Projeto vai viabilizar o escoamento da produção rural. Foto: Diego Gurgel/Secom
Para melhorar as condições de vida e de trabalho dos produtores rurais do estado do Acre, o governador Gladson Camelí assinou nesta quinta-feira, 9, no Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), a ordem de serviço para a execução das obras de construção de 58 pontes nos municípios do Baixo Acre. Na ocasião, também inaugurou o auditório do órgão, que recebeu o nome do engenheiro Domingos Sávio de Medeiros, que atuou por mais de 30 anos no Deracre.
“Este projeto demonstra que é com a união de todos que conseguiremos vencer os desafios e promover o desenvolvimento do Acre. Considero esta uma das obras mais significativas que podemos realizar em benefício da sociedade. Além de melhorar a infraestrutura em cada município, trata-se de um investimento com forte impacto social, que gera emprego, aquece a economia e, de fato, melhora a vida das pessoas. Nosso principal objetivo é garantir que o produtor rural, seja ele pequeno ou grande, possa escoar toda a sua produção com mais segurança, tanto no período de verão quanto de inverno”, enfatizou Camelí.
“Este projeto demonstra que é com a união de todos que conseguiremos vencer os desafios e promover o desenvolvimento do Acre”, frisou Camelí.
De acordo com Camelí, a iniciativa faz parte da continuidade do programa de melhoria dos ramais, reforçando a necessidade de investir da zona rural para a zona urbana: “Com a instalação de 58 novas pontes, estamos trazendo mais dignidade para a população que reside na área rural do nosso estado. São sete municípios beneficiados com um investimento superior a R$ 40 milhões, provenientes de emenda do senador Márcio Bittar, com contrapartida do Estado”.
Mailza Assis falou sobre a continuidade do projeto de governo para melhorar a vida de cada cidadão acreano. Foto: Diego Gurgel/Secom
A vice-governadora Mailza Assis falou sobre a continuidade do projeto de governo para melhorar a vida de cada cidadão acreano: “Estas são algumas das obras mais importantes e esperadas pelo nosso produtor rural. Tanto a manutenção dos ramais quanto a construção das pontes são fundamentais. Estamos conseguindo entregar essas obras, que vêm sendo executadas levando benefícios diretamente à nossa população. Isso é cuidar do nosso produtor rural, e de quem sustenta a economia do nosso estado. O governador Gladson tem feito isso, e com certeza daremos continuidade a todo esse trabalho, ressaltou.
Oriunda da destinação do senador Márcio Bittar, a emenda de R$ 44 milhões vai garantir o escoamento da produção rural. “Atendi ao pedido do governador e destinei essa emenda de quase R$ 50 milhões para construir pontes de concreto que substituirão as pontes de madeira. Sei, por experiência própria, das dificuldades que isso representa. E as estruturas de concreto irão garantir a trafegabilidade o ano todo”, disse Bittar.
“Serão cerca de 60 comunidades que receberão uma ponte definitiva”, pontuou o senador Márcio Bittar. Foto: Diego Gurgel/Secom
“Ao todo serão sete municípios beneficiados. Esta iniciativa representa um grande avanço, pois as pontes de madeira de até 12 metros serão substituídas por estruturas de concreto. Isso faz parte da nossa estratégia de parceria com todos os municípios, uma determinação do governador Gladson Camelí que tem trazido resultados muito positivos para o estado,” explicou a presidente do Deracre, Sula Ximenes.
De acordo com a presidente do Deracre, a iniciativa representa um grande avanço para o estado. Foto: Diego Gurgel/Secom
O prefeito de Plácido de Castro, Camilo da Silva, falou da importância dessas obras para o município: “A ponte é um elo que liga pessoas ao processo de desenvolvimento. E é exatamente isso que estamos vendo acontecer: o governador, com tantas obras estruturantes que estão levando nosso estado a viver momentos diferentes, esperados e desejados por todos. Temos a certeza e a confiança de que o Acre está no caminho certo para atender melhor as pessoas. Quero expressar minha gratidão pelas 18 pontes que nosso município está recebendo. Isso é um marco na nossa história. Estou aqui com vereadores, secretários, empresários e muitas pessoas da nossa comunidade para expressar nosso reconhecimento pela importância dessas obras.”
