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Vereador Aiache classifica fala de superintendente como irresponsável e cobra providências

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Por Marcela Jansen

“A acusação ultrapassou todos os limites. Foi leviana. Tem que provar”. A frase é do vereador Aiache (PP), em pronunciamento na Câmara Municipal de Rio Branco, na terça-feira, 19, ao repudiar as declarações do superintendente da RBTrans, Clendes Villas Boas, que facultou ao Legislativo Municipal a prática de crime eleitoral.

Na ocasião, o parlamentar reafirmou a importância de se respeitar a instituição e cobrou que o superintendente se afaste do cargo enquanto as investigações seguem. “Se não deve nada, não há por que temer. Afastar-se do cargo é uma forma de colaborar com o processo e preservar o próprio Executivo”, afirmou.

Aiache também informou que um requerimento de afastamento de Clendes Villas Boas já foi protocolado na presidência da Câmara, e que a Comissão da Mulher do Legislativo Municipal já entregou documentos ao Ministério Público, que deu início às apurações. “A Câmara agiu. A Comissão da Mulher está acompanhando de perto. As mulheres que denunciaram foram ouvidas. Agora esperamos que tudo seja esclarecido com responsabilidade”, acrescentou Ayache.

O vereador destacou que, embora a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) seja um instrumento legítimo da minoria, a condução do Ministério Público tem a confiança do parlamento e poderá garantir imparcialidade e celeridade.

Por fim, o vereador ressaltou a importância de o Executivo avaliar com seriedade o impacto institucional da fala do superintendente, destacando que a responsabilidade recai não apenas sobre quem declara, mas também sobre quem confia a esse gestor funções estratégicas.

“Essa acusação atinge todos os vereadores, de situação e oposição. O prefeito também precisa observar os limites que foram ultrapassados por seus indicados”, concluiu.

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Acusados de homicídio no Parque da Maternidade se tornam réus

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O juiz Fábio Costa, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre (MPAC) e tornou réus Ronocley de Souza Figueiredo e Acir Moreira Pereira Tomás no processo que apura a morte do morador em situação de rua Alan Victor da Silva, assassinado a tiros no Parque da Maternidade, no início deste ano.

Ao fundamentar a decisão, o magistrado destacou que “a materialidade delitiva e os indícios de autoria estão evidenciados pelos depoimentos e demais elementos de prova colhidos na fase investigatória”. Apesar disso, o juiz negou o pedido de prisão preventiva de Acir Moreira Pereira Tomás, apontado como o suposto autor dos disparos, que permanece em liberdade.

O crime ocorreu na tarde do dia 6 de janeiro, conforme mostram imagens do sistema de monitoramento do programa Rio Branco Mais Segura, da Prefeitura da capital. As gravações registram o momento em que Alan Victor caminhava pelo Parque da Maternidade, nas proximidades do Terminal Urbano, quando um veículo se aproxima e, de seu interior, são efetuados vários disparos.

Mesmo gravemente ferido, a vítima ainda conseguiu correr por alguns metros antes de cair na grama. Quando a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local, Alan Victor já estava morto.

Investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) atuaram rapidamente e, poucas horas após o crime, apreenderam o carro utilizado no ataque e prenderam Ronocley de Souza Figueiredo, que confessou participação no homicídio. Em depoimento, ele afirmou que o autor dos disparos teria sido seu amigo Acir Moreira Pereira Tomás, alegando que o crime teria sido motivado por um suposto furto cometido pela vítima.

Acir Moreira permaneceu foragido por vários dias e se apresentou posteriormente à DHPP acompanhado de um advogado. Durante o depoimento, exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio, informando que só se manifestaria em juízo. Como não estava mais em situação de flagrante, ele foi liberado.

Na denúncia, o MP pediu a prisão preventiva do acusado, mas o juiz entendeu que, até o momento, o único elemento que o aponta como autor dos disparos é o depoimento de Ronocley, o que, segundo a decisão, não é suficiente para justificar a prisão cautelar nesta fase do processo.

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Homem é preso por tráfico de drogas em Sena Madureira

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Foto: PMAC

Uma ação da Polícia Militar resultou na prisão de um homem por tráfico de drogas na noite desta terça-feira, 3, em Sena Madureira. A ocorrência foi registrada no bairro Eugênio Areal, em uma residência localizada na Travessa Rua Avestruz.

A operação foi realizada por equipes do 8º Batalhão da PM após denúncia anônima apontar que o imóvel estaria sendo usado para a comercialização de entorpecentes. Segundo a informação, o suspeito contava com o apoio de um adolescente para realizar as vendas.

Durante a verificação no local, os policiais constataram movimentação característica do tráfico e flagraram o manuseio de uma substância semelhante à maconha. Na abordagem, foram apreendidas 36 porções da droga, além de outra quantidade enterrada nas proximidades da casa, somando cerca de 310 gramas.

Também foram encontrados três cartuchos de arma de fogo calibre 16, uma balança de precisão, material utilizado para embalo, R$ 50 em dinheiro e dois aparelhos celulares.

O suspeito assumiu a posse do entorpecente e dos materiais apreendidos. Ele e o adolescente foram encaminhados à unidade policial para os procedimentos cabíveis.

Com informações da PMAC

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Polícia Civil indicia três pessoas por divulgação de conteúdo íntimo em Sena Madureira

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A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Sena Madureira, indiciou, na última terça-feira, 3, três pessoas, entre elas dois empresários, pelo crime de divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornografia, tipificado no artigo 218-C do Código Penal.

Conforme apurado no inquérito, a vítima havia encaminhado vídeos de caráter íntimo a um dos indiciados, que, sem autorização, repassou o material a terceiros. Uma das investigadas, motivada por sentimento de vingança, disseminou o conteúdo em grupos de WhatsApp da cidade e também o enviou a pessoas do convívio social e familiar da vítima.

Após tomar conhecimento dos fatos, a Polícia Civil instaurou procedimento investigativo e passou a rastrear os vestígios digitais deixados pelos envolvidos. As diligências realizadas, aliadas à perícia técnica, confirmaram a autenticidade dos vídeos e afastaram a hipótese de manipulação do material.

Com a conclusão das investigações e a reunião de elementos probatórios suficientes, os responsáveis foram formalmente indiciados. O Inquérito Policial foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis e a continuidade da persecução penal.

“A divulgação não autorizada de conteúdo íntimo constitui crime e acarreta graves consequências às vítimas, além de sujeitar os autores às sanções previstas em lei”, ressaltou a delegada Rivânia Franklin.

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