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Acre é um dos estados com maior taxa de mortes violentas no país, aponta estudo do MP
Dados são do observatório de Análise Criminal do Núcleo de Apoio Técnico do MP-AC e apontam o Acre como sétimo colocado no ranking nacional no ano de 2018.

Mortes no Acre reduziram entre 2018 e 2019, aponta balanço — Foto: Reprodução
Por Alcinete Gadelha, G1 AC
O Acre é um dos estados com maior número de mortes violentas intencionais e ocupa o sétimo lugar no ranking nacional, com 47,9 mortes por grupo de 100 mil habitantes em 2018, conforme aponta um estudo do Ministério Público do Acre (MP-AC), que avalia os números da violência nos últimos anos.
Por estados da região Norte, o Acre é o quarto no ranking de mortes violentas no mesmo ano e ficou atrás apenas do Pará (54,6); Amapá (57,9) e Roraima (66,6).
Mesmo que em 2018 o estado tenha apresentado uma redução de 22% no número de mortes (415 no total) em relação a 2017 (531) e ter redução na taxa, que caiu de 64 para 47,9 vítimas, ainda assim se manteve bem acima da taxa nacional, que foi de 27,5 naquele ano.
Ainda de acordo com o anuário do MP, nos últimos quatro anos, o estado vem apresentando números alarmantes e sem precedentes históricos relacionados à violência.
A motivação das mortes, em sua maioria, é por causa do conflito entre organizações criminosas que começou a desencadear em 2015 no estado.
Atuação do Gaeco
O promotor de justiça, coordenador Adjunto do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Bernardo Albano, em entrevista à Rede Amazônica, disse que seis promotores atuam no grupo.
Nos últimos três anos, o grupo processou e buscou a responsabilização de mais de 1,6 mil integrantes de organizações criminosas.
“Sob a nossa ótica tem evoluído [ações de segurança], tanto que nessa crise recente, do final de semana [chacina de seis pessoas] o MP esteve presente na reunião de segurança pública, também formulando proposições ao estado para enfrentamento, de inteligência e também proposições de direcionamento de esforços de segurança”, informou.
O promotor ressaltou o reforço no contingente das polícias Federal e Rodoviária Federal, que precisam compor o sistema de segurança integrado. E acrescenta que é importante as investigações financeiras desses grupos, que é um dos principais pontos motivadores da violência e também um dos braços delas.