Camilo da Silva falou da importância dessas obras para o município. Foto: Diego Gurgel/Secom
“Este é um momento crucial, pois representa o fim de uma etapa intensa de planejamento e o início da execução da obra. A Ordem de Serviço é fundamental e é resultado de um trabalho que passou por muitas mãos, desde a alocação da emenda pelo senador, que demonstrou confiança na nossa equipe, até a elaboração dos projetos, as análises em campo e a parceria com os prefeitos para a verificação dos pontos. A satisfação é indescritível ao ver um projeto se transformar em obra, ganhando forma e beneficiando tantas pessoas. O governador Gladson e a vice-governadora Mailza priorizam as pessoas e este é um governo que cuida de gente, e todas as nossas ações são voltadas para a população”, acrescentou Sula Ximenes.
O superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Acre, Paulo Trindade, destacou a parceria com o governo do Estado. “Venho com o objetivo de garantir o desenvolvimento do agronegócio em nosso estado. Estamos celebrando cada vez mais parcerias com o governo do Estado e parabenizo as secretarias pela execução. Isso é extremamente importante e fico muito contente em saber que essas pontes irão aproximar pessoas e aproximar processos. É essencial trabalharmos sempre pensando no desenvolvimento do nosso estado”.
Paulo Trindade, destacou a parceria com o governo do Estado. Foto: Diego Gurgel/Secom
Representando Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), o deputado estadual Luiz Gonzaga destacou as ações do governo federal, por meio do Mapa, e do governo estadual, que vem beneficiando a produção e a economia do Acre: “Juntamente com o superintendente do Mapa, a Sula e o governo têm se empenhado em fazer o possível pelos nossos ramais, porque nossos produtores precisam e, graças a essa atenção, a nossa produção tem crescido. Anualmente, o Acre tem aumentado suas exportações, como exemplo, a soja, que hoje é o produto que mais exportamos, responsável por grande parte da pauta de exportação”, frisou o deputado.
Representando a Aleac, o deputado estadual Luiz Gonzaga, destacou as ações do governo federal por meio do Mapa. Foto: Diego Gurgel/Secom
O presidente da Associação dos Municípios do Acre (Amac), Tião Bocalom, disse: “Este projeto demonstra o compromisso de um governo e de prefeitos que trabalham juntos pelo desenvolvimento verdadeiro do Acre. Esta é a nossa terra e temos que encontrar soluções. A agricultura familiar agradece imensamente. Sabemos quem mais sofre é aquele que tem seu trator ou caminhão preso no atoleiro. É isso que precisamos fortalecer com este trabalho.”
Auditório
Durante a visita ao Deracre, também foi inaugurado o auditório que recebeu o nome do engenheiro Domingos de Medeiros, que atuou por mais de 30 anos no órgão, tendo feito projetos de grandes obras estruturantes.
Auditório com capacidade de 150 pessoas será utilizado para encontros, reuniões, cursos, capacitações e eventos culturais. Foto: Diego Gurgel/Secom
“Estamos inaugurando o nosso auditório, que possui capacidade para 150 pessoas e será um local importante para a troca de ideias e conhecimento. E fizemos uma justa homenagem a um antigo servidor nosso, o engenheiro Domingos Sávio, que infelizmente nos deixou em 2021”, expressou Sula Ximenes.
Viúva do engenheiro, Adriana Medeiros falou sobre a dedicação de Sávio ao órgão e busca pelo conhecimento por meio da leitura e troca de saberes. Foto: Neto Lucena/Secom
Emocionada com a homenagem, a viúva do engenheiro Domingos Sávio Medeiros, Adriana Medeiros, falou sobre a dedicação do marido ao órgão e a busca pelo conhecimento por meio da leitura e troca de saberes.
