que se sabe dos mecanismos de transmissão do vírus é que mesmo que uma pessoa toque uma área contaminada e depois leve a mão ao olho, nariz ou boca, o risco de infecção é menor do que o comparado com a transmissão pelo ar. Claro, não existe risco zero, mas precisamos saber quais devem ser nossos pontos de atenção”, esclarece Mori.

10. Utilizar álcool gel é importante?

Sim, mas com parcimônia.

“Vejo que as pessoas perdem muito tempo e muita energia tentando passar álcool gel em tudo. O importante é higienizar as mãos com frequência, mas não precisa ser nada neurótico, de cinco em cinco minutos”, afirma Mori.

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Supercopa Rei será decidida em Brasília em 1º de fevereiro

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou nesta quarta-feira (31), via rede social, que a Supercopa Rei de 2026 ocorrerá no dia 1° de fevereiro, em Brasília.

A entidade confirmou a cidade novamente como palco da primeira grande decisão da temporada de 2026. A disputa ocorre em jogo único na Arena BRB Mané Garrincha, no centro da capital federal.

A partida será entre Flamengo, campeão do Campeonato Brasileiro de 2025, e Corinthians, campeão da Copa do Brasil, neste ano. A partida abre a temporada de bola de 2026. Ainda segundo a CBF, o estádio estará dividido 50% para cada torcida.

Inicialmente, o confronto estava previsto para 24 de janeiro.

Geralmente, a Supercopa Rei é disputada em estádios de campo neutro na tentativa de garantir a imparcialidade.

Últimos campeões

O Rubro-Negro é o atual campeão da competição. No início de 2025, a equipe dirigida por Filipe Luís venceu o Botafogo por 3 a 1.

Os campeões anteriores foram São Paulo, em 2024; Palmeiras, 2023; e Atlético Mineiro (2022). O Flamengo ainda foi campeão em 2020 e 2021.

Supercopa Rei

Não disputada entre 1992 e 2019, a Supercopa do Brasil foi reativada pela CBF em 2020.

Em 2024, a CBF rebatizou a competição para Supercopa Rei em homenagem a Pelé, o Rei do Futebol, falecido em dezembro de 2022.

A ideia é que o troféu represente a coroa do futebol nacional, sendo disputado pelos dois clubes que dominaram o cenário futebolístico no ano anterior.

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA BRASIL - ESPORTES

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Mailza Assis prepara-se para assumir o governo do Acre em 2026 e pode se tornar a 2ª mulher a comandar o estado

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Vice-governadora, que assumiria o cargo em abril com a saída de Gladson Cameli para o Senado, é apontada como candidata oficial à sucessão; perfil reservado e trajetória religiosa e política marcam sua ascensão

Mailza deve intensificar agendas públicas e articular alianças para 2026. Seu desempenho nos nove meses à frente do governo será decisivo para convencer eleitores além do núcleo duro de fiéis e correligionários. Foto: captadas 

Poucas horas separam o Acre de 2026, ano em que a vice-governadora Mailza Assis (PP) deve assumir o governo do estado em abril, com a saída de Gladson Cameli para disputar uma vaga no Senado. Com uma trajetória que começou na Assembleia de Deus, passou pela prefeitura de Senador Guiomard (Quinari) e chegou ao Senado antes da vice-governança, Mailza é apontada como candidata oficial do Palácio Rio Branco para as eleições do próximo ano, podendo se tornar a segunda mulher a governar o Acre — após Iolanda Lima, em 1986-87.

De perfil reservado, fala baixa e postura considerada exemplar por aliados, ela teria conquistado a confiança do governador para a sucessão ainda no início do mandato. Conhecida por sua religiosidade e citada por profecias que anteviam sua ascensão, Mailza enfrentará adversários “à altura” em 2026, mas chega fortalecida pela máquina e pela articulação política do grupo no poder. Se confirmada, sua gestão promete “suavizar” o tom do governo, sem abrir mão do rigor administrativo que lhe é atribuído por quem a conhece de perto.

Trajetória incomum:

Nascida no Amazonas, Mailza chegou ao Acre ainda jovem, trabalhou como auxiliar administrativa na Assembleia de Deus e iniciou na política como secretária municipal em Senador Guiomard. Sua ascensão acelerou com a suplência no Senado (2015), titularidade (2019-2022) e eleição como vice-governadora em 2022.

