Brasil
Fifa joga tradição no lixo e uniformes da Copa terão padrão monocromático
Seleções de parceira da Fifa já apresentaram uniformes que vão contra suas tradições
Bruno Winckler – iG São Paulo
Será corriqueiro vermos em campo na Copa de 2014 aberrações como o Brasil de calção branco, a Alemanha toda de branco, a Espanha toda de vermelho. Mais do que uma ideia dos estilistas da bola, é a regra que a Fifa tem fortalecido nos últimos anos. Duas seleções não poderão ter peças da mesma cor, mesmo que sejam peças diferentes, como short e camisa, camisa e meia e por aí vai.
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A entidade confirmou ao iG que vai manter a linha de conduta na escolha dos uniformes das seleções nos jogos da Copa e com isso comprometer a tradição de algumas seleções. Em contato via assessoria, a informação é que qualquer “confusão” de cores deverá ser evitada. A Fifa entende como “confusão” qualquer parte do uniforme que tenha as mesmas cores do time rival, ainda que não seja a mesma peça.

Na Copa das Confederações, Brasil e Itália jogaram com uniformes que desrespeitaram suas tradições. Foto: Wander Roberto/VIPCOMM
Um caso recente serve para ilustrar a situação. Na Copa das Confederações a Itália foi o time A no duelo contra Brasil em Salvador e por isso teve a preferência de atuar com seu uniforme principal. Porém, não só a camisa foi azul. Jogadores entraram em campo vestidos de azul dos “pés à cabeça”. E o Brasil trocou o tradicional short azul por um branco. Quem torce acha estranho, principalmente para quem se lembra das finais das Copas de 1970 e 1994, quando Brasil e Itália não alteraram nenhuma peça de seus uniformes e ainda assim não causaram “confusão”.
Todas as informações necessárias sobre os kits que as seleções usarão na Copa do Mundo serão enviadas às federações dos países participantes no final de novembro de 2013 pelo escritório da Fifa. Em seguida, as equipes serão obrigadas a enviar à FIFA todos os elementos de seus uniformes até o final deste ano. Posteriormente, os representantes das equipes serão convidados para a sede da FIFA, em Zurique, para uma reunião no final de janeiro.
Se qualquer artigo do kit oficial não estiver de acordo com os regulamentos de equipamento da Fifa, a associação responsável pela seleção será obrigada a mudá-lo de acordo e re-enviar os itens corrigidos no prazo de 30 dias da primeira decisão por escrito. Estas decisões não são passíveis de recurso.
“A Fifa fará o possível para garantir que cada equipe use seu kit oficial da equipe, pelo menos uma vez durante a fase de grupos”, diz a entidade no regulamento geral da Copa.
A Fifa quer que todas as seleções tenham um uniforme claro e um uniforme escuro. Entende que os dois uniformes devem ter um só tom em sua totalidade. Ou seja: a camisa amarela da seleção brasileira, clara, não combinaria com o calção azul escuro. Em cinco jogos da Copa das Confederações o Brasil jogou duas vezes com o short branco. Além do duelo contra a Itália, jogou também a final contra Espanha com o short branco.

Um Brasil x Itália assim, com as seleções usando seus uniformes tradicionais, como o da final da Copa de 1994, não vai se repetir em 2014 – Mike Hewitt/Getty Images
Ciente dessa situação, a Adidas, parceria da Fifa há mais de 40 anos, e responsável pelos materiais esportivos de seleções tradicionais como Argentina, Alemanha e Espanha, já apresentou uniformes monocromáticos destas seleções para a Copa do Mundo. A Alemanha trocou o tradicional short preto por um branco, assim como a Espanha, que jogará toda de vermelho. (veja as fotos). A Nike manteve os uniformes tradicionais tanto de Brasil como da França.
No regulamento da Copa o texto sobre os uniformes é o seguinte: “A FIFA irá informar as equipes as cores que deverão usar para cada jogo. Na medida do possível, cada equipe deve usar suas cores oficiais, declaradas no formulário oficial da cor da equipe. Se as duas cores das equipes e dos árbitros causarem confusão, em princípio, a equipe A na programação oficial da competição terá o direito de usar seu kit oficial da equipe e da equipe B deverá utilizar sua reserva kit equipe ou, se necessário, as duas equipes podem ter de usar uma combinação dos seus uniformes 1 e 2.”
