Cotidiano
Governo do Acre entrega reformas de cozinhas nas pousadas da Comunidade do Croa
O governo do Acre realizou, nesta sexta-feira, 6, a entrega das reformas e da revitalização das cozinhas de empreendimentos turísticos localizados na Comunidade do Rio Croa, em Cruzeiro do Sul. A iniciativa beneficiou três propriedades, que receberam cozinhas estruturadas para fortalecer os negócios locais. Na ocasião, foram contemplados a Pousada Bom Conforto, de Wigberto; o Restaurante e Pousada Crôa Sabor e Lenha, de Seu Bebé; e o Restaurante da Dona Francisca.

As melhorias ampliam a capacidade das famílias de preparar e oferecer a culinária regional aos visitantes, um dos principais atrativos da experiência turística no Rio Croa. A entrega ocorreu na Pousada Bom Conforto, espaço de referência para moradores e turistas, e integra as ações de fortalecimento da infraestrutura e da qualidade de vida da população local.

A ação foi realizada de forma integrada, por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), em parceria com o Programa REM Acre, com execução das obras sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), financiadas com recursos do Programa REM/AC. O investimento foi de aproximadamente R$ 490 mil nas cozinhas da comunidade do Croa.

Durante a entrega, o secretário de Estado de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias, destacou que a iniciativa representa um avanço importante para a comunidade e reforça o compromisso do governo com o desenvolvimento social.
“O Croa, sem dúvida, é um dos principais destinos turísticos do estado, tanto para o turismo de natureza quanto para outros segmentos, como o turismo gastronômico e religioso. A Serra do Divisor também se destaca como um ponto turístico de grande visitação. A Secretaria de Turismo, em parceria com o governo do Estado do Acre e com o apoio do programa REM, viabilizou a construção dessas cozinhas nas pousadas, visando proporcionar aos turistas uma experiência de qualidade, com refeições preparadas em cozinhas que atendem aos padrões sanitários exigidos, mesmo estando em meio à floresta”, afirmou o secretário.

O gestor destacou, ainda, que a Serra do Divisor também foi contemplada com a entrega de três cozinhas. Além da implantação das estruturas, o Projeto REM viabilizou a revitalização da trilha de acesso ao Mirante da Serra do Divisor, incluindo melhorias no próprio mirante, ampliando a infraestrutura turística da região.
“O turismo no Juruá tem apresentado crescimento constante, e é essencial garantir ao visitante uma experiência completa, que una a valorização da natureza à qualidade dos serviços oferecidos, especialmente na gastronomia”, afirmou o secretário.

A iniciativa tem como foco o fortalecimento do turismo na região, promovendo a valorização das práticas locais e a melhoria das condições de trabalho das famílias envolvidas na atividade turística. Com a ampliação da infraestrutura das cozinhas, o projeto contribui para a geração de renda, incentiva o empreendedorismo comunitário e estimula o desenvolvimento de atividades produtivas sustentáveis, alinhadas à preservação ambiental e à identidade cultural da comunidade.

As reformas contemplaram adequações estruturais, melhorias nas instalações elétricas e hidráulicas, além da reorganização dos ambientes, garantindo mais segurança, funcionalidade e melhores condições de uso para os moradores que utilizam as cozinhas no preparo de alimentos e em atividades coletivas.

Moradores beneficiados ressaltam a importância das obras
Para um dos beneficiários, Wigberto Nunes, morador da comunidade há cinco anos e à frente do estabelecimento há dois anos e meio, a reforma representa avanços que vão além da melhoria da estrutura física.
“Aqui, na Comunidade do Croa, buscamos oferecer uma experiência diferenciada aos visitantes, com um ambiente acolhedor e colorido, pensado para adultos e crianças. Valorizamos a natureza e preservamos a vegetação, que se integra ao espaço e torna a vivência ainda mais especial. Convido todos a conhecerem a pousada, aproveitarem o conforto e vivenciarem essa experiência. Receber essa obra é motivo de grande satisfação, pois o Croa demonstra avanços no desenvolvimento do turismo. A cozinha, destinada à comunidade e aos visitantes, representa um benefício importante para fortalecer ainda mais nossas atividades”, destacou.

