Conecte-se conosco

Acre

Unindo cinema e música, Orquestra Jovem da Ufac lota Usina de Arte com apresentação apoiada pelo governo do Acre

Publicado

em

A Usina de Arte João Donato, em Rio Branco, foi palco de uma noite emocionante. Ao som da Orquestra Jovem da Universidade Federal do Acre (Ufac), a plateia pôde apreciar um repertório com os maiores clássicos das obras cinematográficas, unindo duas artes apaixonantes: música e cinema.

O evento contou com o apoio do governo do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM). Com incentivo a eventos como esse, a gestão reforça o compromisso com a arte e espaços culturais da nossa cidade.

Espetáculo uniu música e cinema. Foto: Neto Lucena/Secom

No local que leva o nome do músico João Donato, quem assistia ouviu atenta cada nota musical vinda do grupo, que emocionou com as escolhas minuciosas. Antes de cada canção, eram dadas informações sobre a trilha sonora.

O presidente da FEM, Minoru Kinpara, falou desse compromisso com a cultura e garantiu que novos projetos como esse serão cada vez mais incentivados. “Temos fortalecido uma parceria que já existe, que é muito antiga entre a universidade, a fundação e outras associações, e agora nosso objetivo é fortalecer a universidade.”

Kinpara relembrou da importância desses encontros serem na usina que leva o nome de um dos acreanos mais renomados do estado.

“A gente tem um que dos objetivos do João Donato, antes de morrer, era comemorar os 90 anos aqui no Acre e essa usina é a cara dele, Ele veio aqui, participou, fez muitas apresentações e é um tributo a ele”, reforçou ao revelar que uma homenagem ao músico está sendo organizada pela FEM.

“Vamos fazer uma grande festa também comemorando esse homem que realmente representou o Acre e sempre teve orgulho, fez questão de dizer que era acreano, então isso nos orgulhou muito.”

Evento teve parceria do governo do Acre e Ufac. Foto: Neto Lucena/Secom

‘Música é transformadora’

Quem esteve no evento destacou que essa é uma iniciativa que precisa ser disseminada. O público, composto por pessoas de todas as idades, famílias inteiras, falou da emoção de poder consumir um espetáculo como esse de maneira totalmente gratuita.

Cristiane Alves soube da apresentação porque a filha toca na orquestra, porém estava viajando e não tocou essa noite. Mas, a mãe veio prestigiar os amigos.

“Mesmo ela não vindo, vim prestigiar, porque é um projeto que contribui para o intelecto do jovem, da criança e, além de tudo, a música é disciplina. Então, no mundo de hoje a gente poder apresentar a música clássica para os jovens é muito bom”, contou.

Abimael Alves, de 17 anos, também fez questão de comparecer ao evento. Ele, que toca violão e canta, acredita que esse tipo de apresentação contribui para diversos segmentos da sociedade, contribuindo para o desenvolvimento do estado.

“Vim porque eu gosto muito de música e eventos como esse incentivam cada vez mais a população a se envolver com a arte.”

Aryne Cunha, defensora pública, esteve no evento para prestigiar o marido, mas também como apreciadora da arte. Com ela, a família inteira acompanhou o espetáculo.

“Além de prestigiar o evento, vim ter a alegria de ver meu marido tocar flauta na orquestra. A música é transformadora. Hoje, quando vemos nossos jovens tão distraídos com redes sociais, a gente vê que a música é um caminho de educação, de integrar nossos jovens na sociedade e envolvê-los em uma atividade que vai contribuir para a vida deles”, destacou.

Foi a primeira vez que a Orquestra Jovem se apresentou na Usina de Arte João Donato. Foto: Neto Lucena/Secom

O projeto

A Orquestra Jovem da Ufac existe desde 2009 e é coordenada pelo maestro Thomaz Rocha, músico e servidor da instituição. O grupo é um projeto de extensão que busca democratizar o ensino de instrumentos no estado do Acre.

O maestro explica que cada semestre é uma nova temporada do projeto. Os alunos se inscrevem e começam os ensaios, desde aulas teóricas até as práticas.

“Nós decidimos fazer um concerto com músicas temas de filmes, porque são trilhas sonoras conhecidíssimas. E é um espetáculo para ser mais próximo do público, pra trazer um pouco de felicidade também. Quando a gente propõe uma atividade com orquestra, às vezes tem pessoas que não conhecem o instrumento de orquestra, mas numa oportunidade como essa toda a família participa e pode conhecer”, destaca.

Ver a casa cheia para ele foi motivador, destacando que a cultura tem um alto consumo na capital. O maestro também falou da emoção de tocar pela primeira vez na Usina de Arte. “Casa lotada desse jeito só nos dá boas expectativas”, disse.

