Cotidiano
Brasil estreia com derrota para a Itália no vôlei masculino
Time brasileiro não perdia em estreias desde Atlanta-1996
Darlan ataca na estreia do Brasil no vôleiFoto: Alexandre Loureiro/COB
Paris – A seleção masculina de vôlei do Brasil estreou com derrota para a Itália na manhã deste sábado (27). A partida abriu as atividades do Grupo B na competição realizada na Arena Paris Sul 1, montada no Paris Expo Porte de Versailles. Os italianos fecharam o duelo em 3 sets a 1.
O vôlei masculino brasileiro não perdia em estreias olímpicas desde Atlanta-1996. Por outro lado, o time treinado por Bernardinho já havia perdido para os italianos em 2024. Pela Liga das Nações, em maio, o confronto terminou em 3 sets a 2. Parciais foram de 25/23, 27/23, 18/25 e 25/22.
Virada italiana no 1º set
Sem Alan, poupado por lesão na panturrilha o time titular veio com Bruninho, Leal, Lucão, Lucarelli, Flavio, Darlan e Thales (líbero). O Brasil saiu na frente do placar com Leal. O ponteiro sofreu um entorse em treinamento na última semana, mas iniciou a partida e contribuiu com um ace que levou a partida ao 4 a 1. A vantagem obrigou o técnico italiano Ferdinando De Giorgi a pedir tempo.
O adversário melhorou e empatou a partida em 6 a 6. Com a passagem de Lucarelli, o time brasileiro voltou a abrir vantagem. Darlan foi um dos mais acionados e teve 100% de aproveitamento nos cinco primeiros ataques.
Já a Itália concentrou as ações nas pontas, com Michieletto e Romano, que marcaram todos os pontos de ataque até os italianos chegarem aos 16 pontos. Foi a partir deste momento que os europeus cresceram na partida e chegaram ao empate em 19 a 19.
Cachopa, Adriano e Honorato entraram na rotação, mas o duelo continuou parelho. Após alguns erros no passe, os italianos passaram à frente e fecharam a primeira parcial em 25 a 23.
Polêmica e reviravoltas
A Itália começou o segundo set como terminou o primeiro: com intensidade. Chegou a 5 a 1 no placar e obrigou Bernardinho a pedir tempo. O time brasileiro se recuperou e empatou em 7 a 7.
O capitão Simone Giannelli contestou algumas decisões, e a equipe sofreu uma advertência. Mas foi uma decisão contra o Brasil que gerou comoção na quadra, após o árbitro marcar um toque de Darlan após um bloqueio em que a bola caiu fora. Logo a seguir, a Itália abriu quatro pontos e chegou a 17 a 13, antes de novo tempo técnico brasileiro.

Itália x Brasil perfilados para a estreia no vôlei, Foto: Lukas Kenji
O Brasil cresceu no fim do segundo set, com Honorato em quadra, após uma boa passagem de Flavio no saque. A Itália chegou a abrir 24 a 21, mas tomou a virada. O time teve a oportunidade de fechar a parcial, mas o camisa 8 desperdiçou o saque. A Itália virou novamente e fechou a parcial em 27 a 25. A eficiência no bloqueio foi o diferencial, com 9 a 1 a favor da Itália.
O destaque do lado brasileiro foi a estreia de Lukas Bergmann. O ponteiro é o mais jovem do grupo, com 20 anos.
Recuperação
Com erros dos dois lados e a vibração de Darlan, o Brasil abriu com 5 a 2 até o primeiro tempo técnico. O oposto continuou sendo acionado com frequência, de forma que o time verde-amarelo manteve uma vantagem de 6 pontos em boa parte do set.
A energia do camisa 28 contagiou a torcida e culminou em bons momentos para o Brasil. Lucão finalmente fez o bloqueio funcionar, enquanto a Itália perdeu a eficiência no saque e nos contra-ataques. O set se encaminhou com tranquilidade e foi fechado em 25 a 18.
Aces e bloqueios
A quarta parcial foi a que teve início mais equilibrado, com o empate sempre figurando no placar até os 8 a 8. As coisas mudaram de figura com a passagem do canhoto Yuri Romano no saque. A Azzurra chegou a três aces na primeira metade do set.
Após erros de ataque, o Brasil contagiou o ginásio após pontuar em um rali com defesas difíceis. A esta altura, o time brasileiro chegou ao 13º ponto, contra 15 da Itália.
Gianelli diversificou no levantamento e a Itália chegava aos pontos com mais naturalidade. Com mais eficiência no bloqueio, os europeus fecharam o 4º set em 25 a 22.
Como venceu um set, o Brasil ficam sem pontos, enquanto os italianos têm 3 pontos no Grupo B, que é formado ainda por Egito e Polônia.
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Faculdades de medicina têm até sexta para aderir ao Bolsa Permanência
Para as universidades públicas federais estão disponíveis 375 vagas, distribuídas em 37 campi de 32 instituições de ensino superior públicas

