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Conselho de Consumidores de Energia Eletrica, realiza reunião pública no interior do Acre

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Salomão Matos- para o Alto Acre

O Conselho de Consumidores de Energia Eletrica do Acre, realiza nesta quinta (12) e sexta feira (13), nos municípios de Capixaba e Xapuri respectivamente, duas reuniões públicas para discutir a qualidade dos serviços prestados pela empresa Energisa, distribuidora no estado, em especial para quem vive na zona rural e nas comunidades ribeirinhas de difícil acesso no estado.

Para o presidente da entidade, radialista Ivan de Carvalho, essas reuniões estarão acontecendo em todos os 22 municípios acreanos e tem como objetivo ouvir as reclamações dos consumidores e buscar alternativas junto a companhia elétrica, principalmente no tocante a aferição exata do consumo de cada unidade, para que as cobranças sejam rigorosamente justas.

“Nós do Conselho de Consumidores, principalmente para quem mora no interior, recebemos muitas reclamações, onde os leituristas não estavam chegando até as unidades para aferir os relógios de medição, mas a conta sempre chegava e muitas vezes com valores, segundo os próprios consumidores, além da realidade consumida”, pontua Carvalho.

Para tentar solucionar de vez o problema, diz Carvalho, tendo em vista em muitas localidade rurais não existem ramais de acesso fácil para que os leituristas da Energisa possam chegar todos os meses do ano, a solução encontrada junto com a companhia elétrica, foi criar a figura do leiturista intermitente.

“Esse leiturista intermitente será da própria região (ramal onde ele mora) e vai ser contratado pela Energisa e poder aferir por meio de fotografias todos os meses, os relógios de cada unidade consumidora da região e ai sim a cobrança será rigorosamente feita mediante o consumo mensal e não por estimativa dos últimos meses como vinha sendo feita antes”, explica o presidente.

Além desses assuntos que estarão sendo discutidos, o Conselho de Consumidores quer saber também, como esta chegando a qualidade da energia elétrica fornecida, tendo em vista a Energisa, pretende ainda ampliar os serviços com mais redes de distribuição em especial na zona rural do estado.

“O Conselho de Consumidores é uma ponte entre os clientes e a Energisa. Nosso papel é ouvir as pessoas para saber dos problemas e discutir soluções, daí a importancia da participação de todos os interessados nessas reuniões “, pontua Carvalho.

Em Capixaba, o evento desta quinta feira 12, vai acontecer as 9h da manhã na sede do sindicato dos trabalhadores rurais e na sexta feira 13, no município de Xapuri também no sindicato rural.

Em relação os investimentos da Energisa para melhorar distribuição elétrica e suporte técnico, Carvalho pontuou que a empresa tem se empenhado e vem trabalhando para levar aos consumidores cada vez mais um melhor serviço.

“A empresa tem investindo por exemplo na aquisição de quadriciclos e jipes traçados, com capacidade de levar até uma tonelada de equipamentos, seja postes ou tranformadores até os locais de difícil acesso onde se qualquer problema for detectado, os serviços de distribuição não sejam interrompidos”, finalizou Carvalho.

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ROTAM apreende 526 g de maconha em ação no bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul

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Suspeito conhecido da polícia fugiu e abandonou sacola durante perseguição em becos; droga foi encontrada e recolhida pela PM

O suspeito fugiu e, durante a corrida, abandonou uma sacola plástica antes de desaparecer em rumo ignorado. Foto: captada 

A Polícia Militar do Acre apreendeu 526 gramas de maconha durante uma ação da ROTAM do 6º Batalhão no bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul. Durante patrulhamento a pé em becos e vielas, os militares avistaram um homem já conhecido em abordagens anteriores que, ao perceber a presença policial, acelerou o passo e fugiu após ser ordenado a parar.

Durante a corrida, o suspeito abandonou uma sacola plástica, que foi recuperada pela equipe e continha uma substância esverdeada com características de maconha. Buscas na região não localizaram o indivíduo, que escapou em rumo ignorado.

A ação reforça a presença da PM em áreas de difícil acesso para viaturas e que são frequentemente usadas como rotas alternativas por envolvidos com o tráfico. A droga foi encaminhada para perícia e o caso segue em investigação para identificação do suspeito.

