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Família reage com alívio e dor à condenação de policial penal pela morte de jovem na ExpoAcre 2023
Júri unânime condena Raimundo Nonato Veloso por homicídio de Wesley Santos; parentes acompanharam julgamento vestidos de branco e com fotos da vítima

Entre lágrimas e orações, parentes receberam o resultado do júri com manifestações de alívio e dor. Foto: captada
Mais de dois anos após o crime que chocou o Acre, a família de Wesley Santos da Silva finalmente viu o policial penal Raimundo Nonato Veloso da Silva Neto ser condenado por homicídio pelo júri popular.
Somadas, as condenações chegaram a 19 anos e 10 meses. O magistrado fixou o regime inicial fechado e ressaltou:
“Considerando o quanto da pena total aplicada superior a oito anos, fixo o regime inicial fechado para o cumprimento da pena privativa de liberdade, com fundamento no artigo 33 do Código Penal.”
Durante a sessão, parentes vestidos de branco e com camisas estampando o rosto do jovem, rezaram em vigília até o veredito unânime, recebido com lágrimas, abraços e agradecimentos a Deus.

Familiares se abraçaram e agradeceram pela decisão dos jurados. A sensação, de acordo com a família, foi de alívio e de resposta à espera de mais de dois anos desde o crime. Foto: captada
Na noite do crime, Wesley celebrava o aniversário de 20 anos com a namorada e amigos.
Uma tia de Wesley resumiu o sentimento de alívio e ruptura: “Isso acabou com nossa vida, com toda nossa estrutura”. O crime ocorreu na última noite da ExpoAcre 2023, quando o jovem foi morto com um tiro à queima-roupa. A defesa tentou alegar legítima defesa, mas o júri aceitou a tese do Ministério Público de homicídio doloso. A sentença será definida em breve pelo tribunal.

Raimundo Nonato Veloso foi pronunciado a júri popular por homicídio em agosto de 2024. Foto: captada
Defesa
O advogado Wellington Silva, que defende o policial penal, afirma que o cliente agiu em legítima defesa. Segundo ele, laudos da perícia e depoimentos de policiais militares confirmam essa versão.
“Ele sempre manteve a mesma versão. Agiu em estado de sobrevivência. Se não tivesse usado a arma, não estaria vivo para ser julgado hoje”, argumentou.
Contudo, para a advogada da família de Wesley Gicielle Rodrigues, houve legítima defesa, mas sim assassinato.
“Ele assediou a Rita, passou a mão nela, não aceitou o ‘não’ como resposta. Quando ela reagiu, ele ficou com raiva e, de forma vil, atentou contra a vida de Wesley e contra a dela. O que houve foi assassinato, não legítima defesa”, afirmou.

Rivaldo Jaime, pai de Wesley, é amparado por familiares, durante a sessão, parentes vestidos de branco e com camisas estampando o rosto do jovem. Foto: captada
Relembre o caso
Wesley Santos morreu no dia 8 de agosto na última noite da Expoacre 2023 após ser baleado. Ele estava acompanhado da namorada Rita de Cássia, que também foi ferida com vários disparos, quando houve uma confusão dentro do Parque de Exposições Wildy Viana.

O policial penal foi condenado a 19 anos e 10 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de Wesley Santos da Silva. Foto: captada
O policial teve a denúncia do Ministério Público aceita pela Justiça e virou réu no processo. A defesa do acusado disse que vai entrar com recurso contra a decisão. Além disso, a defesa aguarda o julgamento de um habeas corpus. Raimundo Nonato segue preso.

O anúncio da condenação foi recebido com lágrimas, orações e agradecimentos a Deus. Foto: captada
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Polícia do Senado pede tornozeleira para homem que ameaçou Flávio

