Da Redação, com Agência ContilNet

A sanção da Lei que garante a volta do horário antigo do Acre para o próximo dia 10 continua rendendo muitos comentários em redes sociais. Na manhã desta quinta-feira (31) a professora da Universidade Federal do Acre e socióloga, Letícia Mamed, usou seu perfil em uma rede social para falar sobre a volta do horário antigo.

“Finalmente! O antigo fuso horário do Acre já tem data para ser restabelecido: 10 de novembro de 2013. Muitos esperneiam suas preferências individualistas e egoístas. Outros tantos, a serviço do establishment e de interesses empresariais, financiados para tanto, cultivam mentiras, aterrorizando a população com o falso argumento de que a programação da TV será gravada”.

Segundo Letícia, críticas são importantes, principalmente no Acre:

“E eu apenas celebro a importância da crítica neste mundo e neste Acre em que tudo parece(ia) dominado. A autoritária mudança da hora, em junho de 2008, foi acompanhada pelo firme, engajado e corajoso processo de crítica, que hoje, após mais de cinco anos, venceu o tiranismo político e econômico dos coronéis de barranco do Acre”.

Letícia vai mais além e comenta sobre a importância das redes sociais no futuro da democracia no estado:

“A crítica ecoou, pelo mundo virtual e suas redes sociais, chegando até onde eles não existem. Tornou possível a realização do referendo, desafiou o aparelho estatal em uma campanha injusta de recursos e meios, mas jamais recuou. Depois ainda foi preciso superar as inúmeras e absurdas tentativas de descumprimento da vontade popular nas urnas, sempre bem orquestradas pelos derrotados”.

Manifestações como o Dia do Basta, que reuniu mais de 20 mil pessoas na região central de Rio Branco, não passaram despercebidas na publicação da socióloga:

“Em menos de seis meses, dois fatos e duas conquistas: a realização do Dia do Basta, da maneira e da proporção que foi; e o retorno do antigo fuso horário do Acre”.

A professora termina sua publicação afirmando que a decisão serviu como lição para muitos políticos do estado:

“Aos tipos políticos conservadores-esquizofrênicos, que perderam o contato com a realidade e mantêm como horizonte uma democracia meramente formal e institucional, mais uma significativa lição”.

Veja o post da professora da Ufac:

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