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Após enchente histórica, alunos da rede pública municipal devem voltar às aulas na segunda-feira (18)

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Aulas para alunos da rede municipal de ensino de 65 escolas começam na segunda em Rio Branco. Outras 26 instituições estão em reforma e devem iniciar o ano letivo no dia 25 de março. Calendário escolar sofreu alterações.

Por Aline Nascimento, g1 AC — Rio Branco

 

Após a enchente histórica do Rio Acre, o início das aulas da rede pública de Rio Branco teve a data definida pela Secretaria Municipal de Educação (Seme). Parte dos alunos voltam às aulas na próxima segunda-feira (18), conforme nota divulgada pela secretária de Educação, Nabiha Bestene Koury.

A rede de ensino municipal de Rio Branco tem 91 unidades educativas, que atuam com ensino fundamental I, educação infantil, creches, Centro de Educação Infantil (CEI), anexos e unidades fomentadas – aquelas que recebem recursos do município para atender os alunos em parceria público-privada.

As aulas terão início em apenas 65 unidades na próxima segunda. As outras 26 escolas estão com o calendário escolar atrasadas porque passam por algum processo de ampliação ou reforma, seja nas salas de aula ou nas cozinhas. A Seme informou que o processo licitatório foi finalizado apenas em dezembro e algumas empresas não entregaram o colégio a tempo.

A previsão é que o ano letivo nas demais instituições de ensino comece dia 25 de março. Ao todo, a rede pública de ensino de Rio Branco tem 22.350 alunos, que deveriam ter voltado às aulas no dia 4 de março, contudo, o nível do Rio Acre começou a subir e os planos tiveram de ser alterados.

👉 Contexto: O Rio Acre ultrapassou a cota de transbordo, que é 14 metros, dia 23 de fevereiro. Já no dia 29 do mesmo mês, seis dias depois, o Rio Acre atingiu a marca de 17 metros e permaneceu acima da marcação até a última sexta-feira (8), quando baixou para 16,59 metros.

Escola do bairro Quinze foi atingida pelas águas do Rio Acre e as aulas começam dia 25 de março — Foto: Assecom Prefeitura de Rio Branco

Escola do bairro Quinze foi atingida pelas águas do Rio Acre e as aulas começam dia 25 de março — Foto: Assecom Prefeitura de Rio Branco

No dia 6 de março, o manancial alcançou a maior cota do ano – 17,89 metros. Essa é a segunda maior cheia da história, desde que a medição começou a ser feita, em 1971. A maior cota histórica já registrada é de 18,40 metros em 2015. À época, mais de 100 mil pessoas foram atingidas pela cheia.

Para atender os moradores desabrigados, a Prefeitura de Rio Branco montou abrigos em três escolas municipais e no Parque de Exposições Wildy Viana, no Segundo Distrito da capital acreana. Veja abaixo as escolas utilizadas como abrigo:

  • Escola Anice Dib Jantene, no bairro Geraldo Fleming
  • Escola Álvaro Vieira da Rocha, no bairro Conquista
  • Escola Chico Mendes, que abrigou famílias com crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), no bairro Santa Inês.

 

Já as escolas Professora Marilene Mansour, no bairro Quinze, e Maria Adeiza Rodrigues, no bairro Palheiral, foram inundadas pelas águas do Rio Acre. As aulas na escola do bairro Quinze iniciam apenas no dia 25 de março por conta da manutenção e limpeza após a enchente.

“As escolas estão sendo arrumadas porque algumas coisas sempre se quebram ou deterioram. Se Deus quiser, nossas aulas começam na segunda-feira e estamos refazendo o calendário escolar, talvez na segunda a gente já tenha esse calendário mudado. Estamos providenciando isso”, confirmou a secretária.

Alunos ficaram abrigados nas escolas durante enchente — Foto: Assecom Prefeitura de Rio Branco

Alunos ficaram abrigados nas escolas durante enchente — Foto: Assecom Prefeitura de Rio Branco

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Acre participa de reunião com governo federal e estados da Amazônia Legal para fortalecer ações no enfrentamento ao desmatamento e às queimadas

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Com o objetivo de fortalecer o diálogo federativo e alinhar ações conjuntas de enfrentamento ao desmatamento e aos incêndios florestais na Amazônia, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), participou na manhã desta quinta-feira, 22, em Brasília (DF), de uma reunião entre os secretários de Meio Ambiente dos estados da Amazônia Legal e representantes do Ministério do Meio Ambiente.

A agenda teve como foco a construção de estratégias integradas entre União e estados, reforçando a cooperação institucional, a troca de experiências e a avaliação dos resultados alcançados nos últimos anos. Os dados apresentados demonstraram avanços consistentes na redução dos índices de desmatamento na região, resultado do fortalecimento das políticas públicas ambientais e da atuação coordenada entre os entes federativos.

Acre participa de reunião com governo federal e estados da Amazônia Legal para fortalecer ações no enfrentamento ao desmatamento e às queimadas. Foto: cedida

Representando o Acre, o secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, destacou que os avanços alcançados pelo estado são resultado de uma política ambiental construída de forma integrada e baseada em evidências.

Secretário Leonardo Carvalho destacou os avanços alcançados pelo Acre no enfrentamento ao desmatamento e as queimadas ilegais. Foto: cedida

 “Os resultados que o Acre vem apresentando demonstram que planejamento, cooperação federativa e investimentos contínuos em monitoramento e fiscalização são fundamentais para o enfrentamento ao desmatamento e às queimadas. Temos atuado de forma preventiva, com uso intensivo de tecnologia e integração entre órgãos estaduais e federais, o que nos permitiu superar as metas estabelecidas e alcançar reduções históricas tanto no desmatamento quanto nas queimadas”, afirmou.

