O vice-líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Eduardo Ribeiro (PSD), participou nesta quarta-feira, 26, do programa Boa Conversa, exibido pelo ac24horas, e abordou temas como o fim do cadastro de reserva do concurso da Polícia Civil de 2017 e a troca de comissões com o colega de partido, Pablo Bregense (PSD).
Eduardo Ribeiro explicou que o concurso da Polícia Civil de 2017 já esgotou todos os prazos de prorrogação e que, do ponto de vista jurídico, não há mais como estendê-lo. “O concurso de 2017 convocou em torno de 517 pessoas. Esse certame já estourou todos os prazos de prorrogação. A gente até tentou ver alguma possibilidade jurídica, mas, constitucionalmente, não é mais possível. Ele estourou e, eu acho, até ultrapassou os limites, até porque teve a questão da pandemia, que deu pra prorrogar. Então, não há mais a possibilidade jurídica de prorrogação”, afirmou.
O deputado reforçou que o governo está estudando a realização de um novo concurso com mais vagas para atender à demanda por efetivo na Polícia Civil. “O que o governo está estudando, e que foi passado, é um novo concurso com mais vagas, para dar oportunidade a outras pessoas de fazerem. Infelizmente, me parece que é a informação oficial de que não é mais possível a prorrogação, do ponto de vista jurídico”, destacou.
Ribeiro também destacou a necessidade de fortalecer a Polícia Civil, que enfrenta carência de profissionais. “Eu tô torcendo que saia o quanto antes, e eu acho que é uma necessidade. A gente precisa estar sempre fortalecendo a Polícia Civil, que tem necessidades de efetivo. E, óbvio, que se dependesse do parlamento, seria a convocação das pessoas. Eu preciso deixar bem claro: nós defendemos a convocação. O que ocorre é a LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal] e outras questões que são colocadas por ponto de gestão e fogem da nossa alçada. O que a gente quer é que venha um novo certame e que essas pessoas possam estar participando novamente”, pontuou.
Eduardo Ribeiro também comentou sobre a troca de comissões com o colega de partido, Pablo Bregense (PSD). Segundo ele, Bregense deve assumir a Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente, enquanto Ribeiro deve migrar para a Comissão de Segurança Pública.
“O Pablo deve assumir a Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente, e eu devo ir para a Comissão de Segurança. Foi um acordo partidário, e ele está querendo fazer um mandato voltado para essa área. A gente fez um trabalho bonito na Comissão da Criança e do Adolescente, mas a gente acaba colocando pra ele desenvolver o trabalho dele, que é para as crianças. Inclusive, o Pablo Bregense é chamado de Tio Pablo”, explicou Ribeiro.
O fortalecimento da Defesa Civil Municipal tornou-se uma das marcas da atual gestão da Prefeitura de Rio Branco. Ao relembrar a trajetória de organização do órgão, o prefeito de Rio Branco Tião Bocalom destacou que a estruturação da unidade não foi apenas uma decisão administrativa, mas uma missão pautada na experiência prática e no compromisso inegociável com a segurança da população.
A sensibilidade para a importância de uma Defesa Civil atuante surgiu ainda em 2005. Naquele ano, diante de uma crise de queimadas sem precedentes que atingiu o estado, o atual gestor, então prefeito no interior, foi o único a decretar situação de emergência, mesmo enfrentando resistências políticas à época. A decisão permitiu a chegada de reforços, como o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, e resultou na preservação da histórica Fazenda Bonal, salvando centenas de hectares de seringueiras e pupunha, além de proteger a economia e o meio ambiente da região.
Desafios e Transformações
Ao assumir a gestão da capital, o cenário encontrado era de uma Defesa Civil que existia apenas formalmente. “Eu senti na pele o que é a função da Defesa Civil e procurei organizar o que praticamente não existia em Rio Branco”, afirmou o prefeito. Para liderar esse processo de transformação, a gestão investiu na valorização técnica do órgão, com a atuação do coordenador municipal da Defesa Civil, tenete-coronel Cláudio Falcão, cuja trajetória de dedicação foi fundamental para estruturar e consolidar a unidade.
Atualmente, a Defesa Civil de Rio Branco conta com equipes capacitadas, logística de resposta rápida, estrutura adequada e foco permanente na prevenção e no monitoramento de riscos, o que tem garantido maior eficiência no atendimento à população em momentos de emergência.
“Eu senti na pele o que é a função da Defesa Civil e procurei organizar o que praticamente não existia em Rio Branco”, afirmou o prefeito. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O principal indicador desse trabalho é a preservação de vidas. Mesmo diante de eventos climáticos severos e enchentes históricas registradas nos últimos anos, Rio Branco mantém um dado expressivo em comparação a outros centros urbanos do país: zero óbitos decorrentes de desastres naturais.
“Estou muito feliz de ver um grupo de pessoas comprometidas em salvar vidas. Em qualquer lugar do Brasil, eventos dessa magnitude costumam registrar óbitos, mas aqui não tivemos nenhum. Isso é fruto de uma Defesa Civil preparada e que trabalha com foco na prevenção”, ressaltou o prefeito.
Integração e Reconhecimento Nacional
De acordo com o coordenador municipal da Defesa Civil, Cláudio Falcão, a atuação integrada da gestão municipal foi determinante para garantir o atendimento às famílias atingidas pelas enchentes, incluindo o acolhimento daquelas que precisaram ser encaminhadas para o abrigo público instalado pela Prefeitura de Rio Branco.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Cláudio Falcão, a ação conjunta da Prefeitura foi essencial para garantir o atendimento e o acolhimento das famílias afetadas pelas enchentes. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Defesa Civil é fundamental. Nenhuma prefeitura, especialmente de capital, pode funcionar sem uma Defesa Civil estruturada. Mas isso só acontece com o apoio direto do chefe do Executivo. Em Rio Branco, temos o respaldo do prefeito Tião Bocalom para avançar cada vez mais, seja com equipamentos, viaturas, estrutura física ou capacitação. A Defesa Civil do município cresceu exponencialmente nas duas gestões e hoje é referência, com reconhecimento nacional e até internacional”, destacou Falcão.
Com uma estrutura sólida e em constante aprimoramento, a Prefeitura de Rio Branco reafirma que a Defesa Civil é mais do que um órgão de resposta a emergências: é um instrumento essencial de proteção à vida e de apoio direto ao cidadão nos momentos de maior vulnerabilidade.
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