Acre
A trajetória de Dom Moacyr Grechi, homem de fé que lutou pelos povos amazônicos
O livro destaca como, mesmo aos 83 anos, Dom Moacyr permaneceu uma “parábola viva” do compromisso com o Evangelho, unindo mística espiritual e coragem profética

O livro destaca como, mesmo aos 83 anos, Dom Moacyr permaneceu uma “parábola viva” do compromisso com o Evangelho, unindo mística espiritual e coragem profética. Foto: cedida
Com Paulinas
Mais do que uma biografia, o livro Dom Moacyr Grechi – Uma voz profética na Amazônia”, obra organizada pelo irmão marista Sebastião A. Ferrarini, é um registro histórico que entrelaça a vida deste homem de fé – religioso, presbítero, bispo e profeta – com a luta pelos povos amazônicos, revelando como sua missão se confunde com a própria história da região.
Lança pela Paulinas Editora, a obra foi lançada em Porto Velho, durante a apresentação da programação do Congresso Eucarístico da Arquidiocese. O livro homenageia a trajetória do arcebispo emérito de Porto Velho e religioso da Ordem dos Servos de Maria (Servitas).
Dividida em seis partes, a obra resgata memórias, discursos e experiências que revelam a alma missionária de Dom Moacyr. Suas lutas, suas esperanças e seu projeto de vida dedicado à construção do Reino de Deus ganham destaque, mostrando um pastor que aprendeu o essencial do Evangelho não em livros, mas no convívio com os pobres e marginalizados da Amazônia. Sua postura profética, embora lhe tenha custado perseguições, tornou-se exemplo de coerência cristã.
O livro destaca como, mesmo aos 83 anos, Dom Moacyr permaneceu uma “parábola viva” do compromisso com o Evangelho, unindo mística espiritual e coragem profética. O título “Uma voz profética na Amazônia” sintetiza esse legado: um homem que, como os profetas bíblicos, não se calou diante das injustiças, tornando-se voz dos sem-voz e defensor intransigente da vida e da dignidade humana.

Dom Erwin Kräutler, bispo emérito do Xingu e parceiro de caminhada, reforça em seu depoimento: “Dom Moacyr nunca se deixou intimidar. Sempre admirei sua firmeza e ao mesmo tempo a serenidade e segurança de quem sabia usar seus discursos e homilias para dizer o que devia ser dito”. Essa combinação de fortaleza e paz marca a atuação de um pastor que soube ler os sinais dos tempos à luz da fé.
A obra é leitura indispensável para quem deseja conhecer a história da Igreja na Amazônia e se inspirar em um verdadeiro discípulo missionário. Uma jornada que desafia a viver o cristianismo com radicalidade, amor aos pobres e coragem profética, seguindo os passos de Dom Moacyr Grechi.
Disponível nas Paulinas Livrarias e no site da editora, esta obra é leitura indispensável para quem deseja conhecer a história da Igreja na Amazônia e se inspirar em um verdadeiro discípulo missionário. Uma jornada que desafia a viver o cristianismo com radicalidade, amor aos pobres e coragem profética, seguindo os passos de Dom Moacyr Grechi.
Sobre o autor:
Sebastião Antônio Ferrarini é natural de Campina Grande do Sul, Paraná. Formado em Ciências Sociais e pós-graduado em História pela PUC-SP. Professor e pesquisador. Trabalha na Amazônia há 30 anos.
Autor de inúmeros livros, a maioria com temas relacionados ao bioma amazônico e à história da Amazônia. É membro do Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria (Irmãos Maristas) e do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

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Acre
Renda per capita no Acre é a 2ª pior do Brasil em 2025, aponta IBGE; estado registra R$ 1.392
Média nacional ficou em R$ 2.316; Acre supera apenas Maranhão (R$ 1.219) e Ceará (R$ 1.390) no ranking das 27 unidades da federação