Segundo dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (PRODES), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Acre apresentou uma redução de 27,62% de desmatamento em 2025.

Com esses resultados, o estado superou as metas estabelecidas para os anos 2023, 2024 e 2025 no Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ-AC) estipulado para 2027, que previa uma redução anual de 10% nas taxas de desmatamento.

Agenda teve como foco a construção de estratégias entre União e estados, reforçando a cooperação institucional e a avaliação dos resultados alcançados em 2025. Foto: cedida

No enfrentamento às queimadas, os resultados também foram históricos. O Acre encerrou 2025 com queda de aproximadamente 75% nos focos de queimadas, alcançando o menor número de registros desde o início da série histórica, em 2001. O desempenho positivo reflete a atuação da integração do Grupo Operacional de Comando e Controle Ambiental (GOCC).

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Homem é vítima de tentativa de homicídio com golpes de perna-manca em bar de Rio Branco

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Vítima sofreu traumatismo cranioencefálico moderado após desentendimento; suspeito fugiu e é procurado pela polícia

José Lopes Santana, de 52 anos, foi vítima de uma tentativa de homicídio na tarde desta quinta-feira (22), após ser agredido com golpes de perna-manca em um bar localizado na Rua Vitória, no bairro Jorge Lavocat, na parte alta de Rio Branco.

De acordo com informações de testemunhas, José participava de uma confraternização com consumo de bebida alcoólica quando se desentendeu com outro frequentador do local, identificado como Júnior Caboco, que é monitorado por tornozeleira eletrônica. Durante a discussão, a vítima acusou o suspeito de ter furtado um celular, o que teria motivado ameaças de morte. Em seguida, Caboco deixou o bar.

Pouco tempo depois, a poucos metros do estabelecimento, o suspeito se apossou de uma perna-manca, retornou ao local e desferiu dois golpes contra José Lopes, sendo um nas costas e outro na cabeça. Com a violência das agressões, a vítima caiu desacordada no chão. Após o ataque, o agressor fugiu.

Ao recobrar a consciência, José conseguiu sair correndo, mas acabou caindo dentro de um ônibus do transporte coletivo que passava pelo local. O veículo parou em um posto de combustível na rotatória da Estrada do Irineu Serra, onde a vítima avistou uma guarnição da Polícia Militar e pediu ajuda. Já bastante ferido e ensanguentado, José sentou-se em uma mureta e desmaiou novamente.

Os policiais acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizou os primeiros socorros no local. Diante do rebaixamento do nível de consciência da vítima, foi solicitado o apoio de uma ambulância de suporte avançado para estabilização do quadro clínico. José Lopes foi encaminhado ao pronto-socorro em estado estável, com diagnóstico de traumatismo cranioencefálico de natureza moderada.

Ainda no hospital, a vítima relatou que no ano passado também foi agredida, na ocasião com ripas de madeira, e sofreu traumatismo cranioencefálico moderado.

Equipes do 3º Batalhão da Polícia Militar realizaram buscas na região para tentar localizar o suspeito, mas ninguém foi preso até o momento. O caso será investigado pela Polícia Civil.

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Apreensão de armas de fogo no Acre cai 11,5% em 2025, mas último trimestre tem pico de 165 unidades retiradas

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Estado fechou o ano com 514 armas apreendidas; pistolas, espingardas e revólveres são os tipos mais comuns
    A Polícia Civil vai rastrear a origem das armas (comércio legal, contrabando, fabricação caseira) para identificar rotas de entrada no estado. O Ministério Público pode propor ações de destruição dos armamentos apreendidos.

O Acre registrou 514 armas de fogo apreendidas em 2025, uma redução de 11,53% em relação ao ano anterior (581). Os dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) mostram que, apesar da queda geral, o último trimestre do ano teve o maior volume de retiradas, com 165 armas recolhidas entre outubro e dezembro.

Novembro foi o mês com mais apreensões (56), seguido por outubro (55) e dezembro (54). As armas mais frequentes foram pistolas (116), espingardas (111) e revólveres (105), além de 160 registradas como “outras armas”. Também foram apreendidos um fuzil, um rifle e 20 carabinas.

O período de menor atividade foi em setembro, com 32 apreensões. A redução anual acompanha tendência de maior controle e ações integradas de segurança, mas os números ainda apontam para a circulação significativa de armamentos irregulares no estado.

Evolução mensal (2025):
  • Pico: Novembro (56) e Dezembro (54)

  • Vales: Setembro (32) e Junho (33)

  • Média mensal: Cerca de 43 armas apreendidas

O Apre apreendeu 514 armas de fogo em 2025, uma queda de 11,53% em relação a 2024, quando foram retiradas de circulação 581 armamentos. Os dados, do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp)

Tipologia das armas:
  • Outras armas (não especificadas): 160

  • Pistolas: 116

  • Espingardas: 111

  • Revólveres: 105

  • Carabinas: 20

  • Fuzil/rifle: 2

As apreensões ocorrem principalmente em:
  • Blitzes da Polícia Militar e operações integradas;

  • Cumprimento de mandados de busca e apreensão;

  • Apreensão em flagrantes de roubo, tráfico e homicídio.

A redução anual pode refletir tanto a diminuição do número de armas em circulação quanto a mudança nas táticas criminosas (uso mais restrito ou ocultação). Já o aumento no final do ano está associado a operações de Natal e Ano-Novo e à maior movimentação de criminosos durante as festas.

A presença de fuzil e rifle (armas de guerra) entre os itens apreendidos, ainda que em pequena quantidade, acende um alerta sobre o potencial de letalidade do crime organizado no estado – equipamento que, em geral, é usado em confrontos entre facções ou ataques a cargas

Os dados, do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), mostram que, apesar da redução anual, o último trimestre registrou os maiores volumes. Foto: captada 

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