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Caso Master: BC liquida extrajudicialmente Banco Pleno e Pleno DTVM

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Divulgação/Banco Pleno
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O Banco Central (BC) decretou nesta quarta-feira (18/2) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A., em medida que alcança a Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliário S.A.. As instituições integram o conglomerado prudencial Pleno.

O Pleno (ex-Voiter) e a Pleno DTVM já integraram o conglomerado do Banco Master, investigado por supostas fraudes financeiras. O Banco Pleno é do empresário Augusto Lima, conhecido como Guga, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master.

Segundo o BC, o Plano é um conglomerado de porte pequeno e enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial, tendo como instituição líder o Banco Pleno.

O conglomerado detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

De acordo com o BC, a liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira do Pleno, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do BC.

Com a liquidação, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos administradores do Pleno e da Pleno DTVM .

“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis”, reforça o BC.

O Banco Voiter foi vendido ao Banco Master em 2024. Então sócio de Daniel Vorcaro no Master, Augusto Lima deixou a sociedade e comprou o Voiter. O Banco Central autorizou o negócio em julho de 2025. O Voiter foi rebatizado de Banco Pleno.

Investigação

Augusto Lima, Vorcaro e outros executivos do Master foram presos na primeira fase da investigação Compliance Zero, em novembro de 2025. A PF investiga os negócios supostamente fraudulentos do Master com o Banco de Brasília (BRB) e fundos de investimento.

A Compliance Zero teve como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional.

Blindagem patrimonial

Em janeiro deste ano, o Metrópoles publiccou, na coluna Grande Angular, que a família Rezende Barbosa, ex-dona do Banco Voiter, acusou Augusto Lima de “blindagem patrimonial“.

Lima e os ex-sócios Daniel Vorcaro e Maurício Quadrado são responsáveis pela fiança solidária no negócio de emissão de debêntures no valor de R$ 470 milhões para a DV Holding. Eles são alvos da cobrança de R$ 247 milhões protocolada no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em dezembro de 2025.

No caso de Augusto Lima, os autores da ação apontaram que o empresário organiza o patrimônio por meio de pessoas jurídicas que “servem como escudos patrimoniais para ativos imobiliários”.
Segundo o relato feito à Justiça de SP, a sociedade AC3 Cobranças e Participações, criada em 2019, teve capital majorado para R$ 6 milhões, com integralização de uma casa de veraneio e um apartamento na Bahia.

Em dezembro de 2019, Augusto Lima e a ex-esposa doaram às filhas todas as quotas, retirando-se da sociedade. A doação ocorreu mediante reserva do usufruto vitalício dos direitos políticos e econômicos dos sócios retirantes.

Um ano depois, em dezembro de 2020, o empresário abriu a Lothian Participações Ltda, com capital social de R$ 2 milhões.

“A utilização das referidas empresas, e uso de manobras societárias para distanciar a propriedade direta do Sr. Augusto dos ativos imobiliários – mas ainda assim permanecendo na administração e controle das pessoas jurídicas – configura a blindagem patrimonial que beneficia o executado e que, mesma que praticada no passado, repercute efeitos atualmente impedindo que se atinja os ativos que, a toda evidência, permanecem sob controle indireto e uso do Executado”, disseram os autores.

Bloqueio

As acusações foram feitas em abril de 2025, quando a empresa pediu o bloqueio de R$ 470 milhões dos sócios do Master e da DV Holding Financeira. Como mostrou o Metrópoles, no dia 29 de abril, 22ª Vara Cível do TJSP autorizou o bloqueio dos valores nas contas dos executivos.

No caso de Augusto Lima, R$ 112 milhões – maior parte do dinheiro encontrado pela Justiça – estavam em conta na Reag, fundo liquidado pelo Banco Central em 15 de janeiro deste ano. O fundo é investigado pela Polícia Federal no âmbito da segunda fase da Operação Compliance Zero.

Segundo nota do Banco Central, a decretação da liquidação extrajudicial da Reag é motivada por “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN)”.

O bloqueio na conta dos ex-sócios do Master durou oito dias e foi encerrado no mês de maio de 2025. Depois, as partes fechara um acordo e houve pagamento de parte dos valores. Em dezembro, porém, os credores denunciaram a inadimplência e pediram novo bloqueio de bens.

Voiter

O Banco Voiter foi vendido ao Banco Master em 2024. Os então sócios emitiram as debêntures para capitalização do Master.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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PT aciona TSE contra post do PL que associa Lula a escândalos

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Reprodução/Instagram
Vídeo PL contra Lula

A federação formada por PT, PV e PCdoB entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra um vídeo publicado pelo Partido Liberal (PL) que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos escândalos do Banco Master e das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A publicação faz uso de inteligência artificial (IA) para ligar parentes do presidente e nomes do governo a figuras envolvidas em esquemas de corrupção, como Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

O vídeo foi publicado no Instagram da legenda nessa segunda-feira (9/3) e acumula 3,4 milhões de visualizações, 9,5 mil comentários e 49,8 mil compartilhamentos.

