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A pedido de Alan Rick, ministro da Justiça determina a permanência da Força Nacional na região da Ponta do Abunã
O deputado federal Alan Rick (DEM), juntamente com o governador Gladson Cameli e o senador Márcio Bittar, reuniu-se na noite de terça-feira, 5, com o ministro da Justiça, Anderson Torres. Também participou da reunião o representante do Acre em Brasília, Ricardo França.
Alan Rick solicitou ao ministro a permanência do contingente da Força Nacional na região da Ponta do Abunã, na divisa entre Acre e Rondônia. O deslocamento da Força se deu após uma comitiva do Acre e Rondônia liderada pelo Deputado levarem ao conhecimento do ministro as invasões, ameaças de morte e destruição de patrimônio de produtores rurais na região.
“São milicianos travestidos de militantes de movimentos sociais, que invadem propriedades produtivas, ameaçando pessoas que trabalham honestamente. A presença da Força Nacional é importante para evitar que novas invasões de terras ocorram naquela localidade. Por isso solicitei ao ministro que mantenha a base nos limites do Acre, Rondônia e Amazonas”, falou Alan.
Atendendo ao pedido do deputado, o ministro determinou a permanência dos policias no local por mais 120 dias.
O grupo solicitou também que as ações nas fronteiras do Estado com o Peru e a Bolívia sejam intensificadas. “É importante para combatermos mais duramente os crimes de narcotráfico, contrabando, descaminho, roubo de carros e outros ilícitos penais que são comuns nas regiões de fronteira. A união entre as forças policiais do Acre com as nacionais darão a sensação de segurança que sociedade precisa ter”, disse Alan.
O governador Gladson Cameli frisou que “o aumento da criminalidade, as guerras de facções e o tráfico de armas está diretamente relacionado com a ação repressiva de nossas forças policiais nas fronteiras”, finalizou.
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MPF instaura inquérito para apurar supostas irregularidades em seleção do DSEI Alto Rio Purus
Denúncias apontam ausência de edital formal e divulgação apenas por meio de redes sociais

Foto: Google Maps
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Governo e Prefeitura de Manoel Urbano alinham ações para a Operação Verão 2026
O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), se reuniu nesta terça-feira, 24, com a Prefeitura de Manoel Urbano para definir as ações da Operação Verão 2026 no município. Na reunião, foram tratados acerca dos serviços de recuperação de ramais, de manutenção de ruas, de apoio com máquinas do Estado e da organização das frentes de trabalho.