A professora Lya Beiruth, diretora de arte, cultura e integração comunitária da Ufac, pontuou que o objetivo é estreitar ainda mais a parceria entre governo do Estado e Ufac.

“A gente apoia enquanto universidade, enquanto instituição, mas a gente precisa de investimentos para trabalhar com os próprios integrantes do grupo, com bolsas de estudo. Então a gente traz a apresentação para a comunidade entender a importância que é esse trabalho. A gente trabalha arte, cultura, integração comunitária e investe em talento, descobrindo talentos, investindo neles, então a gente precisa aproveitar esse momento para sensibilizar as pessoas para que a gente possa ampliar e aprimorar esse tipo de serviço para a sociedade, que é tão importante”, conclui.

E, ao finalizar a apresentação com Lembranças do Seringal, de Hélio Melo, a orquestra trouxe à luz como o Acre é cultural e como eventos como esse reúnem um público interessado em arte.

Fonte: Governo AC

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Acre

Acre espera arrecadar R$ 165 milhões com IPVA em 2026, crescimento frente ao ano anterior

Publicado

em

Pagamento pode ser feito à vista com desconto ou em até cinco parcelas, conforme final da placa; frota estadual ultrapassa 363 mil veículos

O Acre possui atualmente 363.294 veículos registrados, sendo 209.472 na capital e 153.822 no interior. Foto: captada 

O governo do Acre estima arrecadar R$ 165 milhões com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em 2026, valor superior aos R$ 157,3 milhões recolhidos em 2025. De acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), no ano passado a maior parte dos pagamentos foi feita em cota única (64,4%), enquanto 15,1% optaram pelo parcelamento.

Em 2026, o tributo pode ser quitado à vista, com desconto de 10%, ou em até cinco parcelas mensais sem desconto – obedecendo ao calendário definido pelo final da placa, conforme a Portaria Sefaz nº 751/2025. A parcela mínima é de R$ 50.

O estado possui atualmente 363.294 veículos registrados, sendo 209.472 em Rio Branco e 153.822 no interior.

Perfil de pagamento em 2025:
  • Cota única: 64,4% do total arrecadado (preferência do contribuinte pelo desconto);

  • Parcelamento: 15,1%;

  • Primeiro emplacamento: 6,2%;

  • Débitos anteriores: 13,5%.

Regras para 2026:
  • Desconto: 10% para pagamento integral até a data de vencimento;

  • Parcelas: Até 5, sem desconto, com valor mínimo de R$ 50 por parcela;

  • Calendário: Definido pelo último dígito da placa (0 a 9).

Frota estadual:

O Acre possui 363.294 veículos registrados, distribuídos entre:

  • Rio Branco: 209.472 (57,6%);

  • Interior: 153.822 (42,4%).

Contexto econômico:

O aumento na arrecadação reflete a expansão da frota – que cresceu 4,8% em 2025 – e a melhora na eficiência da cobrança. O IPVA é a segunda maior fonte de receita tributária própriado estado, atrás apenas do ICMS.

A Sefaz deve divulgar o calendário oficial até o final de janeiro. Contribuintes podem consultar débitos e gerar boletos no portal da Sefaz ou pelo aplicativo Gov.br.

A alta adesão ao pagamento à vista (64% em 2025) mostra que os acreanos têm priorizado o desconto de 10%, mesmo em um cenário de orçamento familiar apertado – movimento que beneficia o fluxo de caixa do estado no primeiro trimestre.

Comentários

Continue lendo

Acre

Agricultor compõe 200 hinos evangélicos e busca patrocinador para realizar o sonho de ser cantor gospel em Cruzeiro do Sul

Publicado

em

As 200 composições já estão gravadas em pendrive, mas a família enfrenta dificuldades financeiras para produzir material profissional, adquirir equipamentos e dar visibilidade ao talento

Redação Jurua24horas

No Ramal 3, BR-364, zona rural de Cruzeiro do Sul, vive Francisco Renizio, mais conhecido como Irmão Renizio, um agricultor de 53 anos que, apesar de ser analfabeto, já compôs 200 músicas evangélicas, todas memorizadas e prontas para serem gravadas profissionalmente.

Pai de 13 filhos, Francisco conta que sua jornada na música começou após sua conversão a Jesus Cristo. “Eu era uma pessoa que não era crente, aceitei Jesus, deixei de beber, fui pra igreja e lá comecei a cantar um hino só, um corinho que dizia que o sangue de Jesus tem poder”, relata em vídeo gravado pelo filho caçula, Miguel Silva, de 13 anos, o mais novo dos irmãos e quem entrou em contato com a redação do site Juruá24horas para compartilhar a história do pai.

Francisco explica que, orando em seu roçado, pediu a Deus o dom de compor. “Brevemente, com uns três meses, eu fiz o primeiro hino: ‘Eu vivi ali perdido nesse mundo de ilusão, não tinha nenhum amigo que amasse o meu coração’. E de lá pra cá já tenho feito uns duzentos mensagens para cantar para Jesus”, conta emocionado.

