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Adailton Cruz pressiona governo por conclusão do PCCR da Saúde e cobra explicações sobre óbito de recém-nascido

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Durante a sessão ordinária realizada na manhã desta quarta-feira (29), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Adailton Cruz (PSB) voltou a cobrar do Governo do Estado a conclusão do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores da saúde e tratou da morte do recém-nascido José Pedro, ocorrida na Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco. O parlamentar destacou que o governo havia prometido entregar o plano até o dia 30 de setembro, mas adiou novamente o prazo para 31 de dezembro.

“Ontem, a equipe de governo se reuniu com os trabalhadores da saúde, mas, em vez de apresentar o plano concluído, pediu mais dois meses de prazo. Os servidores estão cansados de esperar e, neste momento, se reúnem em assembleia no auditório do Pronto Socorro para deliberar sobre as próximas ações. Essa Casa precisa estar ao lado desses profissionais, que sustentam o sistema de saúde com esforço e dedicação”, afirmou. Adailton reforçou que continuará acompanhando a mobilização da categoria. “Estarei com eles, como sempre estive, cobrando a entrega desse plano, que é uma reivindicação justa e essencial para o reconhecimento da saúde pública acreana.”

O deputado também lamentou profundamente a morte do bebê José Pedro, que foi retirado vivo do próprio velório após erro médico, e cobrou apuração rigorosa do caso. “Fiquei abalado com o ocorrido. Esse fato mancha a imagem da nossa saúde pública e abala a confiança da sociedade nas unidades hospitalares. É uma situação lamentável e grave, que não poderia ter acontecido”, disse. Ele ressaltou que, embora os profissionais da maternidade trabalhem sob sobrecarga e com déficit de recursos, a falha precisa ser apurada com transparência. “A Maternidade Bárbara Heliodora enfrenta falta de leitos, de técnicos, de enfermeiros e de equipamentos, mas é necessário identificar e responsabilizar os envolvidos para que tragédias como essa não se repitam.”

Adailton informou ainda que protocolou um pedido de esclarecimento à Secretaria de Estado de Saúde e apresentou requerimento para convocar o secretário da pasta e a direção da maternidade a prestarem esclarecimentos à Comissão de Saúde da Aleac. “Estamos convocando o secretário e a direção da Maternidade Bárbara Heliodora para que, no próximo dia 12, às 9 horas, venham a esta Casa explicar o que aconteceu. Essa Casa e a sociedade acreana merecem respostas”, afirmou. O parlamentar encerrou sua fala se solidarizando com a família do bebê e com os trabalhadores da saúde. “Deixo minha solidariedade à família de José Pedro e a todos os profissionais que se dedicam, mesmo diante das dificuldades. Continuaremos cobrando respostas e lutando por um sistema de saúde mais justo e humano.”

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Da zona rural para a sala de aula, professor do Estado relata história de superação

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Entre os aprovados do concurso da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), o maior da história com 3 mil vagas, está o professor Edimar do Santos Passamani. Ele foi aprovado para lecionar a disciplina de física e já foi devidamente lotado no Instituto de Educação Lourenço Filho (IELF).

A história do professor Edimar dos Santos é de superação. Nascido na zona rural do município de Plácido de Castro, ele iniciou os estudos na Escola Santa Rita de Cássia, localizada no km 65 da rodovia AC-040, km 13 do ramal Eletra. Quando finalizou a 3ª série do ensino fundamental, anos iniciais, foi o único a avançar para a etapa seguinte.

“Quando comecei a estudar, em 1998, não tinha energia elétrica e sempre foi difícil, até para ter professor na zona rural, tanto que fiquei dois anos sem estudar porque não havia professor”, faz questão de lembrar.

Professor Edimar dos Santos superou muitos obstáculos até ser aprovado no concurso da educação. Foto: Douglas Bocardi/SEE

Nesse período, ele acabou ajudando o pai na roça. O tempo passou e ele conheceu um programa de aprendizagem rural que hoje é o Caminho da Educação do Campo.  “Foi uma experiência diferente de tudo o que havíamos vivenciado, a metodologia era inovadora”, recordou.

Já adulto, ele realizou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e na primeira vez não obteve êxito. Em 2012 fez novamente a prova e, em 2013, ingressou no curso de licenciatura em física na Universidade Federal do Acre (Ufac). Já na instituição, ele decidiu novamente fazer o Enem, dessa vez para Direito, momento em que conseguiu 940 pontos na redação.

Por toda esta trajetória, ao assumir o cargo de professor efetivo diz que o sentimento é de muita alegria. “Era o meu sonho quando estava no ensino médio, porque a vida na roça era muito pesada e eu acabei me inspirando nos meus ex-professores e todo o dia, quando acordo, eu penso que realizei um sonho. Então é muito gratificante”, enfatiza.

Amor pela educação

O professor Edimar faz questão de dizer que ama estar em sala de aula. Ele leciona desde 2017. “Lecionar não é simplesmente ensinar o que aprendi, o que está lá no currículo, mas poder transformar vidas e influenciar outros estudantes a buscarem o melhor para suas vidas”, afirma.

Ele foi incentivado por um ex-professor de matemática a fazer a licenciatura em física. Por um tempo ele lecionou matemática. “Me sentia um peixe fora d’água, porque eu não sabia muito de física, mas aos poucos eu fui estudando, me superando, me dedicando”, explicou.

