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Acre

Ameaça de demissão de professores causa desfiliação em massa de sindicalistas do PT

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Dezesseis dirigentes formalizam saída do partido em ato marcado para esta sexta-feira (14) e baixa petista pode chegar a 200 militantes em uma semana

Rosana Nascimento, dirigente da CUT e do Sinteac: “Continuar filiado ao PT é concordar com a ditadura do governo estadual”

Rosana Nascimento, dirigente da CUT e do Sinteac: “Continuar filiado ao PT é concordar com a ditadura do governo estadual”

Dezesseis dirigentes sindicais anunciaram desfiliação em massa do Partido dos Trabalhadores no Acre. Todos respondem pelos núcleos do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) no interior. Eles se reunirão na sede do sindicato, em Rio Branco, às 9 horas desta sexta-feira, em seguida marcharão ruma à sede do PT. As fichas de desfiliação, já assinadas, serão entregues pessoalmente.

Cada líder sindical faz “arrastões” no interior do Estado. A presidente regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Sinteac, Rosana Nascimento, que também deixará a legenda após 13 anos, estima que 200 militantes abandonem o PT ao longo da próxima semana.

João Sandi, que já foi presidente do Sinteac, sendo atualmente um dos principais dirigentes da CUT, também confirmou desfiliação. Ele é responsável pelo núcleo do Sinteac no Vale do Juruá. Outros nomes expressivos da CUT também deixaram o PT.

Será a maior baixa do PT no Acre. Professores e demais funcionários administrativos da Educação devem atender à orientação da entidade em Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Senador Guiomard, Porto Acre, Plácido de Castro, Bujari, Acrelândia, Epitaciolândia, Sena Madureira e outros municípios.

A partir da próxima segunda-feira (17), esses grupos de ex-petistas buscarão outros partidos, principalmente aqueles que têm pretensões políticas em 2016.

Reportagem da ContilNet entrevistou com exclusividade a sindicalista Rosana Nascimento sobre as defecções no PT:

ContilNet – Qual a motivação para as desfiliações?

Rosana Nascimento – Estava escrito. O desgaste é natural e já amadureceu. Todos estão aterrorizados com a forma truculenta e desrespeitosa com que o governo do Acre trata a categoria. Não permitimos que um governador, eleito dentro do princípio da democracia, mande cortar salários e demitir trabalhadores. Continuar filiado a esse partido é concordar com toda essa ditadura.

Então o próprio PT foi conivente com os mandos do governo?

Vale ressaltar a revolta de toda a categoria com os dirigentes do PT no Acre. Nas redes sociais, isso é muito claro. Os atuais dirigentes do PT jamais se manifestaram nos dois meses de greve da rede estadual de educação. Em nenhum momento nenhum deles oficializou apoio aos trabalhadores, seja nas redes sociais, seja pessoalmente. Quem se diz solidário age com covardia, pedindo segredo. Esse tipo de apoio eu não reconheço. Eu perdi o respeito ao PT. Não tenho mais como permanecer nesse espaço. Talvez eu volte. Talvez os demais colegas voltem, quando, quem sabe, o PT passar a ser dirigido com ética.

Quais petistas que manifestaram apoio?

Quem se manifestou em favor dos professores foram pessoas não ligadas ao PT. O deputado Sibá Machado jamais apoiou o movimento, apesar de ter sido eleito sob a bandeira da educação. Ele tem cargos dentro do governo e não quer perder esses privilégios.

E o ex-governador Binho Marques?

Nem uma notinha ele mandou.

Nem o PCdoB?

O Moisés Diniz foi o único que veio à sede do Sinteac. Ele disse que deixaria o governo se demitissem os professores provisórios. O presidente do PDT veio também, mas o apoio ficou só de boca.

E os vereadores?

Somente a Lene Petecão e o Marcelo Jucá foram nas assembleias da categoria. A deputada Eliane Sinhasique também declarou apoio abertamente.

Nem mesmo o Raimundo Vaz?

Nem esse aí…

A senhora foi acusada de ter “duas caras”. O que há de verdade nos comentários de que a senhora esteve a serviço do PT durante a greve?

Nunca me preocupei com isso. Não faço jogo duplo. Minha desfiliação não é uma atitude de fachada. Eu acredito em Deus. Toda mentira é esclarecida, mais dia, menos dia. Minha postura é a mesma. Meu compromisso é com os trabalhadores em educação. Quem estiver satisfeito com o PT tem o direito de permanecer com eles. Todos somos livres.

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Acre

Professora implora cirurgia neurológica urgente a governador Gladson Cameli e relata risco de morte após espera de um ano por procedimento no Acre

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Cremilda Lopes Rodrigues, de 58 anos, professora aposentada, aguarda desde fevereiro de 2025 a realização de uma angioplastia com implante de stent intracraniano para tratamento de aneurismas cerebrais, em Rio Branco. Segundo laudos médicos apresentados pela paciente, o caso é considerado urgente devido ao risco de ruptura.

O procedimento foi solicitado pelo médico neurologista Rogério Ivan Ortiz. No entanto, a cirurgia não está sendo realizada no Hospital Santa Juliana, unidade onde executa os atendimentos cirúrgicos do Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Estado.

