Acre
Xapuri celebra aula inaugural do primeiro mestrado em Educação da UFAC fora da capital
Curso é fruto de parceria entre UFAC, Governo do Estado, Prefeitura e apoio do deputado Eduardo Veloso; evento reuniu autoridades e educadores em marco histórico para a educação no interior do Acre

O evento aconteceu no auditório do Polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e reuniu autoridades, educadores e lideranças que protagonizam essa conquista histórica. Foto: cedida
Xapuri entrou para a história da educação no Acre nesta terça-feira (18) com a aula inaugural do primeiro Curso de Mestrado em Educação da Universidade Federal do Acre (UFAC) fora da capital. O evento, realizado no auditório do Polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB), reuniu autoridades, educadores e lideranças que celebraram essa conquista inédita para o município e para o interior do estado.
Estiveram presentes o prefeito de Xapuri, Maxsuel Maia, a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UFAC, Margarida Lima Carvalho, a coordenadora do Polo UAB, Elisângela Horácio, além de representantes do governo estadual e municipal. O curso é resultado de uma parceria entre a UFAC, por meio da Universidade Aberta do Brasil, o Governo do Estado, a Prefeitura de Xapuri e o apoio do deputado federal Eduardo Veloso, que destinou emenda parlamentar para viabilizar a implantação do programa.
O prefeito Maxsuel Maia destacou a importância do mestrado para o desenvolvimento educacional e social da região. “Este é um marco histórico para Xapuri e para o interior do Acre. O curso vai fortalecer a formação de profissionais da educação e contribuir para a melhoria da qualidade do ensino em nossa cidade e em toda a região”, afirmou.
A pró-reitora Margarida Lima Carvalho reforçou o compromisso da UFAC em expandir o acesso à educação de qualidade no estado. “Levar o mestrado para o interior é uma forma de democratizar o conhecimento e promover o desenvolvimento regional. Xapuri é a primeira, mas queremos que outras cidades também tenham essa oportunidade”, disse.
O curso representa um avanço significativo para a educação no Acre, abrindo novas perspectivas para professores, pesquisadores e profissionais da área, além de fortalecer a formação de recursos humanos qualificados para atuar no interior do estado. A iniciativa consolida Xapuri como um polo de referência em educação e pesquisa, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região.
“Xapuri é diferente”
Durante seu discurso, o prefeito Maxsuel Maia destacou a relevância desse momento para o município. “Estou muito feliz em participar deste dia histórico para Xapuri. É a primeira vez na nossa história que se instala um curso de mestrado no nosso município. E não é qualquer curso, é o primeiro curso de mestrado no interior do Estado do Acre. Xapuri é diferente!”, afirmou Maia, reforçando o compromisso da gestão municipal com a educação e o progresso da cidade.

Mais do que uma conquista acadêmica, o curso simboliza o compromisso de Xapuri com o futuro. Foto: cedida
O prefeito também reconheceu o papel fundamental das parcerias para tornar esse projeto uma realidade. Ele agradeceu à reitora da UFAC, professora Guida Aquino, à coordenadora do Polo UAB, Elisângela Horácio, e ao deputado Eduardo Veloso pelo apoio.
Pioneirismo e novas oportunidades
A pró-reitora Margarida Lima Carvalho ressaltou a importância da iniciativa para a descentralização da educação superior no Acre. “Este é o nosso primeiro curso de uma turma especial fora de sede, em parceria com o Governo do Estado, a Prefeitura e o apoio do deputado Eduardo Veloso. Isso é algo muito importante e mostra que Xapuri realmente gosta de ser diferente. Vocês abriram as portas para nós, e agora estamos vendo o resultado: a primeira turma de mestrado neste município.

O curso simboliza o compromisso de Xapuri com o futuro, abrindo portas para novas oportunidades e consolidando a cidade como referência educacional no Acre. Foto: cedida
Emocionada, Elisângela Horácio relembrou a trajetória até a concretização do curso, destacando o esforço coletivo e o impacto positivo dessa conquista para a população. “É uma alegria imensa, e eu fico emocionada. É a realização de um sonho, pois isso tudo começou há 8 ou 9 anos, quando trabalhava na UFAC e buscávamos entender os anseios da população de Xapuri. Eles sempre falavam dos cursos de graduação, especialmente Direito, e também do curso de Mestrado. Agora, nossos professores e profissionais podem continuar seus estudos sem precisar deixar a cidade.”
Novo horizonte para a educação em Xapuri
A chegada do Mestrado em Educação representa um avanço significativo para o município, fortalecendo a qualificação profissional e promovendo o desenvolvimento local. Mais do que uma conquista acadêmica, o curso simboliza o compromisso de Xapuri com o futuro, abrindo portas para novas oportunidades e consolidando a cidade como referência educacional no Acre, um objetivo que sempre será perseguido pela atual gestão.

