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Obras do Complexo Viário da Ceará avançam e primeira fase será liberada em março, anuncia governador durante visita
Uma das obras mais importantes para a mobilidade de Rio Branco recebeu a visita do governador do Acre, Gladson Camelí, na tarde desta quarta-feira, 7. Ao lado do secretário de Obras do Estado, Ítalo Lopes, ele acompanhou o ritmo intenso dos trabalhos no Complexo Viário da Avenida Ceará, que inclui o viaduto, parte da primeira etapa prevista para ser entregue em março.
Entre o fim do ano e os primeiros dias de janeiro, equipes atuaram em todos os turnos, inclusive de madrugada. Os serviços ocorreram mesmo diante de condições adversas, como sol forte e chuva, garantindo a qualidade e a segurança da estrutura.
“Esta é uma das obras mais importantes para o desenvolvimento do Acre. O que vemos aqui é fruto de um grande trabalho em equipe, que tem se dedicado dia e noite para aplicar da melhor forma todos os recursos disponíveis. Cada etapa concluída representa avanço na infraestrutura e também geração de emprego e renda para nossa população”, disse o governador ao confirmar que a entrega da primeira etapa deve ocorrer ainda em março.
Além de acompanhar de perto o andamento dos serviços, ele debateu pontos fundamentais para garantir que as próximas fases sejam executadas com qualidade e dentro do prazo.
“Seguiremos firmes, com transparência e compromisso, para entregar uma obra que vai transformar a vida dos acreanos.”

Complexo é uma das obras mais significativas da gestão do governador Gladson Camelí. Foto: José Caminha/Secom
O Complexo Viário é fruto de convênio entre o governo do Acre, por meio da Seop, e o governo federal, via Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). O investimento total supera R$ 30 milhões, sendo mais de R$ 17 milhões provenientes de emenda parlamentar e o restante como contrapartida do Estado.
“A visita do governador Gladson Camelí é muito importante, porque ele participa ativamente das discussões sobre a conclusão da primeira etapa desta obra. Já definimos, em conjunto com ele, que a entrega da primeira fase ocorrerá em março, permitindo o tráfego sobre o viaduto. Estamos avaliando também a possibilidade de liberar algumas das alças nesse período”, destaca o secretário Ítalo Lopes, lembrando que qualquer liberação já contribui para desafogar o trânsito na região central e representa uma melhoria significativa para a população.
Recentemente, registrou-se um marco importante: entre os dias 27 e 31 de dezembro foi feita a concretagem do viaduto da Avenida Ceará. Foram mais de 100 caminhões e cerca de 700 metros cúbicos de concreto utilizados na obra, em jornadas intensas de manhã, à tarde, à noite e de madrugada, sob sol e chuva.
“Foi um esforço coletivo que contou com o reconhecimento do governador, valorizando o trabalho dos profissionais que são fundamentais para o desenvolvimento do Acre”, completou.

Primeira fase da obra, que inclui o viaduto, deve ser entregue em março deste ano. Foto: José Caminha/Secom
Essa obra não envolve apenas o viaduto, mas também quatro alças e a ampliação da faixa até a quarta ponte. Todo esse conjunto está previsto para ser concluído em 2026, segundo o secretário. Nesta primeira fase, entregaremos o viaduto e retomaremos o tráfego completo pela Avenida Getúlio Vargas.
“Os desafios são muitos. Trabalhamos com equipamentos que não estão disponíveis no estado, enfrentamos um regime de chuvas severo e lidamos com a escassez de mão de obra qualificada, já que o mercado está bastante aquecido. Hoje, são cerca de 60 profissionais na usina de concreto. Somando esta obra com a da maternidade, já contabilizamos mais de 200 empregos diretos e indiretos.”
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Acre fica fora do ranking dos 100 melhores hospitais públicos do SUS no Brasil
Levantamento nacional aponta desigualdade regional na saúde; apenas Pará e Amazonas representam a Região Norte na lista

Um levantamento nacional divulgado nesta semana revelou que o Acre está entre os sete estados brasileiros que não possuem hospitais classificados entre os 100 melhores do País no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Além do Acre, também ficaram fora do ranking Amapá, Rondônia e Roraima, na Região Norte, além de Alagoas, Mato Grosso e Paraíba, evidenciando a desigualdade regional na distribuição de unidades hospitalares de referência.
O estudo foi realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A avaliação considerou hospitais federais, estaduais e municipais com gestão integral pelo SUS, com dados coletados entre agosto de 2024 e julho de 2025.
De acordo com o ranking, São Paulo lidera a lista nacional, concentrando 30% dos hospitais selecionados. Em seguida aparecem Goiás, com dez unidades, Pará e Santa Catarina, com sete cada, além de Pernambuco e Rio de Janeiro, com seis hospitais cada.
Na Região Norte, apenas os estados do Pará e do Amazonas conseguiram inserir unidades entre as 100 melhores, com sete e três hospitais, respectivamente. Os demais estados da região, incluindo o Acre, ficaram de fora da seleção. Ao todo, os hospitais avaliados estão distribuídos em 19 estados e no Distrito Federal, com forte concentração nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Segundo o Ibross, os critérios utilizados na avaliação incluíram acreditação hospitalar, indicadores de mortalidade, taxa de ocupação, número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e tempo médio de internação. A lista integra a primeira edição do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, que ainda irá selecionar os dez melhores hospitais públicos do País, com divulgação prevista para o mês de maio.
Ao comentar o resultado, o secretário de Estado de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, afirmou que o levantamento reflete um problema histórico enfrentado pelo País, especialmente nas regiões mais distantes dos grandes centros urbanos. Segundo ele, a ausência de hospitais acreanos no ranking revela uma desigualdade estrutural acumulada ao longo de décadas. Ainda assim, destacou que o governo estadual tem adotado medidas para mudar esse cenário.
“O Acre tem desafios importantes, mas estamos trabalhando para fortalecer a rede pública de saúde, com investimentos, modernização das unidades, regionalização dos serviços e melhoria contínua da assistência. Nosso objetivo é garantir que a população do interior tenha acesso ao mesmo padrão de cuidado oferecido nos grandes centros”, afirmou o secretário.
Com informações de AC24horas






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