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Fiocruz atribui atrasos em vacinas a produção complexa e controle de qualidade

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Em ofício ao MPF, órgão também menciona a dependência do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), importado da China.

Profissional de saúde prepara dose da vacina da AstraZeneca contra Covid-19 Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters

Por Leandro Resende, CNN

Em resposta a questionamentos do Ministério Público Federal sobre o porquê de mudanças e atrasos na entrega da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19, a Fundação Oswaldo Cruz alegou que a complexidade da produção e o “rigoroso controle de qualidade” foram alguns dos fatores que atrasaram o planejamento para a produção da vacina pela instituição.

O ofício foi enviado nesta terça-feira (13) pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, em resposta a questionamentos da Procuradoria da República em Goiás. “Processos fabris do tipo estarão sempre sujeitos a intercorrências diversas, a exemplo do funcionamento do extenso maquinário de produção que por sua vez é igualmente inspecionado e certificado para sua utilização dedicada à produção da vacina”, argumentou a instituição.

O processo de controle de qualidade, lembra a Fiocruz, é “complexo e rigoroso”, o que pode demandar maior prazo para a entrega de vacinas. O texto também menciona a dependência do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), importado da China.

Na semana passada, a CNN mostrou que a instituição reduziu em 1,4 milhão de doses a previsão de entregas para o mês de abril. Mas a previsão é que a partir desta semana, a instituição passe a entregar até 5 milhões de doses. 2,5 milhões devem ser entregues ainda hoje.

Como funciona o controle de qualidade

Hoje a Fiocruz trabalha com a produção diária de 900 mil doses de vacinas. A fábrica de Bio-Manguinhos opera 5 a 6 dias por semana – são necessários um ou dois dias para manutenção dos equipamentos que transformam o IFA em vacina.  A previsão é de que em maio essa produção diária passe para 1,2 milhão de doses.

Há um intervalo de três semanas entre a produção das vacinas e a liberação para o Ministério da Saúde. O que aconteceu neste mês, de acordo com a instituição, e que alguns lotes ficaram retidos para mais testes. Três são feitos:

– o de potência, que tem duração de 7 dias e mede a capacidade do vírus de entrar na célula e produzir anticorpos;

– o teste de esterilidade, que avalia se a vacina não está contaminada por fungos ou bactérias (14 dias)

–  o teste de estabilidade, para verificar se a vacina consegue se manter segura em temperaturas diferentes.

E as vacinas da Índia?

Não há previsão de que alguma parte 8 milhões de doses negociadas pela Fiocruz com o Instituto Serum, da Índia, cheguem no Brasil ainda neste mês. O acordo de 10 milhões de doses foi fechado em fevereiro. 2 milhões chegaram e a previsão é de 4 milhões chegassem em março (não vieram) e mais 4 em abril (sem previsão).

A Fiocruz ainda tenta liberar essas doses, mas enfrenta resistências da Índia, que também vive momento grave na pandemia. O plano A da instituição é acelerar a produção com o IFA no Brasil e conseguir, no final deste mês, a aprovação da Anvisa para produzir a matéria-prima do imunizante no país.

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Homem é condenado a mais de 7 anos por roubo de celular dentro de cemitério em Rio Branco

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Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, já tinha outras condenações e praticou o crime usando tornozeleira eletrônica; juiz nega liberdade para recorrer

Lelândio Lopes e um comparsa, ainda não identificado, invadiram o cemitério, no início da tarde do dia 10 de novembro do ano passado. Foto: captada 

Pela terceira vez, Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, foi condenado pela Justiça do Acre — agora por roubar o celular de um funcionário do Cemitério São João Batista, em Rio Branco, em novembro do ano passado. O juiz da Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da capital julgou procedente a denúncia do Ministério Público e aplicou pena de 7 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão em regime semiaberto.

O crime ocorreu no início da tarde do dia 10 de novembro, quando Lelândio e um comparsa ainda não identificado invadiram o cemitério, renderam um funcionário que trabalhava em uma obra e levaram o aparelho celular. As imagens de câmeras de segurança mostraram a ação e a fuga dos criminosos, perseguidos pela vítima.

Investigadores da Delegacia de Crimes de Roubo e Extorsão (DCORE) identificaram Lelândio por meio das gravações e constataram que ele usava tornozeleira eletrônica no momento do crime. Dados do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) confirmaram sua presença no local, e a vítima o reconheceu na sede da polícia.

O réu não poderá recorrer em liberdade, pois cometeu o delito enquanto cumpria pena por outro crime.

