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Cotidiano

Operação Audathia: quadrilha é condenada a mais de 100 anos por tráfico de drogas

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De acordo com a investigação da Polícia Federal (PF), a droga era adquirida nas regiões fronteiriças do estado, em municípios como Mâncio Lima, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Brasileia e Assis Brasil (Foto: assessoria)

Agência TJ

Nove réus da Operação Audathia foram condenados pelo Juízo da Vara de Delitos de Drogas e Acidentes de Trânsito da Comarca de Rio Branco, por crimes relacionados ao tráfico de drogas interestadual. As penas somadas ultrapassam 100 anos de reclusão. A sentença foi publicada na edição n° 6.249 do Diário da Justiça Eletrônico (págs. 76 – 94).

De acordo com a investigação da Polícia Federal (PF), a droga era adquirida nas regiões fronteiriças do estado, em municípios como Mâncio Lima, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Brasileia e Assis Brasil, trazida para capital acreana, onde, posteriormente, era enviada ao Pará, por via aérea. Para seguir esse fluxo, eram utilizadas pessoas cooptadas para o transporte ilícito, assim exercendo a função de “mulas”.

Entenda o caso

Os delitos foram cometidos no ano de 2015, 23 pessoas chegaram a ser denunciadas pelo Ministério Público e presas preventivamente. A investigação foi denominada “Operação Audathia”, porque, mesmo com o avanço do trabalho das diligências em apreensões de entorpecentes, averiguou-se que não cessavam as atividades do grupo.

A organização criminosa possuía um grupo de financiadores e articuladores, que investiam capital na aquisição de cocaína. O planejamento para a mercancia ilegal e negociações foram conhecidos por meio de interceptações telefônicas.

Articulação do esquema ilícito

Na dosimetria da pena de sete denunciados foi arbitrado aumento da sanção pela incidência do artigo 40, V, da Lei n° 11.343/06, que define o tráfico interestadual.

Um destaque do esquema é K.L.R., que se utilizava de sua função de funcionário do aeroporto de Rio Branco para facilitar o embarque de bagagens com drogas, bem como para avisar quando a PF chegava ao local.

K.L.R. foi condenado a quatro anos, dois meses e 16 dias de reclusão, em regime semiaberto e ao pagamento de 420 dias-multa, por colaborar como informante da organização criminosa, conforme previsto no artigo 37, da Lei n° 11.343/06.

Dentre os condenados, a maior pena pertence a A.N.R.P., que deve cumprir 21 anos, quatro meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado. A ele, foi negado o direito de recorrer em liberdade e estabelecido 2.400 dias-multa.

A.N.R.P. era um dos principais articuladores da logística do esquema ilícito e estava envolvido em todas as apreensões de drogas relatadas nos autos. Verificou-se que ele fazia câmbio de valores, negociava com fornecedores, adquiriu veículos utilizados nos transportes de cocaína, estava envolvido com o recebimento e entrega das cargas junto aos prepostos operacionais. Além de ser possuidor de maus antecedentes.

Outra liderança era J.S.V., que se encontrava foragido a seis anos, e agora recebeu nova condenação de mais 17 anos, seis meses de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 2.190 dias-multa, pelo tráfico interestadual de entorpecentes e associação para o tráfico.

Esse réu residia no Juruá, seu papel era estabelecer contato com fornecedores primários de droga. Assim, fez do Rio Iaco rota fluvial para o transporte de seu produto e realizava revenda, empréstimos e movimentações financeiras que sustentavam o esquema. Tudo isso, evidenciou o seu elevado grau culpabilidade em razão da importância de sua atuação nessa rede.

Apreensão de 95 kg de entorpecentes

A quarta apreensão realizada pela Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Militar foi de 95 kg de cocaína em um veículo. Esse é um dos principais episódios do processo e ocorreu em Sena Madureira, após perseguição e fuga dos ocupantes do carro. Contudo, a grande quantidade de entorpecente justificou o aumento de pena de todos envolvidos, que posteriormente foram presos.

Para dar fluxo a toda essa droga, A.C.S. tinha a atribuição de cooptar mulas e operacionalizar as viagens. Ele foi condenado a oito anos, seis meses e dez dias de reclusão, em regime inicial fechado e ao pagamento de 890 dias-multa. Ele era associado da organização criminosa, também está ligado a negociações de compra de droga em um país vizinho e intermediação de recebimento de cargas.

O taxista que apoiava a fuga dos comparsas, verificava a presença de barreiras policiais nas estradas e armazenava droga era A.A.T.. Sua participação ativa resultou na pena de 17 anos, um mês, dez dias de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de 2.040 dias-multa. Ele já havia sido preso duas vezes por tráfico.

Para o transporte terrestre, a organização enviava primeiro carros “batedores”, para garantir a segurança do veículo que realmente transportava droga. M.R.S. também teve sua participação comprovada na referida apreensão e foi condenado a 14 anos, oito meses de reclusão e ao pagamento de 1.700 dias-multa. Ele já possuía mandado de prisão em aberto por evadir-se do sistema prisional enquanto cumpria pena em regime semiaberto.

