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Ao rei, os louros da glória: Governo do Acre nega responsabilidades sobre ponte na fronteira

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Sebastião Viana (PT), governador do Acre não quer as responsabilidades, mas colhe os frutos, mesmo que não sejam seus - Foto: Alexandre Lima/Arquivo

Governador do Acre, Sebastião Viana (PT), não quer as responsabilidades, mas colhe os frutos, mesmo que não sejam seus – Foto: Alexandre Lima/Arquivo

Alexandre Lima

No dia 13 de junho de 2013, por volta das 19 horas, aconteceu um incidente na ponte metálica José Augusto que liga as cidades de Brasiléia e Epitaciolândia. Esta foi construída no final dos anos de 1980 do século passado e vem fazendo sua parte em ligar o Brasil através do Acre, pela Transpacífico (BR 317).

Nestas décadas passadas, o governo do Acre vinha dando suporte em suas manutenções, através de colaborações dos Municípios que são ligados pela ponte. Inclusive pelo atual, que é do Partido dos Trabalhadores (PT), que dava suporte para a gestão passada por ser do mesmo partido político.

Qualquer manutenção ali aplicada, baseada nas centenas de milhares de reais, era motivo de festa. Os ‘louros’ dos trabalhos eram colhidos com toda glória que lhe dava direito e assim, é feito até hoje.

A atual gestão estadual, reeleita em 2010, usou a mesma dizendo que iria construir uma nova ao lado e daria manutenção na velha. Não cumpriu nenhuma das promessas e abandonou de lado, como um cachorro vira-lata, deixado numa beira de estrada. Em alguns casos após acidentes e transtornos, foi preciso interdição popular para que alguma manutenção fosse feita.

Voltando ao caso de 2013, a jovem Chayenne F. de Medeiros, retornava do trabalho a pé pela ponte que oferecia pouca luminosidade passando pelas passarelas. Em dado momento, as tábuas cederam ao seu peso fazendo com que caísse de uma altura de 15 metros aproximadamente.

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Jovem escapa da morte ao cair em buraco de passarela da ponte

Milagrosamente, caiu às margens do rio, onde teve sua queda amortecida na lama e água, escapando da morte com apenas algumas escoriações. Mesmo abalada com o acontecido, aguentou a caminha até sua casa e comunicou o fato aos familiares.

O caso ganhou a mídia estadual e a jovem resolveu acionar juridicamente o Estado e demais órgãos envolvidos diretamente com a ponte. Passados quase três anos, aconteceu mais uma audiência, onde tentam desqualificar o caso.

O buraco na passarela por onde a jovem caiu - Foto: Arquivo

O buraco na passarela por onde a jovem caiu – Foto: Arquivo

A Procuradoria Geral do Estado (PGE), em sua defesa, tenta se eximir da responsabilidade sobre a ponte, alegando que seria de total e irrestrita, do “Departamento Nacional de Infraestrutura do Transporte – DNIT, (…) que, desde janeiro de 2013, na vigência do projeto CREMA, o DNIT assumiu os serviços de conservação das Rodovias Federais. O Estado do Acre atua apenas de forma supletiva para manter o acesso rodoviário da população enquanto a entidade federal competente não promove…”, dando a entender que o Órgão Federal foi incompetente em relação a ponte nos anos seguintes e passados.

Lembrando ainda que, o Estado do Acre, na pessoa do governador Sebastião Viana, usou o DNIT por diversas vezes para restaurar e/ou, construir a BR 317, e sempre tentou levar aos acreanos, que os trabalhos realizado nas Avenidas Manoel Marinho Monte e Rui Lino, que corta a cidade de Brasiléia, além das reformas na ponte, sem colocar um prego de ferro, buscou os louros dos trabalhos para si, mas, os processos judiciais, devem passar longe dele.

Placa explicativa da reforma e construção não tinha data de início dos trabalhos – Foto/arquivo

Placa explicativa da reforma e construção não tinha data de início dos trabalhos – Foto/arquivo

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Após seis meses, governo coloca placas anunciando construção de ponte na fronteira

O advogado, Dr Valadares Neto, impetrou um processo jurídico com ‘pedido de tutela de urgência’ contra o governo do Acre, exigindo diante dos acontecimentos passados, providencias sobre a ponte, além de celeridade onde visa a defesa dos interesses coletivos dos usuários da ponte.

Mesmo com mais uma reforma feita recentemente, a mesma ainda oferece perigo aos transeuntes. No processo, pede que seja realizada obras emergenciais para a adequada conservação com multa diária de até R$ 10 mil reais, caso seja descumprida prazos definido pelo judiciário.

Nesta segunda-feira, dia 6, Sebastião Viana esteve na cidade de Epitaciolândia, onde inaugurou depois de décadas, o novo sistema de abastecimento de água. Aproveitou novamente, para se vangloriar da aplicação de mais uma camada de asfalto na ponte onde alega não ter responsabilidade, mas, quis seus louros.