O programa busca reduzir desigualdades sociais ao contribuir para a permanência e a diplomação de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Foto: captada
As instituições de ensino superior (IES) públicas e privadas que oferecem cursos de graduação em medicina pelo Programa Mais Médicos têm até as 23 horas e 59 minutos de sexta-feira (13), no horário de Brasília, para aderir ao Programa Bolsa Permanência (PBP-PMM), do Ministério da Educação (MEC).
A adesão da instituição deve ser formalizada pelo representante legal da instituição (reitor) ou da mantenedora, diretamente no Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP). É preciso ter conta na plataforma Gov.br.
O programa busca reduzir desigualdades sociais ao contribuir para a permanência e a diplomação de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, matriculados em cursos de graduação presenciais e participantes do Mais Médicos.
O auxílio financeiro é de R$ 700 por mês para alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, a fim de garantir condições materiais para a conclusão do curso e diminuir a evasão escolar.
Bolsas
Para este ano, o MEC oferece 1,5 mil novas bolsas do Programa Bolsa Permanência do Programa Mais Médicos. Para custeá-las, a pasta fará um investimento anual de R$ 12,6 milhões.
No total, 25% bolsas são destinadas a estudantes de universidades federais e 75% para bolsistas integrais das instituições de ensino privadas.
Pelo critério de distribuição, do total de vagas ofertadas, 1.125 são para bolsistas de 59 instituições privadas de ensino superior. Para as universidades públicas federais estão disponíveis 375 vagas, distribuídas em 37 campi de 32 instituições de ensino superior públicas.
Cada instituição de ensino terá garantido o mínimo de três bolsas permanência.
O MEC esclarece que a distribuição das bolsas priorizou municípios com maiores índices de vulnerabilidade, com adoção de critérios diferenciados de pontuação e acréscimo de vagas para instituições de ensino superior localizadas na Amazônia Legal e em faixas de fronteira.
Seleção de estudantes
Os candidatos à Bolsa Permanência já podem se cadastrar ao processo de seleção, que deve ser feito exclusivamente pelo Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP). O prazo termina em 20 de fevereiro.
Para direcionar o benefício aos estudantes que mais precisam, os requisitos obrigatórios são:
- estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), com cadastro ativo e atualizado;
- ter renda bruta familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio;
- ter matrícula ativa em um curso de medicina em instituições que participam do Programa Mais Médicos;
- não ter concluído qualquer outro curso superior; e
- não ser beneficiários do programa de Bolsa Permanência em outra modalidade.
Para concorrer, é obrigatório que o estudante assine o termo de compromisso do programa federal, conforme estabelecido no edital nº 8/2026.
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Acre já registra 265 casos e três mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026
Notificações quase dobraram em relação ao mesmo período de 2025; estado está entre os que contrariam tendência nacional de queda