“Fiquei profundamente surpresa e emocionada com a linda homenagem que fizeram para ele. Agradeço a Deus, em primeiro lugar, ao governador Gladson, à diretora Sula Ximenes e a todos os profissionais envolvidos neste evento. Foi uma homenagem linda, em um lugar maravilhoso como este auditório. Este é o lugar ideal para representá-lo, porque ele amava o conhecimento, amava ler e valorizava muito as pessoas que gostavam de estudar. Este auditório será um espaço de muito conhecimento, troca de ideias e escutas. Ele foi um grande ser humano. Por onde passou, ele fez a diferença na vida de cada pessoa com sua simplicidade, generosidade e carinho”, contou Adriana Medeiros.
“A parte mais difícil é lidar com os sintomas. É preciso um esforço extra para conviver com as dores e com a dificuldade de manter um estilo de vida que ajude a amenizar tudo isso”, relata Beatriz Mendonça, de 23 anos. Seu depoimento traduz a realidade de muitas mulheres que enfrentam a endometriose — uma condição ginecológica inflamatória e crônica caracterizada pelo crescimento do tecido que reveste o útero fora da cavidade uterina.
Estima-se que cerca de oito milhões de mulheres no Brasil convivam com a endometriose, o que reforça a importância de dar visibilidade ao tema. Neste 13 de março, é celebrado o Dia Nacional de Luta contra a Endometriose, data que integra o “Março Amarelo”, mês dedicado à conscientização sobre a doença.
Secretaria de Estado de Saúde tem intensificado a atenção às políticas públicas e às ações voltadas para amenizar os impactos da endometriose na vida feminina. Foto: cedida
Pensando nas mulheres que enfrentam essa condição, a Secretaria de Estado de Saúde tem intensificado a atenção às políticas públicas e às ações voltadas para amenizar os impactos da endometriose na vida feminina.
Como parte desse compromisso, em abril do ano passado, o governo do Acre inaugurou um ambulatório exclusivo para diagnóstico e tratamento da doença. A iniciativa representa um avanço significativo na política estadual de atenção à saúde da mulher, garantindo acolhimento e cuidado especializado a quem mais precisa.
De abril do ano passado até fevereiro deste ano, o ambulatório realizou 162 atendimentos a mulheres que convivem com a endometriose, uma condição frequentemente subdiagnosticada ou identificada tardiamente.
Estima-se que cerca de oito milhões de mulheres no Brasil convivam com a endometriose. Foto: internet
‘Doença invisível’
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a endometriose afeta cerca de 10% das mulheres e meninas em idade reprodutiva em todo o mundo, o que representa mais de 190 milhões de pessoas. No Brasil, o SUS oferece atendimento integral às pacientes com a doença e registrou um aumento de 30% nos diagnósticos na Atenção Primária, passando de 115.131 atendimentos em 2022 para 144.971 em 2024. Somente nos dois últimos anos (2023 e 2024), foram realizados mais de 260 mil atendimentos.
Na Atenção Especializada, o SUS contabilizou um crescimento de 70% nos atendimentos por endometriose, que saltaram de 31.729 em 2022 para 53.793 em 2024. Entre 2023 e 2024, foram registrados 85,5 mil atendimentos. Também houve aumento de 32% nas internações, passando de 14.795 em 2022 para 19.554 em 2024. No mesmo período (2023 e 2024), o total chegou a 34,3 mil internações.
Beatriz buscou atendimento especializado privado e comemora os avanços do debate sobre a doença nos últimos anos. Foto: cedida
Ampliação do diálogo
Beatriz de Souza Mendonça descobriu a endometriose aos 21 anos, mantendo sua rotina de exames em dia, já que sua mãe também convive com a doença. Assim como acontece com muitas mulheres, o primeiro desafio foi obter o diagnóstico.
“Só fui descobrir que tinha mesmo quando procurei uma médica diferente, que solicitou uma ressonância magnética. Um dos sintomas que mais me afeta é a fadiga e o cansaço constante. Mesmo com exames mostrando vitaminas e hormônios equilibrados, ainda sinto muita indisposição”, relata.
O depoimento da jovem escancara a realidade de milhares de mulheres que convivem com dores incapacitantes e de difícil compreensão. O impacto não se limita à saúde física: muitas vezes atinge também a vida social e profissional.
