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Governos Lula e Tarcísio rivalizam em coletivas sobre PCC e metanol

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Operações sobre elo do PCC com o mercado financeiro e bebidas batizadas com metanol viram palco de disputa entre os governos Lula e Tarcísio

Operações policiais têm sido usadas para competição política entre os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em cerca de um mês, coletivas de imprensa sobre a operação que revelou o elo do Primeiro Comando da Capital (PCC) com o mercado financeiro e as investigações sobre o uso de metanol para adulterar bebidas foram marcadas praticamente no mesmo horário.

Nesta terça-feira (30/9), Tarcísio desmarcou um compromisso no litoral à tarde para conceder uma entrevista coletiva na capital paulista, marcada para as 11h, sobre as bebidas batizadas com metanol. Às 9h30, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou em Brasília a abertura de inquérito da Polícia Federal (PF) sobre o caso.

Algo semelhante ocorreu em 28 de agosto, quando foi deflagrada a operação Carbono Oculto pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), e as operações Quasar e Tank pela PF. Embora ambas tenham contado com a participação da Receita Federal (RF) e, segundo investigadores envolvidos, tenha havido cooperação entre os órgãos, houve uma nova guerra de entrevistas.

Em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a subsecretária de Fiscalização da RF, Andrea Costa Chaves, e o ministro Ricardo Lewandowski fizeram uma coletiva. Já em São Paulo, o procurador-geral de Justiça, Paulo Sergio Oliveira, o secretário estadual da Fazenda, Samuel Kinoshita, e o secretário Estadual de Segurança, Guilherme Derrite, se reuniram com membros do Ministério Público, da RF e das polícias Civil e Militar para falar à imprensa.

Entre as duas operações, o ex-delegado da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes foi assassinado no litoral paulista. No decorrer das investigações, Derrite teria recusado a oferta de ajuda da PF.

Favela do Moinho

Em agosto, o processo envolvendo o fim da Favela do Moinho, uma das últimas comunidades do centro de São Paulo, também virou alvo de disputas políticas entre as duas gestões.

De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o subsídio integral de moradias no valor de até R$ 250 mil só será possível por causa da costura feita pelo governo federal.

Do outro, a gestão paulista criticou uma suposta demora e burocracia do governo federal em liberar a verba para o programa, e disse que tem dado continuidade à remoção das famílias do local sem ajuda externa.

Kassab elogia trabalho conjunto

Na semana passada, o secretário de Governo de Tarcísio, Gilberto Kassab, que é presidente nacional do PSD, partido com ministérios no governo Lula, disse que os dois governos estavam trabalhando de forma coordenada na segurança pública.

A fala foi contrariada por outros políticos, como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que disse que o trabalho “caminhava para coordenação”, mas que sinais como o de Lula de “ir dentro da favela do Moinho se reunir com traficante” deponham contra o presidente no combate à criminalidade.

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Presidente de Cuba reconhece “mal-estar” social, mas denuncia atos de vandalismo em protestos

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A sede do Partido Comunista foi atacada por manifestantes que protestavam contra os apagões e a escassez de alimentos

Os protestos ocorrem em um momento em que o país enfrenta uma grave crise econômica, agravada pela abrupta suspensão das exportações de petróleo da Venezuela Foto : CUBA TV / AFP

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reconheceu neste sábado, 14, o “mal-estar” social causado pelos apagões e pela escassez de alimentos que assolam a ilha, mas denunciou os atos de vandalismo cometidos durante os recentes protestos e garantiu que não haverá impunidade para a violência.

“O mal-estar causado pelos prolongados apagões é compreensível entre o nosso povo”, mas “o que nunca será compreensível, justificado ou aceitável é a violência”, escreveu o presidente em sua conta no X, após várias pessoas invadirem a sede do Partido Comunista no município de Morón, a cerca de 460 quilômetros de Havana, durante a madrugada.

“Não haverá impunidade para o vandalismo e a violência”, afirmou Díaz-Canel.

Ataque a sede do Partido Comunista

A sede do Partido Comunista, o único partido autorizado em Cuba, foi atacada à meia-noite deste sábado por manifestantes que protestavam contra os prolongados apagões e a escassez de alimentos, um evento incomum em meio à crescente insatisfação social na ilha.

Os protestos ocorrem em um momento em que o país, de 9,6 milhões de habitantes, enfrenta uma grave crise econômica, agravada pela abrupta suspensão, em janeiro, das exportações de petróleo da Venezuela, após a queda de Nicolás Maduro em uma intervenção militar dos Estados Unidos, e pelo embargo de petróleo imposto por Washington.

Os eventos aconteceram no município de Morón, na província de Ciego de Ávila (centro de Cuba), a 460 quilômetros de Havana.

O “Invasor”, um dos veículos de comunicação estatais, noticiou que cinco pessoas foram presas em decorrência desses “atos de vandalismo”.