Mula embarcando em avião

Uma das mulas condenadas foi W.M.S., que realizou diversas viagens para Belém do Pará e foi condenado a seis anos, um mês e 26 dias de reclusão, mais pagamento de 610 dias-multa. Contudo, poderá recorrer em liberdade.

Ele foi flagrado com uma bagagem contendo 12 quilos de cocaína e novamente, seu destino era a capital paraense. A polícia já o havia identificado como “mula” três meses antes e até então já tinha feito cerca de três viagens, mas ele escapou da prisão devido ao apoio do funcionário do aeroporto.

Outros participantes

F.H.F.S. é reincidente específico e foi condenado a dez anos, cinco meses e seis dias de reclusão, em regime inicial fechado e ao pagamento de 1.050 dias-multa. A.J.S.P. também fomentava o tráfico no Juruá e ocupava diversas tarefas, por isso teve pena estabelecida em cinco anos, 20 dias de reclusão, em regime semiaberto, mais pagamento de 900 dias-multa.

Na decisão, o Juízo enfatizou a importância da interceptação telefônica como meio de prova em processos em que se apura a existência de uma organização criminosa para os fins de tráfico de droga. “Os ‘cabeças’ da organização sempre se utilizam os seus ‘soldados’ para a execução das tarefas, impedindo que a polícia consiga flagrá-los executando o crime”, esclareceu a magistrada no documento, porém nessa ação as interceptações telefônicas receberam autorização judicial e foi possível proteger a sociedade.

Agência TJ

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Paulinho do Cras confirma a dispensa de Jojo, Korea e Pablo

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Foto Sueli Rodrigues: Pablo estava trabalhando entre os titulares do Leão

O presidente da Adesg, Paulinho do Cras, confirmou nesta sexta, 16, a dispensa dos laterais Jojo, Korea e do meia Pablo, todos por indisciplina. Algumas atitudes nos treinamentos e alojamento dos atletas desagradaram ao técnico Rodrigo Deião e por isso a decisão pelas saídas.

Fecha treinamentos

Rodrigo Deião comanda um treino de bolas paradas nesta sexta, no Frotão, e fecha a preparação para a estreia no Campeonato Estadual. O primeiro jogo do Leão será contra o Humaitá neste sábado, 17, às 17 horas, no Tonicão.

Polaco como opção

Polaco, voltando de lesão no joelho esquerdo, deve ficar como opção no jogo de estreia do Estadual.

“Tivemos uma semana muito complicada. Vamos ficar na partida porque teremos uma estreia difícil”, avaliou o diretor de futebol, Erismeu Silva.

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Catatau, Bryan e Leozinho “são perdoados” pelo técnico Erick Rodrigues

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Foto Sueli Rodrigues: Catatau deve ser titular na partida de estreia no Estadual

O técnico Erick Rodrigues resolveu “perdoar” o lateral Catatau, o volante Bryan e o atacante Leozinho e os atletas serão relacionados para o jogo de estreia no Campeonato Estadual contra o Rio Branco. A partida será disputada neste sábado, 17, a partir das 15 horas, no Tonicão.

“O grupo pediu e resolvi atender. Vamos nos concentrar para a partida de estreia no Campeonato Estadual”, declarou Erick Rodrigues.

Entenda o caso

Catatau, Bryan e Leozinho atuaram pelos Amigos do Dudu em um jogo do Campeonato de Férias no último fim de semana. Os atletas foram multados e afastados do jogo contra o Rio Branco na decisão do início da semana.

Fechou preparação

Com um treinamento leve, na Fazendinha, o elenco do Vasco fechou a preparação para o primeiro confronto do Estadual.

“Sabemos da nossa responsabilidade. Nosso objetivo é a conquista do título”, afirmou o treinador vascaíno.

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Galvez mantém o favoritismo e derrota o São Francisco

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Foto Sueli Rodrigues: João Gomes fez uma forte marcação em Kaká (8) no segundo duelo do Estadual

O Galvez manteve o favoritismo e derrotou o São Francisco por 4 a 1 nesta quinta, 15, no Tonicão, na estreia das duas equipes no Campeonato Estadual Sicredi de 2026. Hiago(2), Gabriel e Patrick marcaram os gols do Imperador e Adriano descontou para o São Francisco.

Decidido no 2º tempo

Após um empate por 0 a 0 no primeiro tempo, o Galvez passou a errar menos passes e com um melhor condicionamento físico garantiu a vitória.

“Soubemos aproveitar melhor as oportunidades no segundo tempo e conquistamos uma vitória importante”, declarou o volante Patrick.

Fala, Maurício!

“Vencemos o jogo, mas não podemos errar como na primeira etapa. Estamos em uma competição difícil e é preciso jogar concentrado desde o início. Vou cobrar os jogadores mesmo com os três pontos garantidos”, afirmou o técnico do Galvez, Maurício Carneiro.

Próximos jogos

Vasco x Rio Branco

Adesg x Humaitá

No sábado, 17, a partir das 15 horas, no Tonicão

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