Acre
Acre perde 74 vagas formais em novembro e acumula dois meses seguidos com mais demissões que contratações
Construção civil foi o setor mais afetado, com queda de 372 postos; comércio e serviços tiveram saldo positivo, mas não compensaram perdas

Em Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do estado, o resultado também foi positivo, com saldo de 36 vagas: foram 283 contratações e 247 desligamentos, lojas de Cruzeiro do Sul. Foto: captada
Pelo segundo mês consecutivo, o Acre fechou com saldo negativo no mercado formal de trabalho, segundo dados de novembro do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foram 4.555 admissões contra 4.629 demissões, resultando na perda líquida de 74 vagas.
A queda foi puxada principalmente pelo setor da construção civil, que registrou 414 contratações e 786 demissões, extinguindo 372 postos de trabalho. O setor de serviços, com saldo positivo de 67 vagas (2.381 admissões e 2.314 demissões), e o comércio, com saldo de 208 vagas (1.331 admissões e 1.123 demissões), não foram suficientes para compensar as perdas. A indústria praticamente empatou, com uma vaga a menos, e a agropecuária teve saldo positivo de 24 vagas.
O estado havia interrompido, em outubro, uma sequência de oito meses seguidos de saldo positivo, quando perdeu 172 vagas formais.
Situação nos municípios
No recorte por municípios, Rio Branco ficou responsável pela maior fatia do mercado de trabalho estadual e terminou o mês com 3.385 admissões e 3.085 desligamentos, um saldo de 300 vagas.
Em Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do estado, o resultado também foi positivo, com saldo de 36 vagas: foram 283 contratações e 247 desligamentos.
Já o Bujari, no interior do estado, teve um dos piores desempenhos proporcionais com saldo de -161, após 153 admissões e 314 demissões no município.

No recorte por municípios, Rio Branco ficou responsável pela maior fatia do mercado de trabalho estadual e terminou o mês com 3.385 admissões e 3.085 desligamentos, um saldo de 300 vagas. Foto: captada
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Acre
Rio Acre mantém vazante e registra 10,79 metros ao meio-dia em Rio Branco

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
O nível do Rio Acre continuou em tendência de vazante neste domingo, 04, em Rio Branco (AC). De acordo com boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal, o manancial marcou 10,79 metros na medição realizada ao meio-dia, permanecendo bem abaixo das cotas de alerta e de transbordo.
Ainda segundo os dados oficiais, às 5h18 da manhã o rio estava em 11,02 metros. Já na segunda medição do dia, às 9h, o nível caiu para 10,85 metros, confirmando a redução gradual ao longo das horas.
A Defesa Civil informou que não houve registro de chuva nas últimas 24 horas na capital acreana, com índice pluviométrico zerado.
Atualmente, a cota de alerta do Rio Acre é de 13,50 metros, enquanto a cota de transbordo é de 14 metros.
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Acre
Geração de empregos no Acre desacelera e acende alerta para 2026
Dados do Caged mostram perda contínua de ritmo após pico no pós-pandemia e 2025 registra pior desempenho desde a crise da Covid-19

Foto: Jardy Lopes
O Acre encerrou os últimos cinco anos com saldo positivo na geração de empregos formais, porém os números mais recentes do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam um cenário de desaceleração contínua que acende um sinal de alerta para 2026. Dados consultados na última sexta-feira (2) revelam que 2025 apresentou o pior desempenho desde 2020, ano marcado pela crise sanitária da Covid-19.
Mesmo sob os impactos diretos da pandemia, 2020 fechou com saldo positivo de 2.604 vagas formais, impulsionado principalmente pelos setores de Serviços (1.251) e Comércio (1.019).
Em 2021, a economia acreana registrou forte reação. Foram 8.033 empregos com carteira assinada, o melhor resultado da série analisada, com destaque para Serviços (3.355), Comércio (2.424) e Construção Civil (1.251).
O ano de 2022 manteve saldo elevado, com 7.601 vagas, mas já indicava perda de fôlego. O crescimento passou a se concentrar em poucos setores, enquanto a Indústria praticamente estagnou, criando apenas 28 postos de trabalho.
A desaceleração tornou-se mais evidente em 2024. Apesar do saldo positivo de 6.688 vagas, o resultado representou nova queda em relação aos anos anteriores. Além disso, a Agropecuária entrou no campo negativo, com saldo de –43 empregos, sinalizando fragilidade em um setor historicamente relevante para o estado.
Os dados de 2025 reforçam o cenário preocupante. O Acre criou 5.482 empregos formais, o menor saldo dos últimos cinco anos — desconsiderando 2020, quando a economia enfrentava uma crise sem precedentes. O resultado confirma uma trajetória de enfraquecimento do mercado de trabalho, com redução tanto no saldo total quanto na capacidade de geração de vagas fora do setor de serviços.
Embora Serviços ainda concentre a maior parte das novas vagas (4.022), o desempenho dos demais setores foi considerado tímido. O Comércio criou 926 empregos, a Indústria apenas 88, e a Construção Civil somou 266 postos, indicando dificuldade de diversificação e menor dinamismo econômico no estado.
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Acre
Rio Acre baixa para 10,85 metros e permanece fora da cota de alerta

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
O nível do Rio Acre registrou nova redução neste domingo, 04, de acordo com boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal de Rio Branco. Às 5h18, o manancial marcava 11,02 metros e, às 9h, apresentou nova queda, atingindo 10,85 metros.
Segundo o relatório, não houve registro de chuvas nas últimas 24 horas, com índice pluviométrico de 0,00 milímetros, o que contribuiu para a manutenção da tendência de vazante do rio.
Mesmo com a redução, a Defesa Civil segue em monitoramento permanente. A cota de alerta para o Rio Acre é de 13,50 metros, enquanto a cota de transbordo é de 14,00 metros. No momento, o nível permanece abaixo dos parâmetros considerados de risco para alagamentos na capital.

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