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Agosto Dourado reforça campanha por doações de leite materno e potes de vidro no Acre

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Bancos de leite realizam atendimento domiciliar para doadoras; leite humano é vital para bebês prematuros e ajuda a prevenir doenças na vida adulta

”O leite é importante, tem vários benefícios, principalmente para os prematuros e para ganhar peso”, disse Janilda, nutricionista especialista em nutrição neonatal. Foto: cedida 

A campanha Agosto Dourado está intensificando as ações de conscientização sobre a importância do aleitamento materno e convocando lactantes a doarem leite humano e potes de vidro com tampa plástica para armazenamento em todo o estado. O material será destinado a recém-nascidos necessitados, especialmente prematuros internados em UTIs.

Para doar, as mães precisam estar com a saúde em dia e se sentirem confortáveis. Os bancos de leite do estado oferecem atendimento domiciliar para facilitar o processo.

Segundo a nutricionista especialista em nutrição neonatal Janilda Moraes, o leite materno é “um líquido precioso” que auxilia no crescimento, desenvolvimento e ganho de peso dos bebês.

“Quanto mais mães doadoras, mais crianças serão beneficiadas. Esse leite não só ajuda agora, mas previne doenças como diabetes no futuro”, destacou Janilda Moraes.

A cor dourada da campanha simboliza o valor nutricional do leite materno, considerado o alimento mais completo para os primeiros meses de vida. Além de salvar vidas, a doação fortalece o vínculo emocional entre mãe e bebê.

Para doar o leite materno é muito mais simples do que muita gente imagina. Basta buscar o Banco de Leite mais próximo da sua residência: toda região tem um banco de leite responsável. Daí é só ligar e agendar a visita das enfermeiras que vão até à sua casa colher os primeiros exames. Estando com os exames em dia, o próprio banco leva os potinhos de coleta à sua casa e depois, vem retirar.  Simples e sem precisar sair de casa.

  • Estar amamentando e saudável
  • Coletar o leite em frasco de vidro esterilizado
  • Entrar em contato com o banco de leite mais próximo
Eu tenho pouco leite

Esse é um dos grandes mitos que faz com que muitas mulheres deixem de doar: todo leite importa. Você sabia que 1 ml de leite materno pode salvar a vida de um bebê prematuro? Pois é, quando dizemos que todo leite importa, não é um exagero. Imagina 1 ml de cada mulher, que diferença faria na vida de tantos bebês? Não existe quantidade mínima para que seja feita a coleta: quanto você conseguir retirar, eles vêm buscar.

“Ah, mas como eu tenho pouco leite, meu filho vai ficar com fome”. Claro que não é para deixar o seu filho com fome, seu filho é sua prioridade, sempre. Doamos o excesso.

Outra dúvida muito frequente é se mães de bebês que estão com pouco ganho de peso podem doar. E a resposta é sim! No banco, o leite passa por testes e é feita a contagem de calorias, a acidez, enfim, são checados vários parâmetros para que a oferta seja feita de acordo com as necessidades individuais de cada bebê. Além disso, não existe leite fraco, portanto,  o pouco ganho de peso do seu bebê (se é que isso é verdadeiro pois muitos médicos ainda colocam uma régua irreal em todos os bebês) pode estar associado a uma pega inadequada, ao freio lingual… portanto o ideal é passar em consulta com uma Consultora de Aleitamento Materno ou com uma Pediatra pró-amamentação para checar o que pode estar ocasionando o baixo peso.

Quem NÃO PODE doar?

Todo leite que chega ao Banco de Leite passa por uma triagem e é submetido à testagem. Mães HIV positivas e usuárias de drogas, são as únicas que não podem doar. Se você toma qualquer medicamento que é compatível com a amamentação do seu bebê, seu leite pode ser doado.

Por quê não pode amamentação cruzada mas pode receber leite de outras mães via doação?

