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Após atualização, Acre deve imunizar mais de 51,8 mil ribeirinhos de 18 a 59 anos contra Covid-19

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No Acre, mais de 51,8 mil ribeirinhos de 18 a 59 anos deve ser imunizada contra Covid-19 — Foto: Arquivo/Semsa de Porto Walter

Por Iryá Rodrigues

Mais de 51,8 mil ribeirinhos com idades entre 18 e 59 anos devem ser imunizados contra a Covid-19 no estado do Acre.

Uma resolução com a atualização da estimativa populacional das comunidades tradicionais ribeirinhas foi publicada na edição desta terça-feira (4) do Diário Oficinal do Estado (DOE).

Conforme os dados da Comissão Intergestores Bipartite do estado (CIB-AC), as cidades de Rio Branco e Tarauacá são as que têm maior população ribeirinha, com 7.394 e 7.487, respectivamente. Seguidas do município de Marechal Thaumaturgo, que tem 5.479 ribeirinhos.

Confira a quantidade de moradores ribeirinhos por cidade:

Quantidade de moradores ribeirinhos por cidade — Foto: Reprodução

Inicialmente, o Ministério da Saúde havia informado que o estado do Acre tinha 20.583 pessoas vivendo em comunidades tradicionais ribeirinhas. No entanto, segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Acre (PNI), Renata Quiles, as prefeituras informaram que o número estava defasado e pediram atualização.

“Nós já tínhamos recebido doses para ribeirinhos, distribuímos 17,7 mil doses para esse público. E as prefeituras pediram que a gente solicitasse ao Ministério da Saúde uma nova análise, uma revisão do grupo de ribeirinhos, porque as doses que receberam não eram suficientes para as pessoas que moravam nessas localidades. Portanto, [as cidades] receberam uma parte referente à primeira meta que o Ministério da Saúde colocou, de mais de 20 mil pessoas, e agora a gente está angariando junto ao Ministério que ele faça uma reanálise, uma vez que a população não é aquela que eles haviam estimado inicialmente”, explicou Renata.

Comorbidades

Na mesma resolução, a comissão também traz a pactuação sobre as etapas de vacinação do público de comorbidades, de pessoas com deficiência permanente, gestantes e puérperas.

Conforme o documento, na primeira fase de imunização, que começou nessa segunda-feira (3), devem ser vacinados, de acordo com o quantitativo de doses disponibilizado:

  • Pessoas com comorbidades – de 55 a 59 anos (decrescendo ano a ano);
  • Pessoas com síndrome de Down – de 18 anos a 59 anos;
  • Pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (hemodiálise e diálise) – de 18 a 59 anos;
  • Gestantes e puérperas com comorbidades – de 18 a 59 anos;
  • Pessoas com deficiência permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) – de 55 a 59 anos.

Já na segunda fase de imunização, devem ser vacinadas, também de acordo com o quantitativo de doses disponibilizado, as faixas de idade de 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos,30 a 39 anos e 18 a 29 anos:

  • Pessoas com comorbidades;
  • Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no BPC;
  • Gestantes e puérperas independentemente de condições pré-existentes.

Lote de vacina

Nessa segunda (3), o Acre recebeu mais de 20,9 mil doses de vacinas contra a doença. O 17º lote chegou ao aeroporto de Rio Branco com 19.750 doses do imunizante Oxford/AstraZeneca e 1.170 da Pfizer para vacinar a população acreana. No total, o Acre recebeu 20.920 doses de imunizantes.

Segundo a Secretaria de Saúde do estado (Sesacre), todo o lote é destinado para a primeira dose da imunização. Entretanto, a vacina da Pfizer vai ser distribuída apenas em Rio Branco devido o processo de armazenamento.

As doses precisam estar em -20°C por 14 dias e entre 2 e 8°C por 5 dias, devendo ser utilizada em um curto período de tempo. O imunizante é aplicado em duas doses, com intervalo de 21 dias entre a primeira e a segunda.

Vacinação no Acre

De acordo com informações do portal de transparência do governo, o Acre recebeu 199.390 doses de vacinas e foram aplicadas 126.565 até essa segunda (3), data da última atualização, sendo 94.597 da primeira dose e 31.968 da segunda. Rio Branco aplicou 56.744 doses e Cruzeiro do Sul 13.839.

Segundo o governo, o número de doses aplicadas que consta no portal refere-se aos dados já inseridos no sistema do Ministério da Saúde, cujas atualizações são realizadas pelos municípios. Por isso, pode haver atraso nas informações.

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Caçadores que se perderam em Porto Walter são levados para casa de helicóptero

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Sandra Assunção

Já estão em casa, na comunidade Mororó, localizada no Rio Cruzeiro do Vale, em Porto Walter, os dois homens identificados como Marcos e “Montanha”, que se perderem em uma área de mata na noite da última terça-feira,17. Eles conseguiram sair sozinhos na comunidade Veneza, onde o helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas(Ciopaer) pegou a dupla na tarde desta sexta-feira, 20, e os levou de volta para casa. Uma equipe do Corpo de Bombeiros, liderada pelo comando, major Josadac Ibernom, acompanhou a ação.

Os dois foram recebidos com alegria na volta para casa. Eles estavam em um grupo de cinco caçadores comunidade Mororó e se distanciaram dos demais. Deveriam retornar ao ponto de encontro na quarta-feira, o que não aconteceu. Diante da ausência, os outros três caçadores retornaram à comunidade e comunicaram o desaparecimento.

Os Bombeiros, familiares e vizinhos fizeram buscas e os Bombeiros chegaram a se mobilizar mas a dupla conseguiu sair sozinha da floresta e fazer contato com os moradores da comunidade Veneza, onde ficaram até serem levados na aeronave.

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Moradores de Rodrigues Alves enfrentam dificuldades extremas para atravessar o rio Juruá em direção a Cruzeiro do Sul durante o período chuvoso na Amazônia.

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Enquanto a ponte não sai do papel, os moradores seguem dependendo da balsa mantida pelo Deracre, que oferece travessia gratuita, mas sofre com as limitações impostas pelo regime hidrológico do

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Mulher é presa por manter irmã com deficiência em cárcere privado

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Reprodução/ Correio 24 Horas

Ao chegar ao local, a equipe, acompanhada por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), encontrou a vítima trancada em um pequeno cômodo improvisado com cordas, arames farpados e fechaduras, sem ventilação adequada, com falta de higiene e presença de insetos, além de cama de cimento e ausência de acesso visível à água e à alimentação.

A vítima apresentava sinais de debilidade e relatou sofrer agressões constantes. Ela foi atendida pela equipe de saúde e encaminhada para avaliação médica.

Leia a reportagem completa em Correio 24 Horas

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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