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Assembleia Legislativa promove audiência pública para discutir a LDO de 2026

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A Assembleia Legislativa do Acre realizou, na manhã desta segunda-feira (7), uma audiência pública para discutir o Projeto de Lei nº 72/2025, que trata das Diretrizes Orçamentárias do Estado para o exercício de 2026. O texto, de autoria do Poder Executivo, projeta uma Receita Corrente Líquida (RCL) de R$ 10,7 bilhões, com um Produto Interno Bruto (PIB) estadual estimado em R$ 28,9 bilhões. O déficit primário previsto é de R$ 242,9 milhões, o que representa 0,84% do PIB e 2,26% da RCL. Já as despesas primárias totais estimadas para o ano são de R$ 12,37 bilhões (sem considerar fontes RPPS), podendo chegar a R$ 12,70 bilhões com a inclusão dessas fontes, conforme aponta o Anexo de Metas Fiscais.

O deputado Tadeu Hassem (Republicanos), que presidiu a audiência pública, ressaltou a importância do debate como instrumento de participação popular e respeito às normas constitucionais. “Quero agradecer a Deus por essa oportunidade tão especial. Essa é a Casa do Povo, e todos são muito bem-vindos. Estamos aqui cumprindo o que determina a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei de Responsabilidade Fiscal. O objetivo dessa audiência é ouvir a sociedade e discutir coletivamente o Projeto de Lei nº 72/2025, que trata das diretrizes orçamentárias do Estado para o exercício de 2026”, declarou.

Deputado Tadeu Hassem (Republicanos), que presidiu a audiência pública

O secretário Luiz Calixto, que representou o Governo do Estado na audiência, reforçou a importância da participação popular nas decisões orçamentárias e destacou a evolução do processo de planejamento. “A Assembleia Legislativa cumpre um papel fundamental ao abrir espaço para a sociedade discutir a LDO. Hoje, temos um governo que dialoga, que planeja com responsabilidade e que tem compromisso com o equilíbrio fiscal. É importante destacar que, mesmo diante das limitações orçamentárias, o Acre avançou em áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública. O esforço conjunto das secretarias, liderado pela Seplan e Sefaz, tem garantido mais eficiência na aplicação dos recursos. Essa audiência é um reflexo do amadurecimento institucional do nosso Estado”, pontuou o gestor.

O procurador-geral de Justiça, Danilo Lovisaro, afirmou que esta será sua última participação na discussão do orçamento enquanto chefe do Ministério Público, e ressaltou o empenho da instituição em deixar um legado sólido para a próxima gestão. “Aprendi muito ao longo desses anos, e dessa vez tem uma peculiaridade, eu estou discutindo uma proposta no que diz respeito ao MP, para um próximo gestor. No ano que vem não serei mais eu, pois em janeiro terminam meus quatro anos de mandato. Mas estamos trabalhando intensamente para que esse orçamento que está sendo debatido, essa proposta orçamentária que vai ser apresentada ao Executivo, seja a melhor que eu pude fazer durante esses quatro anos.”

Secretário Luiz Calixto, que representou o Governo do Estado na audiência, reforçou a importância da participação popular nas decisões

O secretário adjunto da Sefaz, Clóvis Gomes, explicou o papel da secretaria na construção e execução do orçamento, destacando a importância dos benefícios fiscais para a atração de investimentos e fortalecimento da economia local. “Nossa função é repassar números, auxiliar na construção e depois na execução do orçamento, acompanhando receita e despesa. Também temos o papel de subsidiar informações e colaborar na execução da política fiscal. Em relação aos benefícios fiscais, é importante lembrar que todos os estados os utilizam. No caso do Acre, há situações em que a não concessão desses incentivos inviabilizaria setores estratégicos. Um exemplo recente foi a discussão sobre os frigoríficos: se o Estado não concede o benefício, o abate pode ser feito em outra unidade da federação, e perdemos emprego e renda. A ideia é atrair empresas, gerar desenvolvimento econômico e, futuramente, ampliar nossa arrecadação.”

