Brasil
Trump sugere apoio à mudança de regime no Irã, em postagem
Horas antes, seu vice JD Vance havia dito que “o país não está em guerra contra o Irã, mas sim contra o programa nuclear iraniano”

Por Marcia Bessa Martins/iG
O presidente Donald Trump sugeriu, em uma postagem nas redes sociais, neste domingo (22), um possível apoio à mudança de regime no Irã em Teerã. A informação foi divulgada pelo The Times of Israel.
Na noite de sábado (21), no horário de Brasília, e madrugada deste domingo (22), no horário local, os Estados Unidos bombardearam três instalações nucleares do Irã.r
A entrada no conflito no Oriente Médio aconteceu após uma semana de combates aéreos entre Israel e Irã.
“Não é politicamente correto usar o termo “mudança de regime”, mas se o atual regime iraniano não é capaz de fazer o Irã grande de novo, por que não haveria uma mudança de regime? MIGA!!!”, escreveu Trump, na postagem, usando uma referência ao seu movimento MAGA (Make America Great Again), em português, Torne a América Grande Novamente.
A frase foi slogan da campanha de Trump em 2016, quando ele foi eleito presidente pela primeira vez .
Horas antes da postagem de Trump, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, junto com outros integrantes do governo, havia declarado que ‘o país não está em guerra contra o Irã, mas sim contra o programa nuclear iraniano.
“Acho que o presidente Trump tomou medidas decisivas para destruir esse programa ontem à noite”, afirmou Vance, em entrevista à imprensa norte-americana.
A postagem do presidente sobre a mudança do regime no Irã ocorreu no mesmo momento em que, em Nova York, a delegação do Irã discursava no Conselho de Segurança da ONU, que se reuniu em caráter de emergência neste domingo.
A mensagem de Trump pegou diplomatas na sala do da ONU de surpresa.
Regime no Irã
O cargo de aiatolá, ocupado atualmente por Ali Khamenei, é o líder supremo do Irã. O cargo é determinado por clérigos islâmicos, que são encarregados de selecionar, supervisionar e, se necessário, derrubar o líder.
Apesar de o país ter um presidente, é o aiatolá quem detém poder direto ou indireto sobre todos os assuntos do Estado — da política externa à política interna.
É ele quem nomeia os principais funcionários, incluindo os chefes da mídia estatal e do Judiciário e tem representantes em quase todas as principais organizações.
O presidente do Irã fica responsável pela gestão cotidiana do governo e pela representação do país na diplomacia internacional. Contudo, o ocupante do cargo não pode se sobrepor ao líder supremo em questões de importância estratégica.
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Brasil
Acre tem a terceira maior perda de água do país, aponta Instituto Trata Brasil
Estado perde 62,25% da água na distribuição, quase 22 pontos percentuais acima da média nacional; Rio Branco está entre as dez piores capitais

Dados do Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, mostram que o Acre está entre os estados com maior perda na distribuição de água. São 62,25% de perdas. Foto: captada
O Acre está entre os estados brasileiros com os maiores índices de perda de água na distribuição, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados. Com 62,25% de perda, o estado ocupa a terceira posição no ranking nacional, atrás apenas de Alagoas (69,86%) e Roraima (62,51%).
Os dados são referentes a 2023 e foram divulgados no final do ano passado. A média nacional de perda na distribuição fechou em 40,31%, o que significa que o Acre perde quase 22 pontos percentuais a mais que a média do país.
Cenário nacional
O levantamento revela uma profunda desigualdade regional na infraestrutura hídrica brasileira. Enquanto estados do Norte e Nordeste lideram os rankings de perda, unidades da federação das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentam os melhores desempenhos.
Goiás (25,68%), Tocantins (30,96%), São Paulo (32,66%), Paraná (33,11%) e o Distrito Federal (31,46%) têm os menores índices de perda. Na sequência aparecem Santa Catarina (35,31%), Minas Gerais (36,22%), Rondônia (37,03%), Paraíba (37,53%), Mato Grosso do Sul (38,58%), Espírito Santo (38,70%) e Rio Grande do Sul (40,14%).
“Os indicadores revelam que as perdas no Brasil não se distribuem de forma homogênea, refletindo desigualdades territoriais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional”, destacam os pesquisadores.
O estudo aponta que estados com altos índices de perda são mais suscetíveis a desafios estruturais no abastecimento, incluindo maior risco de intermitência, maior pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos significativamente superiores para recuperação de eficiência.
Rio Branco entre as piores capitais
Quando se analisa os dados municipais, a capital acreana também figura entre as posições mais críticas. Rio Branco ocupa o 96º lugar no ranking de perda na distribuição entre as cidades brasileiras, com índice de 56,06%.
O percentual coloca a capital acreana entre as dez piores do país, evidenciando os desafios estruturais enfrentados pelo sistema de abastecimento local.
Os dados reforçam a necessidade de investimentos em infraestrutura e modernização da gestão hídrica no Acre, tanto na capital quanto no interior, para reduzir as perdas e garantir o acesso universal à água tratada.

