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Acidente deixa 38 mortos na BR-116, em município de Teófilo Otoni (MG)
De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal, colisão em Teófilo Otoni, neste sábado (21), deixou ao menos 39 mortos.

Um acidente envolvendo três veículos deixou 39 mortos na madrugada deste sábado (21), na altura do km 285 da BR-116, no distrito de Lajinha, em Teófilo Otoni (MG). De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), é a maior tragédia em estradas federais pelo menos desde 2007, início da série histórica disponível para consulta.
Abaixo, veja a lista das dez ocorrências mais letais dos últimos 18 anos, considerando apenas as rodovias federais:
- 38 mortos – Teófilo Otoni (MG) – 2024
- 33 mortos – Nova Itarina (BA) – 2011
- 26 mortos – Descanso (SC) – 2011
- 23 mortos – Gavião (BA) – 2024
- 21 mortos – Guarapari (ES) – 2017
- 19 mortos – Guaratuba (PR) – 2021
- 17 mortos – Canindé (CE) – 2014
- 15 mortos – Curvelo (MG) – 2012
- 15 mortos – Guapimirim (RJ) – 2012
- 15 mortos – Nova Laranjeiras (PR) – 2012
- 15 mortos – Ouro Preto do Oeste (RO) – 2008
Como dito no início da reportagem, o levantamento acima leva em conta apenas as rodovias federais. Em novembro de 2020, por exemplo, um acidente entre um ônibus e um caminhão na Rodovia Estadual Alfredo de Oliveira Carvalho, entre Taguaí (SP) e Taquarituba (SP), deixou 42 mortos.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a colisão ocorreu às 3h30 e envolveu:
- um ônibus;
- um carro ;
- e uma carreta que transportava uma pedra de granito.
De acordo com a prefeitura, treze pessoas foram levadas a dois hospitais e a duas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) destavam no carro ficaram gravemente feridos.
Veja vídeo:
Segundo informações inicialmente repassadas pelo Corpo de Bombeiros, o pneu do ônibus havia estourado, e o motorista perdeu o controle da direção, batendo contra uma carreta. Um carro que vinha atrás também colidiu com o ônibus. Com a colisão, o ônibus pegou fogo.
O agente da Polícia Rodoviária Federal Fabiano Santana informou que a maior parte das mortes foi causada pelo incêndio do ônibus. “Foram vítimas resgatadas [e levadas ao hospital], pessoas que se queimaram tentando resgatar vítimas, crianças pedindo para resgatar os pais”, relatou Santana. Dos 38 corpos, 25 estavam totalmente carbonizados.
Já de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, informações preliminares e vestígios no local demonstram que possivelmente um grande bloco de granito soltou-se da carroceria da carreta e atingiu o ônibus que seguia na rodovia, em sentido contrário.
Logo após o impacto da pedra com o ônibus, ocorreu um grande incêndio no veículo. A polícia ainda investiga as circunstâncias do acidente.
O ônibus da empresa EMTRAM saiu de São Paulo na sexta-feira (20) por volta das 7h e tinha como destino Elísio Medrado (BA), um trajeto de aproximadamente 1,5 mil km.
O tenente Alonso Vieira Júnior, comandante da Segunda Companhia de Bombeiros Militares de Teofilo Otoni, deu detalhes sobre a dinâmica do acidente.
“Segundo informações de testemunhas no local, o ônibus seguia em direção a Teófilo Otoni, na BR-116, perdeu o controle, colidiu com a carreta, onde veio a se incendiar. Posteriormente, um veículo, que vinha também em sentido a Teófilo Otoni, colidiu também. Felizmente, as vítimas foram resgatadas com vida. Todavia, tivemos uma grande quantidade de vítimas carbonizadas no ônibus”.
Em nota enviada à imprensa, a empresa lamentou o acidente e disse que está colaborando na investigação da causa do acidente e que “empenhando máximo esforço para auxiliar as pessoas envolvidas e seus familiares, oferecendo e providenciando todo o apoio necessário, inclusive acompanhamento psicológico”.
Ainda segundo a PRF, a pista ficou totalmente interditada por aproximadamente 6 horas. O trânsito foi liberado no fim da manhã e seguiu em esquema de “pare e siga”.
Nas redes sociais, o governador Romeu Zema lamentou o acidente. “Toda minha solidariedade aos familiares e amigos. Estamos trabalhando para que as famílias das vítimas sejam acolhidas para enfrentar de forma mais humanizada possível essa tragédia às vésperas do Natal, uma data tão significativa para todos”, disse.
O governo de São Paulo ofereceu agentes da Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) e do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) para ajudar na identificação dos mortos.
Trecho teve radares removidos
De acordo com apuração do repórter Jerry Santos, da Inter TV, exatamente no trecho da rodovia onde ocorreu o acidente havia um radar que limitava a velocidade dos veículos a 60 km/h. Este e outros radares foram removidos recentemente desta parte da BR-116 por estarem com a documentação vencida.
Nos últimos dias, ao menos três acidentes com vítimas fatais aconteceram em frente a locais onde os radares existiam, mas foram retirados. De acordo com o DNIT, novos equipamentos serão colocados nos mesmos locais em 2025, por uma outra empresa responsável pela instalação.