Os dados registrados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foto: art
O rendimento domiciliar per capita para o Brasil, em 2025, ficou em R$ 2.316. O valor representa um avanço em relação a 2024, quando a renda média dos residentes no país ficou em R$ 2.069. Foi maior também na comparação com anos anteriores: R$ 1.893, em 2023, e R$ 1.625, em 2022.
Os dados registrados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínuadivulgados na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com dados do IBGE, a renda per capita no Acre foi de R$ 1.392,00 em 2025, uma das piores do Brasil. O estado aparece à frente apenas do Maranhão (R$ 1.219) e do Ceará (R$ 1.390). A pesquisa mostra que as menores médias estão concentradas nas regiões Nordeste e Norte. O Distrito Federal lidera o ranking nacional com R$ 4.538, enquanto São Paulo aparece em segundo lugar com R$ 2.956.
Critérios da pesquisa
A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar, amostral, realizada pelo IBGE desde janeiro de 2012. O rendimento domiciliar per capita é calculado como a razão entre o total dos rendimentos domiciliares (nominais) e o total dos moradores, considerando rendimentos de trabalho e de outras fontes, inclusive pensionistas e empregados domésticos.
Os números divulgados resultam da soma dos rendimentos brutos recebidos no mês de referência da pesquisa, com base nas primeiras entrevistas realizadas ao longo dos quatro trimestres de 2025.
A divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece os critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).
Renda Domiciliar per Capita – Brasil (2022–2025)
| Ano | Renda Média (Brasil) |
|---|---|
| 2022 | R$ 1.625 |
| 2023 | R$ 1.893 |
| 2024 | R$ 2.069 |
| 2025 | R$ 2.316 |
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O país registrou crescimento contínuo no período, com alta de R$ 691 (42,5%) entre 2022 e 2025.
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Nove estados e o Distrito Federal superaram a média nacional.
Renda Domiciliar per Capita – Acre (2025)
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Renda per capita no Acre | R$ 1.392 |
| Posição no ranking nacional | 26º lugar (entre 27 UFs) |
| Comparativo com a média nacional | R$ 924 abaixo da média (R$ 2.316) |
| Estados com menor renda | Maranhão (R$ 1.219), Ceará (R$ 1.316) e Acre (R$ 1.392) |
Maiores e Menores Rendas por UF (2025)
| Posição | Unidade da Federação | Renda per capita |
|---|---|---|
| 1º | Distrito Federal | R$ 4.538 |
| 2º | São Paulo | R$ 2.956 |
| 3º | Rio Grande do Sul | R$ 2.839 |
| 4º | Santa Catarina | R$ 2.809 |
| 5º | Rio de Janeiro | R$ 2.794 |
| … | … | … |
| 25º | Ceará | R$ 1.316 |
| 26º | Acre | R$ 1.392 |
| 27º | Maranhão | R$ 1.219 |
Análise dos Dados
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Crescimento nacional consistente: A renda per capita brasileira apresentou evolução real nos últimos quatro anos, refletindo recuperação econômica e políticas de transferência de renda.
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Acre abaixo da média nacional: Com R$ 1.392, o estado está 42% abaixo da média do país (R$ 924 de diferença).
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Concentração regional: As maiores rendas permanecem no Centro-Sul (DF, SP, Sul e Sudeste), enquanto as menores se concentram no Norte e Nordeste.
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Posição no ranking: O Acre ocupa a 26ª posição, à frente apenas do Maranhão, mas atrás do Ceará e de todos os demais estados das regiões Norte e Nordeste com dados disponíveis.
Fonte dos Dados
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Pesquisa: PNAD Contínua – Rendimento de todas as fontes
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Órgão: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
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Ano-base: 2025
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Divulgação: 27 de fevereiro de 2026
Esses dados reforçam a importância de políticas públicas voltadas à geração de emprego, formalização do trabalho e transferência de renda no Acre, especialmente para reduzir as desigualdades regionais persistentes.
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Acre
Bocalom revela conversa com Valdemar da Costa Neto e diz que permanência no PL depende de reunião com Márcio Bittar
Prefeito afirma que presidente nacional do partido “ficou perplexo” com carta da direção estadual que o excluiu da disputa ao governo; decisão deve sair nesta semana

Bocalom informou que a conversa com o Valdemar foi “muito boa” e que ele está confiante na permanência no partido. Foto: captada
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), revelou à imprensa acreana que conversou pessoalmente com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, sobre a possibilidade de disputar o governo do Acre pelo partido, mesmo após resistência por parte do senador Márcio Bittar e de boa parte da direção da sigla no estado.
De acordo com Bocalom, a permanência no PL não está definida e dependerá de uma conversa que deve ocorrer nesta semana entre Valdemar e o senador Márcio Bittar (PL), um dos maiores interessados no assunto, já que o parlamentar sonha em contar com o apoio do governo Gladson na disputa ao Senado.
Conversa com Valdemar
Bocalom informou que a conversa com Valdemar foi “muito boa” e que ele está confiante na permanência no partido:
“Eu realmente não tinha conversado com o nosso presidente Valdemar em momento nenhum sobre essa situação. Tudo isso estava sendo coordenado lá pelo senador Márcio Bittar. Aí eu fui a Brasília e tivemos uma conversa muito boa, de mais de uma hora. Foi uma conversa muito sincera. Estávamos eu e o João Marcos. Eu vi nele o nosso presidente como um paizão, nos recebeu muito bem. Fiquei muito feliz e ele nos deixou aberta a conversa de que vai falar com o senador Márcio Bittar a respeito dessa situação na semana que vem”, declarou.
Desejo de permanência
Bocalom garantiu que deseja permanecer no PL e afirmou que faz parte da “verdadeira direita” no Acre:
“Então eu estou tranquilo. Podemos, até com certeza, ficar no PL, que é o lugar onde eu quero estar. Eu gostaria muito de estar no PL, todo mundo junto, porque nós somos direita para valer e de verdade neste estado. Juntamente com o senador Márcio Bittar, conseguiríamos formar uma bela chapa de deputado federal e, com certeza, Brasília e o Acre vão ganhar com isso”, comentou .
Carta da direção estadual
Por fim, o prefeito disse que Valdemar não estava ciente da carta que o PL do Acre divulgou com a intenção de priorizar apenas a disputa ao Senado no estado:
“Eu mostrei a carta para o presidente e ele ficou perplexo. Ele não sabia da carta. Então vamos ver agora qual será a posição. A carta foi dada aqui pelo presidente regional, Edson Bittar. Diziam que tinha anuência da nacional, mas o que deu para ver lá em Brasília é que o presidente não sabia disso. Até semana que vem ele vai dar a definição. O João estava junto comigo e viu tudo o que aconteceu”, concluiu.

Cumprindo agenda em Brasília, o prefeito Tião Bocalom, teve encontro com o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Foto: captada
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Acre
Guerra entre EUA e Irã deve elevar preço da gasolina e do diesel no Acre
Presidente da CDL afirma que combustíveis já começaram a subir e alerta para novos reajustes durante o conflito


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