O secretário de Planejamento, Ricardo Brandão, destacou a importância da participação popular e da transparência na gestão orçamentária do Estado. “Percebo que a Secretaria de Planejamento está conseguindo cumprir seu papel de estimular o desenvolvimento da cultura de planejamento e a transparência na gestão dos recursos públicos. Quando vemos essa Casa lotada, é sinal de que algo está acontecendo, e para melhor”, disse.

Conselheira do Tribunal de Contas do Acre, Naluh Gouveia.

Ele também parabenizou a conselheira Naluh Gouveia pela realização das oficinas sobre orçamento público e sugeriu que novas capacitações sejam ofertadas a sindicatos e associações. “Quanto mais conhecimento nossos trabalhadores e entidades tiverem, melhor será a qualidade do debate.” Ao concluir, lembrou que os servidores públicos tiveram, em 2023, um reajuste de 20,32%, parcelado em 5,08% ao ano, percentual acima da média inflacionária, o que evidencia, segundo ele, o compromisso do governo com a valorização do funcionalismo.

LDO 2026 projeta crescimento moderado de arrecadação e mantém foco em serviços essenciais

Durante o debate, foram apresentados os principais pontos da proposta, que define as metas fiscais, as prioridades da administração pública estadual e os parâmetros para a elaboração do orçamento do próximo ano. As áreas estratégicas que terão prioridade na alocação de recursos em 2026 são: desenvolvimento humano; produção, meio ambiente e povos indígenas; infraestrutura; cultura e turismo; ambiente de negócios, empreendedorismo e inovação; e gestão institucional e governança.

O Anexo de Metas Fiscais do projeto estima uma Receita Corrente Líquida de aproximadamente R$ 10,7 bilhões em 2026, com um PIB estadual projetado em R$ 28,9 bilhões. Ainda segundo o documento, o resultado primário previsto para o Estado é de déficit de R$ 242,9 milhões, o que representa 0,84% do PIB e 2,26% da RCL.

A proposta também traz os valores estimados para áreas essenciais. A saúde deve receber R$ 1.095.309.673, respeitando o mínimo constitucional de 12% da Receita Corrente Líquida. Já a educação contará com R$ 1.730.420.723, conforme exigido pelo mínimo de 25% das receitas vinculadas. Para a segurança pública, o valor previsto é de R$ 749.744.907, destinado a custeio, investimentos e demais ações do setor.

Além disso, o projeto estabelece uma reserva de contingência de, no mínimo, 1% da Receita Corrente Líquida, destinada a cobrir riscos fiscais e eventos imprevistos. Também foram abordados os riscos fiscais relacionados à arrecadação do ICMS, que é responsável por mais de 67% da receita tributária estadual, e os impactos potenciais da reforma tributária e de alterações legislativas e judiciais.

A LDO ainda disciplina a execução obrigatória das emendas parlamentares, fixadas em 6,80% da receita tributária efetivamente realizada no exercício anterior. Deste total, no mínimo 50% devem ser destinados às áreas de saúde, educação, cultura, assistência social, esporte, infraestrutura e segurança pública.

Por fim, o projeto define os percentuais da Receita Líquida a serem repassados aos Poderes e instituições autônomas em 2026: Assembleia Legislativa (6,26%), Ministério Público (5%), Tribunal de Justiça (9,75%), Tribunal de Contas (2,3%) e Defensoria Pública (1,5%).

Servidores públicos defendem redistribuição do orçamento e criticam repasses excessivos a outros poderes

Representantes da Frente de Sindicatos apresentaram uma proposta de redistribuição dos duodécimos repassados aos poderes. A medida tem como objetivo ampliar a capacidade orçamentária do Poder Executivo para investir em valorização dos servidores públicos, especialmente os que recebem apenas um salário mínimo.

A proposta sugere a redução do percentual destinado à Assembleia Legislativa de 6,26% para 5,5%, ao Tribunal de Justiça de 9,75% para 8,5%, ao Tribunal de Contas de 2,3% para 1,8%, ao Ministério Público de 5% para 4%, e à Defensoria Pública de 1% para 0,8%. Com essa redistribuição, o Executivo passaria a contar com um acréscimo de 4,01% em seu orçamento, o que representaria aproximadamente R$ 428 milhões, conforme estimativa apresentada durante a audiência.

