Brasil
Família doa órgãos de caminhoneiro morto após tentar recuperar bicicleta roubada no Acre: ‘Ele amava viver’
Smayle Maciel, de 39 anos, teve morte cerebral declarada na última quarta-feira (26). Família decidiu ajudar outras pessoas com doação de dois rins e do fígado

Lorrana Mello, esposa de Smayle, contou que foram doados os dois rins e o fígado do marido. Foto: Arquivo pessoal
A família do caminhoneiro Smayle Maciel de Abreu, de 39 anos, que morreu na última quarta-feira (26) após uma semana internado, decidiu doar os órgãos da vítima. A viúva Lorrana Mello contou que foram doados os dois rins e o fígado, que devem ajudar três pessoas.
Smayle foi baleado na cabeça enquanto tentava recuperar uma bicicleta roubada no último dia 18. Por volta de 16h20 do mesmo dia, moradores acionaram a polícia e o Samu após ouvirem o disparo. A informação repassada à família, ainda de forma fragmentada, é que ele teria sido atingido na nuca enquanto estava dentro do carro e que, mesmo ferido, tentou dirigir para escapar.
Muito emocionada, Lorrana afirmou que o marido amava ajudar as pessoas. Ela descreveu o marido como um homem alegre e que sempre estava disposto a ajudar.
“Ele sempre falava que nunca queria morrer, sempre queria ficar vivendo […] ele falava que amava viver, amava a família. Quando tinha uma carreta parada na estrada, ele parava para ajudar e respeitava todo mundo”, declarou Lorrana.
A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou que os órgãos irão ajudar três pessoas diferentes e que os transplantes já estão em andamento desde às 5h desta sexta-feira (28).
Por conta da doação, o velório ocorre nesta sexta com enterro às 16h30 no cemitério São Francisco, em Rio Branco.
Smayle e Lorrana estavam juntos há cerca de 16 anos, têm um casal de filhos e ela está grávida de três meses. O caminhoneiro deixou Santa Catarina para voltar ao Acre e cuidar do pai, que estava doente.
‘Intenção era ligar para a polícia’
Lorrana contou a reportagem, dois dias após o crime, que tudo começou de maneira simples, quase banal. A bicicleta, montada por ele peça por peça, nem deveria ser vendida de verdade.
No domingo (16), enquanto estavam em casa, um rapaz entrou em contato oferecendo comprar o veículo e ainda pagar R$ 50 a mais pela entrega em um posto de gasolina na região do Estádio Arena da Floresta, no Segundo Distrito da cidade.
Durante as negociações naquele dia, o adolescente sumiu pelas ruas laterais próximas ao estádio. Smayle então publicou o relato do golpe em um grupo de ciclismo em que participava, e foi ali que surgiu a primeira pista do paradeiro do garoto.

Smayle Maciel de Abreu, de 39 anos, foi atingido por tiro na nuca no bairro Santa Inês, em Rio Branco. Foto: Arquivo pessoal/Cedida ao g1
No dia 18, ele foi até o local indicado, no bairro Santo Inês, por volta de 12h50 e ficou esperando por horas dentro do carro, segundo a esposa.
Ela acredita que o caminhoneiro imaginava que o adolescente sairia pedalando a bicicleta roubada e, então chamaria a polícia, como havia prometido em áudio em conversas anteriores com o pai dele.
“Ele jamais imaginou maldade. Se ele visse perigo, você acha que ele iria desarmado, sozinho, em um lugar onde não é de se andar? Ele não saiu de dentro do carro. A intenção dele era ligar para a polícia”, destacou.
O tiro atravessou a cabeça e ficou alojado no rosto. Smayle estava em coma induzido, respirando por aparelhos, com o cérebro inchado e sem possibilidade de cirurgia pela posição do projétil.
“Eu fico indignada com o que falam por aí. Meu marido vivia na estrada, só vinha sábado e domingo para casa. Sustentava a família. Se ele fosse faccionado, você acha que estaria lá sozinho esperando o menino? […] sou esposa dele, conheço ele há muito tempo, acha que é fácil a gente escutar uma notícia dessa de que era faccionado?”, lamentou.
Comentários
Brasil
Mega-Sena 2969 pode pagar prêmio de R$ 144 milhões nesta quinta-feira

