Acre
Defesa Civil estima prejuízo de R$ 3 milhões a ribeirinhos após enchente na zona rural

Foto: Filipe Cavalcante/CBMAC
O coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, abordou a situação envolvendo os prejuízos causados às comunidades ribeirinhas da zona rural atingidas pela enchente do Rio Acre, ocorrida ainda em dezembro de 2025, são estimados preliminarmente em cerca de R$ 3 milhões. A informação ainda depende da conclusão da Avaliação de Danos (Avadan), que está em fase de elaboração.
Segundo Falcão, mesmo com o nível do rio abaixo da cota de alerta e com as famílias que estavam em abrigos públicos já tendo retornado às suas casas, o valor divulgado é apenas uma estimativa, baseada em levantamentos iniciais e em experiências anteriores de situações semelhantes. Ao todo, 16 comunidades rurais foram atingidas, sendo que cinco delas ficaram isoladas. O impacto recai principalmente sobre pequenos produtores, com perdas em hortas, plantações de mandioca e outras culturas que garantem a subsistência e a renda das famílias.
“Esse número pode variar para mais ou para menos, dependendo da conclusão do relatório final. Por enquanto, trabalhamos com a estimativa de R$ 3 milhões em prejuízos”, explicou o coordenador. De acordo com ele, o prazo para a finalização da Avadan é de até 30 dias após a ocorrência do desastre, período em que a Defesa Civil realiza um levantamento mais detalhado dos danos.
Além das perdas econômicas, o desastre afetou diretamente cerca de 968 famílias, o que corresponde a aproximadamente 4 mil pessoas na zona rural. Desse total, cerca de 250 famílias, aproximadamente mil pessoas, ficaram em situação de isolamento nas cinco comunidades mais impactadas.
Enquanto o levantamento técnico é concluído, a Defesa Civil tem atuado com ações de ajuda humanitária. “Após as perdas, levamos o mínimo necessário, como cestas básicas e kits de assistência, para minimizar os impactos imediatos. Toda essa produção perdida é a principal fonte de renda dessas famílias”, destacou Falcão.
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Acre
Operação apreende mais de 200 quilos de skunk e prende seis pessoas em Senador Guiomard
Ação conjunta da Polícia Federal e Gefron interceptou esquema de transporte de drogas na região de fronteira
Uma operação realizada pela Polícia Federal do Brasil em conjunto com o Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron), ligado à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, resultou na prisão em flagrante de seis pessoas e na apreensão de uma grande quantidade de drogas nesta terça-feira (10), no município de Senador Guiomard.
Durante a ação de combate aos crimes transfronteiriços, as equipes de segurança identificaram e interceptaram uma logística utilizada para o transporte de entorpecentes na região de fronteira.
Ao todo, foram apreendidos 213 quilos de skunk, uma variedade de maconha com alta concentração de THC. Além da droga, dois automóveis que estavam sendo utilizados no transporte do entorpecente também foram apreendidos pelas equipes.
Os seis suspeitos presos durante a operação, juntamente com o material apreendido, foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal, onde foram realizados os procedimentos legais.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema criminoso.
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Acre
MP investiga desmatamento de 114 hectares e dano de R$ 1,4 milhão em propriedade rural em Feijó
Inquérito do Gaema apura sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural e suspeita de irregularidades para obtenção de crédito agrícola

Foram identificadas sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural da propriedade, incluindo mudanças na localização declarada e redução da área cadastrada ao longo do tempo. Foto: ilustrativa
O Ministério Público do Acre (MPAC) instaurou inquérito civil para investigar indícios de desmatamento ilegal e possíveis fraudes no Cadastro Ambiental Rural (CAR) de uma propriedade localizada no município de Feijó, no interior do estado. A informação consta no diário eletrônico da instituição de segunda-feira (9).
De acordo com levantamento técnico realizado pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do MPAC, a área apresenta um passivo ambiental de 114,51 hectares de vegetação nativa suprimida, o que representa um dano estimado em R$ 1,4 milhão. O cálculo considera a emissão de carbono decorrente do desmatamento.
A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) e aponta ainda suspeitas de uso indevido de informações ambientais para obtenção de crédito rural.
Alterações no CAR
O relatório técnico que embasou a abertura do procedimento identificou sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural da propriedade ao longo do tempo, incluindo mudanças na localização declarada e redução da área cadastrada.
A análise também revelou alertas de supressão de vegetação nativa registrados entre os anos de 2008 e 2025, inclusive em períodos posteriores à obtenção de financiamentos rurais vinculados à área — o que levanta suspeitas sobre a regularidade ambiental exigida por lei para acesso a esse tipo de crédito.
Prazo, esclarecimento e documentos
Como parte das diligências iniciais, o Ministério Público oficiou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Ibama para verificar a existência de autos de infração, embargos ambientais ou processos administrativos relacionados à área investigada.
O proprietário do imóvel foi notificado e terá prazo de 15 dias para apresentar esclarecimentos e documentos.
O inquérito civil terá prazo inicial de um ano para conclusão. Durante esse período, o MPAC deverá aprofundar a análise técnica para definir possíveis medidas administrativas, judiciais ou extrajudiciais relacionadas ao caso.
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Acre
Dupla é presa após assalto a loja no centro de Tarauacá
Suspeitos usaram simulacros de arma e faca para ameaçar vítimas; celulares e dinheiro foram recuperados
Dois homens foram presos na tarde desta terça-feira (10) após realizarem um assalto em uma loja no centro de Tarauacá.
Segundo a Polícia Militar do Acre, os suspeitos entraram na loja D’Longui, localizada na Rua Coronel Juvêncio de Menezes, fingindo ser clientes. Em determinado momento, anunciaram o assalto e passaram a ameaçar funcionários e pessoas que estavam no estabelecimento utilizando simulacros de arma de fogo e uma faca.
Após o crime, equipes da Polícia Militar iniciaram buscas pela região e conseguiram localizar e prender os suspeitos, identificados pelas iniciais F.C.C.S.F., de 25 anos, e E.L.C., de 20 anos.
Durante a abordagem, os policiais recuperaram dois aparelhos celulares e a quantia de R$ 874 em dinheiro levada durante o assalto. Também foram apreendidos os simulacros de pistola e uma faca tipo peixeira utilizados na ação.
A dupla foi encaminhada à Polícia Civil do Acre em Tarauacá, onde foi apresentada à autoridade policial e permanece à disposição da Justiça.







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