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Hamas entrega restos mortais de reféns, incluindo bebê de 8 meses, após 500 dias de guerra em Gaza
Família Bibas, símbolo do sofrimento dos reféns, é identificada entre as vítimas; grupo terrorista alega mortes em ataques israelenses, enquanto Israel investiga os corpos entregues em caixões.

Caixões pretos contendo restos mortais de quatro reféns israelenses, incluindo três integrantes da família Bibas, entregues pelo Hamas a Israel em 20 de fevereiro de 2025. — Foto: REUTERS/Stringer
O grupo terrorista Hamas entregou na manhã desta quinta-feira (20) os restos mortais de quatro reféns israelenses, incluindo um bebê de nove meses, sua mãe, um irmão de quatro anos e um idoso de 83 anos. Os corpos, transportados em caixões pretos para representantes da Cruz Vermelha em Khan Younis, na Faixa de Gaza, foram identificados como pertencentes à família Bibas, símbolo do sofrimento dos reféns mantidos em Gaza desde o ataque de 7 de outubro de 2023, que completou 500 dias nesta semana.
Shiri Bibas, de origem argentina, e seus filhos, Kfir Bibas, de nove meses, e Ariel Bibas, de quatro anos, estavam entre as vítimas. O quarto corpo foi confirmado como o do idoso Oded Lifschitz, de 83 anos. O Hamas alega que a mãe e as crianças morreram em um ataque aéreo israelense em novembro de 2023, mas as autoridades de Israel ainda investigam as circunstâncias das mortes, com exames de DNA em andamento.

Mulher chora em Tel Aviv no momento da entrega de corpos de reféns israelenses, incluindo a família Bibas, pelo Hamas em 20 de fevereiro de 2025. — Foto: REUTERS/Ammar Awad
A entrega ocorreu como parte do acordo de cessar-fogo em vigor desde 19 de janeiro, que já resultou na libertação de 19 reféns israelenses e cinco tailandeses, em troca da soltura de mais de 1,1 mil prisioneiros palestinos. No entanto, a forma como os corpos foram expostos em Gaza foi condenada pela ONU. Volker Turk, chefe de Direitos Humanos da organização, classificou o ato como “abominável” e contrário ao direito internacional.

Comboio com corpos passa por Tel Aviv — Foto: REUTERS/Nir Elias
Em Israel, a confirmação das mortes da família Bibas mergulhou o país em luto. O presidente Isaac Herzog expressou profunda tristeza em uma publicação no X, pedindo perdão por não ter protegido os reféns. “Nossos corações — os corações de uma nação inteira — estão devastados”, afirmou. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou o dia como “angustiante e de luto”, enquanto familiares de reféns ainda em cativeiro protestaram em frente à sua residência, exigindo ações mais efetivas para o resgate dos desaparecidos.

Yarden Bibas, refém israelense libertado pelo Hamas — Foto: REUTERS/Ramadan Abed
A família Bibas foi sequestrada na comunidade agrícola de Nir Oz, próxima à Faixa de Gaza, onde cerca de um quarto dos habitantes foram mortos ou capturados no ataque do Hamas. Yarden Bibas, marido de Shiri e pai das crianças, foi libertado em 1º de fevereiro, mas a tragédia da família permanece como um marco doloroso do conflito, que já deixou cerca de 48 mil mortos no território palestino e 1.200 em Israel.
Enquanto o Hamas promete libertar mais seis reféns vivos até sábado (22), a dor e a indignação continuam a ecoar em Israel, onde a família Bibas se tornou um símbolo da luta pela libertação dos que ainda estão em cativeiro.
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Região Norte captou 117,2 milhões de reais por meio da Lei Rouanet, em 2025
O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet
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Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos
Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada
O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.
A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada
A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.
Veja vídeo reportagem com Kike Navala:
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PF pede ajuda da AGU contra decisão de Toffoli, mas não é atendida

A Polícia Federal (PF) buscou a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) para apoio jurídico com o objetivo de questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nominalmente os peritos da corporação responsáveis pela análise das provas colhidas no caso Banco Master.
A AGU, no entanto, descartou apresentar qualquer recurso em nome da União e orientou a corporação a levar o questionamento diretamente ao Supremo, caso considere necessário. Fontes da AGU confirmaram ao Metrópoles o pedido de ajuda negado.
A decisão do magistrado está dentro da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Toffoli autorizou quatro peritos da PF a terem acesso integral aos documentos e dados apreendidos, determinando ainda que eles contem com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.
“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu Toffoli na decisão que causa incômodo dentro da PF.
Queda de braço
As provas recolhidas na segunda fase da operação também foram encaminhadas à PGR, responsável por acompanhar a extração dos dados.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material ficasse lacrado e sob custódia do STF. Em seguida, reviu a decisão e transferiu a guarda para a PGR.
Somente em um terceiro momento autorizou o acesso direto dos peritos da PF, após a corporação alertar para possíveis prejuízos à apuração.
Toffoli reduz prazo para depoimentos
A mudança ocorreu após a PF informar limitações de pessoal e de salas disponíveis no STF.
Desde dezembro, o ministro tem cobrado publicamente o cumprimento dos prazos, chegando a mencionar “falta de empenho” da Polícia Federal. A corporação, por sua vez, atribui os atrasos a dificuldades operacionais. Para Toffoli, os depoimentos são fundamentais para o avanço da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.
O inquérito, que tramita sob sigilo no STF, apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, um dos principais alvos da investigação.
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões. Vorcaro chegou a ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa, mas foi solto dias depois por decisão judicial.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL


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