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BNDES vai socorrer elétricas com R$ 3 bilhões
Bancos devem entrar com mais R$ 3,5 bilhões. Distribuidoras ameaçam aumentar contas de luz se não receberem ajuda
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve bancar parte do novo empréstimo de socorro às distribuidoras de energia elétrica, cerca de 3 bilhões de reais, segundo fontes que não quiseram se identificar. Outros 3,5 bilhões de reais deverão ser financiados pelo grupo de bancos que já financiaram o primeiro empréstimo ao setor. O ingresso do BNDES no pool deve ocorrer porque as instituições alegam que não têm margem para arcar com novo financiamento em valores tão elevados.
Antes mesmo de concretizada, a participação do BNDES já era criticada por economistas em razão de o banco ter recebido altos empréstimos do Tesouro com taxas subsidiadas. A crítica é de que é o próprio Tesouro que, em última instância, estaria bancando a operação, sem precisar usar recursos orçamentários que teriam impacto nas despesas e na meta fiscal.
Na reunião da última quinta-feira entre o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Caffarelli, e representantes dos bancos, chegou-se à conclusão que seriam necessários mais 6,5 bilhões de reais para ajudar as distribuidoras a pagarem suas contas. O desenho da operação e os valores ainda não estão fechados, mas o novo empréstimo ficará maior que o previsto. A expectativa inicial era de um empréstimo entre 2 bilhões e 3 bilhões de reais.
Com dificuldades financeiras, elas ameaçaram pedir reajustes extraordinários da conta de luz. Com medo de que a inflação ultrapasse o teto da meta deste ano (6,5%), o governo quer evitar que o aumento de custos das distribuidoras seja transferido para a tarifa ainda em 2014. Mas, se não houver definição para o problema até o fim do mês, as empresas que passaram por processos de reajuste neste ano poderão solicitar revisão tarifária extraordinária, ou seja, aumento extra, além do autorizado uma vez por ano.
Contexto – Como o leilão de contratação de energia – quando as geradoras vendem a eletricidade a ser produzida para as distribuidoras – do ano passado não atendeu toda a demanda do país, as concessionárias precisaram comprar mais energia no mercado à vista, a preços maiores do que os que são vendidos nos leilões. O chamado PDL (preço no mercado de curto prazo) disparou para o valor máximo de 822 reais o megawatt-hora (MWh) – em situações normais estaria em 100 reais por MWh. Além disso, como as chuvas fracas não encheram as reservas das usinas hidrelétricas, as térmicas precisaram ser acionadas. Essas usinas têm custo de produção bem maior do que outras fontes. Assim, a conta final das distribuidoras aumentou muito neste ano.
Foi então que, em abril, o governo, juntamente com um consórcio de dez bancos, decidiu disponibilizar um empréstimo de 11,2 bilhões de reais às distribuidoras, dinheiro que seria repassado, conforme a necessidade, pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Participaram do arranjo: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander Brasil, Citibank, BTG Pactual, Bank of America Merrill Lynch, JPMorgan e Credit Suisse. Acontece que, mesmo com um leilão emergencial em abril, os recursos que deveriam cobrir a exposição das empresas até o fim do ano terminaram em junho.
Leia ainda: União cobra dívidas de R$ 3,1 bi de empresas da área de energia
Aneel: conta de luz pode subir em agosto se não houver solução para gastos das elétricas
Crise generalizada – As chances de o Brasil enfrentar um novo racionamento este ano diminuíram, mas a crise financeira que assola o setor elétrico a cada dia ganha contornos mais preocupantes. Em um ano e meio, o segmento deixou de ser autossuficiente e passou a depender de medidas paliativas do governo federal para fechar as contas do mês. O problema começou com as distribuidoras, mas já ameaça geradores, comercializadores e grandes consumidores que não têm conseguido pagar a conta de luz por causa da alta dos preços no mercado à vista (PLD). Até agora o cliente residencial foi poupado, mas, a partir de 2015, pagará boa parte da fatura gerada pela crise atual.
A Aneel já adiou a liquidação dos débitos das empresas referente às operações de maio do dia 11 para 31 de julho, de modo a ganhar tempo para chegar a uma nova solução. Deverão ser pagos até o fim do mês 1,3 bilhão de reais à CCEE. Se as empresas não pagarem, todos os outros integrantes da Câmara terão de dividir o valor entre si, o que aumenta o risco de outras empresas terem problemas financeiros.
Para tumultuar ainda mais o setor, a Santo Antônio Energia (dona da Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira) entrou na Justiça para suspender o pagamento da liquidação de maio na CCEE. Com as obras atrasadas, a empresa precisa comprar energia no mercado à vista para honrar os contratos. Em abril, a conta da geradora ficou em 400 milhões de reais.
Em paralelo, consumidores deixaram de pagar 196 milhões de reais em abril e 117 milhões de reais em maio, valores que estão sendo divididos pelos integrantes da CCEE. Até o início do mês, oito empresas já haviam sido desligadas da Câmara por falta de pagamento. Em 2013, foram 19. Muitas pararam de produzir por falta de energia, como o caso da fábrica da Italmagnésio Nordeste, instalada na cidade de Várzea da Palma (MG).
(com Estadão Conteúdo)
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Ufac abre seleção para professor substituto do Colégio de Aplicação com salário de até R$ 5,5 mil
Inscrições vão até 8 de janeiro; são cinco vagas em cadastro de reserva, com prioridade para pedagogos. Prova será presencial em Rio Branco