No Amazonas e Acre, o aumento é causado pela influenza A, que afeta jovens, adultos e idosos, e pelo vírus sincicial respiratório (VSR) que atinge principalmente crianças pequenas. Foto: captada
O Acre já contabiliza 265 notificações e três mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em menos de dois meses de 2026. Os óbitos ocorreram em Feijó, onde uma mulher de 59 anos e uma criança indígena de 6 anos faleceram na última semana de janeiro após infecção por influenza A e rinovírus.
Segundo a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), o número de notificações até o último domingo (8) é quase 100% maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 133 notificações até 9 de fevereiro. A coordenadora do Núcleo Epidemiológico de Feijó, Elaine Souza, informou que exames detectaram predominância de influenza.
Dados do Boletim InfoGripe da Fiocruz apontam que o Acre está entre os estados da região Norte que contrariam a tendência nacional de queda nas notificações, ao lado de Amazonas, Roraima e Rondônia. No Acre e no Amazonas, o aumento está relacionado aos vírus influenza A, que atinge jovens, adultos e idosos, e ao vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta principalmente crianças pequenas.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre (PNI), Renata Quiles, disse que a cobertura vacinal contra gripe está em apenas 22%. Com uma estimativa de vacinar 300 mil pessoas, o número de imunizados é de apenas 38 mil dentro do grupo prioritário.
“Então, isso nos preocupa, principalmente com o idoso, a gestante e a criança, que são os grupos de risco e a procura é cada vez menor”, disse.
No Acre, a campanha de vacinação contra a gripe ocorre no mês de setembro, devido às peculiaridades climáticas da região. Ainda conforme a Saúde, entre os principais vírus respiratórios estão: a Covid-19, influenza A, adenovírus e vírus sincicial respiratório e dezenas de notificações ainda estão em investigação.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre (PNI), Renata Quiles, disse que a cobertura vacinal contra gripe está em apenas 22%. Foto: captada
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Câmara aprova projeto que cria a Universidade Federal do Esporte
O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte

A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade. Foto: ilustrativa
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), com sede em Brasília, para atuar na área do conhecimento relativa à ciência do esporte. A proposta será enviada ao Senado.

O Projeto de Lei 6133/25 foi uma iniciativa do governo federal, apresentada no fim do ano passado. Na mesma época, o governo também anunciou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), cujo projeto segue em tramitação.
O texto aprovado em plenário é um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). Ele retirou do texto expressões como misoginia, racismo e gênero no trecho sobre as finalidades da nova universidade ligadas ao enfrentamento dessas questões no esporte.
Pela proposta, fica permitida a abertura futura de campi em outros estados.
O estatuto da nova autarquia definirá sua estrutura organizacional e forma de funcionamento, observado o princípio de não separação das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A instituição poderá utilizar formas alternativas de ingresso, estratégias de atendimento e fomento, respeitadas as normas de inclusão e de cotas.
“A criação da UFEsporte se justifica pelo fato de o Brasil carecer de profissionais qualificados nas áreas de gestão, ciência do esporte e políticas públicas, situação que contrasta com a reconhecida capacidade do país em descobrir grandes talentos esportivos”, destacou o relator, ao ler seu voto em plenário.
Além de outros bens, legados e direitos doados, a UFEsporte contará com bens móveis e imóveis da União que o projeto permite doar para a instituição começar a funcionar administrativamente. A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade; e de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades e organismos nacionais e internacionais.
Parte da receita de apostas em bets também poderá ser direcionada pelo Ministério do Esporte.
Segundo o que prevê o projeto, caberá ao governo federal nomear o reitor e o vice-reitor com mandato temporário até que a universidade seja organizada na forma de seu estatuto. Caberá ao reitor temporário estabelecer as condições para a escolha do reitor de acordo com a legislação.
Dentro de 180 dias da nomeação do reitor e vice-reitor temporários, a instituição enviará ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento geral.
“A oferta pública e gratuita de cursos de tecnólogos, graduação e pós-graduação, com abrangência em todas as regiões do país, enfocando a qualidade da formação de novos profissionais e assegurando condições de acesso e permanência a atletas estudantes, parece-nos bastante positiva e tende a suprir uma carência histórica dos profissionais do setor”, continuou o deputado Julio César Ribeiro, em seu voto.
Concurso público
Após autorização de lei orçamentária, a instituição poderá organizar concurso público de provas e de títulos para o ingresso na carreira de professor do magistério superior e na carreira de técnico-administrativo.
Para o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), a criação da universidade é muito mais uma demanda da sociedade do que iniciativa do governo.
“Isso vem sendo discutido há muito tempo. Todos os esportistas brasileiros pedem que essa universidade exista, inclusive como formadora de atletas e de diretrizes para o esporte brasileiro nas suas variadas modalidades”, disse.
Contrário à proposta, o deputado Alberto Fraga (PL-DF), vice-líder da oposição, afirmou que o projeto é “eleitoreiro e populista”.
“O governo anuncia a criação sem colocar um centavo no Orçamento. É marketing puro, é uma promessa vazia que gera manchete hoje e será esquecida amanhã”, disse.
A deputada Julia Zanatta (PL-SC) criticou o fato de o governo criar universidades sem conseguir manter as instituições de ensino já existentes.

A deputada Julia Zanatta (PL-SC)


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