A Caixa Econômica sorteia, nesta quinta-feira (5/2), o concurso 2669 da Mega-Sena, com prêmio estimado em R$ 144 milhões.
O sorteio será realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo, às 21h. As apostas podem ser feitas até às 20h.
No último sorteio, realizado na terça-feira (3/2), ninguém acertou os seis números e o prêmio acumulou. 82 apostas acertaram cinco dezenas e os sortudos vão receber prêmios a partir de R$ 52 mil.
Como apostar na Mega-Sena
Para jogar, é preciso escolher de seis a 15 dezenas por cartela. O jogo simples da Mega-Sena, com seis números, custa R$ 6 e oferece uma chance em 50.063.860 de ganhar o prêmio principal. Com 15 números, a probabilidade aumenta para 1 em 10.003 por cartela.
As apostas podem ser feitas online, para maiores de 18 anos, ou presencialmente em casas lotéricas e agências da Caixa, até às 20h do dia do sorteio. O cadastro online exige registro no site oficial, cartão de crédito e confirmação por e-mail.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
Comentários
Brasil
Dino autoriza mineração sob controle indígena em terras demarcadas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nessa terça-feira (3/2), em decisão cautelar, a exploração mineral em terras indígenas do povo Cinta Larga, desde que a atividade seja conduzida sob controle do próprio povo originário e cumpra exigências ambientais, sociais e legais.
A medida atende a um pedido dos Cinta Larga, que vivem em territórios de Mato Grosso e Rondônia, e estabelece prazo de dois anos para que o Congresso Nacional regulamente o tema.
A ação foi apresentada ao STF em outubro pela Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga, que apontou omissão do Legislativo na regulamentação do artigo 231 da Constituição. A lei prevê a participação das comunidades indígenas nos resultados da exploração mineral em seus territórios.
Na decisão, Dino considerou que a ausência de uma lei específica desde 1988 contribuiu para a expansão do garimpo ilegal, a atuação de organizações criminosas e a intensificação da violência em terras indígenas. Para o ministro, a omissão estatal criou um cenário em que a mineração ocorre de forma clandestina, sem benefícios às comunidades e com graves danos ambientais.
Segundo o magistrado, a decisão busca romper um ciclo histórico em que a exploração ilegal gera destruição ambiental e pobreza, enquanto os povos indígenas permanecem excluídos dos benefícios econômicos. “Não é compatível com a Constituição manter um modelo em que sobram aos indígenas apenas os danos e a violência”, afirmou.
Prazo para editar nova lei
Ao reconhecer formalmente a omissão inconstitucional do Congresso, o magistrado fixou prazo de dois anos para a edição de uma lei que regulamente a exploração mineral em terras indígenas. Caso o Legislativo não cumpra o prazo, as regras provisórias estabelecidas pelo STF seguirão em vigor.
A autorização concedida pelo Supremo, entretanto, é limitada e condicionada.
A exploração mineral poderá ocorrer em até 1% da área total da terra indígena demarcada e dependerá de consulta livre, prévia e informada às comunidades afetadas, conforme a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Também será exigido licenciamento ambiental, estudos de impacto e planos de recuperação das áreas exploradas.
A decisão assegura a participação integral dos povos indígenas nos resultados econômicos da atividade. Os recursos deverão ser destinados prioritariamente à proteção territorial, à recuperação ambiental e a projetos coletivos nas áreas de saúde, educação e sustentabilidade.
A aplicação dos valores ficará sob fiscalização de órgãos federais, como Funai, Ibama, Agência Nacional de Mineração (ANM) e Ministério Público Federal.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
Comentários
Brasil
Corpo encontrado no Rio Acre é identificado como Adevaldo das Chagas Bezerra, de 56 anos
Vítima estava envolta em lona, levantando suspeita de desova; polícia investiga morte e aguarda laudo do IML

Segundo o 2º sargento Carvalho, responsável pela operação, um ribeirinho avistou o corpo próximo à margem do rio e acionou imediatamente o 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros. Foto: captada
O corpo resgatado do Rio Acre na noite de terça-feira (3), na região do Panorama, em Rio Branco, foi identificado como Adevaldo das Chagas Bezerra, de 56 anos. A vítima foi localizada por um ribeirinho e retirada da água pelo Pelotão Náutico do Corpo de Bombeiros.
Segundo o 2º sargento Carvalho, que comandou a operação, o corpo estava enrolado em uma lona — detalhe que levanta suspeita de desova. Adevaldo usava uma camiseta de jogador de basquete e não apresentava sinais avançados de decomposição, indicando que a morte ocorreu poucas horas antes do resgate.
Após o isolamento da área, a perícia realizou os primeiros levantamentos no bairro da Base, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames que determinarão a causa da morte. O caso foi assumido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga as circunstâncias do crime e possíveis envolvidos. O atendimento inicial foi feito pela Equipe de Pronto Emprego da Polícia Civil.

O corpo de Adevaldo das Chagas Bezerra, de 56 anos, foi encontrado boiando às margens do Rio Acre, na noite da última terça-feira,3, na região do Panorama, em Rio Branco. Foto: captada

Você precisa fazer login para comentar.