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Acre está entre os piores do país em perdas de água tratada, aponta estudo nacional

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Levantamento revela desperdício superior a 62% na distribuição e expõe desafios no saneamento básico do estado

No último domingo (22), data em que se celebrou o Dia Mundial da Água — instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 para reforçar a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos hídricos — um levantamento nacional chama atenção para a situação do Acre no cenário do saneamento básico.

O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, divulgou o “Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023)”, que analisa a eficiência dos sistemas de abastecimento no país. Segundo o estudo, o Brasil desperdiça 40,31% da água tratada antes que ela chegue às torneiras — um problema de impacto ambiental, econômico e social. No recorte estadual, o Acre aparece entre os estados com os piores indicadores do país.

De acordo com o levantamento, o Acre apresenta Índice de Perdas na Distribuição de 62,25%, percentual muito acima da média nacional (40,31%). Isso significa que mais da metade da água tratada no estado se perde ao longo da rede de abastecimento antes de chegar aos consumidores.

O estado figura entre os quatro piores do país nesse indicador, ao lado de Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Pará (58,71%). O estudo aponta que as maiores ineficiências estão concentradas principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Em contraste, estados como Goiás (25,68%), Distrito Federal (31,46%), São Paulo (32,66%) e Paraná (33,11%) apresentam índices inferiores a 35%, demonstrando maior eficiência na gestão do sistema.

No Índice de Perdas por Ligação, que mede o volume médio perdido por ponto de consumo ativo, o Acre também apresenta um dos piores desempenhos do país. O estado registra 1.001,04 litros por ligação por dia, quase três vezes acima da média brasileira, que é de 348,86 litros por ligação por dia.

Apenas o Amapá (1.057,73 L/lig/dia) e Roraima (933,03 L/lig/dia) apresentam índices semelhantes ou superiores. Já estados como Goiás (124,25 L/lig/dia), Tocantins (178,81 L/lig/dia) e Paraná (221,97 L/lig/dia) estão entre os mais eficientes nesse indicador.

Segundo o estudo, os dados evidenciam desigualdades regionais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional das companhias de saneamento. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação — como o Acre — enfrentam maior risco de intermitência no abastecimento, pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos mais robustos para recuperar eficiência.

Em comparação internacional, o Brasil também apresenta desempenho abaixo do ideal. Enquanto o país registrou perdas de cerca de 40% em 2023, a média de países desenvolvidos, segundo o Banco Mundial, gira em torno de 15%.

O estudo ainda aponta pouca evolução nos últimos anos. Entre 2019 e 2023, o índice nacional de perdas na distribuição subiu de 39,24% para 40,31%, distante da meta de 25%. Já as perdas por ligação aumentaram de 339,48 litros por dia para 348,86 litros por dia no mesmo período, também acima da meta de 216 litros estabelecida pelo governo federal.

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Semana começa com calor, sol entre nuvens e pancadas de chuva no Acre

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Previsão indica temperaturas elevadas em todo o estado, com chuvas rápidas e baixo risco de temporais

 

A previsão do tempo para esta segunda-feira (23) indica predominância de clima quente em todo o Acre, com sol entre nuvens e ocorrência de chuvas passageiras e pontuais. Em algumas áreas, as pancadas podem ser mais intensas. As informações são do portal O Tempo Aqui.

O mesmo padrão climático também deve atingir estados como Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Goiás, além do Distrito Federal, da região de planícies da Bolívia e da selva peruana.

Nas microrregiões de Rio Branco, Brasileia e Sena Madureira, o dia será marcado por calor, aumento de nuvens e chuvas rápidas e isoladas, com média probabilidade de ocorrência de chuvas mais fortes, mas com baixa chance de temporais.

A umidade relativa do ar deve variar entre 50% e 60% durante a tarde, alcançando índices entre 85% e 95% ao amanhecer. Os ventos sopram entre fracos e calmos, predominando do norte, com variações ao longo do dia. O risco de ventos fortes é considerado muito baixo.

Já nas microrregiões de Cruzeiro do Sul e Tarauacá, o cenário é semelhante, com calor, presença de nuvens e chuvas passageiras. A probabilidade de chuvas fortes é média, enquanto o risco de temporais segue baixo.

Nessas regiões, a umidade mínima deve oscilar entre 55% e 65% no período da tarde, podendo atingir até 100% nas primeiras horas do dia. Os ventos também permanecem fracos, com baixa possibilidade de rajadas intensas.

As temperaturas seguem elevadas em todas as regiões do estado, com mínimas variando entre 22°C e 25°C e máximas podendo chegar a 34°C, especialmente nas cidades do interior.

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Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026

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O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.

Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.

No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.

Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.

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