Xapuri entrou para a história da educação no Acre com a aula inaugural do primeiro Curso de Mestrado em Educação da Universidade Federal do Acre (UFAC) fora da capital. Foto: internet
A Universidade Federal do Acre (Campus Universitário no município), passou por revitalização em 2014
Com a revitalização, o Núcleo da Ufac em Xapuri ganha novas salas de aulas e espaços para a implantação do setor administrativo, laboratórios, biblioteca e outros. Todos os novos ambientes são climatizados e de acordo com o professor José Alves Costa, diretor de interiorização e programas, a instituição federal poderá, a partir de agora, manter até quatro cursos simultâneos no município.
Na época, a Ufac disponibilizava para a comunidade local os cursos de pedagogia e Biologia. Quanto à perspectiva de ampliação do quadro de cursos em Xapuri, o professor José Alves afirmou que o objetivo da Ufac não era apenas de implantar novas turmas, mas também diversificar a gama de cursos tanto na modalidade de licenciatura quanto de bacharelado. Ele ressaltou que. “As novas instalações oferecem plenas condições para isso e acreditamos que a Ufac não deixará esse espaço ocioso”, disse Alves.
O prédio onde atualmente funciona o Campus da Ufac em Xapuri foi projetado originalmente para ser um hospital. Posteriormente, foi reformado e ampliado para abrigar uma escola e, posteriormente, o antigo Campus Avançado de Xapuri, durante o funcionamento do Projeto Rondon, no regime militar, sob o governo de João Figueiredo. Foi inaugurado no dia 18 de dezembro de 1982. Oficialmente, o Campus da Universidade Federal do Acre em Xapuri foi criado em 7 de outubro de 1992, pelo então reitor Sansão Ribeiro de Souza.
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Secretário de Obras de Brasiléia vistoria ponte destruída por chuva no Ramal Santa Helena e promete reparo urgente
Estrutura no ramal Santa Helena (km 60 da BR-317), cedeu com volume de água; equipe técnica faz levantamento para resposta rápida e garantir tráfego rural

A expectativa é que os trabalhos de reconstrução ou substituição da ponte comecem assim que as condições do tempo permitirem, minimizando o isolamento das comunidades que dependem da passagem. Foto: captada
O secretário municipal de Obras, Transporte e Urbanismo de Brasiléia, Josué de Oliveira Elias, esteve na tarde desta terça-feira (27) no km 60 da BR-317, Ramal Santa Helena, para vistoriar uma ponte de madeira que desabou devido ao enorme volume de água das chuvas que atingiram a região de fronteira. Acompanhado de equipe técnica, ele realizou um levantamento dos danos e prometeu agir rapidamente para restabelecer o tráfego de moradores da zona rural.
A estrutura, que dá acesso a comunidades rurais, não resistiu à força da correnteza. A prefeitura afirmou que casos como esse são comuns no período chuvoso, mas destacou que está preparada para responder a emergências e garantir o direito de ir e vir da população.

O secretário municipal Josué Elias, vistoriou o local acompanhado de uma equipe técnica para planejar o reparo emergencial da estrutura, essencial para o tráfego de moradores rurais e extrativistas. Foto: captada
A região do Alto Acre tem registrado chuvas intensas nas últimas semanas, afetando estradas e pontes em vários municípios. A previsão é de que os trabalhos de reparo sejam iniciados assim que as condições do tempo permitirem.
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Produtores de castanha do Acre enfrentam barreiras para exportar para Bolívia e Peru por exigências fitossanitárias
Legislação federal sobre certificação travou envio do produto; estoques acumulam e prejuízos atingem toda a cadeia extrativista no estado

Uma reunião está prevista para esta sexta-feira (30), quando devem ser discutidas alternativas para definir a situação e tentar destravar a exportação. Foto: captada
Produtores de castanha-do-brasil (ou castanha-da-amazônia) no Acre estão com dificuldades para exportar o produto para países vizinhos, como Bolívia e Peru, devido a exigências de certificação fitossanitária previstas na legislação federal. A situação tem gerado acúmulo de estoques, redução na comercialização e prejuízos financeiros para comunidades extrativistas e cooperativas que dependem da venda internacional.
A falta de alinhamento entre os protocolos brasileiros e os requisitos dos países compradores tem sido apontada como principal entrave. Enquanto não há solução, produtores veem o produto perder valor de mercado e a safra ficar retida. O problema afeta especialmente a região do Alto Acre e regiões produtoras próximas à fronteira, onde a exportação para a Bolívia e o Peru e uma das principais rotas de escoamento.
Autoridades estaduais e representantes do setor buscam diálogo com o Ministério da Agricultura para flexibilizar ou adequar os trâmites, mas ainda não há previsão de normalização. A castanha é um dos produtos extrativistas mais importantes da economia acreana, gerando renda para milhares de famílias.
Diante do impasse, as comunidades extrativistas, os produtores foram recebidos pelo superintendente do MAPA no Acre, Paulo Felipe Teixeira Santos Trindade, em busca de diálogo e esclarecimentos. Uma reunião está prevista para esta sexta-feira (30), quando devem ser discutidas alternativas para definir a situação e tentar destravar a exportação.