Contraindicada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação cruzada, como é conhecida a prática de mães que amamentam filhos de outras mulheres, traz diversos riscos ao bebê, podendo transmitir doenças. Todo leite que chega ao Banco é testado e segue rigorosamente os protocolos de higiene, em seguida passa por um processo de pasteurização que amplia sua validade para 6 meses sob refrigeração.

O leite materno pode ser armazenado durante 15 dias no freezer ou 12 horas na geladeira. Para doar, o ideal é que esteja congelado. Foto: cedida 

Como armazenar o leite para doação?

O leite materno deve ser armazenado em potes esterilizados de vidro com tampa plástica. A maioria dos Bancos de Leite já doam esses potes. Caso vá utilizar um pote seu, a esterilização é bem simples: basta lavar bem, colocar em água fervente e deixar secar com a boca para baixo em um pano limpo. Secou, fechou, está estéril.

Como fazer a retirada do leite

É importante que a mulher use máscara e touca. A bomba extratora de leite auxilia, mas não é fundamental para fazer a retirada do leite. Para fazer a extração de forma manual, basta apertar a mama e desprezar o primeiro jato. Caso consiga tirar pouca quantidade, mas o pote de armazenamento for grande, basta pegar uma etiqueta e anotar o dia e a hora que fez a primeira coleta e colar no pote.

Quando conseguir extrair mais leite, pode colocar junto e anotar. A anotação é importante pois vai te ajudar a saber exatamente o dia da primeira coleta já que o leite coletado pode ser em até 15 dias da primeira coleta feita. Outra dica: procure deixar dois dedos longe da borda do pote já que quando o leite congela ele acaba aumentando e pode estourar o vidro.

O leite materno pode ser armazenado durante 15 dias no freezer ou 12 horas na geladeira. Para doar, o ideal é que esteja congelado. Cuidado para não deixar o leite próximo à alimentos com cheiro forte, como peixe. O único leite que é descartado pelo Banco é o odorizado. Potinho pronto e congelado, basta ligar no Banco de Leite e aguardar a retirada.

Janilda Moraes, especialista em nutrição infantil, já trabalhou em seis países e agora reforça cuidados com recém-nascidos no Acre

Janilda com trabalho desenvolvido no Brasil, o que resultou em um convite para escrever um capítulo sobre bancos de leite humano em um livro que está sendo finalizado por um grupo de profissionais da América Latina.

Natural do Acre, a nutricionista Janilda Moraes construiu uma trajetória profissional internacional antes de retornar para atuar em Brasiléia, onde agora reside com a família. Especializada em nutrição neonatal, ela acumula experiência em seis países: México, Paraguai, Uruguai, Argentina, Costa Rica e Brasil.

Com conhecimentos técnicos e práticos adquiridos ao longo dos anos, Janilda Moraes destaca a importância da alimentação adequada para recém-nascidos, especialmente em casos de prematuridade e outras condições que exigem cuidados específicos.

“A nutrição nos primeiros meses de vida é fundamental para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança. Cada detalhe, desde o aleitamento materno até a introdução alimentar, deve ser acompanhado com atenção”, explica a profissional.

De volta ao Acre, ela vem contribuindo com sua expertise para melhorar os protocolos de nutrição infantil na região, trabalhando em conjunto com equipes de saúde locais e regionais, reforça a ‘Campanha Agosto Dourado’ intensificando as ações de conscientização sobre a importância do aleitamento materno e reforça o pedido de doações, tanto de leite humano, como de potes de vidro com tampa plástica para armazenar o líquido, que será destinado a bebês necessitados no estado.

