Cotidiano
Abel sobre críticas à arbitragem no Choque-Rei: “Depende de onde olhar”
A arbitragem do jogo entre São Paulo e Palmeiras foi afastada pela CBF

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras • Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon
O técnico Abel Ferreira deu outro ponto de vista sobre um possível pênalti na partida entre São Paulo e Palmeiras.
Com virada, o Choque-Rei terminou com a vitória palmeirense por 3 a 2. Aos sete minutos do segundo tempo, o atacante Gonzalo Tapia foi derrubado na área pelo meia Allan, mas o árbitro Ramon Abatti Abel não assinalou a penalidade.
“Falar sobre arbitragem é algo completo. Podemos falar do lance do Bobadilla que tinha amarelo e podia levar o segundo. Depende de onde você quer olhar. A narrativa que quero construir. Estou ganhando de 2 a 0, depois levo 3 a 2 e vou encontrar formas de… com calma!”, disse Abel sobre um lance envolvendo o meia tricolor Damiám Bobadilla.
“Sobre o lance, vou dar o meu ponto de visto. Se, por qualquer motivo, no momento que o Allan escorrega, a bola estivesse sendo disputada pelo jogador do São Paulo, eu gostaria que fosse pênalti. Mas eu não tenho as leis. O Allan escorrega e depois toca no adversário. Se me lembro bem, a bola está longe. Portanto, foi sem querer. Se o jogador do São Paulo tivesse a oportunidade de disputar a bola, na minha opinião, era um pênalti”, concluiu o treinador do Palmeiras.
Além disso, o clássico teve um momento de desentendimento entre os jogadores na marca de 34 minutos da etapa final, quando o placara mostrava 2 a 2.
Em uma disputa de bola na linha de fundo, Enzo Díaz, do São Paulo, se chocou com Vitor Roque, do Palmeiras, que reagiu com irritação. A troca de empurrões deu início a um princípio de confusão entre os atletas.
O tumulto durou alguns minutos, até que os ânimos foram contidos. Após a situação se acalmar, Ramon Abatti Abel aplicou cartão amarelo para os dois envolvidos.
Com o resultado, o Palmeiras assumiu a liderança do Brasileirão.
CBF afasta ábritros
Através de comunicado oficial, a Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, neste domingo (5), o afastamento das arbitragens que comandaram as partidas entre Red Bull Bragantino e Grêmio e São Paulo e Palmeiras, ambas pelo Brasileirão.
Na nota, a entidade afirmou que os profissionais serão direcionados a “treinamento, aprimoramento e avaliação interna” para, em um futuro, retornarem aos jogos do Campeonato Brasileiro.
Ramon Abatti Abel (árbitro central) e Ilbert Estevam da Silva (VAR) foram os juízes do Choque-Rei que foram afastados pela CBF.
São Paulo detona
O São Paulo publicou um comunicado oficial criticando duramente a atuação da arbitragem na partida contra o Palmeiras. Segundo o clube, as decisões da equipe de arbitragem influenciaram diretamente no resultado da partida. No comunicado, o São Paulo afirmou ter sofrido um “grave prejuízo esportivo”.
Leia a nota do São Paulo na íntegra
O São Paulo Futebol Clube manifesta profunda indignação com a arbitragem de Ramon Abatti Abel e com a atuação do árbitro de vídeo, Ilbert Estevam da Silva, na partida deste domingo (05), contra o Palmeiras, no MorumBIS, pelo Campeonato Brasileiro.
Os erros cometidos em lances capitais tiveram influência direta no resultado do jogo e representam um grave prejuízo esportivo ao São Paulo FC.
O mais escandaloso equívoco foi a não marcação de um pênalti claro em Gonzalo Tapia, quando o time são-paulino já vencia o jogo por 2 a 0. Mesmo diante da evidência do lance, o árbitro de campo ignorou a infração, e o VAR, que deveria corrigir o erro, optou por se omitir, causando perplexidade a todos que acompanharam a partida.
Pouco tempo depois, o São Paulo também foi prejudicado por outra falta clara em Gonzalo Tapia em jogada que originou um gol do adversário — novamente sem qualquer intervenção da equipe de arbitragem.
Outros lances também passaram impunes: Gustavo Gómez atingiu Gonzalo Tapia com uma cotovelada e um pisão, em jogadas distintas, além do carrinho desproporcional de Raphael Veiga em Enzo, por trás, e da solada com o pé alto de Andreas Pereira em Marcos Antonio — passíveis de cartão vermelho, mas também ignorados pelo árbitro e pelo VAR.
O São Paulo Futebol Clube exige que a Comissão de Arbitragem da CBF adote medidas imediatas diante de mais uma atuação desastrosa da equipe de arbitragem, que compromete a credibilidade da competição e o trabalho realizado por jogadores, comissão técnica e diretoria.
Presidente Julio Casares
Fonte: CNN
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Fase de classificação da Copinha Arasuper terá sequência no Sesc
Depois da parada para o Carnaval, a fase de classificação da Copinha Arasuper volta a ser disputada neste domingo, 21, a partir das 8 horas, no ginásio do Sesc. A 5ª rodada do torneio nas categorias Sub-10, 12 e 14 deve definir os primeiros classificados para a segunda fase. “Vamos ter jogos decisivos. Isso valoriza ainda mais a rodada deste domingo”, declarou o coordenador da …
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Fonte: Conteúdo republicado de PHD ESPORTES - ESPORTES
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Semulher do Acre repudia decisão do TJMG que absolveu homem acusado de estuprar criança de 12 anos
Secretária Márdhia El Shawwa afirma que entendimento da Corte mineira “fragiliza o sistema de proteção às vítimas” e contraria legislação brasileira

