Por Wanglézio Braga / Foto: Perla del Acre

Professores, alunos e profissionais administrativos da Universidade Amazônica de Pando (UAP) foram às ruas de Cobija, hoje (17), para marchar contra a falta de estrutura para o funcionamento da maior universidade pública do norte da Bolívia, localizada no Departamento de Pando. A entidade é uma das principais da região de fronteira e atende tanto bolivianos quanto brasileiros que vivem em Epitaciolândia e Brasileia, no Acre.

O movimento dessa quinta-feira é o segundo em menos de uma semana. Agora, com apoio de diversas instituições representativas e de agremiações políticas do departamento, eles pedem aumento dos recursos de subsídio ordinário para o financiamento de carreiras, garantia de sustentabilidade da instituição e estabilidade dos docentes. Além da falta de verbas, a universidade registrou, durante o ano, um rombo B$ 11 milhões de bolivianos.

Com a crise, professores e setores administrativos estão há meses sem receberem os salários. A falta de resposta para com os apelos deles junto ao governo nacional e um diálogo mais promissor com o Ministério da Educação daquele país provocaram os movimentos.

Durante os protestos, os manifestantes prometeram radicalizar por fechar ainda a pontes Internacional, entre Epitaciolândia, e da Amizade que ligam Cobija à Brasiléia. A ponte dessa última cidade está fechada por conta da Pandemia do Coronavírus, Covid-19. Também disseram que vão fechar as principais estradas que dão acesso ao departamento o que pode provocar desabastecimentos em massa.

Estudantes brasileiros e bolivianos estão preocupados com o rumo que a administração da Universidade vem levando a ponto de acharem que vão perder os seus cursos caso a instituição decrete situação de emergência.

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