“A endometriose, por ser uma doença crônica e dolorosa, traz efeitos psicológicos que nem sempre são considerados. A dor e o cansaço excessivo afetam o emocional e, consequentemente, a vida social e afetiva. Muitas vezes não tenho disposição para ver meus amigos; às vezes as dores surgem de repente e tudo que eu quero é deitar na minha cama”, desabafa.
Equidade
Beatriz recorreu ao atendimento privado para conseguir um diagnóstico mais rápido, mas a realidade de muitas mulheres é diferente: há pacientes que esperam mais de sete anos por respostas, tornando o processo ainda mais doloroso e desgastante.
É nesse ponto que o poder público atua para ampliar o acesso e garantir que o serviço chegue ao maior número possível de mulheres.
“Acho que a ampliação do atendimento especializado pelo SUS é essencial. O tratamento da endometriose deve ser encarado como prioridade, tanto pela quantidade de pessoas que sofrem com ela quanto pelo impacto profundo que causa na vida dessas mulheres”, reforça.
Ginecologista Fernanda Bardi está à frente do atendimento. Foto: Luanna Lins/Fundhacre
Cirurgias futuras
A ginecologista Fernanda Bardi, responsável pelo atendimento no ambulatório, explica que as pacientes são acompanhadas semanalmente e, aquelas que necessitam de intervenção cirúrgica, entram em uma fila específica.
“Nas próximas semanas vamos iniciar as cirurgias de endometriose pelo SUS. O tratamento cirúrgico adequado é realizado por via minimamente invasiva, seja videolaparoscópica ou robótica. A videolaparoscópica já está disponível na Fundação Hospitalar e, futuramente, teremos também a robótica. Assim, poderemos tratar cada vez mais mulheres que sofrem com dor pélvica crônica, dor menstrual, dor durante a relação sexual e infertilidade”, esclarece.
No ambulatório, as pacientes recebem orientação sobre a doença e os próximos passos do tratamento.
“O tratamento clínico começa já no ambulatório, com prescrição de medicamentos, encaminhamento para fisioterapia pélvica e acompanhamento com coloproctologista, quando indicado”, acrescenta.
Sinais de alerta
Entre os principais sintomas da endometriose estão: cólica menstrual intensa, dor pélvica crônica, dor durante a relação sexual, infertilidade e queixas intestinais ou urinárias com padrão cíclico.
Para ter acesso ao Ambulatório de Endometriose da Fundação Hospitalar, a paciente deve primeiro procurar à atenção básica nas UBS, onde o médico fará o encaminhamento para a Fundação Hospitalar, referenciando-a para o ambulatório.
No ambulatório, as pacientes recebem orientação sobre a doença e os próximos passos do tratamento. Foto: cedida
Saiba o que o SUS já oferece
Na rede pública de saúde, as mulheres contam com tratamento clínico e cirúrgico.
No primeiro caso, é ofertada terapia hormonal, como o uso de progestágenos e medicamentos hormonais, como contraceptivos orais combinados (COCs) e análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH). Além disso, analgésicos e anti-inflamatórios podem ser utilizados para controle da dor. Vale destacar que as mulheres também contam com acompanhamento multidisciplinar.
Nos casos em que a cirurgia é indicada, estão disponíveis procedimentos como videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva para a remoção de focos de endometriose, também usada para diagnóstico quando necessário; a laparotomia, cirurgia aberta para casos mais complexos; e a histerectomia, que consiste na remoção do útero, sendo recomendada apenas em situações específicas e após avaliação criteriosa.
Nas mulheres que têm a doença, o tecido semelhante ao endométrio (que reveste o útero) cresce fora do útero em órgãos como ovários, intestino e bexiga, o que causa reações inflamatórias.
Para Beatriz, que luta contra a doença há anos, a ampliação desse atendimento cobre uma necessidade que garante dignidade à mulher que precisa viver com a condição.