As 200 composições já estão gravadas em pendrive, mas a família enfrenta dificuldades financeiras para produzir material profissional, adquirir equipamentos e dar visibilidade ao talento. “A gente tem dificuldade porque moramos aqui no interior, num projeto de Cruzeiro do Sul, e não tem dinheiro para gravar. Estamos pedindo ajuda, qualquer patrocinador que quiser participar, para a gente levar o nome de Jesus cantando para as pessoas que fumam droga, que bebem, para tirar essas pessoas da rua através dos nossos louvores”, afirma Francisco.

O filho Miguel, que edita os vídeos do pai, reforça o apelo: a família busca um patrocinador que acredite no projeto e entre em contrato para impulsionar a carreira. “Eu que edito os vídeos dele, e é isso. Qualquer patrocinador que quiser saber do meu talento, tenta entrar em contrato, que a gente mostra o talento da gente pra qualquer uma pessoa que quiser”, diz o adolescente.

Francisco Renizio sonha em fazer shows, gravar CDs e levar sua mensagem de fé por meio da música. “Eu preciso lavar o Senhor até o final da minha vida, até o dia de Jesus voltar pra me buscar”, finaliza com esperança.

A família aguarda o apoio de pessoas ou empresas que possam ajudar a transformar esse sonho em realidade. Interessados podem entrar em contato diretamente com a família pelo número (68)99254-8736

Comentários

Continue lendo

Acre

Rio Acre atinge 14,55 m e deixa 631 famílias desabrigadas em Rio Branco; 27 bairros são afetados neste domingo

Publicado

em

Defesa Civil mantém estado de emergência na capital; abrigos recebem famílias removidas e equipes monitoram risco elétrico em 12 bairros

Com o Rio Acre atingindo 14,55 na capital neste sábado, 17, o governo do Acre, por meio da Defesa Civil, começou a realocação de famílias atingidas pela cheia para o Parque de Exposições de Rio Branco.

A cheia do Rio Acre manteve Rio Branco em estado de emergência neste domingo (18), com o nível do rio atingindo 14,55 metros ao meio-dia. Segundo boletim da Defesa Civil municipal, 27 bairros já foram afetados, com 631 famílias (cerca de 2.286 pessoas) atingidas. Na zona rural, outras 250 famílias – aproximadamente mil pessoas – sofrem com os impactos da enchente.

Dois abrigos estão em funcionamento: no Parque Wildy Viana, com seis famílias (15 pessoas e três animais), e na Escola Leôncio de Carvalho, que recebeu sete famílias indígenas. Outras quatro famílias desalojadas foram atendidas pelas equipes de resposta. As ações concentram-se nos bairros mais críticos: Seis de Agosto, Cadeia Velha, Habitasa, Base e Ayrton Senna.

Em parceria com a Energisa, a Defesa Civil realiza inspeções em 12 bairros para avaliar riscos na rede elétrica e executar desligamentos preventivos quando necessário. Quinze comunidades rurais seguem sob monitoramento contínuo. A população é orientada a seguir as recomendações de segurança e acionar o telefone 193 em caso de necessidade.

Situação dos abrigos:
  • Parque Wildy Viana: 6 famílias (15 pessoas) e 3 animais acolhidos;

  • Escola Leôncio de Carvalho: 7 famílias indígenas removidas;

  • Outros locais: 4 famílias desalojadas (11 pessoas) recebem atendimento.

Bairros mais atingidos:

Seis de Agosto, Cadeia Velha, Habitasa, Base e Ayrton Senna são os pontos de maior atenção, com equipes atuando ininterruptamente para remoções e distribuição de auxílio.

Impacto na zona rural:

Cerca de 250 famílias (aproximadamente 1.000 pessoas) foram afetadas nas comunidades Panorama, Belo Jardim, Liberdade, Catuaba e Vista Alegre. Outras 15 comunidades seguem sob monitoramento.

Risco elétrico:

Em parceria com a Energisa, a Defesa Civil faz inspeções em 12 bairros para avaliar perigos na rede elétrica, podendo realizar desligamentos preventivos caso haja ameaça à população.

Canais de ajuda:

A população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 193. O órgão reforça que o acompanhamento é permanente e pede que moradores de áreas afetadas sigam as orientações de segurança.

A tendência é de estabilização do nível do rio nas próximas horas, mas a situação ainda é crítica. A prefeitura deve ampliar o número de abrigos caso novas remoções sejam necessárias.

A cheia já supera em 55 centímetros a cota de transbordamento (14 m) e se aproxima do nível da grande enchente de 2015, que atingiu 15,42 m – recorde da última década.

Comentários

Continue lendo