Estilo de gestão:

Descrita como “doce, de fala baixa”, ela promete “suavizar” o governo, mas aliados alertam: “O espaço para erro é quase zero”. Conhecida por rigor administrativo, Mailza terá nove meses à frente do estado para construir sua imagem antes da campanha eleitoral.

Contexto político:
  • Seria a segunda mulher a governar o Acre – após Iolanda Lima (1986-1987);

  • Tem o apoio aberto de Cameli, que a escolheu como sucessora;

  • Enfrentará adversários de peso em 2026, ainda indefinidos.

Fé e projeção:

Em entrevista recente, Mailza revelou ter recebido uma “profecia” sobre seu destino político. Sua trajetória é comparada à da cantora Damares – de origem humilde e ascensão ligada à fé.

Desafios:
  • Consolidar liderança em um estado tradicionalmente masculino;

  • Administrar a transição sem rupturas com a base de Cameli;

  • Equilibrar discurso religioso com políticas de estado.

A partir de janeiro, Mailza deve intensificar agendas públicas e articular alianças para 2026. Seu desempenho nos meses de 2026 frente do governo será decisivo para convencer eleitores além do núcleo duro de fiéis e correligionários.

A trajetória de Mailza Assis reflete uma nova via de ascensão política no Acre: longe dos partidos tradicionais, alicerçada em redes evangélicas, trabalho discreto e lealdade a um grupo político hegemônico. Seu maior teste será governar sem a sombra de Cameli.

A vice-governadora Mailza Assis (PP) em abril de 2026, deve assumir o Governo do Acre com a renúncia de Gladson Cameli, que concorrerá ao Senado, e será a candidata oficial do Palácio Rio Branco à sucessão para o mandato seguinte. Fot: captada 

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Cenário difícil no Senado e possível vaga no Ministério da Fazenda podem levar Jorge Viana a desistir da candidatura, avaliam articuladores

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Ex-governador estaria cotado para substituir Haddad e evitar derrota eleitoral que mancharia sua trajetória; bancada acreana no Congresso já se movimenta em outras frentes

Ex-governador do Acre, cotado para substituir Haddad, evitaria possível derrota eleitoral e realizaria antiga ambição de comandar uma pasta no governo Lula. Foto: captada 

As possibilidades de Jorge Viana (PT) desistir da disputa pelo Senado em 2026 são maiores do que se imagina, segundo análise de articuladores políticos. Além do cenário eleitoral desfavorável apontado por pesquisas e rodas de conversa, o ex-governador estaria cotado para assumir o Ministério da Fazenda no lugar de Fernando Haddad, movimento que evitaria uma segunda derrota consecutiva nas urnas e ofereceria uma saída honrosa para sua trajetória.

Viana, que já demonstrou interesse em integrar o primeiro escalão desde o primeiro governo Lula, tem sua vaidade destacada por críticos, que lembram suas declarações sobre o “fim do Acre” após sua gestão.

Contexto da especulação:
  • Viana insinuou publicamente estar cotado para a Fazenda, cargo que almeja desde o primeiro governo Lula;

  • Pesquisas internas e rodas políticas no estado apontam um cenário desfavorável para sua eleição ao Senado;

  • Uma nova derrota (após perder para Mara Rocha em 2022) poderia manchar sua trajetóriapolítica.

Análise dos motivos:
  1. Vaidade e legado: Viana é conhecido por seu perfil altivo – chegou a dizer que “o Acre não existe mais, depois dele” – e um ministério seria uma saída honrosa sem risco de vexame;

  2. Cálculo eleitoral: A força do grupo de Gladson Cameli no estado e a ascensão de novas lideranças tornam a disputa pelo Senado incerta e desgastante;

  3. Ambição nacional: Comandar a Fazenda realizaria um sonho antigo e o recolocaria no centro do poder federal.

Posicionamento oficial:

Até o momento, nem Viana nem o Planalto confirmaram a movimentação. Assessores do petista dizem que ele “mantém o foco no projeto para o Acre”, sem descartar “qualquer chamado para servir ao país”.

A decisão deve ser tomada nos primeiros meses de 2026, após o lançamento das pré-candidaturas. Se Haddad deixar a Fazenda, Lula terá de escolher entre atender um aliado histórico ou priorizar a continuidade da política econômica.

A possibilidade revela um Jorge Viana mais pragmático que romântico, disposto a trocar uma batalha arriscada no Acre por uma posição de destaque nacional – mesmo que isso signifique adiar, ou abandonar, seu retorno ao Senado.

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