A situação tem provocado acúmulo de estoques e prejuízos financeiros, impactando diretamente toda a cadeia produtiva ligada ao extrativismo no estado. Foto: captada
O extrativista e produtor Said Fahrat, em entrevista à jornalista Anne Nascimento, explicou que, apenas em sua propriedade, há aproximadamente 15 mil latas de castanha estocadas, sem possibilidade de comercialização na fronteira do acre com Bolívia e Peru. O entrave está relacionado às exigências para emissão do Certificado Fitossanitário (CF), documento obrigatório para exportação de produtos de origem vegetal, conforme estabelece a Portaria nº 177/2021, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A norma define procedimentos rigorosos para garantir a segurança fitossanitária dos produtos exportados, incluindo inspeções visuais e o cumprimento dos requisitos estabelecidos pelo país importador. Na prática, porém, produtores afirmam que essas exigências têm dificultado o envio da castanha, que é um produto in natura e possui casca de origem vegetal.
“Já faz cerca de dois anos que estão exigindo que não tenha nem uma formiga. Castanha é madeira, a casca é madeira, e sempre aparece formiga. Isso acaba travando tudo”, relata o produtor, que atua no setor há mais de 40 anos.
Segundo ele, os países compradores não demonstram a mesma preocupação. “A Bolívia e o Peru aceitam o produto. Eles fazem a limpeza lá, tiram a sujeira, e isso não causa problema nenhum. Mesmo assim, a gente não consegue exportar”, afirma.
Disse mais.“A gente precisa vender. Tem muita gente com castanha parada, e toda a cadeia produtiva do Acre está sendo afetada”, destaca Farhat. Ele também alerta para os riscos econômicos da manutenção do cenário atual. “Se não for legalmente, há o risco de contrabando, e ninguém quer isso”, finaliza Said.

O entrave está relacionado às exigências para emissão do Certificado Fitossanitário (CF), documento obrigatório para exportação de produtos de origem vegetal. Foto: captada
A produção de castanha-do-brasil é um dos destaques do extrativismo do Acre.
Os cinco principais municípios produtores de castanha são:
- Xapuri (21%);
- Brasiléia (17%);
- Rio Branco (17%);
- Sena Madureira (15%);
- Epitaciolândia (11%).
A região do Alto Acre é responsável por 50% da castanha coletada no Acre, Baixo Acre vem com 34% e Purus, 15%.
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Acre
Polícia Civil prende em Rio Branco acusado de ser “executor” de facção criminosa que se escondia em obra de influenciadora digital
Homem atuava como operário em construção no bairro Bom Sucesso; é suspeito de tortura por encomenda e violência a mando de organização criminosa
O Disfarce no Canteiro de Obras, foi descoberto após investigação da Polícia Civil. A prisão ocorreu no bairro Bom Sucesso, em Rio Branco. Foto: captadaUm homem identificado pelas iniciais G. S. S., apontado como executor de alta periculosidade de uma organização criminosa que atua no Acre, foi preso na tarde desta terça-feira (27) no bairro Bom Sucesso, em Rio Branco. Ele estava trabalhando como operário na construção da casa de uma influenciadora digital local, tentando se esconder sob a identidade de trabalhador comum.
A operação foi realizada pela Delegacia-Geral de Manoel Urbano com apoio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a investigação, G. S. S. é suspeito de cometer tortura por encomenda e atos violentos a mando da facção, além de integrar esquemas de execução e intimidação em Rio Branco e no interior.
A influenciadora, cujo nome não foi divulgado, não teria conhecimento do histórico do operário. Após a prisão, ele foi encaminhado à Delegacia Central de Flagrantes (DEFLA) para os procedimentos legais.

O criminoso se passava por um trabalhador comum sob a supervisão de um mestre de obras, tentando evitar qualquer comportamento que levantasse suspeitas entre os colegas de trabalho. Foto: captada




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