O presidente da Associação do Croa, Francinildo Oliveira, destacou a relevância das estruturas para a comunidade: “É imensa a satisfação em receber essas cozinhas padronizadas, que oferecem mais qualidade, higiene e conforto aos visitantes. Com estrutura adequada, fogão a lenha, churrasqueira, ambiente climatizado e despensa espaçosa, o novo espaço supera as condições anteriores e eleva o padrão do atendimento”, afirmou.

A entrega das cozinhas reformadas reforça o compromisso do Estado em atender às demandas das comunidades do interior, promovendo ações que valorizam os espaços coletivos e contribuem para o desenvolvimento social e comunitário.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Patrulha Maria da Penha se consolida no Acre como símbolo de enfrentamento à violência doméstica
Programa da segurança pública estadual atua na proteção e acompanhamento de mulheres vítimas de violência de gênero

Com variás atuações no Acre, Patrulha Maria da Penha se torna um marco na luta contra a violência de gênero. Foto: Sejusp
Uma das políticas públicas que simbolizam o enfrentamento à violência de gênero no Acre é a Patrulha Maria da Penha, iniciativa da segurança pública estadual que há mais de seis anos atua na proteção e acompanhamento de mulheres vítimas de violência doméstica no Acre.
Criada com o objetivo de garantir o cumprimento das medidas protetivas e oferecer suporte às mulheres em situação de vulnerabilidade, a Patrulha Maria da Penha atua de forma integrada com o Judiciário, o Ministério Público e a rede de assistência social. O trabalho consiste em visitas periódicas, monitoramento de casos e orientação sobre os direitos das vítimas, contribuindo para a prevenção de novos episódios de violência.
O programa é considerado um dos pilares das políticas de segurança voltadas às mulheres no estado e tem se consolidado como referência na proteção de vítimas de violência doméstica. A iniciativa reforça o compromisso do governo do Acre com a promoção de uma cultura de paz e respeito aos direitos humanos.

Ao longo desse período, o serviço tem se consolidado como uma das frentes mais importantes de prevenção à reincidência da violência e, consequentemente, de combate ao feminicídio. Foto: captada
Criada em setembro de 2019, a patrulha tem como principal função fiscalizar o cumprimento de medidas protetivas de urgência, além de orientar e encaminhar as vítimas para a rede de proteção formada por instituições da Justiça, assistência social e segurança pública.
Ao longo desse período, o serviço tem se consolidado como uma das frentes mais importantes de prevenção à reincidência da violência e, consequentemente, de combate ao feminicídio.
Presença em várias regiões do estado
Atualmente, a Patrulha Maria da Penha já está presente em Rio Branco, Acrelândia, Plácido de Castro, Epitaciolândia, Brasiléia, Senador Guiomard, Bujari, Sena Madureira, Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, atuando em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre, por meio de termo de cooperação institucional.

Comandante-geral da PMAC, Marta Renata Freitas, ressaltou os avanços trazidos pela Patrulha. Foto: Sejusp
Quando a patrulha completou seis anos, em 2025, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, em publicação da Agência de Notícias do Acre, destacou que a iniciativa representa um marco na proteção às mulheres no estado.
“A criação da Patrulha Maria da Penha é um passo significativo na proteção das mulheres, garantindo que elas tenham apoio e segurança em momentos de vulnerabilidade. Com essa iniciativa, reforçamos nosso compromisso de construir uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou.

Secretário de Estado de Segurança Pública, José Américo Gaia, destaca que a Patrulha Maria da Penha é um passo significativo na proteção das mulheres. Foto: Sejusp
Expansão para novos municípios
Apesar dos avanços, o desafio ainda é ampliar a presença da patrulha em todo o território acreano. Atualmente, o estado conta com núcleos em oito municípios, mas o objetivo é alcançar todos os 22 municípios. A coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, tenente-coronel Cristiane, explica que a expansão vem ocorrendo de forma gradual, conforme a disponibilidade de efetivo e estrutura.
“A patrulha Maria da Penha está sediada em Rio Branco, mas atende todos os municípios do estado. Em seis anos, conseguimos ampliar para oito municípios e seguimos trabalhando para alcançar todo o Acre”, afirmou.
Segundo ela, o município de Xapuri está entre os que estão sendo avaliados para receber um núcleo da patrulha.
“O objetivo é instalar núcleos em todos os municípios, mas isso exige efetivo e estrutura. Xapuri é um dos locais que estão sendo estudados para receber a Patrulha Maria da Penha”, explicou.
As declarações da coordenadora da patrulha foram feitas durante visita a Xapuri, durante ações da Operação Mulheres, iniciativa integrada do Governo Federal voltada ao enfrentamento da violência de gênero. Durante a operação, equipes percorreram municípios do interior levando orientação, fortalecendo a rede de proteção e ampliando o diálogo com a população.