A profissional concedeu entrevista o Talk Show ‘Oaltoacre Entrevista’, onde falou da campanha em 2024. Foto: arquivo

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Patrulha Maria da Penha se consolida no Acre como símbolo de enfrentamento à violência doméstica

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Programa da segurança pública estadual atua na proteção e acompanhamento de mulheres vítimas de violência de gênero

Com variás atuações no Acre, Patrulha Maria da Penha se torna um marco na luta contra a violência de gênero. Foto: Sejusp

Uma das políticas públicas que simbolizam o enfrentamento à violência de gênero no Acre é a Patrulha Maria da Penha, iniciativa da segurança pública estadual que há mais de seis anos atua na proteção e acompanhamento de mulheres vítimas de violência doméstica no Acre.

Criada com o objetivo de garantir o cumprimento das medidas protetivas e oferecer suporte às mulheres em situação de vulnerabilidade, a Patrulha Maria da Penha atua de forma integrada com o Judiciário, o Ministério Público e a rede de assistência social. O trabalho consiste em visitas periódicas, monitoramento de casos e orientação sobre os direitos das vítimas, contribuindo para a prevenção de novos episódios de violência.

O programa é considerado um dos pilares das políticas de segurança voltadas às mulheres no estado e tem se consolidado como referência na proteção de vítimas de violência doméstica. A iniciativa reforça o compromisso do governo do Acre com a promoção de uma cultura de paz e respeito aos direitos humanos.

Ao longo desse período, o serviço tem se consolidado como uma das frentes mais importantes de prevenção à reincidência da violência e, consequentemente, de combate ao feminicídio. Foto: captada 

Criada em setembro de 2019, a patrulha tem como principal função fiscalizar o cumprimento de medidas protetivas de urgência, além de orientar e encaminhar as vítimas para a rede de proteção formada por instituições da Justiça, assistência social e segurança pública.

Ao longo desse período, o serviço tem se consolidado como uma das frentes mais importantes de prevenção à reincidência da violência e, consequentemente, de combate ao feminicídio.

Presença em várias regiões do estado

Atualmente, a Patrulha Maria da Penha já está presente em Rio Branco, Acrelândia, Plácido de Castro, Epitaciolândia, Brasiléia, Senador Guiomard, Bujari, Sena Madureira, Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, atuando em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre, por meio de termo de cooperação institucional.

Comandante-geral da PMAC, Marta Renata Freitas, ressaltou os avanços trazidos pela Patrulha. Foto: Sejusp

Quando a patrulha completou seis anos, em 2025, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, em publicação da Agência de Notícias do Acre, destacou que a iniciativa representa um marco na proteção às mulheres no estado.

“A criação da Patrulha Maria da Penha é um passo significativo na proteção das mulheres, garantindo que elas tenham apoio e segurança em momentos de vulnerabilidade. Com essa iniciativa, reforçamos nosso compromisso de construir uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou.

Secretário de Estado de Segurança Pública, José Américo Gaia, destaca que a Patrulha Maria da Penha é um passo significativo na proteção das mulheres. Foto: Sejusp

Expansão para novos municípios

Apesar dos avanços, o desafio ainda é ampliar a presença da patrulha em todo o território acreano. Atualmente, o estado conta com núcleos em oito municípios, mas o objetivo é alcançar todos os 22 municípios. A coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, tenente-coronel Cristiane, explica que a expansão vem ocorrendo de forma gradual, conforme a disponibilidade de efetivo e estrutura.

“A patrulha Maria da Penha está sediada em Rio Branco, mas atende todos os municípios do estado. Em seis anos, conseguimos ampliar para oito municípios e seguimos trabalhando para alcançar todo o Acre”, afirmou.

Segundo ela, o município de Xapuri está entre os que estão sendo avaliados para receber um núcleo da patrulha.

“O objetivo é instalar núcleos em todos os municípios, mas isso exige efetivo e estrutura. Xapuri é um dos locais que estão sendo estudados para receber a Patrulha Maria da Penha”, explicou.

As declarações da coordenadora da patrulha foram feitas durante visita a Xapuri, durante ações da Operação Mulheres, iniciativa integrada do Governo Federal voltada ao enfrentamento da violência de gênero. Durante a operação, equipes percorreram municípios do interior levando orientação, fortalecendo a rede de proteção e ampliando o diálogo com a população.

