O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou nesta terça-feira a captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmando que a operação de alto risco provou que os EUA possuem as forças armadas “mais temíveis” do mundo.
“Tínhamos muitos soldados em solo, mas foi incrível”, disse ele durante um discurso em um encontro do Partido Republicano na Câmara dos Representantes, em Washington, D.C. “Foi brilhante taticamente.”
Trump relatou diversos detalhes operacionais aos parlamentares republicanos, indicando que os EUA cortaram o fornecimento de energia elétrica em grande parte da Venezuela pouco antes de entrar no país. Isso deu aos militares o elemento surpresa ao se aproximarem do complexo de Maduro.
“E pensem nisso, ninguém morreu”, exclamou o presidente. “E do outro lado, muita gente morreu.”
O líder americano prosseguiu criticando os democratas por expressarem preocupação com a decisão de capturar Maduro, reclamando que poucos no partido o parabenizaram.
“Em algum momento, eles deveriam dizer, sabe, ‘Você fez um ótimo trabalho'”, afirmou ele. “‘Obrigado, parabéns’. Não seria bom?”
A Venezuela permanece em turbulência dias após Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores, terem sido capturados pelas forças americanas em Caracas.
Na segunda-feira (6), Maduro e Flores se declararam inocentes das acusações de tráfico de drogas e porte de armas em sua primeira aparição no tribunal, em Nova York, onde Maduro disse: “Eu ainda sou o presidente do meu país”.
A próxima audiência está marcada para 17 de março. Nem Maduro nem Flores estão buscando fiança ou libertação imediata.
Na Venezuela, Delcy Rodríguez, aliada do ditador, tomou posse como presidente interina ainda na segunda-feira, embora o presidente Trump tenha afirmado repetidamente que está no comando e não tenha descartado uma intervenção militar mais ampla no país sul-americano caso o regime não coopere.






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