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Acre

Governo federal libera R$ 2,3 milhões ao Acre para combater praga que ameaça plantações de cacau

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Convênio com o Idaf visa conter a monilíase, doença considerada uma das mais graves para a cacauicultura na Amazônia; ações de vigilância e erradicação serão intensificadas

Doença é uma das principais ameaças à cacauicultura na Amazônia; recursos serão usados em vigilância, prevenção, contenção e ações emergenciais até abril de 2027. Foto: captada 

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) celebraram um convênio de R$ 2.331.839,15 para o enfrentamento da monilíase do cacau, doença considerada uma das maiores ameaças à cacauicultura na região amazônica. Do total, R$ 2.261.883,98 serão transferidos pela União, e o estado terá contrapartida de R$ 69.955,17.

O acordo, publicado no Diário Oficial da União, visa atender ações emergenciais de prevenção, vigilância, contenção e erradicação do fungo Moniliophthora roreri, causador da doença. Os recursos serão aplicados em despesas correntes e de capital, com foco na proteção das áreas produtoras de cacau no estado.

O convênio foi assinado em 31 de dezembro de 2025 e terá vigência até 1º de abril de 2027. A medida reforça a atuação integrada entre os governos federal e estadual para conter a praga e preservar a cadeia produtiva do cacau no Acre.

Detalhes do convênio:
  • Valor total: R$ 2.331.839,15

  • Recursos federais: R$ 2.261.883,98 (97% do total)

  • Contrapartida do Idaf: R$ 69.955,17

  • Vigência: 31/12/2025 a 01/04/2027

Ações previstas:

Os recursos serão aplicados em vigilância fitossanitária, prevenção, contenção e erradicação da doença, com foco na proteção das áreas produtoras de cacau no estado.

Contexto da praga:

A monilíase do cacau ainda não foi registrada no Brasil, mas já avança em países vizinhos como Peru e Colômbia. Se introduzida, pode destruir até 90% da produção de cacau e cupuaçu, afetando pequenos agricultores e a economia regional.

Medidas emergenciais:

O convênio permitirá ao Idaf:

  • Reforçar barreiras fitossanitárias nas fronteiras;

  • Realizar inspeções e coletas em propriedades rurais;

  • Capacitar técnicos e produtores para identificação precoce;

  • Adquirir equipamentos para diagnóstico e controle.

O Idaf deverá apresentar um plano operacional detalhando as ações por município. Enquanto isso, a fiscalização em portos, aeroportos e estradas será intensificada para evitar a entrada do fungo no território acreano.

A detecção precoce é considerada crucial: caso a praga entre no Brasil, o Acre seria uma das primeiras rotas de entrada, devido à sua fronteira com o Peru – país onde a doença já está presente.

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Acre

Polícia Civil apreende adolescente de 13 anos com 4,5 kg de drogas em Rodrigues Alves

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Crack e cocaína estavam escondidos no forro da casa; menor era usado por traficantes, segundo denúncia anônima recebida pela polícia

Segundo o delegado Marcílio Laurentino, a equipe policial recebeu uma denúncia anônima informando que o menor estaria sendo utilizado para guardar drogas a mando de traficantes da região. Foto: captada 

Um adolescente de 13 anos foi apreendido pela Polícia Civil de Rodrigues Alves na quinta-feira (29) após ser encontrado com aproximadamente 4,5 quilos de drogas, entre crack e cocaína, além de balanças de precisão e material para acondicionamento. A ação partiu de uma denúncia anônima que indicava que o menor estava guardando entorpecentes a mando de traficantes da região.

Os policiais foram até a residência do adolescente e, com autorização da mãe, realizaram a busca, localizando as drogas escondidas no forro da casa. O adolescente foi encaminhado à delegacia e responderá por ato infracional análogo ao tráfico. O caso será analisado pela Vara da Infância e da Juventude.

A Polícia Civil destacou o papel das denúncias anônimas no combate ao tráfico e reforçou que a ação evidencia a utilização de menores por facções criminosas no interior do estado.

Durante as buscas, foram localizados os entorpecentes, além de balanças de precisão e diversos materiais utilizados para o acondicionamento das drogas. Foto: captada 

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Acre

Morador de Manoel Urbano grava vídeo mostrando casa alagada pela cheia do rio Purus e critica falta de apoio da prefeitura

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Família foi socorrida apenas por vizinhos, que ajudaram a retirar móveis e cederam abrigo temporário; região da baixada do porto é uma das mais atingidas no município

As imagens mostram a água já dentro da residência, obrigando os moradores a retirar móveis e objetos às pressas. Foto: captada 

Um morador da baixada do porto, em Manoel Urbano, registrou em vídeo a água do rio Purus dentro de sua residência na manhã desta sexta-feira (30) e denunciou a falta de apoio do poder público durante a enchente. Nas imagens, é possível ver móveis e pertences sendo retirados às pressas com a ajuda de vizinhos, que também cederam um local provisório para a família.

“Tá tudo alagado já, muita água dentro de casa. A gente não teve apoio de ninguém, só dos vizinhos”, relata o morador, que ironizou a ausência de assistência municipal. A cheia do Purus tem atingido principalmente áreas baixas do município, forçando famílias a deixarem suas casas.

A situação tem causado apreensão na população, principalmente entre famílias ribeirinhas que acompanham de perto a elevação do rio. Foto: captada 

A Defesa Civil de Manoel Urbano ainda não se pronunciou sobre medidas de socorro específicas para a região. Enquanto isso, a solidariedade entre moradores tem sido a principal rede de apoio para quem perdeu o acesso a suas casas.

Com o avanço das águas, moradores de áreas mais baixas já começaram a deixar suas residências em busca de locais mais seguros. Foto: captada 

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Acre

Sena Madureira decreta emergência e cria comitê para enfrentar cheia do Rio Iaco, que atingiu 14,70 m

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Nível do rio ainda não chegou à cota de transbordamento, mas já causa impactos; prefeitura autoriza medidas emergenciais, abrigos e contratações rápidas

O decreto autoriza a mobilização total do Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil, a abertura de abrigos públicos e medidas excepcionais, incluindo a entrada em imóveis para salvamento de pessoas. Foto: captada 

A Prefeitura de Sena Madureira decretou situação de emergência e criou um comitê específico para coordenar ações de resposta à cheia do Rio Iaco, que atingiu 14,70 metros na quinta-feira (29). Os decretos nº 78 e 79/2026, publicados no Diário Oficial do Estado nesta sexta (30), autorizam a mobilização total da Defesa Civil, a abertura de abrigos e medidas excepcionais para socorro à população afetada.

O Comitê de Enfrentamento à Enchente do Rio Iaco (CEERI/2026), liderado pela Secretaria de Administração, terá representantes de diversas pastas, Bombeiros, PM e Câmara Municipal. Suas atribuições incluem assistência às famílias, logística, saúde e combate à desinformação.

Ainda que o rio esteja abaixo da cota de transbordamento, a elevação já provoca inundações em áreas de risco, como o bairro Praia do Amarilho. A emergência tem vigência de até 180 dias e permite agilizar compras de alimentos, água, medicamentos e transporte, conforme a lei de licitações.

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