A Polícia do Senado pediu à Justiça Federal de Brasília a adoção de medidas cautelares contra um homem suspeito de ameaçar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Segundo o órgão, Marcos da Cunha Magalhães, de 40 anos, utilizou diversas contas em redes sociais para “reforçar sua aversão” e incitar a morte do parlamentar.
Em manifestação encaminhada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), o órgão defende que os perfis mantidos por Magalhães sejam suspensos. Também solicita que ele seja proibido de manter qualquer tipo de contato com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No documento, a polícia também pede que Marcos da Cunha Magalhães seja monitorado por tornozeleira eletrônica e impedido de se aproximar do Congresso Nacional e da Praça dos Três Poderes.
“Entende-se que há risco concreto de reiteração delitiva devido às condutas insistentes e desproporcionais dirigidas a senador da República, aliado ao teor hostil das manifestações públicas do investigado, que revelam risco à segurança institucional e à ordem pública, diante do manifestado interesse de repetir fato acontecido contra o pai do comunicante”, argumenta a Polícia do Senado.
De acordo com o relatório enviado ao TRF-1, Magalhães fez uma “ameaça explícita” à integridade física de Flávio ao mencionar o atentado à faca sofrido pelo pai do senador e escrever: “Quem mandou eu não sei. Mas quem quiser me pagar para o Flávio sofrer o mesmo…”.
O documento aponta ainda que, logo depois, ao ser questionado sobre eventual “coragem para cumprir o prometido”, Marcos da Cunha Magalhães respondeu: “É só pagar para ver…”.
Para a Polícia do Senado, as mensagens configuram um “contexto de incitação à violência e ameaça velada, associando a vítima a contexto de risco à vida”.
Investigado já foi denunciado por homicídio
Além das postagens relacionadas a Flávio, o relatório afirma que o investigado demonstrou repetidas vezes “admiração pela facada sofrida pelo pai do senador Flávio”.
O órgão também apresentou o histórico de Marcos da Cunha Magalhães junto à Polícia do Distrito Federal. Segundo o documento, quando ainda era menor de idade, ele foi denunciado por “ato infracional análogo ao homicídio, com emprego de arma de corte”.
“O que evidencia propensão à violência letal e agrava o risco concreto de execução da ameaça”, afirmou a Polícia do Senado.
Também são elencadas ocorrências em que Magalhães teria sido apontado como autor de crimes, como tráfico de entorpecentes, porte ilegal de arma de fogo, furto, ameaça e lesão corporal.
“Ficou demonstrada uma admiração explícita do investigado pelo autor de crime idêntico contra familiar do comunicante/vítima (pai), o que demonstra risco concreto de execução”, acrescentou o órgão.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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ROTAM prende jovem com drogas e mandado de prisão em aberto durante patrulhamento
Suspeito foi abordado em terreno conhecido como ponto de venda de entorpecentes e acabou encaminhado à delegacia após consulta apontar ordem judicial até 2036
Um jovem de 20 anos foi preso nesta semana durante uma ação da equipe da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM) nas proximidades do bairro Universitário 3, durante patrulhamento de rotina da Polícia Militar.
De acordo com informações da corporação, os policiais realizavam rondas pela Rua Alameda Sabiá quando avistaram um homem em atitude suspeita dentro de um terreno baldio. O local, segundo os militares, já é conhecido pelas equipes policiais por ser utilizado como ponto de venda de entorpecentes.
Diante da suspeita, os policiais realizaram a abordagem e identificaram o homem como Vanderson da Silva Sales, de 20 anos. Questionado sobre o que fazia no local, ele afirmou que aguardava a entrega de um lanche que teria sido solicitado por sua esposa.
Durante buscas no terreno onde o suspeito estava, os militares encontraram 25 pedras de crack, 14 trouxinhas de cocaína e 21 trouxinhas de skunk, além da quantia de R$ 148,50 em dinheiro. O material apreendido reforçou a suspeita de comercialização de drogas no local.
Ao ser questionado sobre os entorpecentes, Vanderson afirmou não ter conhecimento das substâncias encontradas.
Ainda segundo a Polícia Militar, ao realizar consulta nos sistemas de segurança pública, foi constatado que havia um mandado de prisão em aberto contra o suspeito, com validade até fevereiro de 2036. Durante a abordagem, o jovem também relatou já possuir passagem anterior pelo crime de tráfico de drogas.
Diante da situação, os policiais deram voz de prisão a Vanderson pelos crimes de tráfico de drogas e pelo cumprimento do mandado judicial em aberto. Ele foi encaminhado à delegacia, juntamente com todo o material apreendido, para os procedimentos legais cabíveis.
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Polícia Civil localiza corpo enterrado após três meses de buscas por homem desaparecido em Rio Branco

Após cerca de três meses de diligências e buscas ininterruptas, a Polícia Civil do Acre localizou na manhã desta sexta-feira, 13, um corpo enterrado em uma área de mata que pode pertencer ao nacional Jardeilson da Silva, de 30 anos, desaparecido desde o dia 28 de dezembro de 2025, em Rio Branco.
O trabalho foi conduzido pela equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que desde o registro do desaparecimento vinha realizando diligências investigativas, levantamentos de informações e varreduras em áreas apontadas durante o curso da investigação. O trabalho persistente das equipes resultou na localização do ponto onde o corpo havia sido ocultado.

No local, atuaram de forma integrada equipes da Polícia Civil do Acre, do Corpo de Bombeiros Militar do Acre e da Perícia Técnica. O ponto exato onde o corpo estava enterrado foi identificado graças ao trabalho técnico do Pelotão de Cães do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sob comando do subtenente BM Heleno. Os cães farejadores conseguiram identificar vestígios humanos no terreno, permitindo a delimitação precisa da área.
Após a localização, o corpo foi exumado pela equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhado para exames cadavéricos e laboratoriais que deverão confirmar oficialmente a identidade da vítima por meio de análises de vestígios biológicos e exames periciais complementares.

O delegado coordenador da DHPP, Alcino Ferreira Júnior, destacou o empenho das equipes durante as investigações. “Foram meses de trabalho intenso, com diligências contínuas e levantamento de diversas informações até chegarmos a esse local. A partir de agora aguardamos a confirmação pericial da identidade do corpo e seguimos com as investigações para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis”, afirmou.
As investigações seguem em andamento na Delegacia de Homicídios com o objetivo de esclarecer as circunstâncias da morte e responsabilizar criminalmente os envolvidos no caso.

Fonte: Conteúdo republicado de POLÍCIA CIVIL - GERAL



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