“Espero que futuramente se amplie o diálogo e conscientização sobre a endometriose porque é uma doença que afeta muitas mulheres, que às vezes nem chegam a receber o diagnóstico. Também tenho esperança que haja um aumento no número de pesquisas e que seja possível melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com essa doença”, relata.
Principais Avanços e Propostas Legislativas:
Conscientização: A Lei 14.324/2022 visa informar sobre prevenção, diagnóstico e tratamento;
Licença Menstrual/Trabalho (PL 1.919/2025): Em tramitação, propõe licença de até 3 dias por mês para estudantes com dores graves, e projetos similares buscam garantir direitos trabalhistas.
Prioridade e Acesso (PL 762/2025): Busca garantir atendimento rápido no SUS e início do tratamento em até 30 dias após diagnóstico. PL ainda está em andamento na Câmara Federal.
A Prefeitura de Rio Branco concluiu nesta semana, a instalação dos equipamentos da fábrica de leite de soja, que será utilizada para fortalecer a segurança alimentar de crianças da rede municipal de ensino e de famílias em situação de vulnerabilidade social cadastradas no Cadastro único, atendidas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos do município. A expectativa da gestão municipal é ampliar o acesso a um alimento nutritivo e de qualidade para estudantes e famílias assistidas por programas sociais.
O prefeito visitou as instalações da unidade e comemorou a conclusão do projeto, que, segundo ele, já foi alvo de críticas e dúvidas no passado. (Foto: Val Fernandes/Secom)
Na manhã desta sexta-feira (13), o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom visitou as instalações da unidade e comemorou a conclusão do projeto, que, segundo ele, já foi alvo de críticas e dúvidas no passado. O gestor relembrou que a proposta da chamada “vaca mecânica” chegou a ser questionada por parte da população. De acordo com Bocalom, a produção do leite de soja representa uma alternativa importante para garantir alimentação de qualidade para crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Quando eu falava da vaca mecânica, muita gente fazia gozação porque não conhecia o projeto. Hoje mostramos, na prática, o que sempre defendemos. Essa estrutura vai produzir leite de soja enriquecido, garantindo segurança alimentar para nossas crianças, idosos e pessoas acamadas que precisam de uma alimentação adequada”, afirmou.
Atendimento as famílias vulneráveis
“Nossa equipe vai fazer um levantamento nos oito CRAS para identificar as famílias que mais precisam. Além das crianças, também vamos atender idosos e participantes de grupos de convivência”, destacou o secretário. (Foto: Val Fernandes/Secom)
O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcus Luz, explicou que a produção da fábrica poderá chegar a 200 litros de leite de soja por hora.
Segundo ele, o alimento será distribuído prioritariamente para famílias em situação de vulnerabilidade social, cadastradas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da capital.
“Nós temos cerca de 45 mil crianças em Rio Branco inscritas no Cadastro Único. Nossa equipe técnica vai fazer um levantamento nos oito CRAS do município para identificar as famílias que mais precisam. Além das crianças, também vamos atender idosos e participantes de grupos de convivência e centros de atendimento”, destacou o secretário.
De acordo com o gestor, a produção do leite de soja representa uma alternativa importante para garantir alimentação de qualidade para crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. (Foto: Val Fernandes/Secom)
Início da produção
Com a instalação dos equipamentos já concluída, a prefeitura aguarda apenas a aquisição da matéria-prima para iniciar a produção.
A previsão é que a fábrica comece a operar plenamente até o final do mês de março. A expectativa da administração municipal é que a nova estrutura fortaleça as políticas públicas de assistência social e amplie o acesso a alimentos nutritivos para a população em situação de vulnerabilidade em Rio Branco.
Miriam Hadassa decidiu transformar aniversário de 15 anos em tributo ao pai que morreu em 2024 após diagnóstico de câncer no estômago. Ambos comemoravam e compartilhavam juntos a mesma data.
Por Renato Menezes
A celebração dos 15 anos da estudante Miriam Hadassa Freitas da Costa ganhou um significado diferente neste ano, em Rio Branco. Para homenagear o pai, que morreu em 2024, a adolescente decidiu fazer um ensaio fotográfico dentro do cemitério onde ele está enterrado.