Veja vídeo:

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Homem de 51 anos é morto a faca em comunidade ribeirinha de Porto Walter

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Raimundo Nonato foi atingido após discussão; acesso difícil ao local atrasa chegada da polícia

Ainda conforme os primeiros levantamentos, tanto a vítima quanto o suspeito são moradores da sede do município de Porto Walter e não residiam na comunidade onde o homicídio foi registrado. Foto: captada 

Um homicídio foi registrado na Comunidade Anorato, localizada às margens do Rio Cruzeiro do Vale, na zona rural de Porto Walter, no interior do Acre. A vítima foi identificada como Raimundo Nonato, de 51 anos, que morreu após ser atingido por um golpe de faca.

Segundo informações preliminares, o crime ocorreu após um desentendimento entre Raimundo e o agressor. Relatos indicam que a vítima consumia bebida alcoólica no momento, o que pode ter contribuído para a discussão. Tanto Raimundo quanto o suspeito são moradores da sede de Porto Walter e não residiam na comunidade ribeirinha.

A polícia foi acionada, mas o difícil acesso à região, agravado pelo baixo nível do rio, tem atrasado o deslocamento das equipes. A expectativa é que os policiais retornem à sede do município apenas na manhã desta terça-feira (11) para prosseguir com as investigações.

Relatos iniciais apontam que Raimundo Nonato consumia bebida alcoólica no momento do ocorrido, o que pode ter contribuído para o início da discussão, embora as circunstâncias ainda estejam sob apuração. Foto: ilustrativa

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Ministério da Justiça regulamenta indicador nacional e evidencia eficiência da Polícia Civil do Acre em crimes contra a vida

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O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente

Portaria do MJ fortalece reconhecimento da eficiência da Polícia Civil do Acre na elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: Saac Amorim/MJSP

A Polícia Civil do Acre (PCAC) passa a contar com um importante reconhecimento nacional na mensuração de sua eficiência investigativa com a publicação da Portaria MJSP nº 1.145, de 9 de fevereiro de 2026, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A norma uniformiza, em todo o Brasil, os critérios para cálculo dos índices de elucidação de homicídios e feminicídios, estabelecendo parâmetros objetivos e comparáveis entre os estados.

A nova regulamentação define que um crime será considerado elucidado quando o inquérito policial for relatado e encaminhado ao Judiciário ou ao Ministério Público com autoria e materialidade identificadas, ou ainda quando houver conclusão pela inexistência de crime, reconhecimento de excludentes legais ou extinção da punibilidade, exceto nos casos de prescrição. Também foram criados o Índice Nacional de Elucidação de Homicídios (INEH) e o Índice Nacional de Elucidação de Feminicídios (INEF), que passam a medir oficialmente o desempenho das polícias civis em todo o país.

O avanço é resultado de amplo debate no âmbito do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) e contou com atuação direta do Comitê Nacional dos Diretores de Departamento de Homicídios (CNDH), presidido pelo delegado de Polícia Civil do Acre, Alcino Sousa Júnior, titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ele esteve à frente da construção técnica da proposta e da interlocução com o Ministério da Justiça para a consolidação do novo modelo.

Para Alcino, a portaria representa um divisor de águas na segurança pública brasileira. “Trata-se de um marco para o Brasil. Pela primeira vez, temos um indicador oficial, pactuado e tecnicamente estruturado, capaz de mensurar com maior fidelidade a capacidade investigativa das Polícias Civis na elucidação de homicídios e feminicídios, com critérios claros e dados mais confiáveis”, destacou o delegado.

O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente. “Essa regulamentação pelo Ministério da Justiça é uma conquista histórica. Sempre defendemos que a investigação policial precisa ser medida com critérios técnicos e realistas, e agora temos uma ferramenta que demonstra, de fato, a eficiência da Polícia Civil acreana na resolução dos crimes contra a vida, especialmente homicídios e feminicídios”, afirmou.

Segundo Maciel, o novo modelo corrige distorções antigas, já que antes os indicadores extraoficiais consideravam apenas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público, deixando de fora casos com autoria atribuída a adolescentes ou situações amparadas por excludentes legais. “Hoje, a sociedade passa a enxergar com mais clareza o trabalho investigativo que é feito diariamente pelos nossos policiais civis, muitas vezes em condições adversas, mas com resultados concretos”, completou.

Com a padronização nacional e a integração dos dados ao Sinesp, a expectativa é que a nova metodologia fortaleça a gestão por evidências, permita diagnósticos mais precisos sobre o desempenho investigativo e subsidie políticas públicas mais eficientes, consolidando o papel da Polícia Civil do Acre como referência na apuração de crimes contra a vida.

Delegado Alcino Sousa Júnior (gravata vermelha), presidente do CNDH e titular da DHPP do Acre, teve papel central na construção da nova métrica nacional de elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: cedida

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