Durante o encontro em Xapuri a tenente-coronel Cristianere forçou a integração entre a política estadual de segurança pública e as ações desenvolvidas nos municípios do interior. Foto: captada 

Canais de denúncia

Além da atuação direta da patrulha, as autoridades reforçam a importância da denúncia para romper o ciclo de violência.

Entre os principais canais disponíveis estão:

190 – Polícia Militar, em casos de emergência

181 – Disque denúncia anônima

180 – Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas

Os serviços permitem que vítimas ou testemunhas denunciem casos de violência com segurança, contribuindo para a responsabilização dos agressores e para a proteção das mulheres.

Atuação da Patrulha Maria da Penha tem se extendido aos municípios do interior acreano, frisou tenente-coronel Cristiane. Foto: Meure Amorim

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Caçadores desaparecidos em Porto Walter são resgatados de helicóptero após cinco dias perdidos na mata

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Edson Nascimento de Araújo e Francisco Marcos da Silva Lima sobreviveram comendo frutas e seguiram igarapé até encontrar comunidade; bombeiros orientam uso de GPS offline e permanência no local em caso de desorientação

Os dois estavam em um grupo de cinco pessoas, o grupo foi dividido e Edson e Francisco se separaram dos demais. Foto: captada 

Os caçadores Edson Nascimento de Araújo, de 51 anos, e Francisco Marcos da Silva Lima, de 31, foram resgatados de helicóptero na tarde de sexta-feira (20) após se perderem em uma mata próximo ao Rio Cruzeiro do Vale, zona rural de Porto Walter, interior do Acre.

Os dois estavam em um grupo de cinco pessoas e saíram para a caçada na última segunda-feira (16). Na terça-feira (17), o grupo foi dividido e Edson e Francisco se separaram dos demais. Os caçadores fizeram um abrigo com palhas e combinaram de se reencontrar na manhã de quinta-feira (19).

Após retornarem para o ponto de encontro, os demais caçadores perceberam que Edson e Francisco tinham se perdido, voltaram para a comunidade e chamaram os bombeiros.

O Corpo de Bombeiros seguiu para o local na manhã de sexta-feira (20), mas, assim que iniciaram as buscas, foram informados de que os caçadores tinham sido achados e estavam em outra comunidade.

Conforme o comandante do 4º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar de Cruzeiro do Sul, major Josadac Cavalcante, os homens caminharam até a Comunidade Veneza após seguirem pelo Igarapé Natal, distante cerca de 32 km de onde moram.

Os caçadores não estavam machucados, mas desorientados e precisaram de atendimento médico. Sem condições para caminhar, os dois foram levados de helicóptero.

Relato dos caçadores

“Apesar das nossas buscas, eles conseguiram chegar até essa comunidade, onde foi pedido socorro de lá. Estavam bem, contudo, bastante cansados e sem ferimentos. Pegaram muita chuva e ficaram desorientados devido à falta de sol, que é como geralmente se orientam nas caçadas”, disse o major.

Ainda conforme o comandante, os caçadores contaram que passavam o dia andando e dormiam à noite desorientados sem perceber que iam e voltavam sempre para o mesmo lugar entre terça e quinta. “Já na sexta-feira conseguiram seguir pela praia do Igarapé Natal e chegaram até uma comunidade”, destacou.

Apesar de estarem com espingarda e fogo, os homens não encontraram nenhuma caça e se alimentaram apenas dos frutos achados na mata.

Orientações dos bombeiros

O major destacou que é indicado que os caçadores baixem o mapa no celular antes de saírem para as expedições.

“O GPS funciona sem internet e facilita bastante, contudo, ao se perderem, o indicado é permanecer o mais próximo do local da desorientação e ainda, caso achem algum igarapé, seguir sempre descendo, pois vai chegar a um igarapé maior e provavelmente terá uma comunidade por perto”, concluiu.

