Conecte-se conosco

Geral

“Esse foi o melhor presente de aniversário dela”, diz mãe ao obter a guarda definitiva da filha

Publicado

em

Em comemoração ao Dia Nacional da Adoção, celebrado neste sábado, 25, conheça a história da família Moreira, que conseguiu adotar a recém-nascida Rebeca no dia do seu “mêsversário”

“Trânsito julgado”. Termo jurídico corriqueiro, significa uma decisão definitiva do juiz. Diariamente, centenas de vezes é falada em Tribunais de todo o Brasil, porém, na quarta-feira, 22 de maio, em uma das várias salas de audiência do Judiciário acreano, o termo veio acompanhado de comemoração, com muitas palmas e sorrisos. Mais uma criança foi adotada. Uma nova fase se inicia na vida da família Moreira, com a chegada da Rebeca.

Antes mesmo de se casaram, há mais de 18 anos, a pedagoga Roneide Moreira, de 47 anos, e o advogado Wellington Moreira, de 45, cultivavam o desejo de adotar uma criança. O casal planejava ter um filho adotivo, outro biológico. Logo depois do casamento, Roneide ficou grávida. Esperavam o primeiro filho, Matheus Moreira, hoje com 16 anos. A vinda do primogênito fez eles postergarem a entrada no processo de adoção.  “Até que teve uma hora que não tinha como adiar mais”, afirmou Wellington.

Em 2021, após uma conversa em família, eles decidiram entrar na fila da adoção. “Durante a pandemia, depois do almoço, o nosso filho falou ‘por que a gente não faz logo o processo da Rebeca?’. Particularmente, tive a sensação de uma luz. Corremos para o computador. Uma energia tomou conta da gente”, lembrou Roneide.

A partir dali, iniciou-se o processo comum de toda adoção, a espera de uma criança compatível com as opções que fizeram, entre elas, a idade. Foram mais de dois anos na fila, até que, no dia 10 de abril de 2024, o telefone tocou: era a psicóloga da Vara da Infância e Juventude. Havia uma bebê recém-nascida, de apenas 21 dias, condizente com as predileções do casal.

“Agendamos para o dia 11, às 13h, para conhecê-la. A gente tem as fotos e os registros desse momento. Foi muito emocionante a gente ver alguém tão desejado, tão pequenino. Eu me senti nas nuvens. No outro dia, já a levamos para casa”, recordou a pedagoga.

Neste pouco mais de um mês de convívio, Roneide guarda com carinho muitas lembranças. Mas há uma que a marcou, foi logo no primeiro encontro. “No meu colo, ela [Rebeca] abriu os olhos, olhou para mim e voltou a dormir. Aquele momento eu nunca vou esquecer”, garante.

Para ela, o primeiro contato confirmou o que sentiu quando viu as fotos da criança enviadas pela equipe da Vara da Infância, enquanto ainda estava no hospital após a entrega voluntária. Havia achado a filha que há anos desejava.

“Esse foi o melhor presente de aniversário dela”, diz mãe ao obter a guarda definitiva da filha

Em comemoração ao Dia Nacional da Adoção, celebrado neste sábado, 25, conheça a história da família Moreira, que conseguiu adotar a recém-nascida Rebeca no dia do seu “mêsversário”

“Trânsito julgado”. Termo jurídico corriqueiro, significa uma decisão definitiva do juiz. Diariamente, centenas de vezes é falada em Tribunais de todo o Brasil, porém, na quarta-feira, 22 de maio, em uma das várias salas de audiência do Judiciário acreano, o termo veio acompanhado de comemoração, com muitas palmas e sorrisos. Mais uma criança foi adotada. Uma nova fase se inicia na vida da família Moreira, com a chegada da Rebeca.

Antes mesmo de se casaram, há mais de 18 anos, a pedagoga Roneide Moreira, de 47 anos, e o advogado Wellington Moreira, de 45, cultivavam o desejo de adotar uma criança. O casal planejava ter um filho adotivo, outro biológico. Logo depois do casamento, Roneide ficou grávida. Esperavam o primeiro filho, Matheus Moreira, hoje com 16 anos. A vinda do primogênito fez eles postergarem a entrada no processo de adoção.  “Até que teve uma hora que não tinha como adiar mais”, afirmou Wellington.

