Acre
Após fortes chuvas, moradores contemplados pelo Ruas do Povo ‘acordam debaixo d’água’
O prefeito de Assis Brasil, Humberto Filho (PSDB), diz que os problemas estruturantes nas obras do programa já haviam sido comunicados ao Depasa.
Da redação, com Cherlivan Cavalcante de Assis Brasil
O morador da rua Vicente Vieira Lima, no centro da cidade de Assis Brasil, Pedro Melo, é um dos inúmeros moradores da cidade que tiveram problemas oriundos através das obras do programa Ruas do Povo.
Melo, que estava feliz por ter tido a rua asfaltada através do programa do governo estadual, afirma que teve prejuízos financeiros e aborrecimentos por conta de imperícias na construção de aterros que fazem parte das obras do Ruas do Povo.
Ele diz que na última chuva que assolou o município no domingo (1°), um dos aterros causou problemas e perdas de dois racks, uma maquita, geladeira, colchões, motosserra, guarda-roupas e outros móveis.
Segundo Pedro Vicente, tão logo os problemas começaram a surgir ele próprio procurou o responsável pela obra do município, um engenheiro lotado no Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa), mas foi mal atendido pelo profissional, que agiu com descaso mediante os problemas a ele relatados.

Cozinha invadida pela água da chuva que represou após os trabalhos do programa do Governo do Acre, Ruas do Povo
“Mesmo morando na beira do igarapé, nunca tinha sido alagado; agora, com o Ruas do Povo que parecia ser a solução, fez foi piorar a vida da comunidade, principalmente depois destes aterros que eles fizeram”, diz.
O caso do morador Pedro Vicente não é o único em Assis Brasil. De acordo com relatos de moradores, no bairro Bela Vista também houve inundações.
“Tivemos que abrir uma cratera por cima do asfalto construído pela equipe do governo. O bairro ficou dividido, tudo para resolver o transtorno trago pelo programa Ruas do Povo”, diz.
O prefeito de Assis Brasil, Humberto Filho (PSDB), diz que os problemas estruturantes nas obras do programa já haviam sido comunicados ao Depasa e o pedido de providências também havia sido solicitado.
O prefeito esteve visitando as famílias afetadas pelo problema.
“Estamos à disposição para dar assistência necessária para as famílias atingidas.
Iremos mais uma vez buscar solução junto ao órgão responsável. É um absurdo que famílias percam os bens materiais que levam anos para conquistar”, diz.

O prefeito disse que o problemas nas obras do programa já haviam sido comunicados ao Depasa e o pedido de providências também havia sido solicitado
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Acre
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Acre
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O Acre enfrenta um dos meses de janeiro mais chuvosos dos últimos anos, com acumulados expressivos registrados em todas as regiões do estado. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) nesta segunda-feira (26), mostram que, entre 1º e 26 de janeiro de 2026, vários municípios ultrapassaram com folga as médias climatológicas esperadas para todo o mês.
Segundo o levantamento, Brasiléia lidera o ranking de chuva acumulada, com 670,8 milímetros, seguida por Rio Branco, que já soma 542,4 mm. Também se destacam os volumes registrados em Manoel Urbano (418,8 mm), Jordão (344,8 mm), Assis Brasil (308,4 mm), Xapuri (300,4 mm) e Porto Acre (299,4 mm). Em praticamente todos esses municípios, os índices superam as médias históricas para o período, reforçando o cenário de chuvas acima do normal em 2026.
Além dos dados por município, estações e comunidades rurais também registraram acumulados elevados. Locais como Colônia Dolores (388,2 mm), Seringal Guarany (343,6 mm) e Seringal São José (308,8 mm) figuram entre os pontos com maior volume de precipitação no início do ano, evidenciando que as chuvas têm sido bem distribuídas tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Previsão semanal mantém cenário de muita chuva
A tendência, segundo a Sema, é de continuidade das chuvas nos próximos dias. A previsão semanal, válida para o período de 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, indica volumes entre 50 mm e 150 mm em grande parte do estado. O prognóstico do modelo NCEP/GFS aponta ainda anomalia positiva de precipitação, ou seja, chuvas acima do esperado para esta época do ano em boa parte do território acreano.
Esse cenário reforça o estado de atenção das autoridades, especialmente em regiões cortadas por grandes rios, já que o excesso de chuva contribui para a elevação gradual dos níveis fluviais. Por outro lado, o volume elevado de precipitação ajuda a reduzir riscos ambientais associados à estiagem, como queimadas e incêndios florestais.
A Sema destaca que o monitoramento hidrometeorológico segue contínuo e que novos boletins serão divulgados para acompanhar a evolução das chuvas e seus impactos. A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais, especialmente em áreas historicamente suscetíveis a alagamentos e cheias.
















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