“O que começou pacificamente, e após uma troca com as autoridades locais, degenerou em atos de vandalismo contra a sede do Comitê Municipal do Partido, onde um pequeno grupo de pessoas apedrejou a entrada do prédio e ateou fogo na rua usando móveis da recepção”, relatou o jornal.

O “Invasor” publicou uma foto de uma cerimônia pró-governo na sede atacada, liderada por dirigentes do Partido Comunista em Morón e descrita como “um ato de reafirmação revolucionária”.

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“Muitas pessoas”

Dois moradores de Morón, que falaram à AFP por telefone sob condição de anonimato, disseram que o protesto foi massivo. “Havia muitas pessoas, elas realmente não aguentam mais”, disse um dos entrevistados, que explicou que eles têm apenas uma hora e meia de eletricidade por dia entre os apagões.

Ele acrescentou que, neste município, com aproximadamente 70 mil habitantes, “todos os hotéis, a principal fonte de emprego, permanecem fechados devido à crise de combustíveis e à queda no turismo”.

O governo cubano anunciou um pacote de medidas emergenciais que inclui o fechamento temporário de alguns hotéis e a realocação de turistas em poucas instalações.

“Uma das situações que está tendo um grande impacto é o número de pessoas que perderam seus empregos e estão praticamente sem renda”, comentou a fonte.

Vídeos que circulam nas redes sociais registraram pessoas protestando, um ataque a um prédio do governo e a queima de propriedades na rua.

Em outras imagens, também é possível ouvir gritos de “liberdade” e o som de panelas batendo.

Fonte: Correio do Povo

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Manifestantes invadem sede do Partido Comunista após apagões em Cuba. Vídeo

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Reprodução/ T13

Um grupo de pessoas invadiu e ateou fogo em uma sede do Partido Comunista de Cuba na madrugada deste sábado (14/3), durante um protesto contra apagões e falta de acesso a alimentos na cidade de Morón, localizada no centro do país. Cinco pessoas foram presas.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram móveis sendo retirados do prédio e queimados na rua. O edifício também foi depredado. Através da mídia estatal, o governo cubano afirmou que seu Ministério do Interior abriu uma investigação sobre o caso.

Os protestos começaram após uma sequência de cortes de energia que têm afetado todo o país. Moradores relatam horas e dias inteiros sem eletricidade, em meio à escassez de alimentos, medicamentos e combustível. Cuba, que vive sob sanções econômicas norte-americanas há 64 anos, enfrenta uma crise agravada pela suspensão do fornecimento de petróleo pela Venezuela, após intervenção militar dos Estados Unidos e a queda de Nicolás Maduro, ocorridas em janeiro.

O presidente Miguel Díaz-Canel tenta espaço para negociar com os EUA. No início do mês, ele afirmou que Cuba está disposta a dialogar sem “precondicionamentos”.

Em entrevista a CNN norte-americana, Donald Trump afirmou que tem observado a situação. “Eles querem muito fechar um acordo, então vou colocar o Marco [Rubio] lá e veremos como isso funciona. Estamos realmente focados nisso agora. Temos bastante tempo, mas Cuba está pronta — depois de 50 anos”, disse.

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Bolsonaro está com o rim sobrecarregado e segue na UTI, diz Flávio

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Flávio Bolsonaro

O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL) visitou o pai, Jair Bolsonaro, no Hospital DF Star, na noite deste sábado (14/3). Em entrevista na saída da unidade médica, disse que o ex-presidente apresentou piora no quadro de saúde.

“Os médicos me informaram ali que além da questão do pulmão também de ontem para Hoje foi o rim que também foi afetado, né, sobrecarregado aí com em função da reação do corpo dele”, disse o senador.

Mais cedo, o hospital emitiu boletim médico informando uma piora na função renal e aumento dos indicadores inflamatórios de Jair Bolsonaro, apesar do quadro estar “estável clinicamente”. Ele continua na UTI tratando uma broncopneumonia bilateral grave e sem previsão de alta.

Segundo Flávio, a sobrecarga no rim é em decorrência da quantidade de líquido no pulmão. “É uma sobrecarga  sobrecarga do em função do pulmão dele ainda tá com bastante líquido, tá? Eles me disseram mais uma vez ali, mostraram até uma imagem do pulmão dele bastante comprometido em função do do líquido, né, que foi broncoaspirado”, explicou.

O senador afirma que não é a primeira vez que o pai enfrenta esse problema. “Tem que filtrar o sangue que tá com tá com contaminações ali vindo do pulmão, por isso que eu entendi. Então, mas assim, mais uma vez disseram para não preocupar, mas que era um uma coisa para ficar em observação ali para acompanhar melhora daqui pra frente”, disse.

De acordo com informações antecipadas pela equipe médica, Bolsonaro apresentou febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios enquanto estava detido na Papudinha, em Brasília.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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