Professor Edimar dos Santos: “Lecionar é transformar vidas”. Foto: Douglas Bocardi/SEE

Algumas vezes ele foi reprovado em concursos até ser aprovado em um processo seletivo. Lotado no IELF, onde já foi professor provisório. “Após sete anos atuando como professor temporário, agora em 2026 tomei posse como professor efetivo”, destacou.

“Foram 14 anos desde a conclusão do ensino médio até a efetivação no serviço público. Sair da zona rural com apenas algumas mudas de roupa e enfrentar o desconhecido em busca de um sonho foi uma verdadeira caminhada marcada por desafios, lutas e muita perseverança”, afirmou.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Secretaria de Planejamento analisa preços e dá dicas de economia para compra de material escolar

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Por Arlene Pessoa e Marky Brito

Montar a mochila para o ano letivo de 2026 exige mais do que seguir uma lista de materiais: demanda estratégia. Para ajudar pais e responsáveis a enfrentar esse desafio, a Secretaria de Planejamento do Acre (Seplan) realizou, entre 13 e 15 de janeiro, um levantamento detalhado nos principais estabelecimentos de Rio Branco. O objetivo é mostrar onde estão as maiores armadilhas e também as melhores oportunidades de economia.

Alerta: diferenças de preços assustam

A grande surpresa deste ano é a disparidade extrema entre os preços de um mesmo item. Sem pesquisa, o consumidor pode pagar até dez vezes mais por um produto idêntico. O caso mais emblemático é o da borracha branca simples, cuja variação chega a 990,9%, custando R$ 0,55 no local mais barato e R$ 6,00 no mais caro.

Essa diferença não é novidade, mas vem crescendo. Em 2023, a maior variação registrada para o mesmo item foi de 698%. Em 2026, 28 dos 42 produtos analisados apresentam variação superior a 100%, ou seja, podem custar mais que o dobro, dependendo da loja. Outros destaques negativos são o apontador simples (680% de variação) e a tesoura escolar (351,8%).

Boas notícias: o que ficou mais barato?

Apesar das disparidades, há motivos para respirar aliviado. Comparando 2026 com 2025, vários itens importantes ficaram mais acessíveis. Entre as reduções mais significativas estão:

• Refil para fichário (80 folhas): queda de 24,68%;
• Lápis de cor (12 cores): redução de 24,22%;
• Marca-texto: diminuição de 22,88%.

O cenário é animador, especialmente se comparado a 2024, quando apenas dois itens da categoria de papéis e cadernos tiveram queda registrada. Em 2026, o número subiu para seis, desafogando o orçamento das famílias.

Dicas de ouro para economizar

A pesquisa reforça um ponto essencial: preço alto não é sinônimo de qualidade. Muitas vezes, o valor sobe apenas por conta de personagens licenciados ou marcas famosas estampadas nos materiais. Para evitar gastos desnecessários, vale seguir algumas orientações simples:

1. Priorize a funcionalidade: um caderno básico cumpre o mesmo papel que um personalizado — por uma fração do preço;
2. Pesquise até nos itens pequenos: produtos como a cola bastão subiram 15,28% este ano. Economizar nos detalhes faz diferença no total;
3. Atenção especial aos cadernos: o modelo de 10 matérias pode variar de R$ 18,65 a R$ 64,00. Uma rápida comparação pode render quase R$ 50,00 de economia em um único item.

O mercado de materiais escolares em Rio Branco em 2026 oferece boas oportunidades para quem pesquisa antes de comprar. Com atenção e planejamento, é possível montar a lista completa sem comprometer o orçamento familiar.

Acesse o relatório completo aqui.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Prefeitura de Assis Brasil realiza reunião para alinhar cadastro habitacional e ações de prevenção

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A Prefeitura de Assis Brasil realizou uma reunião de alinhamento com as equipes da Defesa Civil, Assistência Social, Procuradoria-Geral do Município (PGM), Secretaria de Obras, Setor de Cadastro e equipe de Engenharia, com o objetivo de organizar e definir critérios para o cadastro de famílias que residem em áreas de risco, áreas de proteção ambiental e locais afetados por enchentes nos períodos de chuvas.

Durante o encontro, foi discutida a importância de um trabalho técnico e integrado para identificar, mapear e atualizar informações das famílias que vivem nessas áreas, subsidiando o planejamento de futuras ações de realocação, sempre com base em critérios legais, sociais, ambientais e técnicos.

O município irá realizar esse cadastro em parceria com o Governo do Estado, como etapa fundamental do planejamento habitacional. Assis Brasil conta atualmente com 11 unidades habitacionais já concluídas, restando apenas a etapa de entrega, além de 11 unidades em construção na parte alta da cidade. Outras unidades habitacionais ainda deverão passar por fases como cadastro, análise técnica, projetos e construção.

A Prefeitura reforça que o cadastro não garante, de forma imediata, o recebimento de unidade habitacional, nem significa concessão automática de moradia para famílias que residem em áreas de risco. Trata-se de um levantamento técnico essencial para orientar decisões futuras, conforme a disponibilidade de unidades e o cumprimento dos critérios estabelecidos.

A gestão municipal segue trabalhando de forma responsável e integrada, buscando soluções habitacionais seguras e planejadas, em parceria com o Estado e demais instituições, com foco na prevenção de riscos e na melhoria da qualidade de vida da população.

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