O Corpo de Bombeiros seguiu para o local na manhã de sexta-feira (20), mas, assim que iniciaram as buscas, foram informados de que os caçadores tinham sido achados e estavam em outra comunidade. Foto: captada 

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MPF denuncia dois homens por ocupação ilegal e desmatamento na Reserva Chico Mendes

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Operação Mezenga apreendeu mais de 1.400 cabeças de gado dentro da unidade de conservação; denúncia foi apresentada à Justiça na quinta-feira (19)

A reserva extrativista abrange os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Sena Madureira e Xapuri e tem uso restrito a atividades extrativistas sustentáveis por populações tradicionais. Foto: captada

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia criminal contra dois homens por crimes cometidos durante a ocupação irregular da Reserva Extrativista Chico Mendes, no interior do Acre. A ação, protocolada na última quinta-feira (19), é resultado da Operação Mezenga, deflagrada pela Polícia Federal para apurar invasões, desmatamento e criação ilegal de gado na unidade de conservação.

Durante a investigação, a Polícia Federal apreendeu mais de 1.400 cabeças de gado dentro da reserva e em áreas adjacentes. A reserva extrativista, criada em 1990, abrange os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Sena Madureira e Xapuri e tem uso restrito a atividades extrativistas sustentáveis por populações tradicionais.

Crimes apontados na denúncia

Na denúncia, o MPF aponta a prática de:

  • Invasão de terras da União

  • Prestação de informações falsas em cadastro ambiental

  • Desmatamento

  • Uso de fogo

  • Criação irregular de gado em área protegida

Localização da Reserva Extrativista Chico Mendes em relação a América do Sul, PanAmazônia e Estado do Acre. Fonte dados: IBGE e HyBAM.

Pedidos à Justiça

Além da condenação criminal pelos crimes ambientais, o MPF requereu à Justiça a desocupação das áreas invadidas e a proibição de atividades econômicas incompatíveis com a reserva, como a pecuária extensiva.

Acordos de não persecução penal

Outros três investigados que confessaram a prática dos fatos assinaram acordo de não persecução penal e assumiram obrigações voltadas à reparação dos danos causados e à regularização ambiental das áreas afetadas.

A Operação Mezenga foi deflagrada em agosto de 2024 e teve como foco o combate ao desmatamento e à grilagem na região da reserva. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos municípios de Rio Branco, Brasiléia, Sena Madureira e Xapuri.

Além da condenação pelos crimes, o MPF requereu à Justiça a desocupação das áreas invadidas e a proibição de atividades econômicas incompatíveis com a reserva, como a pecuária. Foto: captada

A Resex Chico Mendes

Com 931 mil hectares, a Reserva Extrativista Chico Mendes é uma unidade de conservação federal e está localizada no sudeste do Acre. A sua área se espalha pelos municípios de Assis Brasil, Brasiléia, Capixaba, Epitaciolândia, Rio Branco, Sena Madureira e Xapuri. Ela foi criada em 12 de março de 1990, a partir do Decreto Presidencial no 99.144.

É considerada uma UC emblemática não só por levar o nome do líder seringueiro Chico Mendes, mas também por ser o resultado da resistência e da organização dos povos da floresta pelo seu direito de permanecer e viver de modo tradicional, em meio ao avanço da agropecuária na Amazônia entre as décadas de 1970 e 1980.

A partir de sua criação – quase um ano e meio após o assassinato de Chico Mendes – as famílias tiveram o direito de ficar em suas respectivas colocações, adotando-se uma reforma agrária diferenciada para a Amazônia. Por este modelo, seria assegurado o direito de posse da terra com uma exploração sustentável dos recursos florestais e uma agricultura e criação de animais de base familiar.

Na denúncia, o MPF aponta a prática de invasão de terras da União, prestação de informações falsas em cadastro ambiental, desmatamento, uso de fogo e criação irregular de gado em área protegida. Foto: captada

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