Cotidiano
“Bebê com lesões graves é transferida para Manaus em UTI aérea; diagnóstico entre doença rara e queimadura ainda divide médicos”
Aurora Maria, recém-nascida, levada ao Centro de Queimados após banho em hospital no Acre; exames decisivos só saem em 40 dias, enquanto família aguarda respostas

A bebê Aurora Maria, recém-nascida que sofreu lesões graves na pele após um banho no Hospital da Mulher e da Criança de Cruzeiro do Sul, foi transferida para Manaus. Foto: cedida
Com Notícias do Juruá
A recém-nascida Aurora Maria foi para o Centro de Tratamento de Queimados de Manaus em uma UTI aérea, após sofrer lesões graves na pele durante um banho no Hospital da Mulher e da Criança de Cruzeiro do Sul (AC). A decisão, confirmada pelo secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, foi tomada como medida preventiva devido à gravidade do caso, que ainda não tem diagnóstico fechado.
Enquanto especialistas avaliam se as feridas são resultado de queimadura ou de epidermólise bolhosa— uma rara doença genética que torna a pele extremamente frágil —, a família aguarda ansiosa por respostas. O exame definitivo, enviado a um laboratório em São Paulo, só deve ter resultado em 40 dias, prolongando a angústia sobre o que realmente aconteceu com a bebê.

Recém-nascida que sofreu lesões graves na pele após um banho no Hospital da Mulher e da Criança de Cruzeiro do Sul, foi transferida para o Centro de Tratamento de Queimados de Manaus.
A medida foi confirmada pelo secretário de Estado de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, como uma ação preventiva diante da gravidade do caso.
A transferência ocorre enquanto ainda não há confirmação do diagnóstico: os médicos trabalham com a suspeita de epidermólise bolhosa — uma condição genética rara que fragiliza a pele — mas não descartam que as lesões tenham sido causadas por queimadura. O exame que pode esclarecer o caso, o resultado deve sair em até 40 dias.
No entanto, a Secretaria de Saúde decidiu não esperar a conclusão para iniciar o tratamento especializado
“A gente quer fazer tudo para que ela vá hoje ainda. Ela vai de UTI no ar, não tem condições dela ir de uma outra forma, não”, afirmou Pascoal.
A bebê estava internada na UTI neonatal do Hospital da Criança de Rio Branco, onde estava entubada, em estado estável, mas necessitando de cuidados intensivos. Segundo relato dos pais, o banho que causou os ferimentos foi dado momentos antes da alta hospitalar. O pai, Marcos Oliveira, afirmou que a água utilizada estava quente e que os ferimentos apareceram logo após o banho.
Aurora será acompanhada pelos pais durante o traslado aéreo para a capital amazonense. Ela deve receber atendimento imediato por uma equipe especializada em queimaduras assim que chegar ao destino.
“A lesão tem todas as características de uma queimadura de terceiro grau. É grave, sim, e há risco real de necrose e até amputação se não houver uma abordagem médica rápida e correta”, afirmou um dos especialistas ouvido pelo jornal Notícias do Juruá.
O secretário afirmou que a transferência é “preventiva”, mas a demora na conclusão do caso levanta questionamentos sobre a qualidade do atendimento inicial. Enquanto isso, Aurora seguirá em observação em Manaus, onde receberá cuidados especializados.
Técnica de enfermagem responsável por banho de bebê é afastada e processo administrativo é aberto
A técnica de enfermagem responsável por dar banho na bebê Aurora, que está internada, com suspeita de queimaduras graves, no Hospital da Criança, foi afastada preventivamente de suas funções. A informação foi confirmada pelo secretário de Estado de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, que também anunciou, nesta terça-feira, 24, a abertura imediata de um processo administrativo disciplinar (PAD) para apuração do caso.

Uma imagem forte e exclusiva, enviada à redação do Notícias do Juruá, mostra com clareza a queimadura de terceiro grau nos pés da pequena Aurora Maria. Foto: cedidas
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Cotidiano
14 pessoas são condenadas por desvio milionário de combustíveis no Iapen
Segundo os autos do processo, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em R$ 4,3 milhões, em um dos maiores casos de fraude já apurados envolvendo a autarquia

Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, cerca de dois mil litros de combustíveis, 12 veículos e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro. Foto: captada
Matheus Mello
As investigações da Polícia Civil do Acre resultaram na condenação de 14 pessoas envolvidas em um esquema de desvio de combustíveis do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen). Segundo os autos do processo, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em R$ 4,3 milhões, em um dos maiores casos de fraude já apurados envolvendo a autarquia. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (5).
O grupo foi alvo da Operação Ouro Negro, deflagrada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que desarticulou uma associação criminosa responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês. A investigação começou após a identificação de um consumo de combustível muito acima dos padrões históricos e incompatível com a frota de veículos do Iapen.
As apurações apontaram que o então chefe do setor de transportes do instituto, ocupante de cargo comissionado, liderava o esquema. De acordo com a investigação, um segundo envolvido ficava responsável pela revenda do combustível desviado, enquanto outro atuava na captação de fazendeiros e empresários interessados em adquirir o produto por valores muito abaixo do mercado. À época, o litro do óleo diesel chegou a ser vendido por R$ 1,50.
Consta no processo que os desvios ocorreram entre 2018 e 2021. Para tentar dar aparência de legalidade à prática, um dos réus, identificado como J.J.P., emitia notas fiscais fictícias no sistema financeiro do Iapen. Em novembro de 2021, a Polícia Civil deflagrou a operação, cumprindo dois mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão.
Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, cerca de dois mil litros de combustíveis, 12 veículos e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro. Também houve o bloqueio de contas bancárias dos investigados. Ao final do processo, a Vara de Delitos de Organizações Criminosas julgou procedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre, condenando os 14 réus pelos crimes de associação criminosa, peculato-desvio e receptação.
O coordenador da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), delegado Pedro Paulo Buzolin, destacou a importância do resultado alcançado. “Esse resultado é fruto de um trabalho técnico, persistente e integrado da Polícia Civil. A investigação conseguiu desmontar uma estrutura criminosa que causou um prejuízo milionário ao Estado e mostrar que desvios de recursos públicos não ficarão impunes. É uma resposta clara à sociedade de que o crime organizado e a corrupção serão combatidos com rigor”, afirmou.

A investigação começou após a identificação de um consumo de combustível muito acima dos padrões históricos e incompatível com a frota de veículos do Iapen. Foto: captada
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Empresários e fazendeiros compravam combustíveis desviados do Iapen em esquema milionário
A associação criminosa foi responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês

A associação criminosa foi responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês. Foto: captada
Matheus Mello
A Polícia Civil do Acre revelou nesta quinta-feira (5) que 14 pessoas foram condenadas por um esquema de desvio de combustíveis do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen). De acordo com as investigações, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em R$ 4,3 milhões, em um dos maiores casos de fraude já apurados na instituição.
A investigação começou após a identificação de um consumo de combustível muito acima dos padrões históricos e incompatível com a frota de veículos do Iapen.
As apurações apontaram que o então chefe do setor de transportes do instituto, ocupante de cargo comissionado, liderava o esquema. De acordo com a investigação, um segundo envolvido ficava responsável pela revenda do combustível desviado, enquanto outro atuava na captação de fazendeiros e empresários interessados em adquirir o produto por valores muito abaixo do mercado. À época, o litro do óleo diesel chegou a ser vendido por R$ 1,50.
A associação criminosa foi responsável por desviar, em média, cerca de 10 mil litros de gasolina e óleo diesel por mês. Segundo a polícia, os desvios ocorreram entre 2018 e 2021. Para tentar dar aparência de legalidade à prática, um dos réus, identificado como J.J.P., emitia notas fiscais fictícias no sistema financeiro do Iapen. Em novembro de 2021, a Polícia Civil deflagrou a operação, cumprindo dois mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão.
Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, cerca de dois mil litros de combustíveis, 12 veículos e aproximadamente R$ 30 mil em dinheiro. Também houve o bloqueio de contas bancárias dos investigados. Ao final do processo, a Vara de Delitos de Organizações Criminosas julgou procedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre, condenando os 14 réus pelos crimes de associação criminosa, peculato-desvio e receptação.
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Polícia Civil recupera 54 botijas de gás em menos de 24 horas em Cruzeiro do Sul
Todo o material recuperado foi devidamente restituído ao legítimo proprietário, reduzindo de forma significativa os prejuízos causados pela ação criminosa

Durante a operação, foi preso em flagrante por receptação o nacional F. C. S. O., que foi conduzido à Delegacia de Polícia para a adoção das providências legais cabíveis. Foto: captada
A atuação conjunta de dois núcleos estratégicos da Polícia Civil do Acre — o Núcleo Especializado em Investigação Criminal (NEIC) e o Núcleo Especializado em Investigação de Crimes Patrimoniais (NEPATRI) — resultou em uma resposta rápida e eficiente no combate aos crimes patrimoniais em Cruzeiro do Sul.
Após o registro de um furto ocorrido em um estabelecimento comercial do município, as equipes iniciaram diligências investigativas pautadas na integração operacional, troca contínua de informações e trabalho técnico especializado, o que possibilitou, em menos de 24 horas, a localização da maior parte dos objetos subtraídos.
Como resultado da ação policial, os investigadores chegaram a três locais distintos, situados nos bairros Cruzeirão, Remanso e São José, onde foi possível apreender 54 das 59 botijas de gás furtadas. Todo o material recuperado foi devidamente restituído ao legítimo proprietário, reduzindo de forma significativa os prejuízos causados pela ação criminosa.
Durante a operação, foi preso em flagrante por receptação o nacional F. C. S. O., que foi conduzido à Delegacia de Polícia para a adoção das providências legais cabíveis.
A Polícia Civil informa que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os autores do furto, reforçando o compromisso institucional com a elucidação completa dos fatos.
A ação evidencia a importância da atuação integrada entre núcleos especializados da Polícia Civil, confirmando que o trabalho coordenado, técnico e estratégico é fundamental para o enfrentamento eficaz da criminalidade.
A Polícia Civil do Acre reafirma seu compromisso com a segurança da população, a defesa do patrimônio e o combate contínuo ao crime, atuando de forma firme, integrada e eficiente em benefício da sociedade.

A Polícia Civil informa que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os autores do furto. Foto: captada

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