Os representantes sindicais também destacaram que os poderes atualmente operam com superávit, enquanto o Executivo enfrenta dificuldades para implementar planos de carreira e recompor as perdas salariais acumuladas pelos servidores entre 2019 e 2025. “Esses recursos são essenciais para garantir justiça salarial aos que mais precisam, especialmente os mais de 2.500 servidores que hoje recebem o equivalente a um salário mínimo”, enfatizou o representante da Frente, Gerliano Nunes.

Além da redistribuição dos duodécimos, os sindicalistas propuseram alterações nos artigos 35 e 59 do projeto da LDO. As emendas sugerem a vedação de suplementações automáticas aos poderes e a autorização para que o Executivo possa utilizar recursos remanejados para a concessão da revisão geral anual e pagamento de verbas indenizatórias aos servidores públicos, conforme previsto na Constituição Federal.

As propostas foram entregues simbolicamente durante a audiência e, segundo os sindicalistas, serão protocoladas formalmente tanto na Assembleia Legislativa quanto na Casa Civil.

Secretário Calixto afirma que aumento no salário dos servidores é inviável no momento e que proposta de reajuste comprometeria a responsabilidade fiscal do Estado

O secretário de Governo, Luiz Calixto, respondeu às demandas apresentadas por representantes dos servidores públicos. Em um discurso direto, ele destacou as limitações fiscais do Estado e criticou o que chamou de “soluções fáceis” que desconsideram a realidade financeira do Acre.

“O mercado das facilidades alavanca aplausos, mas o nosso compromisso é com a responsabilidade. Não adianta dizer o que as pessoas querem ouvir se sabemos que não é possível fazer”, declarou.

Calixto reforçou que não haverá aumento no percentual de desconto previdenciário dos servidores, que seguirá em 14%, e afirmou que o governo enviará um projeto de lei para tentar recuperar o certificado de regularidade previdenciária, permitindo maior margem de investimento.

Segundo ele, atender à proposta de reajuste salarial colocaria o Estado acima do limite prudencial de gastos com pessoal, o que, por lei, obrigaria a demissões. “Qualquer governo gostaria de atender a todas as categorias, mas quando não há condições, não é por maldade, é porque não é possível. Fora disso, é demagogia”, frisou o secretário.

Luiz Calixto também destacou que o Acre é um dos estados que mais comprometem a receita com a folha de pagamento. “Somos o quarto estado que mais gasta proporcionalmente com servidores. E isso não quer dizer que pagamos bem, mas que há um esforço enorme para manter a máquina funcionando”, observou. Ao encerrar sua fala, reforçou a necessidade de um debate honesto: “Não podemos corrigir uma injustiça criando outra. A discussão precisa estar dentro da razão e das possibilidades reais do Estado.”

Tadeu Hassem agradece presença de representantes na audiência e reforça que novo debate ocorrerá com a chegada da LOA

O deputado Tadeu Hassem fez o encaminhamento final da audiência pública destacando a importância do espaço para o diálogo entre representantes do governo, entidades sindicais e associações. Após mais de três horas de discussão, ele agradeceu a presença de todos os participantes, com destaque para os sindicatos e associações que puderam se manifestar, e também aos membros da mesa, como o secretário Ricardo Brandão, a conselheira Naluh Gouveia, a doutora Simone Santiago, o procurador Danilo Lovisaro, o juiz Giordane e demais autoridades presentes.

Em sua fala, o parlamentar enfatizou o papel institucional da Assembleia Legislativa na mediação entre sociedade civil e governo e informou que haverá nova oportunidade de debate em setembro, quando o Parlamento receberá a Lei Orçamentária Anual (LOA). “Esse é o nosso papel. Em setembro, como o coronel Ricardo Brandão falou, essa Casa recebe a LOA e teremos uma nova oportunidade para debater e aprofundar as discussões”, afirmou.