Cremilda gravou um vídeo relatando a situação e pedindo apoio das autoridades. No apelo, afirmou viver sob constante preocupação enquanto aguarda a marcação do procedimento.

“Eu tô aqui como mãe, como vó, pedindo misericórdia das autoridades. Faça alguma coisa, porque não é fácil viver assim. Eu preciso que o governador do Estado do Acre compre stents para que essa cirurgia seja menos invasiva.”

Segundo a professora, o primeiro laudo médico foi emitido há cerca de um ano e encaminhado ao Ministério Público. Um novo documento, entregue há aproximadamente um mês, reforçou o pedido de urgência.

“Segundo o neurocirurgião, eu corro um alto risco de vida desses aneurismas sangrarem. Se sangrar, minha chance de sobreviver é de cerca de 2%.”

A paciente também relata que, pelo método cirúrgico convencional, existe risco de perda de visão, pois o aneurisma estaria comprimindo um nervo óptico. Enquanto aguarda a cirurgia, ela afirma que precisou mudar de residência com a família por conta da situação de saúde.

De acordo com Cremilda, ao longo do período ela recebeu promessas de apoio, mas nenhuma medida efetiva foi adotada até o momento. A apreensão aumenta à medida que o procedimento não é agendado e o risco apontado em laudo médico permanece.

O espaço permanece aberto para manifestação dos órgãos de saúde responsáveis.

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Acre

Prefeitura de Rio Branco cobra repasses federais para a Assistência Social do Acre na 36ª Reunião da CIT SUAS

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A reunião teve como um dos principais focos a cobrança de recursos para a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos

Com o objetivo de cobrar os recursos prometidos para a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, na manhã desta quarta-feira (11), o secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Luz, esteve presente na 36ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), realizada na Esplanada dos Ministérios, Bloco F, 9º andar, Sala 902, em Brasília/DF.

O encontro teve como um dos principais focos a cobrança de recursos para a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, que, até o momento, não foram repassados pelo governo federal, apesar de promessas anteriores.

João Marcos Luz, que também atua como gestor da política de assistência social no estado do Acre, enfatizou as dificuldades enfrentadas pela região, especialmente diante do aumento no fluxo de imigrantes e dos danos causados pelas alagações.

O gestor apontou que os repasses, previstos pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), ainda não chegaram, o que tem gerado um grande prejuízo para a ampliação das ações de apoio a quem mais precisa, como as políticas voltadas para pessoas em situação de rua.

Além de cobrar a liberação dos recursos, Luz pediu especialmente o envio de verbas para os municípios de Rio Branco, Epitaciolândia e Assis Brasil, que enfrentam grandes desafios no atendimento à população vulnerável, como idosos e mulheres vítimas de violência.

Ele destacou a importância de o governo federal honrar seus compromissos financeiros, especialmente em um cenário de crescente demanda por serviços públicos de assistência social.

“Estamos em uma situação muito difícil no Acre, e não podemos ficar de braços cruzados. A prefeitura de Rio Branco, por exemplo, está arcando com 80% dos custos dessas ações sociais, utilizando recursos do IPTU, que deveriam ser destinados a outras áreas. O governo federal precisa assumir sua responsabilidade e garantir que os recursos cheguem aos municípios, onde as necessidades são urgentes”, afirmou João Marcos Luz.

A falta de repasses tem impactado diretamente o planejamento e a execução das políticas públicas em diversas frentes, prejudicando a qualidade do atendimento à população em situação de risco.

Luz finalizou seu discurso reforçando que não se pode esperar mais tempo pela liberação dos valores prometidos, uma vez que a situação no estado requer respostas imediatas.

O encontro na CIT SUAS é um dos muitos espaços em que gestores municipais buscam cobrar a atuação do governo federal para garantir o adequado financiamento e execução das políticas sociais em todo o Brasil.

 

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Acre

Sejusp firma parceria para garantir economia de recursos públicos

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, realizou na manhã desta quarta-feira, 11, reunião de alinhamento para discutir importações diretas de tecnologias de segurança e armamentos.

Reunião foi realizada para discutir importações diretas de tecnologias de segurança e armamentos. Foto: Mariana Moreira/Sejusp

Com objetivo de adquirir equipamentos de ponta para os operadores de segurança e garantir a máxima economicidade do recurso público, a Sejusp realiza uma parceria com o Banco do Brasil. Essa parceria visa apoio especializado em contratos de câmbio, garantir que o fluxo de pagamentos acompanhe o ritmo das necessidades da segurança pública no Acre e a redução da burocracia nas transações internacionais.

Parceria representa um passo para melhores condições de investimento público.Foto: Mariana Moreira/Sejusp

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, reitera que essa parceria representa um passo para melhores condições de investimento público. “O Estado está comprando produtos de alta performance com custos significativamente reduzidos, então temos equipamentos de melhores condições de trabalho para as forças de segurança, para proteger o cidadão acreano”. 

Chefe do financeiro da Sejusp, Eric Oliveira. Foto: Mariana Moreira/Sejusp

“Evitando as margens de lucro de revendedores nacionais, a Sejusp consegue fazer o orçamento render mais, revertendo essa economia em mais equipamentos e melhores condições de trabalho para as forças de segurança”, destacou o chefe do setor financeiro da Sejusp, Eric Oliveira. 

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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