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Fluxo de migrantes, principalmente venezuelanos, volta a crescer em Assis Brasil

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A pressão do governo peruano para que imigrantes que não estejam com a documentação regularizada deixem o país de maneira imediata está fazendo o fluxo de estrangeiros em Assis Brasil voltar a crescer desde meados do mês de agosto, de acordo com a prefeitura do município.

De acordo com o ex-secretário de Assistência Social de Assis Brasil, Quedinei Correia, que agora está trabalhando no gabinete do prefeito, há cerca de 60 migrantes na Casa de Passagem do município, atualmente, mas há muito mais nos hotéis e pequenas pousadas da cidade.

Uma das evidências do esforço do país vizinho para a expulsão de imigrantes é o caso do haitiano Jacquenue Bosquet, de 36 anos, que ficou paraplégico após ser obrigado pela polícia peruana a se jogar da Ponte da Integração, que liga a cidade de Iñapari, no Peru, a Assis Brasil, no Acre.

Há dois fluxos de passagem de migrantes por Assis Brasil. Um de entrada, principalmente de venezuelanos, e outro de saída, de estrangeiros que entraram no Brasil entre 2010 e 2016 e que agora tentam sair, por conta da crise econômica que extinguiu empregos no país, buscando chegar a México, Canadá e Estados Unidos.

Quedinei destaca que Assis Brasil é o único município que está oferecendo um serviço efetivo de apoio aos migrantes. Ele explica que os estrangeiros são cadastrados e levados até Epitaciolândia, que é onde é retirada a carteira de refúgio, e recebem todo o apoio possível da prefeitura para poder seguir seus destinos.

“A situação desses venezuelanos que estão chegando é muito difícil porque eles estão sendo maltratados no lado peruano, onde todas as dificuldades são criadas para a retirada de documentos. Entre eles, pessoas que já estavam há cinco anos no Peru e que foram praticamente expulsos do país”, afirmou.

A Casa de Passagem de Assis Brasil está sendo mantida pela prefeitura com recursos enviados pelo governo federal. O Município e o Estado também têm contado com o apoio de entidades como a Pastoral do Migrante da Cáritas Diocesana, que atua no acolhimento e na busca por condições de manutenção para os grupos de estrangeiros recém-chegados.

A situação também tem sido acompanhada pelo Comitê Estadual de Apoio aos Migrantes, Apátridas e Refugiados (CEAMAR/AC), criado pelo Governo do Acre no ano passado, e que é ligado à Secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres (SEASDHM).

A mais recente etapa da crise migratória em Assis Brasil começou a se intensificar em fevereiro deste ano, quando vários grupos de migrantes que tentavam deixar o Brasil e entrar no Peru deixaram os abrigos que ocupavam e se concentraram na Ponte da Integração, fato que culminou com a invasão da cidade de Iñapari, na lado peruano da fronteira.

Depois disso, eles foram obrigados pelas autoridades peruanas a voltar para Assis Brasil, após muitos serem presos e agredidos pela polícia. A situação resultou na visita do secretário Nacional de Assistência Social, do Ministério da Cidadania, Miguel Ângelo Gomes, que esteve no dia 19 de março em Assis Brasil para ver a situação e tentar um acordo com o governo peruano.

O secretário brasileiro se reuniu com o governador da província de Madre De Dios, Luis Guillermo Hidalgo Okimura, e com o prefeito de Iñapari, Abraão Cardoso. Na conversa, foi discutida e encaminhada uma forma de abrir a fronteira para liberar a passagem dos estrangeiros, mas não houve avanço nas negociações.

Dias depois, o Governo Brasileiro pediu à Justiça Federal a reintegração de posse contra os imigrantes que estavam acampados na ponte, sendo deferido o pedido no início de março, a partir de quando a quantidade de imigrantes na cidade do interior do Acre reduziu a ponto de a prefeitura desativar os abrigos improvisados em escolas.

Posteriormente, a prefeitura concluiu a construção da Casa de Passagem Otonoel de Souza, por meio da restauração de um antigo prédio cedido pela União, que passou a ser o abrigo de referência para os novos grupos que continuaram, mesmo em menor número, a chegar à cidade.