A audiência pública contou com a participação de representantes de diversos órgãos e instituições essenciais para o equilíbrio fiscal e a defesa do interesse público. Estiveram presentes membros do Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas do Estado, Secretaria da Fazenda, Ministério Público, Procuradoria-Geral do Estado e Defensoria Pública, além de representantes de sindicatos de várias categorias do serviço público, que contribuíram com questionamentos e sugestões voltadas à valorização dos servidores e à transparência na aplicação dos recursos públicos.


Texto: Andressa Oliveira

Fotos: Sérgio Vale

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Mulher é sequestrada e brutalmente agredida pelo ex-marido em Rio Branco

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Vítima sofreu fratura no nariz, conseguiu fugir do cativeiro e foi socorrida pelo SAMU

Uma mulher identificada como Francisca da Silva de Andrade, de 43 anos, foi vítima de sequestro e agressão na madrugada desta quinta-feira (19), em Rio Branco.

De acordo com informações repassadas à polícia, Francisca havia saído da escola e aguardava transporte em uma parada de ônibus quando foi abordada pelo ex-marido, que chegou em um veículo. O suspeito teria afirmado que os filhos do casal haviam sido sequestrados e, sob essa justificativa, a obrigou a entrar no carro.

A vítima foi levada até a região da Vila Custódio Freire, às margens da BR-364, onde passou a ser agredida com um cabo de enxada nas costas e socos no rosto. As agressões causaram um corte, fratura no nariz e diversos hematomas pelo corpo. Em seguida, ela foi mantida em cárcere privado.

Mesmo ferida, Francisca conseguiu fugir durante a madrugada e chegou até sua residência, localizada na invasão da Sapolândia, no bairro Hélio Melo, onde pediu ajuda.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e encaminhou uma ambulância de suporte básico ao local. Após os primeiros atendimentos, a vítima foi levada ao Pronto-Socorro de Rio Branco, com estado de saúde considerado estável.

A Polícia Militar esteve na unidade de saúde, colheu informações e registrou a ocorrência. Até o momento, o suspeito não foi localizado.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

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Bocalom retorna ao PSDB e tem filiação abonada por Aécio Neves: “Vamos fazer história”

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Após diversas rodadas de negociações, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, oficializou sua filiação ao PSDB. O ato ocorreu em Brasília na tarde desta quinta-feira (19), onde foi recebido pelo presidente nacional da sigla, Aécio Neves, responsável por abonar a ficha do gestor acreano.

Durante o encontro, que aconteceu no apartamento do deputado e presidente, Aécio destacou a trajetória de Bocalom dentro do partido e reforçou o convite para que o prefeito lidere um novo ciclo político no estado, com foco na disputa pelo governo do Acre e na formação de uma bancada competitiva nas eleições de 2026.

“Vamos fazer história nessas eleições e escrever uma nova história para o Acre”, declarou Bocalom, já como integrante do PSDB.

A filiação marca um retorno às origens políticas do prefeito. Bocalom teve passagens importantes pela sigla tucana, sendo candidato ao governo do Acre pelo PSDB em 2006 e 2010. Na segunda disputa, protagonizou uma das eleições mais acirradas da história recente do estado, alcançando 49,18% dos votos e sendo derrotado por uma diferença inferior a 5 mil votos. 

Também pelo PSDB, disputou a prefeitura de Rio Branco em 2008 e 2012. Nesta última, chegou ao segundo turno com 49,23% dos votos, ficando a menos de 3 mil votos da vitória. 
Antes disso, consolidou sua base política como prefeito de Acrelândia, onde foi eleito e reeleito, incluindo mandatos sob a bandeira tucana no início dos anos 2000. Apesar das derrotas eleitorais naquele período, Bocalom manteve presença constante nas disputas majoritárias e construiu capital político no campo da oposição. A virada veio em 2020, quando venceu a eleição para a prefeitura de Rio Branco, e foi consolidada em 2024 com a reeleição em primeiro turno, com mais de 54% dos votos. 