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Agricultor de Capixaba vai a júri popular por matar o irmão a facadas após Justiça rejeitar legítima defesa

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Crime ocorreu em março de 2025 após discussão entre irmãos; Diérico deu versão que não se sustentou nas investigações

O agricultor Diérico Souza de Macedo, de 39 anos, acusado de matar o próprio irmão a facadas no ramal da Elza, na zona rural de Capixaba. Foto: captada 

O agricultor Diérico Souza de Macedo, de 39 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri pela morte do irmão, Milton Souza de Macedo, a facadas na zona rural de Capixaba, em março de 2025. O Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) rejeitou a tese de legítima defesa apresentada pela defesa, mantendo a denúncia por homicídio qualificado.

O crime ocorreu na noite de 3 de março no Ramal da Elza. Segundo as investigações, os irmãos bebiam juntos quando uma discussão recomeçou. Diérico teria saído, retornado depois e desferido dez facadas contra Milton, que estava dormindo e sob efeito de álcool.

A defesa tentou sustentar que Diérico agiu para se defender e pediu a retirada de agravantes, mas o desembargador Francisco Djalma negou o recurso em sessão virtual de 14 de janeiro.

Milton Souza de Macedo teria sido atacado de surpresa, enquanto estava sob efeito de álcool e em situação de vulnerabilidade. Foto: captada 

Diérico confessou o crime, mas versão foi contestada por perícia; ele não foi ao velório e deixou a região após o homicídio

Durante interrogatório, o agricultor Diérico Souza de Macedo, confessou o crime, alegou legítima defesa, afirmando que a vítima estava armada. A Polícia Civil, no entanto, não encontrou elementos no local que comprovassem essa versão, e perícias não identificaram sinais de reação por parte de Milton.

Os investigadores também estranharam o comportamento de Diérico após o crime: ele não compareceu à delegacia quando intimado, não participou do velório do irmão e deixou a região. O único vizinho presente no dia, estava embriagado, disse ter dormido e não ter ouvido ou visto o momento do ataque.

Com a rejeição da legítima defesa pelo Tribunal de Justiça do Acre, Diérico será julgado pelo Tribunal do Júri, que decidirá se ele será condenado ou absolvido pelas acusações de homicídio qualificado.

Ainda não há data para o julgamento.

O vizinho que bebia com os irmãos, disse em depoimento que estava sob efeito de álcool. Ele dormiu no local do crime e informou que não escutou e que não presenciou o momento em que Diérico esfaqueou o irmão. Foto: captada 

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Justiça pronuncia três pessoas a júri pela morte de jovem de 21 anos após abordagem policial em Cruzeiro do Sul

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João Vitor foi morto em suposta retaliação por ter ajudado a imobilizar suspeito; vídeo de chamada foi usado como prova pela acusação

A Polícia Civil confirmou na terça-feira (27) que 15 pessoas já foram presas na investigação e, ao todo, mais de 17 pessoas participaram do homicídio. Foto: captada 

Três pessoas foram pronunciadas a júri popular pela morte de João Vitor da Silva Borges, de 21 anos, ocorrida em 8 de março de 2025 em Cruzeiro do Sul, no Acre. A decisão da 1ª Vara Criminal do município determinou que os acusados respondam por homicídio qualificado.

Segundo a investigação, o crime foi motivado por uma abordagem policial um mês antes, quando João Vitor ajudou a imobilizar um homem durante ação da PM no Centro da cidade. Imagens do episódio teriam causado revolta em uma facção criminosa, que teria ordenado sua execução. O jovem foi levado por uma amiga até o bairro Cohab, onde foi julgado via videochamada por integrantes da organização e morto.

O corpo foi encontrado três dias depois às margens do Rio Juruá. Os três réus seguem presos, e a decisão abre prazo para recursos do MP e das defesas. O caso expõe a atuação de facções no interior do estado e o uso de meios digitais para coordenar crimes.

Mãe Maria Verônica se prepara para o júri

A auxiliar de serviços gerais Maria Verônica Borges da Silva, mãe de João Vitor, disse que se prepara psicologicamente para participar do júri popular. Após quase um ano, Maria Verônica contou que pensa no filho diariamente e espera que os suspeitos sejam condenados.

“O julgamento é por causa da morte do meu filho. Eu quero participar para saber que tipo de tortura meu filho passou e o que levou a fazerem isso com ele”, disse emocionada.

João Vitor desapareceu no dia 8 de março de 2025, após sair de casa sem avisar para onde ia, em Cruzeiro do Sul. O corpo foi encontrado três dias depois as margens do Rio Juruá. Foto: captada 

O corpo do jovem foi localizado durante a Operação Oráculo, conduzida pela Polícia Militar com o objetivo de esclarecer o paradeiro da vítima. Devido ao avançado estado de decomposição, o corpo foi encaminhado diretamente do Instituto Médico Legal para o Cemitério Jardim da Paz, sem passar pelo necrotério.

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