Promotor Bernardo Albano
Apesar da redução apresentada nos últimos dois anos, o promotor diz que é importante que todos os mecanismos de segurança estejam atentos para ter uma atuação mais rígida.
“Isso indica um momento de recrudescimento de enfrentamento entre essas organizações criminosas. Isso é um fenômeno que está contextualizado desde as ocorrências do ano passado, notadamente na região do Juruá, quando nesse enfrentamento entre as organizações, uma delas teve proeminência naquela região e essa pressão vem de certa forma esquentando esses números”, pontua.
O estudo ressalta ainda que qualquer taxa superior a 10 vítimas por grupo de 100 mil habitantes é considerada “epidêmica”, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
O perfil das vítimas são a maioria homens (91%) com idades entre 16 a 39 anos. Já os autores possuem idades entre 17 a 25 anos.
Redução nos últimos dois anos
De acordo com os dados do observatório de Análise Criminal do Núcleo de Apoio Técnico do MP-AC que comparam o primeiro semestre de 2018 e o primeiro de 2019, o cenário é de redução nos dois últimos anos, saindo de 220 para 156 mortes.
No primeiro semestre de 2019, a maioria das mortes ocorreram na capital, ou seja, 63% dos casos e 37% no interior. A maioria dos crimes ocorreu na zona urbana, segundo os dados.
Mortes em Rio Branco
De acordo com o estudo, Rio Branco atende quase todos os critérios de seleção previstos na metodologia do ranking das cidades mais violentas do mundo, exceto pelo fator relacionado à transparência e disponibilidade dos dados.
A capital do Acre apresentou uma taxa de 54,3 vítimas de morte violenta para cada grupo de 100 mil habitantes em 2018. Ao todo, foram 235 mortes violentas naquele ano.
No grupo das capitais, Rio Branco é a terceira com maior número de mortes com 58,8 mortes, tanto da região Norte, como em todo país, aponta o levantamento.
Mortos pela polícia reduziu em 54%
O número de pessoas mortas durante ações da polícia, tanto em serviço quanto fora, reduziu em 54% no ano de 2018, comparando com o ano anterior.
Os dados apontam que em 2017 foram 39 mortes já em 2018 foram 18. Em ordem decrescente, o estado está em 10º lugar no ranking nacional.
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Motociclista fica ferido após colidir contra veículo que transportava portas na BR-364
Acidente ocorreu no Segundo Distrito de Rio Branco e vítima foi socorrida pelo Samu
O motociclista Geogladson da Silva, de 44 anos, ficou ferido após colidir a motocicleta que conduzia contra a traseira de um veículo que transportava portas de madeira, na tarde desta terça-feira (10), na BR-364, no bairro Belo Jardim II, na região do Segundo Distrito de Rio Branco.
Segundo testemunhas, Geogladson trafegava no sentido bairro-centro quando acabou batendo na traseira de uma Chevrolet Montana de cor branca, que seguia no mesmo sentido transportando portas de madeira na carroceria.
Com o impacto, o motociclista atingiu o tórax nas portas e caiu no asfalto. Na queda, ele sofreu trauma fechado no tórax, com suspeita de fratura em algumas costelas, além de fratura na perna esquerda.
Populares que passavam pelo local prestaram os primeiros socorros e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Inicialmente, uma ambulância de suporte básico foi enviada para o atendimento, e posteriormente uma equipe de suporte avançado também foi deslocada para auxiliar no socorro.
Após ser imobilizado e estabilizado pela equipe médica, o motociclista foi encaminhado ao pronto-socorro da capital com estado de saúde considerado estável.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local, isolou a área para os trabalhos da perícia e, após os procedimentos de praxe, os veículos envolvidos foram removidos por um guincho.
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Motociclista por aplicativo sofre fratura exposta após colisão na Estrada do Calafate
Acidente ocorreu após motorista sair de rua lateral; ocupantes da outra moto deixaram o local após a batida
O motociclista por aplicativo Marcelo Cruz de Oliveira, de 40 anos, ficou ferido após um acidente registrado na tarde desta terça-feira (10) na Estrada do Calafate, no bairro Portal da Amazônia, na região do Calafate, em Rio Branco.
Segundo testemunhas, Marcelo seguia no sentido centro-bairro em uma motocicleta quando um carro modelo Chevrolet Onix, de cor branca, saiu repentinamente de uma rua lateral para acessar a via principal.
Ao se assustar e temer que o veículo entrasse na sua frente, o motociclista acabou invadindo a contramão e colidiu contra outra motocicleta que trafegava no sentido contrário.
Com o impacto, Marcelo foi arremessado ao asfalto e sofreu uma fratura exposta na tíbia da perna direita. A passageira que estava na garupa teve apenas escoriações leves.
Após a colisão, os dois ocupantes da motocicleta atingida — que carregavam uma bolsa nas costas — se levantaram, ergueram o veículo e deixaram o local.
Populares acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que enviou uma ambulância de suporte avançado para prestar atendimento. Após ser imobilizado e estabilizado pela equipe médica, Marcelo foi encaminhado ao pronto-socorro da capital com estado de saúde considerado estável.
A passageira não precisou de atendimento médico e deixou o local por meios próprios.
O Batalhão de Policiamento de Trânsito da Polícia Militar do Acre esteve na área e realizou o registro do Boletim de Acidente de Trânsito (BAT), já que a outra motocicleta envolvida não permaneceu na cena do acidente.
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Peritas criminais do Acre passam a representar Região Norte em Comitê Gestor da Rede Nacional de Perfis Genéticos
As peritas oficiais criminais da Polícia Civil do Acre (PCAC), Mônica Gabrielle Paêlo e Suênia Geysa Cardoso de Almeida, passam a integrar o Comitê Gestor da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), colegiado nacional responsável pela gestão estratégica dos bancos de DNA no Brasil. A designação foi oficializada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) por meio da Portaria nº 34/2026.

Especialistas em genética forense, as profissionais representarão a Região Norte no comitê. Mônica Gabrielle Paêlo atuará como membro titular, enquanto Suênia Geysa Cardoso de Almeida exercerá a função de suplente, garantindo a participação da região nas decisões técnicas e estratégicas relacionadas ao uso de perfis genéticos nas investigações criminais.
A Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos é considerada uma ferramenta fundamental para a elucidação de crimes complexos, identificação de pessoas desaparecidas e fortalecimento da produção de provas científicas no sistema de justiça. O Comitê Gestor tem a atribuição de coordenar a integração dos bancos de dados estaduais e federais, além de estabelecer padrões técnicos e éticos para o uso dessas informações.
O diretor do Departamento de Polícia Técnico-Científica da PCAC destacou que a escolha das peritas acreanas evidencia o reconhecimento do trabalho desenvolvido no estado. “A participação das nossas peritas no Comitê Gestor da Rede Nacional de Perfis Genéticos demonstra o alto nível técnico da Polícia Científica do Acre e reforça a importância de integrar a Região Norte nas decisões que orientam o uso da genética forense no país”, afirmou.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a indicação representa um avanço institucional. “A presença de profissionais da Polícia Civil do Acre em um comitê nacional dessa relevância demonstra a confiança no trabalho desenvolvido pela nossa perícia criminal e reforça o compromisso da instituição com a ciência e a inovação no enfrentamento à criminalidade”, declarou.
Fonte: Conteúdo republicado de POLÍCIA CIVIL - GERAL






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