Em 2021, após uma conversa em família, eles decidiram entrar na fila da adoção. “Durante a pandemia, depois do almoço, o nosso filho falou ‘por que a gente não faz logo o processo da Rebeca?’. Particularmente, tive a sensação de uma luz. Corremos para o computador. Uma energia tomou conta da gente”, lembrou Roneide.

A partir dali, iniciou-se o processo comum de toda adoção, a espera de uma criança compatível com as opções que fizeram, entre elas, a idade. Foram mais de dois anos na fila, até que, no dia 10 de abril de 2024, o telefone tocou: era a psicóloga da Vara da Infância e Juventude. Havia uma bebê recém-nascida, de apenas 21 dias, condizente com as predileções do casal.

“Agendamos para o dia 11, às 13h, para conhecê-la. A gente tem as fotos e os registros desse momento. Foi muito emocionante a gente ver alguém tão desejado, tão pequenino. Eu me senti nas nuvens. No outro dia, já a levamos para casa”, recordou a pedagoga.

Neste pouco mais de um mês de convívio, Roneide guarda com carinho muitas lembranças. Mas há uma que a marcou, foi logo no primeiro encontro. “No meu colo, ela [Rebeca] abriu os olhos, olhou para mim e voltou a dormir. Aquele momento eu nunca vou esquecer”, garante.

Para ela, o primeiro contato confirmou o que sentiu quando viu as fotos da criança enviadas pela equipe da Vara da Infância, enquanto ainda estava no hospital após a entrega voluntária. Havia achado a filha que há anos desejava.

Às 10h30, do dia 22 de maio de 2024, em uma breve audiência, o juiz de Direito José Neto, que está respondendo pela 2ª Vara da Infância e Juventude de Rio Branco, concedeu a guarda definitiva da Rebeca.  Emocionada, Roneide disse: “esse foi o melhor presente de aniversário dela”.

A mãe se remetia à uma coincidência feliz. Naquela mesma data, a bebê completava dois meses, era o seu “mêsversário”! O casal estava duplamente animado para comemorar, poderiam solicitar uma nova Certidão de Nascimento para filha. Rebeca era agora, perante a Justiça e a sociedade, uma integrante da família Moreira.

Judiciário acreano apoia às famílias interessadas em adotar

Histórias de adoção tornam-se cada vez mais comuns no cenário acreano. De acordo com dados da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), somente em 2023, o Poder Judiciário concedeu 62 adoções. Na grande maioria, semelhantes ao processo de Rebeca, crianças menores de seis anos de idade.

Para o juiz José Neto, esses números se devem às efetivas ações de desburocratização realizadas pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). “Em parceria com a Corregedoria, com a CIJ, Presidência e Vice-Presidência, nós [da Vara da Infância e Juventude] estamos encurtando o caminho, sempre seguindo os procedimentos, os códigos, com a formalidade necessária, mas sem burocracia, pois o nosso objetivo é mudar paradigmas, como já estamos mudando”, afirmou.

O magistrado também destacou o apoio dado pela Justiça às famílias que desejam realizar uma adoção. “Nos colocamos ao lado, ensinamos os procedimentos e há acompanhamento em todas etapas. O nosso objetivo não é criar empecilhos, mas sim superar os gargalos. Sempre obedecendo à lei, porém sem impor nenhum ônus ou burocracia aos interessados em adotar”, disse.

Por fim, ele acrescentou que o processo de adoção não é longo e complexo. “Hoje, o procedimento de habilitação é muito célere, basta que a pessoa preencha o formulário no site do CNJ [Conselho Nacional de Justiça], faça um breve curso, de poucas horas, compareça até a unidade [da Vara da Infância e Juventude], munida de algumas certidões, que nós daremos todo o apoio necessário”, enfatizou.

Como adotar?