 

O retorno ao PSDB ocorre em um momento estratégico. Com histórico consolidado na sigla e desempenho eleitoral consistente ao longo dos anos, Bocalom volta ao partido com densidade política e potencial de protagonismo no cenário estadual.

A chegada de Bocalom ao PSDB é interpretada como um passo claro na reorganização das forças políticas do estado e na construção de um projeto ainda mais amplo.

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Prefeito de Brasiléia nega envolvimento em operação da PF e cobra correção de informações

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Prefeito do Município de Brasiléia, Carlinho do Pelado.

Gestão municipal afirma que investigação está restrita a Assis Brasil e critica divulgação de notícias consideradas equivocadas

O prefeito de Brasiléia, Carlinho do Pelado, divulgou por meio da assessoria de comunicação uma nota de esclarecimento nesta quinta-feira (19), após repercussão da operação da Polícia Federal realizada na região do Alto Acre.

Segundo a gestão municipal, a ação — denominada Operação Venalis — tem como foco exclusivo a apuração de supostas fraudes licitatórias no município de Assis Brasil, não envolvendo diretamente a Prefeitura de Brasiléia.

A assessoria destacou que os mandados de busca e apreensão cumpridos em Brasiléia e Epitaciolândia ocorreram apenas por questões geográficas, já que pessoas físicas ou jurídicas investigadas, relacionadas aos fatos apurados em Assis Brasil, residem ou possuem endereços nessas cidades.

Diante disso, a prefeitura classificou como equivocada a inclusão do nome de Brasiléia e de sua gestão como alvos da operação, apontando erro de interpretação por parte de alguns veículos de comunicação.

Na nota, a administração municipal também fez críticas à atuação de parte da imprensa, ressaltando que os meios de comunicação não devem contribuir para a disseminação de informações falsas ou distorcidas.

A gestão encerra cobrando respeito à verdade e a correção imediata das informações divulgadas, reforçando que não há qualquer investigação direcionada ao município de Brasiléia no âmbito da operação.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Prefeitura Municipal de Brasileia vem a público, por meio desta nota oficial, esclarecer informações equivocadas veiculadas pelo portal de notícias “O Seringal” na data de 19 de março de 2026. A matéria intitulada “Fraude em licitações: justiça afasta servidores e PF faz buscas nas prefeituras de A. Brasil, Brasiléia e Epitaciolândia” comete um grave erro de interpretação dos fatos ao incluir a gestão municipal de Brasileia como alvo da Operação Venalis, deflagrada pela Polícia Federal.

Conforme consta de forma clara e cristalina na nota oficial divulgada pela própria Polícia Federal, a operação em questão tem como foco exclusivo a apuração de supostas fraudes licitatórias ocorridas na Prefeitura de Assis Brasil. A investigação teve início a partir de indícios de irregularidades em contratos firmados exclusivamente pelo Município de Assis Brasil, especialmente em pregões presenciais destinados à locação de veículos.

O fato de mandados de busca e apreensão terem sido cumpridos geograficamente nos municípios de Brasileia e Epitaciolândia deve-se unicamente ao fato de que pessoas físicas ou jurídicas investigadas, ligadas aos fatos ocorridos em Assis Brasil, residem ou possuem endereços nestas localidades. A Prefeitura de Brasileia, seus gestores, servidores e contratos não são alvos da referida operação e não possuem qualquer relação com as irregularidades investigadas.

A atual gestão da Prefeitura de Brasileia reafirma seu compromisso inabalável com a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos, estando sempre à disposição dos órgãos de controle para quaisquer esclarecimentos.

Por fim, a Prefeitura de Brasileia ressalta que os veículos de imprensa exercem um papel fundamental na sociedade e, por isso mesmo, devem atuar com extrema responsabilidade na divulgação de matérias jornalísticas. A imprensa não pode servir como instrumento deliberado de destruição de reputações, disseminando informações falsas ou distorcidas sem o devido cuidado com a apuração e a redação dos fatos. Exigimos respeito à verdade e a imediata correção das informações equivocadas por parte do referido veículo de comunicação.

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