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Ex-Comandante Geral do Acre, cadete de Fontoura, recebe medalha Mérito Tiradentes
Rebeca Rocha - VC PM
Na manhã desta terça-feira (12), o Comandante-geral da PMPA, Coronel Dilson Júnior, realizou uma cerimônia de condecoração, onde concedeu ao Ex-Comandante-Geral da Polícia Militar do Acre, Coronel Ulysses Araújo, a medalha “Ordem do Mérito Tiradentes”, uma das honrarias mais expressivas da Polícia Militar do Pará.
A cerimônia de entrega ocorreu na sede do Quartel do Comando Geral e também contou com a presença do chefe do Estado-Maior Geral, coronel Marcelo Ronald Botelho. O Comandante-Geral, Dilson Júnior, iniciou agradecendo a imensa contribuição dada pelo Coronel Ulysses Araújo citando o trabalho por ele realizado e ainda aproveitou o momento para ressaltar a importância simbólica da medalha Tiradentes, Patrono das Polícias Militares.
Segundo o Comandante-Geral, a entrega da medalha Tiradentes é um reconhecimento ao trabalho feito pelo Coronel Ulysses Araújo que iniciou sua carreira militar aos 19 anos de idade, em Curso de Formação de Oficiais realizado em Belém.
“Esta medalha para nós é muito importante. Por isso, estou retribuindo a honra que você me deu em receber a medalha lá no Acre. E hoje, fico feliz em poder entregá-la para você como um reconhecimento não só pelo seu trabalho aqui, como cadete, mas também pelo trabalho que você desempenhou como Comandante-Geral, da nossa co-irmã, que é a Polícia Militar do Acre”, declarou o Comandante-Geral, Dilson Júnior, enquanto entregava a medalha.
Emocionado, o coronel Ulysses Araújo agradeceu pela honraria e aproveitou para relembrar o momento em que chegou à Belém do Pará para iniciar a carreira na Polícia Militar. O coronel relembra saudosamente que fez parte da Academia Coronel Fontoura, onde integrou a mesma turma em que estavam o Comandante-Geral, Dilson Júnior e o chefe do Estado-Maior Geral, coronel Marcelo Ronald Botelho.
“Me sinto muito honrado em receber esta alta condecoração, pois tive oportunidade de iniciar minha carreira na Polícia Militar aqui no Pará. Então poder retornar aqui, hoje, para receber essa condecoração como reconhecimento dos serviços prestados à sociedade é uma honra imensa!”, ressaltou o coronel Ulysses Araújo.
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Foto: reprodução/Poder360
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Operação Pax: Polícia Civil do Acre integra ação da FICCO que cumpre mais de 30 mandados contra organização criminosa

Polícia Civil do Acre e forças integradas cumprem mandados durante a Operação Pax em municípios do estado. Foto: Emerson Lima/ PCAC
Nesta terça-feira, 10, a Polícia Civil do Acre (PCAC) participou, em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Estado do Acre (FICCO/AC), da Operação Pax, que resultou no cumprimento de mais de 30 mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pela Vara do Juiz das Garantias do Estado do Acre.
A ação ocorreu nos municípios de Rio Branco, Sena Madureira e Rodrigues Alves, com o objetivo de desarticular parte da estrutura administrativa e financeira de uma organização criminosa com atuação no estado.
De acordo com as investigações, os envolvidos operavam a partir de unidades prisionais e também em bairros das cidades de Rio Branco e Sena Madureira, coordenando atividades voltadas à manutenção financeira do grupo criminoso.

Investigação identificou esquema de arrecadação por “mensalidades”, “rifas” e “caixinhas” para financiar atividades criminosas. Foto: Emerson Lima/ PCAC
A investigação, fundamentada na análise de dados e em diligências de campo, revelou que a organização atuava de forma estruturada para manter o fluxo de caixa da facção. Entre os mecanismos de arrecadação identificados estão cobranças de “mensalidades”, realização de “rifas” e formação de “caixinhas”, administradas por meio de grupos de mensagens instantâneas.
Ainda segundo os investigadores, essas atividades eram organizadas com divisão hierárquica e regionalizada, garantindo recursos para o financiamento de práticas criminosas e para o suporte logístico a integrantes custodiados no sistema penitenciário acreano.

Forças de segurança do Acre atuam de forma integrada para desarticular organização criminosa com atuação no estado. Foto: Emerson Lima/ PCAC
Os investigados poderão responder judicialmente pelo crime de integrar organização criminosa, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados no decorrer das investigações.
A FICCO/AC é composta pela Polícia Federal do Brasil, Polícia Civil do Acre, Polícia Militar do Acre e Polícia Penal do Acre, atuando de forma integrada no combate às organizações criminosas no estado.
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Homem de 69 anos recebe alta após dez dias intubado por intoxicação com planta tóxica em Rio Branco
Oséias de Souza Lima comeu trombeta roxa com esposa e filho no quintal da vizinha; família ainda apresenta sequelas como sonolência e alucinações

Após a intoxicação, as três vítimas foram levadas ao hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Foto: captada
Após dez dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Oséias de Souza Lima, de 69 anos, recebeu alta do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Acre (Into-AC). Ele havia sofrido intoxicação grave ao comer um fruto da planta trombeta roxa (Datura metel), conhecida popularmente como saia roxa, no último dia 26 de fevereiro, no bairro Belo Jardim II, em Rio Branco.
A informação foi confirmada à reportagem por uma cunhada de Oséias, que preferiu não se identificar, nesta segunda-feira (9). Segundo ela, o idoso ainda não está totalmente recuperado e apresenta sequelas.
“Após a alta, percebemos que ele ainda está com bastante sono, por isso fica bocejando direto e também segue meio lento”, relatou.
O caso aconteceu quando Oséias, a esposa Gelzifran da Silva Lima e o filho do casal, de 13 anos, ingeriram o fruto da planta tóxica que estava no quintal da vizinha. Todos foram socorridos e internados.
Gelzifran permaneceu internada por alguns dias e, segundo familiares, também enfrentou complicações. Mesmo após receber alta, ela apresentou períodos de alucinações, dificuldade para se alimentar por conta do gosto amargo na boca e insônia. O estado de saúde do adolescente não foi detalhado.
A trombeta roxa é uma planta ornamental que contém substâncias alucinógenas e altamente tóxicas se ingerida. A ingestão pode causar quadros graves de intoxicação, com sintomas que vão desde alucinações até complicações respiratórias e cardíacas.
Planta ‘Trombeta Roxa’
Conforme o professor e coordenador do Programa de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Ocidental (PPBio) da Universidade Federal do Acre (Ufac), o biólogo Marcos Silveira, o fruto não pode ser ingerido por conta das toxinas.
“A trombeta roxa é da família Solanaceae, a mesma do tomate, da batata, da pimenta de cheiro e do manacá. Ela é uma planta asiática naturalizada em várias partes do mundo. É altamente tóxica, mas em doses controladas é usada como analgésico e antiespasmodico”, afirmou.
Ainda segundo o especialista, a planta é considerada invasora, visto que cresce com facilidade e se espalha rapidamente. Ele destacou também que por ter atropina, uma substância usada para tratar batimentos cardíacos lentos e em colírios para dilatar a pupila, o fruto da trombeta roxa causa intoxicação grave.




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