Durante o encontro em Xapuri a tenente-coronel Cristianere forçou a integração entre a política estadual de segurança pública e as ações desenvolvidas nos municípios do interior. Foto: captada
Canais de denúncia
Além da atuação direta da patrulha, as autoridades reforçam a importância da denúncia para romper o ciclo de violência.
Entre os principais canais disponíveis estão:
190 – Polícia Militar, em casos de emergência
181 – Disque denúncia anônima
180 – Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas
Os serviços permitem que vítimas ou testemunhas denunciem casos de violência com segurança, contribuindo para a responsabilização dos agressores e para a proteção das mulheres.

Atuação da Patrulha Maria da Penha tem se extendido aos municípios do interior acreano, frisou tenente-coronel Cristiane. Foto: Meure Amorim
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Caçadores desaparecidos em Porto Walter são resgatados de helicóptero após cinco dias perdidos na mata
Edson Nascimento de Araújo e Francisco Marcos da Silva Lima sobreviveram comendo frutas e seguiram igarapé até encontrar comunidade; bombeiros orientam uso de GPS offline e permanência no local em caso de desorientação

Os dois estavam em um grupo de cinco pessoas, o grupo foi dividido e Edson e Francisco se separaram dos demais. Foto: captada
Os caçadores Edson Nascimento de Araújo, de 51 anos, e Francisco Marcos da Silva Lima, de 31, foram resgatados de helicóptero na tarde de sexta-feira (20) após se perderem em uma mata próximo ao Rio Cruzeiro do Vale, zona rural de Porto Walter, interior do Acre.
Os dois estavam em um grupo de cinco pessoas e saíram para a caçada na última segunda-feira (16). Na terça-feira (17), o grupo foi dividido e Edson e Francisco se separaram dos demais. Os caçadores fizeram um abrigo com palhas e combinaram de se reencontrar na manhã de quinta-feira (19).
Após retornarem para o ponto de encontro, os demais caçadores perceberam que Edson e Francisco tinham se perdido, voltaram para a comunidade e chamaram os bombeiros.
O Corpo de Bombeiros seguiu para o local na manhã de sexta-feira (20), mas, assim que iniciaram as buscas, foram informados de que os caçadores tinham sido achados e estavam em outra comunidade.
Conforme o comandante do 4º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar de Cruzeiro do Sul, major Josadac Cavalcante, os homens caminharam até a Comunidade Veneza após seguirem pelo Igarapé Natal, distante cerca de 32 km de onde moram.
Os caçadores não estavam machucados, mas desorientados e precisaram de atendimento médico. Sem condições para caminhar, os dois foram levados de helicóptero.
Relato dos caçadores
“Apesar das nossas buscas, eles conseguiram chegar até essa comunidade, onde foi pedido socorro de lá. Estavam bem, contudo, bastante cansados e sem ferimentos. Pegaram muita chuva e ficaram desorientados devido à falta de sol, que é como geralmente se orientam nas caçadas”, disse o major.
Ainda conforme o comandante, os caçadores contaram que passavam o dia andando e dormiam à noite desorientados sem perceber que iam e voltavam sempre para o mesmo lugar entre terça e quinta. “Já na sexta-feira conseguiram seguir pela praia do Igarapé Natal e chegaram até uma comunidade”, destacou.
Apesar de estarem com espingarda e fogo, os homens não encontraram nenhuma caça e se alimentaram apenas dos frutos achados na mata.
Orientações dos bombeiros
O major destacou que é indicado que os caçadores baixem o mapa no celular antes de saírem para as expedições.
“O GPS funciona sem internet e facilita bastante, contudo, ao se perderem, o indicado é permanecer o mais próximo do local da desorientação e ainda, caso achem algum igarapé, seguir sempre descendo, pois vai chegar a um igarapé maior e provavelmente terá uma comunidade por perto”, concluiu.

