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Acre

Vanda Milani destaca convergência e vontade política na agenda de desenvolvimento entre Brasil e Peru

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A deputada federal Vanda Milani (Solidariedade-Ac) destacou convergência e vontade política como avanços nas relações entre Brasil e Peru. Para ela, o acordo bilateral proporcionado pela agenda entre os presidentes Jair Bolsonaro e Pedro Castillo, em Rondônia, consolida a rota do Pacífico, “uma bandeira defendida há décadas”, lembrou.
Em Sena Madureira, onde participou da 14ª edição do projeto Carreta Ambiental, a deputada citou o momento vivido pelo setor produtivo do Acre afirmando que a exportação e importação de produtos a partir da rota Transoceânica, se apresenta como mais uma alternativa para o agro acreano e rondoniense com destino a países asiáticos através dos portos peruanos.
“Hoje temos dois presidentes com convergência e muita vontade política, dois governadores visionários e a rota da BR 317 apontada como mais viável para o aperfeiçoamento dos intercâmbios comercial, cultural e turístico. Quem vai ganhar com isso é a população das cidades do entorno da rodovia, com geração de emprego e renda e melhoria da qualidade de vida”, acrescentou a deputada.
Vanda Milani citou como exemplo a exportação de carne suína para os países andinos que vai abrir um novo turno de trabalhadores na maior planta frigorífica do estado, a Dom Porquito. A produção de 700 toneladas/mês será duplicada com a abertura de novos mercados. Além do Peru, prospecta-se exportação da carne suína produzida no Acre para o Vietnã, Singapura (sul da Malásia) e Republica Dominicana.
“Duas mil pessoas são beneficiadas com empregos diretos e indiretos. Com a exportação de carne suína para o Peru isso será duplicado, um novo turno de trabalhadores será convocado. E olha que acrescenta-se a esse fator outras atividades, como o cultivo de milho e soja. Quem trafega pela BR 317 desde Boca do Acre até Assis Brasil, ver uma outra realidade no cultivo de grãos. O Alto Acre já se tornou autossustentável em milho. Essa fatura fica no estado, aquecendo a economia regional”, analisou.
A parlamentar chama atenção para a sustentabilidade que é pré-requisito para os produtores rurais conseguirem exportação de produtos para mercados do mundo inteiro. Lembrou os objetivos do projeto Carreta Ambiental que é financiado através de uma emenda parlamentar do seu gabinete em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e o governo do Acre.
“Esse projeto da Carreta Ambiental está inserido nesse novo momento da política agro do Acre, forma multiplicadores da bandeira do meio ambiente em todo o estado. Não podemos falar em acesso ao mercado externo, sem, antes, incentivar a regularização ambiental na formação dessa grande cadeia produtiva e, além disso, desburocratizar, não atrapalhar quem tem coragem de trabalhar e produzir”, acrescentou.
Empreendedora, Vanda Milani defendeu uma tecnologia melhorada para a agropecuária do estado. Dados do IBGE mostram que o número de bovinos chegou a 3,8 milhões no Acre. O setor contribui com 28,3% das exportações. A pecuária é um dos principais motores da economia.
“O avanço da pecuária com sustentabilidade é uma tendência mundial, o aumento da exportação da carne do Acre para o mercado internacional tem gerado uma nova consciência ambiental no setor que vem apostando em inovação tecnológica para o aumento do rebanho. O setor produtivo vive um momento de crescimento que transmite mais esperanças para quem acreditou nesse potencial e quem acredita em um Acre melhor”, disse.
Ainda de acordo a parlamentar, a bancada federal do Acre tem sido uma grande parceira do presidente Jair Bolsonaro e o governador Gladson Cameli. O presidente Jair Bolsonaro citou os deputados e senadores do estado quando foi questionado sobre a reconstrução da BR 364 e a nova rota para o Pacifico.

“Eu reafirmo o meu compromisso com o desenvolvimento do Acre. Além de vencer a nova onda pandêmica, a retomada do crescimento é pauta primordial para esse ano”, concluiu.