Na avaliação da defesa, o conteúdo configura propaganda eleitoral antecipada, irregular e negativa. Os advogados pedem a remoção do vídeo, além da aplicação de uma multa no valor de R$ 30 mil.

“O vídeo foi arquitetado unicamente com o objetivo de divulgar à população, de forma equivocada e leviana, suposto envolvimento ou chancela, principalmente do presidente da República, de fatos reprováveis da sociedade”, diz um trecho da representação.

Ela cita “o desvio de valores oriundos de aposentadoria e benefícios sociais, o apoio a desvios financeiros e até a concordância com suposto envolvimento de familiares a ilícitos — o que não ocorreu e não é aprovado pelo chefe do Executivo Nacional”, acrescenta.

Os advogados alegam, ainda, que a publicação “deprecia a imagem e honra” do chefe do Planalto.

“O teor da mensagem propagandeada representa uma série de violações aos direitos de personalidade do presidente Lula, eis que retrata a sua imagem e a de sua família como de integrantes de uma quadrilha criminosa; associa indevidamente o presidente a ilícitos criminais e incute, no ouvinte, que este seria conivente com suposto direcionamento de valores ao seu filho, insinuações sabidamente inverídicas”, argumenta a defesa.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Vieira diz que irá à Justiça se CPI sobre Toffoli e Moraes não avançar

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senador alessandro vieira

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou, nesta terça-feira (10/3), que se não for instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a conduta dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso do Banco Master, ele vai recorrer à Corte. A declaração foi dada ao programa Contexto, Metrópoles.

De acordo com o senador, os fatos são “muito graves” e não podem ser empurrados para “debaixo do tapete”.“Você tem reconhecido, praticamente confessado, a relação entre familiares do ministro Toffoli e familiares do ministro Alexandre com o grupo criminoso que comandava o Banco Master”, alegou Vieira.

O parlamentar ainda espera uma conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre o tema. Segundo Vieira, ele e Alcolumbre ainda não conversaram sobre o assunto. O recurso na Justiça seria em caso de Alcolumbre não ler o requerimento para a abertura dos trabalhos da comissão.

Nos últimos meses, a condução do caso do Banco Master no STF gerou questionamentos sobre a imparcialidade de magistrados da Corte, sobretudo devido às suspeitas de envolvimento de Toffoli e Moraes com Daniel Vorcaro, o dono da instituição.

O parlamentar reforçou que não está sendo feita uma condenação prévia dos ministros e que é necessário ter cautela e muita responsabilidade. “Esses fatos demandam uma apuração”, afirmou.

Vieira foi questionado sobre a chance do recurso no STF ser negado pelo “corporativismo” entre ministros da Corte. O senador respondeu que os magistrados “responderão na história para cada ato que adotarem”.

Senado tem assinaturas para CPI

O senador informou nessa segunda-feira (9/3) que colheu as assinaturas necessárias para instaurar a CPI e que apresentou um requerimento na última sexta-feira (6/3) para abertura da comissão.

Depois da apresentação do pedido de CPI, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), precisa ler o requerimento em uma sessão da Casa. Assim, ele determina que os partidos indiquem os nomes que vão compor a comissão.

Além de ter a assinatura de ao menos 27 assinaturas, para uma CPI avançar ela precisa ter um fato determinado, com objeto claro e específico. Não existe prazo para o presidente do Senado ler o requerimento de abertura.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Oposição aciona STF para que Alcolumbre crie CPMI do Banco Master

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A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (10/3), que entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), crie uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master.

O requerimento foi protocolado em fevereiro pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), mas, para que a CPMI seja formalmente criada, Alcolumbre precisa convocar uma sessão conjunta do Congresso, com deputados e senadores, e ler o pedido em plenário. O senador, entretanto, tem postergado uma decisão sobre o tema.

“O que falta é que Alcolumbre faça a sessão do Congresso Nacional, porque é assim que define o regimento interno: na próxima sessão deve ser feita a leitura para a instalação automática, é esse o termo. E o que estamos vendo é uma blindagem ocorrendo, que já ocorria no Supremo Tribunal Federal”, declarou Jordy a jornalistas na Câmara.

Outros pedidos, entretanto, também estão pendentes de análise por Alcolumbre. Nessa segunda-feira (9/3), o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou um requerimento para que uma CPI do Senado investigue a relação dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro, que foi dono do Master.

A oposição também pressiona pelo impeachment de Alexandre de Moraes, que acumula dezenas de pedidos parados no Senado. Os parlamentares, entretanto, dizem descartar que Alcolumbre paute um pedido de destituição de um ministro do STF, algo inédito no país. Avaliam que eventuais descobertas em uma CPI seriam o caminho.

“São inúmeros crimes que recaem sobre Alexandre de Moraes (…) O impeachment é pouco, mas tenho certeza de que é o caminho para que ele saia do STF e, logo depois, possa ser preso. E vá para a lata de lixo da história”, declarou Jordy.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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