O Corpo de Bombeiros seguiu para o local na manhã de sexta-feira (20), mas, assim que iniciaram as buscas, foram informados de que os caçadores tinham sido achados e estavam em outra comunidade. Foto: captada
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MPF denuncia dois homens por ocupação ilegal e desmatamento na Reserva Chico Mendes
Operação Mezenga apreendeu mais de 1.400 cabeças de gado dentro da unidade de conservação; denúncia foi apresentada à Justiça na quinta-feira (19)

A reserva extrativista abrange os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Sena Madureira e Xapuri e tem uso restrito a atividades extrativistas sustentáveis por populações tradicionais. Foto: captada
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia criminal contra dois homens por crimes cometidos durante a ocupação irregular da Reserva Extrativista Chico Mendes, no interior do Acre. A ação, protocolada na última quinta-feira (19), é resultado da Operação Mezenga, deflagrada pela Polícia Federal para apurar invasões, desmatamento e criação ilegal de gado na unidade de conservação.
Durante a investigação, a Polícia Federal apreendeu mais de 1.400 cabeças de gado dentro da reserva e em áreas adjacentes. A reserva extrativista, criada em 1990, abrange os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Sena Madureira e Xapuri e tem uso restrito a atividades extrativistas sustentáveis por populações tradicionais.
Crimes apontados na denúncia
Na denúncia, o MPF aponta a prática de:
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Invasão de terras da União
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Prestação de informações falsas em cadastro ambiental
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Desmatamento
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Uso de fogo
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Criação irregular de gado em área protegida

Localização da Reserva Extrativista Chico Mendes em relação a América do Sul, PanAmazônia e Estado do Acre. Fonte dados: IBGE e HyBAM.
Pedidos à Justiça
Além da condenação criminal pelos crimes ambientais, o MPF requereu à Justiça a desocupação das áreas invadidas e a proibição de atividades econômicas incompatíveis com a reserva, como a pecuária extensiva.
Acordos de não persecução penal
Outros três investigados que confessaram a prática dos fatos assinaram acordo de não persecução penal e assumiram obrigações voltadas à reparação dos danos causados e à regularização ambiental das áreas afetadas.
A Operação Mezenga foi deflagrada em agosto de 2024 e teve como foco o combate ao desmatamento e à grilagem na região da reserva. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos municípios de Rio Branco, Brasiléia, Sena Madureira e Xapuri.

Além da condenação pelos crimes, o MPF requereu à Justiça a desocupação das áreas invadidas e a proibição de atividades econômicas incompatíveis com a reserva, como a pecuária. Foto: captada
A Resex Chico Mendes
Com 931 mil hectares, a Reserva Extrativista Chico Mendes é uma unidade de conservação federal e está localizada no sudeste do Acre. A sua área se espalha pelos municípios de Assis Brasil, Brasiléia, Capixaba, Epitaciolândia, Rio Branco, Sena Madureira e Xapuri. Ela foi criada em 12 de março de 1990, a partir do Decreto Presidencial no 99.144.
É considerada uma UC emblemática não só por levar o nome do líder seringueiro Chico Mendes, mas também por ser o resultado da resistência e da organização dos povos da floresta pelo seu direito de permanecer e viver de modo tradicional, em meio ao avanço da agropecuária na Amazônia entre as décadas de 1970 e 1980.
A partir de sua criação – quase um ano e meio após o assassinato de Chico Mendes – as famílias tiveram o direito de ficar em suas respectivas colocações, adotando-se uma reforma agrária diferenciada para a Amazônia. Por este modelo, seria assegurado o direito de posse da terra com uma exploração sustentável dos recursos florestais e uma agricultura e criação de animais de base familiar.

Na denúncia, o MPF aponta a prática de invasão de terras da União, prestação de informações falsas em cadastro ambiental, desmatamento, uso de fogo e criação irregular de gado em área protegida. Foto: captada

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