Cotidiano
Com três pacientes à espera de um leito de UTI e mais oito mortes, AC tem 76.971 infectados pela Covid-19
Número de exames aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux caiu para 447. Há 287 pacientes internados, dos quais 272 possuem teste positivo para a Covid-19.

Número de exames aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux caiu para 447 — Foto: Reprodução/EPTV
Por Janine Brasil
O estado do Acre registrou mais 224 casos de Covid-19 nesta segunda-feira (26), fazendo o número de infectados saltar de 76.746 para 76.971. O boletim diário da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) também contabiliza mais oito mortes pela doença, assim, o número de pessoas que perderam a vida para a Covid no estado sobe para 1.488.
Desde sábado (24), a Sesacre está divulgando os números relacionados aos leitos em uma página que é atualizada pelas próprias unidades de saúde. Segundo a pasta, houve uma alteração na forma como vai disponibilizar essa informação. Antes, a Central de Regulação reunia as informações das unidades e repassava o número para a Sesacre. Agora, as próprias unidades são responsáveis por passar essa informação.
O número de exames aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux caiu para 447. Há 287 pacientes internados, dos quais 272 possuem teste positivo para a Covid-19. Há três pessoas na fila de espera por um leito de UTI.
O estado está em contaminação comunitária desde o dia 9 de abril, com uma taxa de incidência de 8.605,2 casos para cada 100 mil habitantes. A taxa de mortalidade em cada 100 mil habitantes é de 166, já a de letalidade – quantidade de mortos dentro dos números confirmados da doença – é de 1,9%.
Dos 106 leitos de UTI nos hospitais da rede SUS disponibilizados no estado, 90 estão ocupados, fazendo a taxa de ocupação se manter em 85%. Os leitos de UTI estão concentrados na capital, com 80 vagas, e Cruzeiro do Sul, com 26.
Mortes por cidade
| Cidades com óbitos | Óbitos totais | Novos registros |
| Acrelândia | 27 | 1 |
| Assis Brasil | 21 | 0 |
| Brasiléia | 33 | 0 |
| Bujari | 13 | 0 |
| Capixaba | 14 | 0 |
| Cruzeiro do Sul | 142 | 0 |
| Epitaciolândia | 25 | 0 |
| Feijó | 50 | 0 |
| Jordão | 1 | 0 |
| Mâncio Lima | 24 | 0 |
| Manoel Urbano | 10 | 0 |
| Marechal Thaumaturgo | 9 | 0 |
| Plácido de Castro | 15 | 0 |
| Porto Acre | 31 | 0 |
| Porto Walter | 3 | 0 |
| Rio Branco | 911 | 6 |
| Rodrigues Alves | 10 | 0 |
| Santa Rosa do Purus | 5 | 0 |
| Sena Madureira | 56 | 0 |
| Senador Guiomard | 34 | 1 |
| Tarauacá | 30 | 0 |
| Xapuri | 24 | 0 |
| Total | 1.484 | 8 |
Números e mortes
Das 1.484 mortes registradas, 855 apresentavam algum tipo de comorbidade, segundo a Saúde, e outras 633, ou seja, 43% do total não tinham outras doenças. Do total de mortos, 867 eram homens e 621 mulheres. Do total de vítimas, 1.022 tinham acima de 60 anos..
Neste segunda, dos oito óbitos registrados, três eram homens e cinco mulheres das cidades de Rio Branco, Acrelância e Senador Guiomard.
- Rio Branco
Morador de Rio Branco, o idos de 70 anos deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC) no dia 28 de março e faleceu no dia 7 de abril.
O idos de 80 anos era morador de Rio Branco, deu entrada no dia 7 de abril na Fundação Hospital do Acre (Fundhacre) e faleceu no dia 22 do referido mês.
Moradora de Rio Branco, a mulher de 32 anos deu entrada no dia 4 de abril no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC) e faleceu no dia 10 de abril.
A idosa de 77 anos era moradora de Rio Branco, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC) no dia 6 de abril e faleceu no dia 11 do referido mês.
Moradora de Rio Branco, a idos de 70 anos deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC) no dia 10 de abril e faleceu no dia 17 de abril.
A mulher de 57 anos era moradora de Rio Branco, deu entrada no dia 5 de abril no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC) e faleceu no dia 17 de abril.
- Senador Guiomard
O idoso de 90 anos faleceu no seu domicílio, em Senador Guiomard, no domingo (25).
- Acrelândia
A idosa de 75 anos era moradora de Acrelândia, deu entrada no dia 23 de abril no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC) e faleceu no sábado (24).
Maiores taxas de contaminação a cada 10 mil habitantes:
- Assis Brasil – 1.898
- Tarauacá – 1.435
- Xapuri – 1.414
- Santa Rosa – 1.187
- Sena Madureira – 1.160
Casos de Covid-19 por cidades
| Cidades | Total | Casos novos |
| Acrelândia | 1.466 | 0 |
| Assis Brasil | 1.430 | 0 |
| Brasiléia | 2.419 | 30 |
| Bujari | 1.060 | – 2 |
| Capixaba | 550 | 4 |
| Cruzeiro do Sul | 7.165 | – 1 |
| Epitaciolândia | 1.236 | 16 |
| Feijó | 2.711 | 24 |
| Jordão | 378 | 0 |
| Mâncio Lima | 1.794 | 0 |
| Manoel Urbano | 878 | 0 |
| Marechal Thaumaturgo | 1.092 | 0 |
| Plácido de Castro | 1.430 | 1 |
| Porto Acre | 1.317 | 2 |
| Porto Walter | 504 | 1 |
| Rio Branco | 34.609 | 140 |
| Rodrigues Alves | 700 | 0 |
| Santa Rosa do Purus | 797 | 0 |
| Sena Madureira | 5.398 | 4 |
| Senador Guiomard | 1.073 | 2 |
| Tarauacá | 6.193 | 2 |
| Xapuri | 2.771 | 1 |
| Total | 76.971 | 227 – 1 – 2 = 224 |
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Acre registra aumento de hospitalizações por influenza A, aponta Fiocruz
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. Foto: captada
O Acre continua registrando incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta quinta-feira, 22.
O avanço dos casos no estado vem sendo impulsionado principalmente pela influenza A, responsável pelo aumento das hospitalizações em crianças pequenas, jovens, adultos e idosos.
A análise tem como base a Semana Epidemiológica 2, correspondente ao período de 11 a 17 de janeiro, e também aponta situação semelhante no Amazonas. Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, quanto na de curto prazo, referente às últimas três semanas.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos registrados no mesmo período, a presença dos vírus foi de 29,4% de influenza A, 3,2% de influenza B, 4,8% de vírus sincicial respiratório, 19% de rinovírus e 32,5% de Sars-CoV-2.
Diante do cenário no Acre, a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, recomenda a adoção de medidas de proteção pela população, como o uso de máscaras em postos de saúde e em locais fechados com grande circulação de pessoas. Ela também reforça a importância da vacinação.
“É fundamental que as pessoas do grupo prioritário, a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade, tomem a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, afirmou.
Situação em outros estados e capitais
Em estados como Ceará, Pernambuco e Sergipe, as hospitalizações por influenza A apresentam sinal de interrupção do crescimento ou início de queda. Na Paraíba, há um leve aumento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório, ainda sem reflexo no crescimento de casos de SRAG em crianças pequenas.
Até a Semana Epidemiológica 2, apenas três das 27 capitais brasileiras apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com crescimento na tendência de longo prazo: Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).
Incidência, mortalidade e dados de 2026
Em nível nacional, os dados indicam estabilidade ou leve queda dos casos de SRAG em todas as faixas etárias, associadas à baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios. A exceção é a influenza A, que, apesar de apresentar baixa circulação na maior parte do país, tem impulsionado o aumento dos casos no Acre e no Amazonas.
A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm maior impacto nos extremos etários. A incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente entre os idosos. Casos associados à influenza A e ao Sars-CoV-2 apresentam maior incidência em crianças pequenas e idosos, com mortalidade mais acentuada na população idosa.
Em relação ao ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 1.765 casos de SRAG no país. Desses, 399 (22,6%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 611 (34,6%) apresentaram resultado negativo e 615 (34,8%) ainda aguardam resultado.
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Menino de 6 anos aguarda há mais de 2 semanas por otorrino no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul
Criança tem infecção com pus e dor constante; mãe denuncia que, mesmo com especialista no hospital, atendimento só tem sido feito por clínico geral

