Acre
Estudantes e movimentos sociais protestam por melhorias no transporte coletivo

Foto: David Medeiros/ac24horas
Estudantes universitários e representantes de movimentos sociais realizaram na manhã desta segunda-feira, 20, uma manifestação no Terminal Urbano de Rio Branco em protesto contra as condições do transporte coletivo da capital. O ato ocorreu de forma pacífica após uma decisão judicial impedir o bloqueio completo do local.
Durante a transmissão ao vivo, a estudante de Nutrição da Universidade Federal do Acre (Ufac), Eduarda, explicou o motivo da mobilização. “Inicialmente, em nenhum momento seria fechado o Terminal. Era realmente com o intuito de estar se manifestando em prol da melhora dos transportes públicos aqui em Rio Branco. Os ônibus com frequência quebram, não têm capacidade de estar transportando as pessoas com algum tipo de deficiência física, não têm capacidade da plataforma estar em funcionamento. Muitos dos alunos lá da universidade têm que estar esperando horas na parada, e quando pegam o ônibus, o transporte quebra, às vezes, uma ou duas paradas depois”, relatou.
Ela destacou ainda a falta de licitação regular para o serviço e o descaso com a segurança dos usuários. “É mais a questão de ir atrás de melhorias, uma licitação, porque atualmente o processo de contratação está parado há alguns anos. Era um edital emergencial, que poderia ser postergado por mais seis meses, e mesmo assim já passaram anos e não foi solta a licitação para poder contratar a nova empresa responsável pelo transporte. Com a quebra dos ônibus, tarde da noite, as mulheres sofrem perigo, querendo ou não, de não ter a segurança de que horas vai estar em casa, porque os ônibus não têm o horário de estar funcionando de forma correta. Quebra, não tem estrutura para estar transportando com qualidade as pessoas, então é mais a busca dessa melhoria”, completou

Foto: David Medeiros/ac24horas
Questionada sobre outras pautas do movimento, Eduarda afirmou que diversos grupos políticos e sociais também participam da mobilização.“Aqui tem vários grupos políticos, tem o JS, o JPT, o JC, tem vários que se juntaram em prol dessa melhoria, e cada um trouxe as suas pautas. Tem o grupo político específico que trouxe aquela pauta, mas a principal do grupo em geral, no momento, é a melhoria do transporte público e a licitação para contratar uma empresa que realmente forneça os carros de forma adequada”, declarou.
O vereador do Partido dos Trabalhadores, André Kamai, também participou do protesto e fez críticas à atual gestão da empresa Ricco Transporte, responsável pelo sistema na capital. “Essa empresa, desde os primeiros seis meses que ela trabalhou aqui na cidade de Rio Branco, está trabalhando de forma ilegal. Porque o contrato emergencial só pode durar seis meses. Esse contrato já foi renovado mais de cinco vezes e o prefeito sequer botou a licitação para andar. Não é possível que uma gestão inteira não seja capaz de, em quase quatro anos, não publicar um edital de licitação. Isso não é sequer explicável”, afirmou.

Foto: David Medeiros/ac24horas
André ressaltou que o movimento cobra regularização e transparência no sistema, além de tarifas mais justas. “O que nós estamos reivindicando aqui é que a prefeitura de Rio Branco entre em situação regular, legal, no transporte coletivo. Primeiro, para que a gente possa acompanhar o contrato. Depois, para que a gente possa ter uma tarifa justa. E depois, para que a gente possa ter um serviço que seja compatível à tarifa. Olha, a tarifa de ônibus hoje, completa, somando o que você paga na catraca e o que a prefeitura paga por cada bilhete, é R$ 7,20. Ela não é compatível com a realidade do transporte que as pessoas pedem. É muito caro esse transporte. Aliás, é um dos mais caros do Brasil”, criticou.
Segundo ele, a luta dos estudantes e trabalhadores é por um transporte mais acessível e eficiente. “A luta dos trabalhadores e dos estudantes é para que a gente tenha um transporte melhor e mais barato. A luta também é para que, quem sabe, a gente chegue um dia à tarifa zero. O que a gente não pode é aceitar que os trabalhadores fiquem 3, 4 horas na parada de ônibus, sem nenhum abrigo, porque não tem abrigo de ônibus na cidade, e com ônibus absolutamente sucateados, que quebram no meio do caminho. Então, a luta aqui é isso: é para que a gente demarque a insatisfação dos estudantes e dos trabalhadores com o serviço que a prefeitura e a Ricco oferecem”, finalizou.

Foto: David Medeiros/ac24horas
Mesmo com a ordem judicial que impediu o bloqueio do Terminal Urbano, os manifestantes seguiram com o protesto de forma pacífica, entrando no terminal e exibindo faixas com palavras de ordem, exigindo melhorias imediatas no transporte público da capital acreana.
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Acre
Psicóloga sofre fraturas após elevador despencar em condomínio de luxo em Rio Branco
Vítima ficou presa por mais de duas horas até ser resgatada por bombeiros e socorristas
A psicóloga Ananda de Oliveira Vasconcelos, de 36 anos, sofreu fraturas nas duas pernas após a queda de um elevador na noite desta quinta-feira (2), no Condomínio Florença, localizado no bairro Jardim Europa, área nobre de Rio Branco.
De acordo com informações repassadas à imprensa, Ananda havia saído para fazer compras e, ao retornar ao prédio, entrou no elevador com destino ao 8º andar. Durante a subida, o equipamento apresentou uma falha e entrou em queda livre.
O elevador só parou ao atingir o 1º andar, quando o sistema de segurança acionou automaticamente o freio de emergência, evitando um impacto direto no térreo. Apesar disso, a frenagem brusca provocou um forte impacto dentro da cabine, causando o chamado “efeito chicote”, que resultou em fratura no tornozelo direito e nos dois joelhos da vítima.
Sem conseguir se levantar, a psicóloga permaneceu caída dentro do elevador por cerca de duas horas e meia. A cabine ficou parada entre o térreo e o primeiro andar, desalinhada com as portas, o que dificultou o resgate.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar foram acionadas e realizaram o desencarceramento com o apoio de técnicos da empresa responsável pela manutenção do elevador, que atuaram para reposicionar a cabine até o nível do 1º andar.
Durante a operação, profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência prestaram os primeiros socorros ainda com a vítima dentro do elevador, mantendo contato por meio das câmeras internas.
Após a abertura da cabine, Ananda recebeu atendimento médico mais completo e foi encaminhada ao pronto-socorro da capital em estado de saúde estável. Segundo a equipe médica, exames de imagem devem avaliar a existência de outras possíveis lesões.
Familiares relataram que o elevador havia passado por manutenção recente, mas as causas da falha ainda são desconhecidas. O caso deverá ser apurado.




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