Uma família adotiva pode ser constituída por pai e mãe, mãe ou pai solo, duas mães ou dois pais, contando que atendam às exigências previstas na lei. Os principais requisitos são: ter mais de 18 anos de idade e possuir, no mínimo, uma diferença de 16 anos em relação à criança ou adolescente.

Para auxiliar as interessadas e interessados, o CNJ desenvolveu, em seu site, um guia com o passo a passo para os que sonham em serem pais e mães adotivos. Nele, você encontra as principais informações sobre os trâmites legais para adoção no Brasil.

William Azevedo – estagiário sob supervisão/ Fotos: Elisson Magalhães | Comunicação TJAC

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Geral

Pintor fica gravemente ferido após ser atropelado sobre ponte no bairro da Paz, em Rio Branco

Publicado

em

Vítima sofreu traumatismo craniano e fratura no fêmur após ser atingida por carro enquanto tentava atravessar a via

Um homem identificado como Francisco Ramalho, de 37 anos, ficou ferido após ser atropelado na manhã desta terça-feira (10) na Rua Valdomiro Lopes, sobre a ponte do bairro da Paz, em Rio Branco.

De acordo com informações apuradas no local, um jovem conduzia um veículo modelo Volkswagen Up de cor vermelha no sentido bairro-centro quando, ao passar pela ponte, Francisco tentou atravessar a via e acabou sendo atingido pelo automóvel.

Com a força do impacto, a vítima foi arremessada contra o para-brisa do carro, que ficou destruído, e caiu em seguida no asfalto, batendo a cabeça.

Populares que presenciaram o acidente prestaram os primeiros socorros e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Devido à gravidade da ocorrência, foi enviada ao local a ambulância de suporte avançado.

Segundo o médico do Samu, Fernando Guerra, Francisco sofreu traumatismo cranioencefálico moderado, fratura no fêmur da perna esquerda, suspeita de pneumotórax, além de um ferimento no rosto e luxação no ombro. Após os primeiros atendimentos e estabilização, ele foi encaminhado ao Pronto-Socorro da capital com estado de saúde considerado estável.

Testemunhas relataram que a vítima trabalha como pintor e possivelmente estaria sob efeito de bebida alcoólica. Segundo os relatos, ele caminhava em zigue-zague na pista momentos antes de tentar atravessar a rua.

O motorista permaneceu no local, realizou o teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para consumo de álcool, e prestou esclarecimentos às autoridades de trânsito antes de ser liberado.

Comentários

Continue lendo

Geral

Filho é preso e confessa ter matado próprio pai e jogado corpo em poço

Publicado

em

Divulgação/PCPI
Imagem colorida, corpo de raimundo sendo resgatado- Metrópoles

Um filho foi preso por matar o próprio pai e jogar o corpo no poço de casa, na zona rural do município Bertolina, no Piauí. Jaelson Vieira dos Santos, de 25 anos, teria usado uma faca para cortar o pescoço de Raimundo Barbosa dos Santos, de 51 anos, nessa segunda-feira (9/3).

De acordo com a Polícia Civil do Piauí (PCPI), Jaelson e o pai tiveram uma briga na noite de domingo (8/3). Depois disso, Raimundo começou a consumir bebida alcoólica em casa e ficou embriagado.

Jaelson, sabendo que o pai estava bêbado, aproveitou-se da situação para assassiná-lo. O filho esfaqueou Raimundo e cortou o pescoço dele. Após o crime, jogou o corpo da vítima dentro de um poço, para tentar ocultar o cadáver.

Na manhã da segunda, moradores da residência acionaram a Polícia Militar após encontrarem o corpo no poço. Vizinhos contiveram Jaelson e uma irmã dele, que teria “assistido” o pai ser morto.

Os dois foram conduzidos à delegacia e Jaelson confessou o crime. O delegado Marcos Halan, da Delegacia de Baixa Grande do Ribeiro, informou que a irmã foi liberada após a participação dela no crime ser descartada.

“Inicialmente ela foi presa e estava detida na delegacia. Só que novos elementos e provas, inclusive um vídeo, descartaram a participação dela no envolvimento, apesar dela também não se dar bem com o pai”, enfatizou Marcos.