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Acre garante valor mínimo de R$ 5 milhões para emendas parlamentares individuais em 2026

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Lei sancionada por Gladson Cameli altera LDO e estabelece piso impositivo; cerca de R$ 120 milhões serão destinados a parlamentares este ano

A nova lei acrescenta um dispositivo que não existia anteriormente. O parágrafo 8º do artigo 14 determina que o valor mínimo de R$ 5 milhões será assegurado por meio da abertura de créditos adicionais por superávit. Foto: captada 

O governo do Acre sancionou uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que fixa um valor mínimo impositivo de R$ 5 milhões para as emendas parlamentares individuais. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado e assinada pelo governador Gladson Cameli (PP), assegura esse montante por meio de abertura de créditos adicionais, caso necessário.

As emendas continuam correspondendo a 6,80% da receita tributária efetiva do ano anterior, descontadas transferências constitucionais aos municípios e os percentuais de saúde e educação. A diferença é que, na versão anterior da LDO, não havia um piso em reais, apenas a definição percentual.

Ao todo, cerca de R$ 120 milhões estão previstos no orçamento de 2026 para emendas de deputados estaduais. As emendas individuais são impositivas, ou seja, o Executivo é obrigado a executá-las, e os parlamentares indicam a destinação dos recursos e aparecem como “padrinhos” da verba.

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Suspeito de tentativa de homicídio é preso horas após ataque no bairro Sapolândia

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Homem confessou o crime e alegou dívida e ameaças como motivação; arma utilizada não foi localizada

Caio Silva de Moura, de 26 anos, foi preso pela Polícia Militar na manhã desta terça-feira (27), apontado como o autor da tentativa de homicídio contra Josivan Germano de Souza, de 49 anos, no bairro Sapolândia, em Rio Branco.

A prisão ocorreu após ação rápida de guarnições do 1º Batalhão da PM, sob o comando do tenente Eliabe Rodrigues. Os militares localizaram o suspeito em uma residência na rua Catalúnia, onde ele foi abordado e, durante conversa com a equipe policial, acabou confessando a autoria do crime.

De acordo com a Polícia Militar, a motivação estaria relacionada a uma dívida no valor de R$ 2.800, que, conforme apurado, deveria ter sido quitada há quatro dias. Caio alegou que decidiu cometer o ataque após ter sua casa invadida e eletrodomésticos levados por terceiros, supostamente a mando da vítima, além de afirmar que vinha sofrendo ameaças.

Ainda segundo a PM, o suspeito soube que Josivan retornaria ao bairro para tratar de questões relacionadas a um imóvel e aguardou o momento oportuno para efetuar os disparos. A arma utilizada no crime, uma pistola calibre .380, não foi localizada.

Após a prisão, Caio Silva de Moura foi encaminhado à Delegacia Central de Flagrantes (Defla), onde permanece à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis.

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Homem é baleado em via pública ao chegar em imóvel no bairro Sapolândia, em Rio Branco

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Vítima foi atingida por três disparos e deu entrada em estado grave no Pronto-Socorro; esposa escapou ilesa

Josivan Germano de Souza, de 50 anos, foi ferido a tiros na manhã desta terça-feira (27), em via pública, na rua Edmundo Pinto, no bairro Hélio Melo, conhecido como Sapolândia, em Rio Branco.

Segundo informações da Polícia Militar, Josivan estava acompanhado da esposa e seguia para um imóvel de propriedade do casal, que estaria sendo desocupado por uma inquilina e seria novamente colocado para aluguel. Ao chegarem em frente à residência, um homem se aproximou sozinho, sacou uma arma de fogo e efetuou vários disparos.

A esposa da vítima conseguiu se esquivar, caiu ao chão e não foi atingida. Mesmo assim, o atirador continuou efetuando os tiros contra Josivan. Moradores relataram ter ouvido cerca de seis disparos. No local, a polícia encontrou cinco cápsulas de munição deflagradas.

Josivan foi atingido por três tiros: um no fêmur esquerdo, causando fratura, outro no braço e um terceiro na região da virilha, considerado o mais grave devido ao intenso sangramento.

A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Durante o atendimento inicial, ele estava consciente e orientado, mas apresentou sinais de choque hemorrágico no trajeto até o Pronto-Socorro de Rio Branco, onde deu entrada em estado grave.

A Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da perícia, colheu informações e realizou patrulhamento na região, porém o suspeito não foi localizado. A Polícia Civil, por meio da Equipe de Pronto Emprego (EPE), iniciou as investigações. De acordo com informações preliminares, já existem indícios sobre a autoria do crime. O caso será encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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