A Operação Verão ocorre durante o período de estiagem, quando as condições das estradas permitem a execução dos serviços de recuperação e manutenção. A presidente do Deracre, Sula Ximenes, explicou que o encontro serviu para levantar as prioridades apresentadas pela prefeitura e organizar a atuação das equipes.
“Esse planejamento antecipado é para que, quando o verão começar, as equipes já saibam onde atuar primeiro. A recuperação dos acessos garante o deslocamento das comunidades e o escoamento da produção rural”, afirmou.
O prefeito Toscano Velozo destacou que, sem o apoio do Estado, o município não possui estrutura suficiente para atender todas as localidades.
“O apoio do Deracre permite ampliar o atendimento para que os benefícos alcancem as comunidades que mais precisam. Isso melhora o acesso dos moradores e também o transporte escolar”, disse.
Na reunião, tanto a disponibilidade de equipamentos quanto a programação das equipes que deverão atuar no município ao longo do verão fizeram parte da pauta. Com o levantamento das demandas concluído, o Deracre vai organizar a programação das máquinas e iniciar os atendimentos no município dentro da Operação Verão 2026.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Punição injusta e assédio moral: porteiro da Fundhacre é demitido após autorizar entrada de jornalista em hospital público
Rafael da Costa Lima, de 33 anos, funcionário da empresa Norte Centro de Distribuição de Mercadorias em GE, que presta serviço à Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), foi demitido após autorizar a entrada do jornalista investigativo Davi Sahid na unidade hospitalar, no dia 29 de janeiro de 2026.
O profissional teve acesso às dependências da Fundhacre para denunciar a falta de vagas na Enfermaria C para uma paciente com suspeita de trombose e massa na região torácica. Posteriormente, foi confirmado que ela estava com câncer.
O caso é apontado como demissão por punição injusta e possível assédio moral.
Denúncia e transferência de paciente
Na terça-feira, 27 de janeiro de 2026, o jornalista recebeu denúncia de que a paciente Ana Maria Rodrigues da Silva, de 64 anos, professora aposentada, estava internada no Pronto-Socorro de Rio Branco. Ela havia sido transferida de Cruzeiro do Sul por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD) e aguardava vaga na Enfermaria C da Fundhacre.
No mesmo dia, o repórter entrou em contato com a presidente da Fundhacre, Soron Steiner, que informou não haver vaga disponível, mas afirmou que tentaria viabilizar a transferência.
Na quinta-feira, 29, a presidente voltou a afirmar que não havia vagas. Fontes internas do hospital, porém, informaram que existiam seis leitos disponíveis na Enfermaria C. Os números dos leitos foram encaminhados pelo Jornalista à presidência, que não respondeu.
O caso foi levado ao secretário de Saúde, Pedro Pascoal. A transferência da paciente foi realizada por determinação do secretário do dia 29 de janeiro. Ana Maria deu entrada na fundação às 13h26.
Verificação de leitos
Na tarde do dia 29, o jornalista foi até a Fundhacre. Na entrada estava Rafael da Costa Lima, que, sem conhecimento de qualquer restrição e por já ter visto o repórter acessar a unidade outras vezes, autorizou sua entrada.
O jornalista seguiu até a Enfermaria C, leito 129, onde a paciente Ana estava internada. Após conversar com a paciente e familiares, verificou a disponibilidade de leitos na unidade.
Foi constatado, por registro fotográfico, que havia 15 leitos desocupados na Enfermaria C, contrariando a negativa de vagas da Presidente Soron. Também foram verificados.
Enfermaria A (pacientes oncológicos): 5 leitos vagos; Enfermaria B: 12 leitos vagos e Enfermaria D, que havia 6 leitos vagos.
As informações foram repassadas ao secretário Pedro Pascoal e ao diretor do Pronto-Socorro, Lourenço Vasconcelos, que enfrenta dificuldades diárias para conseguir vagas de transferência para Fundhacre.
Demissão formalizada
Após o ocorrido, a presidente Soron Steiner, o diretor Adalo Lima, a chefe de gabinete Luciana e outros funcionários analisaram imagens internas para identificar quem autorizou a entrada do jornalista, que denunciou o caso.
Em seguida, a presidente determinou à empresa terceirizada a demissão de Rafael.
Na manhã desta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, o trabalhador que é pai de família, e tem um filho de 7 anos, recebeu o Aviso Prévio do Empregador para Dispensa do Empregado, emitido pela Norte-Centro de Distribuição de Mercadorias em GE, CNPJ 21.813.150/0001-94. Rafael havia sido admitido em 6 de janeiro de 2025.
O documento cita o artigo 487 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e foi assinado pelo chefe do RH, Leonam Ribeiro Quadros.
Rafael relatou ao Jornalista que no setor de recurso humanos, haviam informado que ele estava sendo demitido por ter autorizado a entrada do repórter investigativo.
A reportagem entrou em contato via WhatsApp com a presidente Soron Steiner, o diretor Adalo Lima, a chefe de gabinete Luciana e a própria empresa terceirizada para esclarecimentos sobre o motivo da demissão, mas não houve respostas.
Morte da paciente e proibição de acesso
A paciente Ana Maria Rodrigues da Silva que foi transferida do Pronto-Socorro para a Fundhacre, faleceu na manhã do dia 14 de fevereiro de 2026, em decorrência de câncer e depois da sua morte a Secretaria de Saúde por meio do TFD, negou levar o corpo via aéreo para Cruzeiro do Sul, a alegação foi que, no contrato, após a morte, o corpo seria levado por via terrestre. Familiares sem condições, conseguiram fazer uma “vaquinha” e levar o corpo via aéreo à Terra do Governador Gladson Cameli.
Após os fatos, a presidente Soron Steiner determinou a proibição da entrada do jornalista na fundação.
A Constituição Federal garante a liberdade de imprensa e o acesso à informação. A Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação – LAI). A LAI obriga transparência estatal, assim, impedir jornalista de entrar ou apurar fatos em órgão público, sem motivo legal concreto, viola o princípio da publicidade e a liberdade de imprensa.
Disputa por vagas
As dificuldades na liberação de vagas na fundação são relatadas desde gestões anteriores. Durante a atual administração, mesmo com alinhamento político entre a presidência da unidade e a Secretaria de Saúde, as negativas de transferência continuam sendo registradas e os corredores do Pronto-Socorro continuam lotados aguardando quase que diariamente vagas na Funfhacre.
Nos corredores das unidades de saúde, circulam relatos de desgaste institucional entre a presidência da fundação e a Secretaria de Saúde.









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