Ônibus pegou fogo após colidir contra carreta. Foto: Corpo de Bombeiros

Ônibus pegou fogo após colidir contra carreta. Foto: Corpo de Bombeiros MG/Divulgação

Ônibus ficou totalmente incendiado. Foto: Corpo de Bombeiros

Pertences dos passageiros ficaram espalhados pela pista. Foto: Corpo de Bombeiros
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Dique da Vale se rompe entre Congonhas e Ouro Preto, em Minas Gerais

Um dique da mineradora Vale se rompeu neste domingo (25/1), entre as cidades de Congonhas e Ouro Preto, em Minas Gerais.
A água chegou a cerca de 1,5 m de altura, interrompeu a captação de água e paralisou as operações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que possui uma represa nas proximidades.
O rompimento acontece no dia em que a tragédia de Brumadinho, também em Minas Gerais, completou 7 anos.
Cerca de 200 trabalhadores que estavam no local, neste domingo, foram retirados em segurança.
Segundo informações, a represa da CSN estaria segurando a água proveniente do rompimento, evitando o agravamento da situação.
De acordo com a Vale, o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana.
“A Vale esclarece que, na madrugada deste domingo (25), houve extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG). O fluxo alcançou algumas áreas de uma empresa. Pessoas e a comunidade da região não foram afetadas. Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas”, diz o texto.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Gayer diz que após derrubada de veto da dosimetria, pauta será anistia

O deputado federal, Gustavo Gayer (PL-GO), afirmou neste domingo (24/1), que a prioridade da oposição no Congresso Nacional será derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o Projeto de Lei da Dosimetria, que prevê penas mais brandas para os acusados de tentativa de golpe de Estado no caso do dia 8 de janeiro.
De acordo com Gayer, a articulação para a derrubada do veto acontecerá já nas primeiras semanas de trabalho legislativo, que retorna em fevereiro.
“A anistia ela continuará sendo uma pauta. Agora, primeiro ponto, derrubar o vento da dosimetria. Logo agora no início das sessões, nós estamos trabalhando, articulando para que nas primeiras duas semanas a gente já consiga derrubar o veto”, disse durante a caminhada promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Ele afirmou também que o movimento iniciado por Nikolas dá espaço não apenas para a anistia, mas para “todas as pautas que realmente importam pra população brasileira, que há muito tempo tem medo até de defender por ser perseguido”.
O deputado citou a liberdade de expressão, o fim da corrupção e o desejo por um sistema judiciário mais sério.
“Obviamente, as injustiças, os prisioneiros, [o ex-presidente Jair] Bolsonaro, continuam sendo a nossa prioridade”. afirmou.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Nikolas inicia o último dia da caminhada pela liberdade

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou, neste domingo (25/1), o último dia da mobilização intitulada “caminhada da liberdade”, que saiu do interior de Minas Gerais, na segunda-feira (19/1), em direção a Brasília (DF).
O ponto de partida foi o Park Way, a cerca de 20 km do destino final. No local, os apoiadores usavam trajes verde e amarelo e bandeiras do Brasil amarradas ao corpo.
Ambulantes também vendiam camisetas com mensagens de “Fora Lula”, “Acorda Brasil” e homenagens ao ex-mandatário e ao senador e pré candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Bandeiras brasileiras com união de Estados Unidos e Israel também eram comercializadas.
O grupo saiu por volta das 9h40 em direção à Praça do Cruzeiro, onde está prevista uma manifestação em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos presos do 8 de Janeiro.
A mobilização contou, ao longo de seu percurso, com a presença de aliados políticos e apoiadores do ex-presidente.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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