Resgate do corpo

Ao analisarem a área em que o corpo estava escondido, os policiais encontraram uma grande quantidade de sangue nas proximidades de um pé de goiabada e de bananeiras, assim como rastros do corpo de Raimundo até o poço.

A arma do crime, uma faca, não foi encontrada no local.  Socorristas do Corpo de Bombeiros conseguiram retirar o corpo e preservaram a área para a perícia criminal.

A PCPI investiga o caso para desdobramentos sobre o crime.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

Comentários

Continue lendo

Geral

Governo orienta e acompanha Tarauacá em processo de aceite do protocolo Brasil Sem Fome

Publicado

em

Com o objetivo de fortalecer a implementação de políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional, o governo do Acre por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), realizou nesta terça-feira, 10, um encontro com gestores da Prefeitura de Tarauacá para discutir o processo de adesão ao Protocolo Brasil Sem Fome.

O encontro teve como base a Portaria nº 1.148, do governo federal, por meio da qual quatro municípios sinalizaram interesse em aderir à iniciativa, sendo eles: Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Tarauacá.

SEASDH recebe vice-prefeita para orientação sobre Sisan e Protocolo. Foto: Yasmin Sá/SEASDH

Na oportunidade, a SEASDH apresentou o funcionamento do protocolo à vice-prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino. A chefe do departamento, Nilciany Vilaço, explica que, a partir dessa articulação, será construída uma estratégia de atuação voltada ao fortalecimento das ações de segurança alimentar nos quatro municípios do estado que manifestaram adesão ao programa.

“Neste primeiro momento, a reunião é de apresentação da articuladora do governo federal junto à Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado (Caisan), além de mostrar aos municípios como funcionará o trabalho dentro do Protocolo Brasil Sem Fome”, explicou.

Nilciany destacou ainda que, entre os municípios envolvidos, Tarauacá chama atenção por apresentar um indicador baixo segurança alimentar e nutricional.

“Por isso, também estamos apresentando ao município quais são as ações previstas no programa e como o estado pode contribuir, por meio da política de segurança alimentar e nutricional, para fortalecer as articulações e reduzir esse cenário”, acrescentou.

Com aceite ao Brasil Sem Fome municípios passam a receber apoio do governo federal para ações de segurança alimentar. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Entre as estratégias apresentadas está a utilização do Tria (Triagem para Risco de Insegurança Alimentar), um protocolo inserido no Sistema Único de Saúde (SUS) que funciona como uma triagem rápida, realizada a partir de três perguntas. O sistema atua de forma integrada com o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Um dos requisitos para a formalização da adesão do município de Tarauacá ao termo de aceite do Brasil Sem Fome é a entrada no Sisan, o que permitirá a atuação plena dentro do protocolo. A adesão ao sistema é considerada o primeiro passo para que a política de segurança alimentar seja implementada de forma territorial no município.

Gestora municipal de Tarauacá junto a técnicas estaduais. Foto: Carolina Torres/Secom

Em 2025, o estado realizou uma visita técnica ao município para orientar a gestão sobre o processo de adesão ao sistema nacional. Marilete Vitorino ressalta que o contato com a secretaria estadual contribui para ampliar o entendimento sobre as políticas de segurança alimentar.

“O município de Tarauacá já sinalizou que quer fazer esse termo de aceite e eu obtive as informações assim que cheguei à cidade. Agora vou conversar com o prefeito na quinta-feira para que ele possa assinar o documento, já que o prazo para assinatura vai até o dia 13. A ideia é que a gente assine e comece a desenvolver esse trabalho que, com certeza, vai trazer grandes resultados com a adesão ao programa. A partir daí, vamos iniciar a implementação”, afirmou.

Com essa integração entre estado, municípios e governo federal a proposta é fortalecer as políticas públicas e avançar na redução da fome no estado do Acre.

The post Governo orienta e acompanha Tarauacá em processo de aceite do protocolo Brasil Sem Fome appeared first on Noticias do Acre.

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

Comentários

Continue lendo