A remuneração varia conforme a carga horária. Para 20 horas semanais, o valor bruto é de R$ 3.677,93; para 40 horas, R$ 5.501,60, já incluídos vencimento básico e auxílio-alimentação. Foto: captada
A Universidade Federal do Acre (Ufac) publicou edital de processo seletivo simplificado para a formação de cadastro de reserva de professor substituto do Colégio de Aplicação. As inscrições devem ser feitas pela internet, até dia 8 de janeiro de 2026, com taxa de R$ 80 — há possibilidade de isenção para inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea.
São cinco vagas na área de Magistério da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, sendo três de ampla concorrência, uma para pessoa com deficiência e uma para candidatos negros. A exigência é licenciatura em Pedagogia. A jornada pode ser de 20 ou 40 horas semanais, com remuneração bruta de R$ 3.677,93 (20h) ou R$ 5.501,60 (40h), incluindo vencimento e auxílio-alimentação.
As provas serão presenciais e aplicadas apenas em Rio Branco. O processo visa contratação temporária, por até dois anos, sem vínculo efetivo. A lista preliminar de inscritos será divulgada em 12 de janeiro, e o resultado final está previsto para 14 de janeiro de 2026.
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Atestado médico de papel segue sendo aceito em 2026
Os atestados médicos de papel continuarão a ter validade em 2026. O Conselho Federal de Medicina (CFM) afirma que não é verdade que que somente atestados digitais serão válidos

O Atesta CFM foi criado como um reforço antifraudes de atestados. No início deste ano, foi publicada uma reportagem que mostrava que atestados médicos vem sendo vendidos em grupos nas redes sociais. Foto: captada
Os atestados médicos de papel continuarão a ter validade em 2026. O Conselho Federal de Medicina (CFM) afirma que não é verdade que que somente atestados digitais serão válidos a partir de 2026.
Desde o fim do ano passado, as redes sociais foram tomadas por fake news e publicações que diziam que, a partir de março do ano que vem, os empregadores passariam a aceitar apenas atestados digitais, já que o documento de papel não teria mais validade perante o Conselho.
O CFM publicou uma nota que esclarece que “atestados médicos físicos (em papel) e digitais seguem válidos e plenamente aceitos em todo o território nacional, visto que não há qualquer mudança na legislação (…) que determine a emissão exclusiva de atestados por meio digital.”
Plataforma antifraude
O Conselho Federal de Medicina criou o Atesta CFM, uma plataforma digital para emitir, validar e verificar atestados médicos, com o intuito de combater as fraudes envolvendo os documentos. Atualmente, a plataforma está suspensa por decisão judicial.
O Atesta CFM foi criado como um reforço antifraudes de atestados. No início deste ano, o g1 publicou uma reportagem que mostrava que atestados médicos vem sendo vendidos em grupos nas redes sociais. Inclusive, usando de forma criminosa o carimbo de médicos.
Com a plataforma, toda vez que um atestado for emitido, o médico responsável receberá um e-mail que avisará sobre a movimentação.
Assim, o recurso permitirá que o profissional descubra com rapidez se um atestado for emitido em seu nome sem sua validação, por exemplo, evitando documentos falsos.
A ideia é que uso da plataforma pelos médicos seja obrigatória. Ou seja, todos vão emitir digitalmente. No entanto, isso não suspende a validade do atestado de papel — que vai seguir sendo feito.
O sistema vai permitir ainda a emissão de qualquer tipo de atestado, não só aqueles de afastamento, mas também de saúde ocupacional e homologação de documentos.
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Quem trabalha mais? Levantamento revela os deputados do Acre mais atuantes em 2025
Quando o assunto é o volume total de trabalho (incluindo indicações, requerimentos e projetos), Socorro Neri lidera com folga, acumulando 1.012 proposições desde o início do mandato