Quando se analisa os dados referentes à Rio Branco, observa-se que a capital acreana está entre as 10 cidades com piores índices de distribuição: 56,06% de perda. Foto: captada
“Os indicadores revelam que as perdas no Brasil não se distribuem de forma homogênea, refletindo desigualdades territoriais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação são mais suscetíveis a desafios estruturais no abastecimento, incluindo maior risco de intermitência, maior pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos significativamente superiores para recuperação de eficiência”, destacam os pesquisadores.
Quando se analisa os dados referentes à Rio Branco, observa-se que a capital acreana está entre as 10 cidades com piores índices de distribuição: 56,06% de perda, ocupando o 96º lugar no ranking de melhores e piores índices de perdas na distribuição.
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Brasil
Indústria de alimentos movimenta R$ 2,1 bilhões e representa 6,7% do PIB do Acre, aponta ABIA
Setor emprega 4,4 mil trabalhadores diretos e mantém forte integração com a produção agropecuária; 78,4% das matérias-primas vêm do campo

As exportações da indústria de alimentos acreana somaram US$ 55 milhões, valor ainda modesto quando comparado a estados com maior estrutura industrial. Foto: captada
A indústria de alimentos no Acre movimenta cerca de R$ 2,1 bilhões em valor de produção, de acordo com levantamento divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) com base em dados de 2025. O estudo, que traça um panorama do desempenho regional do setor no Brasil, revela que o segmento tem peso significativo na economia acreana, representando 6,7% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.
Os dados apontam que o estado possui 170 empresas do setor alimentício, responsáveis por aproximadamente 4,4 mil empregos diretos e 17,9 mil postos de trabalho indiretos ligados à cadeia produtiva. A indústria também tem forte presença na estrutura industrial local: 59,7% dos empregos da indústria de transformação do Acre estão concentrados nesse segmento, segundo o levantamento.
Integração com o campo
Outro destaque do estudo é a ligação direta da indústria alimentícia com a produção agropecuária. No Acre, 78,4% das matérias-primas utilizadas pelas indústrias do setor são adquiridas da produção rural do próprio estado, indicando forte dependência e integração com a atividade agropecuária local.
Comércio exterior
No mercado internacional, as exportações da indústria de alimentos acreana somaram US$ 55 milhões. O valor ainda é modesto quando comparado a estados com maior estrutura industrial, mas demonstra a participação do Acre no comércio exterior do setor.
Panorama regional e nacional
O estudo também traz um panorama da Região Norte, onde a indústria de alimentos registra R$ 66,7 bilhões em valor de produção, com 2,5 mil empresas e 103 mil empregos diretos, reforçando o papel do segmento no desenvolvimento econômico regional.
Em nível nacional, a indústria de alimentos é considerada a maior do país, com R$ 1,388 trilhão em valor de produção, 42 mil empresas e mais de 2,12 milhões de empregos diretos, além de exportações que chegam a US$ 66,7 bilhões para cerca de 190 países.
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Brasil
Mulher será indenizada por ser chamada de véia no trabalho em GO

Goiânia – Uma mulher de 45 anos deve ser indenizada após ser chamada de “véia” por colegas de trabalho, na capital goiana. A Justiça do Trabalho reconheceu a prática de assédio moral contra a profissional, que era algo de apelidos pejorativos relacionados à idade. Ela trabalhou na empresa de abril a outubro de 2024.
A 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região manteve a condenação da empresa e o pagamento de indenização no valor de R$ 1,5 mil. A decisão confirmou que a trabalhadora era chamada de “véia” por uma colega e que a gerência da unidade manifestava resistência à contratação de pessoas com mais idade.
Além da reparação financeira, a Justiça reconheceu a rescisão indireta do contrato de trabalho.
Etarismo
O processo, que tramitou originalmente na 9ª Vara do Trabalho de Goiânia, reuniu provas orais que comprovaram o tratamento discriminatório contra a mulher. Testemunhas relataram que a funcionária era a única do setor tratada por apelidos e que as ofensas causavam abalo emocional, já que ela chegava a chorar no local de trabalho.
A condenação da empresa havia sido decidida pela juíza Eunice Fernandes de Castro, da 9ª Vara do Trabalho de Goiânia, em outubro do ano passado, e agora foi confirmada pelos desembargadores da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região. Os magistrados reduziram, porém, a indenização por danos morais de R$ 3 mil para R$ 1,5 mil.
Em sua decisão, a juíza Eunice afirmou que o tratamento dado à funcionária, com a utilização de um apelido depreciativo relacionado à sua idade, de forma reiterada e em ambiente de trabalho, configura assédio moral.
“A situação é agravada pelo fato de que uma superior hierárquica proferiu comentário de cunho etarista, o que legitima e incentiva a prática discriminatória pelos demais colegas”, afirmou a magistrada.
Paralelamente ao assédio, a profissional pediu o reconhecimento da rescisão indireta – quando o empregado “pede demissão” por falta grave do empregador, mantendo o direito às verbas rescisórias integrais. A Justiça acatou o pedido com base no atraso reiterado dos depósitos do FGTS.
Segundo o entendimento firmado pelo colegiado, a ausência de recolhimento regular do Fundo de Garantia configura descumprimento contratual grave o suficiente para justificar o fim do vínculo por culpa da empresa.
Com isso, além da indenização por danos morais, a empresa foi condenada ao pagamento da multa prevista no artigo 477 da CLT, devido ao reconhecimento judicial da rescisão indireta.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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