Sebastião Mendes da Costa tinha 65 anos, era tenente-coronel e ficou conhecido no Acre por ser fundador e primeiro comandante da Companhia de Operações Especiais (COE). Ele morreu no dia 26 de outubro de 2024, vítima de câncer de estômago, oito meses após receber o diagnóstico.
O aniversário de Miriam foi no dia 25 de fevereiro, a mesma data em que o pai também comemorava mais um ano de vida. A festa, portanto, ocorreu três dias depois, com a exibição dos registros fotográficos e vídeos feitos no dia 13 do mesmo mês.
A estudante disse que todo o ensaio foi planejado para simbolizar a presença do pai e a relação que tinham. Foto: Casal Santana/Arquivo pessoal
A ideia, segundo a adolescente, surgiu após ver nas redes sociais uma homenagem semelhante feita por outra jovem. “Quando eu vi as fotos, tive a certeza que era isso o que eu queria para poder homenagear o meu pai, pois eu e ele fazíamos aniversário no mesmo dia”, falou.
A mãe de Miriam, Luana Freitas de Souza Costa, de 32 anos, complementou que a família sempre celebrou a data de forma conjunta. “Durante toda a vida, a gente sempre comemorou o aniversário deles dois juntos. Era uma festa muito grande, para muita gente, porque o pai dela era uma pessoa muito conhecida e muito querida”, contou.
Foco nos detalhes
A estudante disse que todo o ensaio foi planejado para simbolizar a presença do pai e a relação que tinham. Entre os elementos escolhidos estão as cores presentes nas fotos e objetos simbólicos.
“O azul representa a tranquilidade e a confiança dele, e o branco porque era a sua cor favorita e também porque significa paz. O urso simboliza o afeto, a segurança e as memórias da minha infância com ele”, frisou.
Miriam Hadassa tem 15 anos e resolveu homenagear o pai que morreu de câncer no Acre. Foto: Casal Santana/Arquivo pessoal
Para Miriam, fazer o ensaio justamente no cemitério despertou nela um sentimento diferente do que as pessoas poderiam imaginar.
“Me trouxe um sentimento de tranquilidade, pois eu sabia que era a melhor forma de trazer a essência do meu pai. O cemitério é o melhor lugar para fazer as pessoas refletirem sobre a vida. É muito importante saber que a pessoa nunca morre quando sempre é lembrada pelas boas memórias do tempo em que se encontrava conosco”, completou.
A valsa
Um dos momentos mais aguardados das festas de debutante é a tradicional valsa com o pai. Miriam diz que sempre sonhou com esse momento, mas precisou ressignificá-lo após a morte dele.
Durante a cerimônia, as imagens do ensaio foram exibidas pouco antes da valsa da adolescente que dançou sozinha segurando um ursinho e uma borboleta azul, símbolos escolhidos para representar a presença do pai.
“A vida tinha outros planos e eu não pude realizar esse momento. Mas, mesmo assim, eu não queria deixar passar em branco esse significado tão especial e, por isso, fiz questão das fotos”, acrescentou.
Miriam Hadassa e o pai, Sebastião Costa, comemorando juntos o primeiro ano da menina em Rio Branco. Foto: Arquivo pessoal
O luto
Para lidar com a dor da perda, a família tem buscado seguir a rotina e se concentrar em outras atividades. Segundo a mãe, Miriam tem se dedicado aos estudos. “A gente aprende a lidar com a dor. O luto não é passageiro, ele é eterno. Eles sempre tiveram uma conexão muito linda”, disse.
As fotos da homenagem chamaram atenção nas redes sociais e entre conhecidos da família. Para a jovem, a mensagem por trás das fotos é simples, mas profunda.
“O que eu quero que as pessoas sintam ao ver as fotos é que o amor de um pai nunca morre, apenas muda de forma e segue brilhando nos olhos de sua filha”, finalizou.
Miriam Hadassa tem 15 anos e resolveu homenagear o pai que morreu de câncer no Acre. Foto: Casal Santana/Arquivo pessoal
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