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Criança morre após ser atendida em UPA no interior do Pará
Uma menina de apenas um ano e oito meses, identificada como Sofia Gabriela, morreu na noite desta quinta-feira (3) após ser atendida na Unidade de Pronto Atendimento.
(UPA) do Icuí, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. A criança havia dado entrada na unidade de saúde com sintomas de diarreia e vômito. A morte foi confirmada pela família por volta das 20h30. Houve confusão na porta da unidade de saúde.
A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas.De acordo com relatos da família, a pequena Sofia começou a passar mal ainda pela manhã. Por volta das 9h, os pais a levaram até a UPA do Icuí, onde ela recebeu medicação e foi liberada para retornar para casa. No entanto, segundo o pai da menina, o mecânico Matheus do Remédios dos Santos, de 22 anos, o estado de saúde da criança piorou logo após o retorno.
Diante do agravamento do quadro, a família retornou com a criança à UPA. Lá, ela foi medicada novamente e levada para a sala vermelha, área destinada a pacientes em estado grave, mas, segundo os familiares, sem o acompanhamento de nenhum responsável.
Sofia Gabriela era asmática, mas considerada uma criança saudável e ativa pela família. Os parentes afirmam não entender o que, de fato, aconteceu dentro da unidade de saúde.
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Idoso de 72 anos é preso por estupro de duas filhas após 13 anos foragido
Crimes ocorreram em Minas Gerais quando vítimas tinham 13 e 15 anos; operação conjunta entre MG e TO prendeu suspeito no Tocantins
Um homem de 72 anos foi preso nesta quinta-feira (3) em Araguaína (TO), acusado de estupro de vulnerável contra suas duas filhas, então com 13 e 15 anos. Os crimes ocorreram em Gurinhatã (MG) em 2010, e o suspeito estava foragido desde então.
A captura foi realizada por meio de compartilhamento de informações entre as Polícias Civis de Minas Gerais e Tocantins, no âmbito da Operação Protetor. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Vara da Infância e da Juventude de Ituiutaba (MG).
Detalhes do caso
- O nome do acusado não foi divulgado para preservar a identidade das vítimas
- Ele foi localizado no norte do Tocantins e levado para a Unidade Penal de Araguaína
- Agora, aguarda transferência para Minas Gerais para responder à Justiça
O caso choca pela violência prolongada e pelo tempo de fuga do acusado, que finalmente foi alcançado pelas forças de segurança.
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Roraima: Justiça quer intensificar fiscalização de combustível de aviação
A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal concedeu decisão liminar obrigando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a apresentar, no prazo de 30 dias, cronograma detalhado de fiscalização de revendedores e pontos de abastecimento de combustíveis de aviação em Roraima.
Conforme a decisão, proferida pelo juízo da 1ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária de Roraima, a autarquia deve suspender as autorizações de funcionamento de todas as pessoas jurídicas que estejam operando em desconformidade com a legislação vigente ou fornecendo apoio logístico à atividade ilegal de mineração no estado.
De acordo com ação, a ANP negligenciou a fiscalização do Mapa de Movimentação de Combustível de Aviação (MMCA), deixou de promover rastreabilidade nas vendas de gasolina de aviação (AVGAS) e manteve registros de postos que sequer existiam fisicamente. Mesmo após autuações, empresas reincidentes continuaram operando sem impedimentos, em alguns casos rompendo lacres de interdição e adquirindo grandes volumes de combustível. A revendedora Pioneiro Combustíveis Ltda., por exemplo, foi citada como uma das empresas que continuaram em atividade mesmo após sanções administrativas.
Além da liminar já deferida, o MPF requer, no mérito da ação, a condenação da ANP à adoção de medidas estruturantes, incluindo: implementação de mecanismos de rastreabilidade de combustíveis de aviação; criação de sistema informatizado e transparente de controle de vendas; imposição de sanções proporcionais às infrações apuradas; atuação preventiva e não apenas reativa na repressão às irregularidades; e o pagamento de R$ 100 mil por dano moral coletivo, valor a ser revertido ao Fundo Nacional de Reparação dos Direitos Difusos.
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