Secretária Márdhia El Shawwa se manifestou após decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que absolveu um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma criança de 12 anos. Foto: captada
A Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) se manifestou publicamente neste sábado (21) após decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma criança de 12 anos .
Em nota assinada pela secretária Márdhia El Shawwa, a pasta lamentou o entendimento da Corte mineira e afirmou que decisões dessa natureza fragilizam o sistema de proteção às vítimas e podem desestimular denúncias .
Fundamentação jurídica e reação
Segundo a secretaria, a legislação brasileira é clara ao estabelecer que menores de 14 anos não podem consentir relações sexuais, sendo essa uma proteção considerada absoluta . O artigo 217-A do Código Penal tipifica como estupro de vulnerável a conjunção carnal ou ato libidinoso com menor de 14 anos, independentemente de consentimento, experiência sexual anterior ou existência de relacionamento amoroso.
A decisão do TJMG, proferida pela 9ª Câmara Criminal Especializada, aplicou a técnica do distinguishing para afastar a aplicação da Súmula 593 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabelece a presunção absoluta de violência nesses casos. O relator, desembargador Magid Nauef Láuar, argumentou que o relacionamento entre o acusado e a vítima teria sido “consensual” e contaria com “aquiescência dos genitores”.
Para a Semulher, qualquer interpretação que relativize essa regra coloca em risco a garantia de direitos de crianças e adolescentes.
Impactos e repercussão nacional
A manifestação também destaca preocupação com os impactos sociais da decisão, apontando que ela pode gerar insegurança jurídica e transmitir uma mensagem de permissividade a possíveis agressores .
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) já informou que vai recorrer da decisão, sustentando que a vulnerabilidade de menores de 14 anos é absoluta e que a dignidade sexual é bem jurídico indisponível. O caso também gerou reações de parlamentares de diferentes espectros políticos e do Ministério dos Direitos Humanos, que repudiaram a relativização do crime.
A secretaria declarou solidariedade à vítima e à família e reafirmou compromisso com a defesa dos direitos de meninas e mulheres.

Confira a nota na íntegra:
Nota pública sobre decisão proferida pelo TJMG
A Secretaria de Estado da Mulher, no cumprimento de sua missão institucional de zelar pela integridade, lamenta a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que absolveu um homem de 35 anos do crime de estupro de vulnerável contra uma criança de 12 anos.
Decisões desta natureza ignoram o trauma sofrido, invalidam a voz da vítima e, principalmente, adulteram a infância de nossas crianças. E para além disso, abre-se um precedente perigoso, criando brechas jurídicas que fragilizam o Sistema de Garantia de Direitos. Adicionalmente, a referida decisão gera insegurança jurídica, visto que desestimula a denúncia e passa uma mensagem de permissividade a potenciais agressores em todo o país.
A legislação brasileira é muito clara ao afirmar que menores de 14 anos não podem consentir relações sexuais. É uma proteção que deve ser absoluta, impedindo a transferência de responsabilidade para as vítimas, uma vez que crianças e adolescentes não possuem maturidade psicológica para tal.
Como instituição pública, não podemos aceitar que o Judiciário, guardião da Constituição e das leis, caminhe em sentido contrário à proteção integral de meninas e mulheres, especialmente na fase da infância e juventude. A justiça deve servir para amparar os vulneráveis, e não para validar abusos sob justificativas subjetivas que ignoram o texto legal.
Manifestamos nossa solidariedade à vítima e sua família e reafirmamos, mais uma vez, o nosso compromisso público na luta pela proteção e garantia de direitos de meninas e mulheres.
Márdhia El Shawwa
Secretária de Estado da Mulher
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Vídeo de criança indígena comendo tanajura encanta redes e valoriza tradição alimentar amazônica
Na gravação, a pequena Yandra Mawe aparece segurando o inseto e explica que “é uma delícia”; tanajura é iguaria típica de comunidades tradicionais do Norte e Nordeste

Nas imagens, a pequena aparece segurando o inseto e afirma que considera a iguaria “uma delícia”. Foto: captada
Um vídeo publicado no perfil de Yandra Mawe chamou atenção e repercutiu nas redes sociais ao mostrar uma criança indígena comentando, de forma espontânea, sobre o consumo de tanajura — formiga tradicionalmente apreciada em diversas regiões do Brasil, principalmente na Amazônia .
Nas imagens, a pequena criança indígena aparece segurando o inseto e afirma que considera a iguaria “uma delícia” . Com naturalidade, ela ainda orienta que não se deve comer a cabeça da formiga, explicando que apenas a parte inferior pode ser consumida .
Valor cultural e nutricional
A tanajura, também conhecida em algumas regiões como içá ou saúva, é consumida principalmente durante o período de revoada e faz parte da cultura alimentar de comunidades indígenas e de populações do Norte e Nordeste do país. Rica em proteínas, a formiga é geralmente torrada antes de ser ingerida .
O vídeo repercutiu pela espontaneidade da criança e também por valorizar um costume tradicional que, para muitos, ainda desperta curiosidade .

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