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Acre

Acre espera arrecadar R$ 165 milhões com IPVA em 2026, crescimento frente ao ano anterior

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Pagamento pode ser feito à vista com desconto ou em até cinco parcelas, conforme final da placa; frota estadual ultrapassa 363 mil veículos

O Acre possui atualmente 363.294 veículos registrados, sendo 209.472 na capital e 153.822 no interior. Foto: captada 

O governo do Acre estima arrecadar R$ 165 milhões com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em 2026, valor superior aos R$ 157,3 milhões recolhidos em 2025. De acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), no ano passado a maior parte dos pagamentos foi feita em cota única (64,4%), enquanto 15,1% optaram pelo parcelamento.

Em 2026, o tributo pode ser quitado à vista, com desconto de 10%, ou em até cinco parcelas mensais sem desconto – obedecendo ao calendário definido pelo final da placa, conforme a Portaria Sefaz nº 751/2025. A parcela mínima é de R$ 50.

O estado possui atualmente 363.294 veículos registrados, sendo 209.472 em Rio Branco e 153.822 no interior.

Perfil de pagamento em 2025:
  • Cota única: 64,4% do total arrecadado (preferência do contribuinte pelo desconto);

  • Parcelamento: 15,1%;

  • Primeiro emplacamento: 6,2%;

  • Débitos anteriores: 13,5%.

Regras para 2026:
  • Desconto: 10% para pagamento integral até a data de vencimento;

  • Parcelas: Até 5, sem desconto, com valor mínimo de R$ 50 por parcela;

  • Calendário: Definido pelo último dígito da placa (0 a 9).

Frota estadual:

O Acre possui 363.294 veículos registrados, distribuídos entre:

  • Rio Branco: 209.472 (57,6%);

  • Interior: 153.822 (42,4%).

Contexto econômico:

O aumento na arrecadação reflete a expansão da frota – que cresceu 4,8% em 2025 – e a melhora na eficiência da cobrança. O IPVA é a segunda maior fonte de receita tributária própriado estado, atrás apenas do ICMS.

A Sefaz deve divulgar o calendário oficial até o final de janeiro. Contribuintes podem consultar débitos e gerar boletos no portal da Sefaz ou pelo aplicativo Gov.br.

A alta adesão ao pagamento à vista (64% em 2025) mostra que os acreanos têm priorizado o desconto de 10%, mesmo em um cenário de orçamento familiar apertado – movimento que beneficia o fluxo de caixa do estado no primeiro trimestre.

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Acre

Agricultor compõe 200 hinos evangélicos e busca patrocinador para realizar o sonho de ser cantor gospel em Cruzeiro do Sul

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As 200 composições já estão gravadas em pendrive, mas a família enfrenta dificuldades financeiras para produzir material profissional, adquirir equipamentos e dar visibilidade ao talento

Redação Jurua24horas

No Ramal 3, BR-364, zona rural de Cruzeiro do Sul, vive Francisco Renizio, mais conhecido como Irmão Renizio, um agricultor de 53 anos que, apesar de ser analfabeto, já compôs 200 músicas evangélicas, todas memorizadas e prontas para serem gravadas profissionalmente.

Pai de 13 filhos, Francisco conta que sua jornada na música começou após sua conversão a Jesus Cristo. “Eu era uma pessoa que não era crente, aceitei Jesus, deixei de beber, fui pra igreja e lá comecei a cantar um hino só, um corinho que dizia que o sangue de Jesus tem poder”, relata em vídeo gravado pelo filho caçula, Miguel Silva, de 13 anos, o mais novo dos irmãos e quem entrou em contato com a redação do site Juruá24horas para compartilhar a história do pai.

Francisco explica que, orando em seu roçado, pediu a Deus o dom de compor. “Brevemente, com uns três meses, eu fiz o primeiro hino: ‘Eu vivi ali perdido nesse mundo de ilusão, não tinha nenhum amigo que amasse o meu coração’. E de lá pra cá já tenho feito uns duzentos mensagens para cantar para Jesus”, conta emocionado.

As 200 composições já estão gravadas em pendrive, mas a família enfrenta dificuldades financeiras para produzir material profissional, adquirir equipamentos e dar visibilidade ao talento. “A gente tem dificuldade porque moramos aqui no interior, num projeto de Cruzeiro do Sul, e não tem dinheiro para gravar. Estamos pedindo ajuda, qualquer patrocinador que quiser participar, para a gente levar o nome de Jesus cantando para as pessoas que fumam droga, que bebem, para tirar essas pessoas da rua através dos nossos louvores”, afirma Francisco.