Um levantamento exclusivo solicitado pelo ContilNet revela o desempenho dos oito deputados federais do Acre ao longo da legislatura, com foco especial no ano de 2025. Os dados, atualizados até 16 de dezembro, cruzam índices de presença em plenário, produção legislativa e o uso de verbas públicas.
No quesito presença, a deputada Socorro Neri (PP) alcançou a marca histórica de 100% de assiduidade em 2025. Ela é seguida de perto pelo Coronel Ulysses (União), que registrou 99,15% de presença no mesmo período.
| Ranking | Deputado (a) | Presença 2025 (%) | Produção Total (2025) | Produção (Recorte *) |
| 1º | Socorro Neri |
100,00% 1
|
400 2
|
256 3
|
| 2º | Coronel Ulysses |
99,15% 4
|
143 5
|
61 6
|
| 3º | Zé Adriano |
95,76% 7
|
177 8
|
37 9
|
| 4º | Roberto Duarte |
96,61% 10
|
200 11
|
108 12
|
| 5º | Zezinho Barbary |
95,76% 13
|
82 14
|
49 15
|
| 6º | Eduardo Velloso |
94,92% 16
|
77 17
|
46 18
|
| 7º | Meire Serafim |
91,53% 19
|
163 20
|
121 21
|
| 8º | Antônia Lúcia |
91,53% 22
|
438 23
|
63 24 |
Produção legislativa
Quando o assunto é o volume total de trabalho (incluindo indicações, requerimentos e projetos), Socorro Neri lidera com folga, acumulando 1.012 proposições desde o início do mandato. Em 2025, ela bateu seu próprio recorde anual com 400 novos registros.

Socorro Neri/Foto: Reprodução
A deputada Antônia Lúcia (Republicanos) aparece na vice-liderança do total acumulado (769), impulsionada por uma forte atuação em 2025, onde registrou 438 proposições — o maior número individual de um parlamentar em um único ano.

Deputada Antônia Lúcia/Foto: Reprodução
Para detalhar a Produção Legislativa da bancada do Acre, os dados foram organizados em duas perspectivas: o volume total (que inclui todas as movimentações e indicações) e o recorte de proposituras específicas (focado em projetos, PECs e relatorias).
| Ranking | Deputado/a | 2023 | 2024 | 2025 | Total Acumulado |
| 1º | Socorro Neri | 379 | 233 | 400 |
1.012 3
|
| 2º | Antônia Lúcia | 268 | 63 | 438 |
769 4
|
| 3º | Roberto Duarte | 384 | 155 | 200 |
739 5
|
| 4º | Coronel Ulysses | 353 | 119 | 143 |
615 6
|
| 5º | Meire Serafim | 352 | 99 | 163 |
614 7
|
| 6º | Eduardo Velloso | 306 | 37 | 77 |
420 8
|
| 7º | Zezinho Barbary | 254 | 49 | 82 |
385 9
|
| 8º | Zé Adriano | – | – | 177 |
177 10 |
O que eles produzem?
Ao filtrar apenas por proposituras como Projetos de Lei (PL), PECs e Pareceres de Relator, o ranking ganha um novo contorno:
-
Socorro Neri: 734 proposições
-
Roberto Duarte: 516 proposições
-
Meire Serafim: 501 proposições
No detalhamento, Roberto Duarte e Socorro Neri empatam no número de Projetos de Lei (PL) apresentados no acumulado, com 48 e 40 projetos, respectivamente.
Gastos parlamentares
O levantamento também traz a transparência sobre o uso da Cota Parlamentar e Verba de Gabinete em 2025. O deputado Zezinho Barbary (PP) figura no topo dos gastos totais, somando R$ 1.972.443,14 entre cota e verba de gabinete.

Deputado Zezinho Barbary/Foto: Reprodução
No extremo oposto, a deputada Socorro Neri foi a parlamentar que menos custou aos cofres públicos no ano, com um gasto total de R$ 1.862.326,61.
| Ranking de Gasto | Deputado/a | Cota Parlamentar (R$) | Verba de Gabinete (R$) | Total Geral (R$) |
| 1º | Zezinho Barbary |
520.486,23 27
|
1.451.956,91 28
|
1.972.443,14 29
|
| 2º | Coronel Ulysses |
519.571,25 30
|
1.445.394,23 31
|
1.964.965,48 32
|
| 3º | Meire Serafim |
504.215,57 33
|
1.453.147,99 34
|
1.957.363,56 35
|
| 4º | Eduardo Velloso |
525.676,24 36
|
1.425.972,47 37
|
1.951.648,71 38
|
| 5º | Antônia Lúcia |
564.892,67 39
|
1.374.304,63 40
|
1.939.197,30 41
|
| 6º | Zé Adriano |
581.215,39 42
|
1.331.201,08 43
|
1.912.416,47 44
|
| 7º | Roberto Duarte |
566.808,74 45
|
1.339.199,68 46
|
1.906.008,42 47
|
| 8º | Socorro Neri |
448.369,90 48
|
1.413.956,71 49
|
1.862.326,61 50 |


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