De acordo com a mãe da criança, o ouvido do menino apresenta pus visível, dor constante e não responde aos medicamentos prescritos por médicos clínicos gerais. Foto: captada
Há mais de duas semanas, um menino de 6 anos enfrenta uma infecção no ouvido com pus, dor persistente e sem resposta ao tratamento prescrito por clínicos gerais no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. A mãe da criança denuncia que, apesar de várias idas à UPA e ao hospital, o garoto ainda não foi avaliado por um médico otorrinolaringologista.
Segundo ela, o quadro não melhora com os medicamentos receitados, e os pedidos por um especialista foram respondidos com a informação de que “o atendimento não funciona dessa forma”. Na última quarta-feira, a criança passou a tarde inteira no hospital sem ser atendida pelo otorrino, mesmo havendo um profissional disponível na unidade.
A família teme o agravamento da infecção e busca visibilidade para o caso na expectativa de que a criança receba o atendimento especializado necessário. A Secretaria de Saúde do Acre ainda não se pronunciou sobre a situação.
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Lucas Sanchez sofre fratura e está fora do Campeonato Estadual

Foto Glauber Lima: O prazo de recuperação para Lucas Sanchez é de 45 dias
O atacante Lucas Sanchez, do Santa Cruz, sofreu uma fratura na clavícula esquerda durante o confronto contra o Humaitá nessa quinta, 22, na Arena da Floresta, e está fora do Campeonato Estadual Sicredi de 2026.
O atleta foi atendido no Pronto Socorro de Rio Branco e o prazo de recuperação para a lesão é de 45 dias.
Volta aos treinos
O elenco do Santa Cruz volta aos treinos nesta sexta, 23, no CT do Cupuaçu, para um trabalho de recuperação física e inicia a preparação para o confronto contra o Vasco programado para o dia 31, no Tonicão.
Aumentar a pressão
A derrota para o Humaitá deve aumentar a pressão no Santa Cruz para o duelo da 3ª rodada. A equipe ainda não venceu no Estadual e ganhar do Vasco transformou-se em obrigação para manter as boas chances de classificação para as semifinais.

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