Acre
Alan Rick é contra proposta de Reforma da Previdência: “estou do lado do povo”
O deputado republicano Alan Rick disse esta semana que não votará a favor da PEC 287/2016 – Proposta da Reforma da Previdência se não forem feitos os ajustes necessários para dar garantia aos parlamentares de que eles não irão prejudicar o trabalhador brasileiro. Segundo o republicano, que é contra a obrigação de contribuição por 49 anos para garantir a aposentadoria integral e a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, há uma “guerra” de números entre as informações apresentadas pelo governo e as divulgadas pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (ANFIP).
“Não há transparência com relação a se existe déficit ou se a previdência é superavitária. Os números não fecham. Órgãos como a ANFIP e a Confederação dos Aposentados Brasileiros, dizem que é superavitária e o governo diz que é deficitária. Não há segurança jurídica para os deputados votarem com clareza. Há pontos da reforma que são absolutamente inaceitáveis”, critica.
Ainda segundo o deputado acreano, o tempo mínimo de contribuição para 25 anos é extremamente polêmico. “O governo apresentou um texto muito difícil para depois negociar. Só estamos debatendo termos inegociáveis. O tempo de contribuição de 49 anos é inegociável, isso é inadmissível. Também sou contra a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres. Existem diferenças fisiológicas que precisam ser respeitadas. As mulheres precisam se aposentar antes”, defende.
Alan Rick recrimina, ainda, o fato de algumas empresas não pagarem a previdência. “Há um déficit de 426 bilhões de reais de empresas que deveriam ter pago a Previdência e isso não foi feito. O cidadão não tem acesso a quanto foi depositado do seu salário pelo empregador mês a mês nas contas da Previdência. Não há transparência. Tudo isso me fez pontuar contrário à reforma e, mais que isso, porque considero um retrocesso com relação à garantia de uma velhice com mais dignidade”, acrescentou.
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Acre
Jovem sofre crise epiléptica, quase se afoga em açude e é resgatada por adolescente em Rio Branco
Vítima foi retirada da água por uma parente de 14 anos e encaminhada ao Pronto-Socorro em estado estável
A jovem Marcela Souza Mendonça, de 20 anos, sofreu um ataque epiléptico e quase se afogou em um açude localizado em uma colônia no Ramal Adalto Frota, às margens da BR-364, na região da Custódio Freire, em Rio Branco.
De acordo com familiares, Marcela, que é epiléptica, tomava banho no açude quando, de forma repentina, sofreu uma crise e afundou na água. Uma adolescente de 14 anos, parente da vítima, presenciou a situação, mergulhou e conseguiu retirá-la do açude, evitando o afogamento.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, e uma ambulância de suporte avançado foi enviada ao local. Ao chegarem, os paramédicos encontraram a jovem consciente, porém debilitada em razão da crise. Após os primeiros atendimentos, Marcela foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde deu entrada em estado de saúde estável.
A Polícia Militar não foi acionada para atender a ocorrência.
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Acre
Governo do Acre lança programa para formar 40 empresas importadoras e fortalecer comércio exterior
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), apresentou na última sexta-feira, 6, uma estratégia inédita de formar empresas para atuação no comércio exterior. A iniciativa, em parceria com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais (Federacre), qualificará 40 micros e pequenas empresas para a atividade de importação. O encontro reuniu representantes de 11 associações comerciais, além de diretores e técnicos. A proposta é estruturar uma nova cultura empresarial voltada à inserção internacional.
Durante a apresentação, o titular da Seict, Assurbanípal Mesquita, destacou que o programa vai criar um ambiente prático de formação. “A meta é qualificar 40 empresas importadoras, realizando desde a capacitação até a importação efetiva. Queremos proporcionar ao empresário a experiência real da sua primeira operação, para que ele possa transformar isso em um novo negócio. Importação e exportação representam uma oportunidade estratégica para ampliar margens e diversificar mercados. Vamos alcançar empresários de todos os municípios do estado”.

A presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola (Acisa), Patrícia Dossa, enfatizou o impacto prático da capacitação para o setor empresarial. “São parcerias essenciais para o crescimento das associações e dos empresários que estão na ponta. Aprender a importar e, depois, conseguir andar com as próprias pernas vai fazer muita diferença. Adquirir produtos diretamente do mercado internacional amplia competitividade e reduz custos. Esse curso facilitará o acesso dos empreendedores das cidades do interior a orientações técnicas e bem especializadas”.
Para o diretor de Projetos da Federacre, Clóvis Console, o programa simboliza a aproximação concreta entre poder público e iniciativa privada. “Vamos beneficiar empresários de todo o estado, inclusive de municípios onde ainda estamos estruturando entidades representativas. A formação de grupos de importadores permitirá compras mais competitivas e fortalecerá a economia local. Trazer dinheiro novo para o Acre, por meio do comércio exterior, é uma estratégia para lá de assertiva que vai impactar diretamente na vida da nossa população com mais variedades e outros”.

Na avaliação da presidente da Associação Comercial e Empresarial de Acrelândia (Aceac), Daiane Figueiredo, a iniciativa fortalecerá o empresariado com qualificação. “Se você não investe no empresário, não tem resultado. Estou empolgada porque essa é uma oportunidade de crescermos juntos, iniciativa privada e poder público. Quem está na ponta são as associações, então isso é mais que necessário. Com incentivo e apoio, a chance de dar certo é muito maior”, concluiu, reforçando a importância da interiorização das políticas de desenvolvimento do setor.
Além da capacitação, também haverá um amplo acompanhamento especializado para que as empresas realizem a primeira operação de importação. A proposta inclui assessoria completa em todas as etapas do processo, desde a negociação internacional até os trâmites legais aduaneiros. Um dos diferenciais será a possibilidade de utilização de um contêiner compartilhado, modelo que reduz custos logísticos e dilui riscos entre os participantes. A estratégia permite que micro e pequenos empresários tenham acesso ao mercado externo com investimento inicial acessível.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Foto: Sérgio Vale










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