O filho Miguel, que edita os vídeos do pai, reforça o apelo: a família busca um patrocinador que acredite no projeto e entre em contrato para impulsionar a carreira. “Eu que edito os vídeos dele, e é isso. Qualquer patrocinador que quiser saber do meu talento, tenta entrar em contrato, que a gente mostra o talento da gente pra qualquer uma pessoa que quiser”, diz o adolescente.

Francisco Renizio sonha em fazer shows, gravar CDs e levar sua mensagem de fé por meio da música. “Eu preciso lavar o Senhor até o final da minha vida, até o dia de Jesus voltar pra me buscar”, finaliza com esperança.

A família aguarda o apoio de pessoas ou empresas que possam ajudar a transformar esse sonho em realidade. Interessados podem entrar em contato diretamente com a família pelo número (68)99254-8736

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Rio Acre atinge 14,55 m e deixa 631 famílias desabrigadas em Rio Branco; 27 bairros são afetados neste domingo

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Defesa Civil mantém estado de emergência na capital; abrigos recebem famílias removidas e equipes monitoram risco elétrico em 12 bairros

Com o Rio Acre atingindo 14,55 na capital neste sábado, 17, o governo do Acre, por meio da Defesa Civil, começou a realocação de famílias atingidas pela cheia para o Parque de Exposições de Rio Branco.

A cheia do Rio Acre manteve Rio Branco em estado de emergência neste domingo (18), com o nível do rio atingindo 14,55 metros ao meio-dia. Segundo boletim da Defesa Civil municipal, 27 bairros já foram afetados, com 631 famílias (cerca de 2.286 pessoas) atingidas. Na zona rural, outras 250 famílias – aproximadamente mil pessoas – sofrem com os impactos da enchente.

Dois abrigos estão em funcionamento: no Parque Wildy Viana, com seis famílias (15 pessoas e três animais), e na Escola Leôncio de Carvalho, que recebeu sete famílias indígenas. Outras quatro famílias desalojadas foram atendidas pelas equipes de resposta. As ações concentram-se nos bairros mais críticos: Seis de Agosto, Cadeia Velha, Habitasa, Base e Ayrton Senna.

Em parceria com a Energisa, a Defesa Civil realiza inspeções em 12 bairros para avaliar riscos na rede elétrica e executar desligamentos preventivos quando necessário. Quinze comunidades rurais seguem sob monitoramento contínuo. A população é orientada a seguir as recomendações de segurança e acionar o telefone 193 em caso de necessidade.

Situação dos abrigos:
  • Parque Wildy Viana: 6 famílias (15 pessoas) e 3 animais acolhidos;

  • Escola Leôncio de Carvalho: 7 famílias indígenas removidas;

  • Outros locais: 4 famílias desalojadas (11 pessoas) recebem atendimento.

Bairros mais atingidos:

Seis de Agosto, Cadeia Velha, Habitasa, Base e Ayrton Senna são os pontos de maior atenção, com equipes atuando ininterruptamente para remoções e distribuição de auxílio.

Impacto na zona rural:

Cerca de 250 famílias (aproximadamente 1.000 pessoas) foram afetadas nas comunidades Panorama, Belo Jardim, Liberdade, Catuaba e Vista Alegre. Outras 15 comunidades seguem sob monitoramento.

Risco elétrico:

Em parceria com a Energisa, a Defesa Civil faz inspeções em 12 bairros para avaliar perigos na rede elétrica, podendo realizar desligamentos preventivos caso haja ameaça à população.

Canais de ajuda:

A população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 193. O órgão reforça que o acompanhamento é permanente e pede que moradores de áreas afetadas sigam as orientações de segurança.

A tendência é de estabilização do nível do rio nas próximas horas, mas a situação ainda é crítica. A prefeitura deve ampliar o número de abrigos caso novas remoções sejam necessárias.

A cheia já supera em 55 centímetros a cota de transbordamento (14 m) e se aproxima do nível da grande enchente de 2015, que atingiu 15,42 m – recorde da última década.

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